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Precisamos conversar sobre a liminar do Mandiocão

A Eleição Municipal terminou no dia 02/10/16 para os eleitores, que escolheram o José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) como prefeito, computando a primeira colocação nas urnas, com 14826 votos. Todavia, considerando a situação jurídica do candidato dentro do TRE-RJ e do TSE, a eleição teve seu encerramento definitivo em 02/12/2016, quando a Ministra Rosa Webber manteve o Mandiocão no cargo, suspendendo todos recursos eleitorais no TSE. Dessa forma, o assunto eleitoral estava encerrado.

Os grupos políticos concorrentes insatisfeitos com a situação, investiram na tese de que, caso a liminar, que suspendeu a sessão da Câmara Municipal, fosse cassada ou reconsiderada pela desembargadora, o vencedor da Eleição Municipal voltaria ao status de ficha suja, ficando impedido de assumir, o que exigiria a aplicação de uma nova eleição, desde que tudo acontecesse no tempo hábil para que o ex-prefeito não fosse diplomado e assumisse o cargo oficialmente. Bem, meu caro leitor, as equipes jurídicas dos grupos políticos concorrentes e da Câmara Municipal não souberam conduzir a ação, pecando na luta contra o tempo e na própria lógica jurídica, o que resultou na manutenção da liminar e na posse do prefeito.

Eles ainda mantêm a fé de que, caso a liminar caia pela votação na câmara cível, o prefeito será afastado do cargo, enquanto que a probabilidade matemática disto acontecer é mínima, tendo em vista as decisões do TSE, enquanto que o processo da Câmara Municipal ainda está na sua fase embrionária.

A verdade é que o Marcos Abrahão estava com as eleições na mão até o momento que disse, no palanque, que “quem se mistura com porco, farelo come.” No final, o próprio candidato acabou ferindo a si próprio perante à opinião pública, que não queria a continuidade do governo sob o domínio do grupo da Solange Pereira de Almeida, escolhendo o Mandiocão nas urnas, através do processo democrático, que foi legitimado pelo TRE-RJ e pelo TSE, no dia 02/12/16. Assim, com liminar ou sem liminar, os futuros candidatos ao cargo de prefeito terão que focalizar a revanche em 2020, através da eleição e do processo democrático.

Por fim, gostando ou não, Mandiocão está legitimado no poder, conforme as Instituições Jurídicas. Logo, quem sou eu para questionar o contrato social, que mantém o Estado e a sociedade civil erguidos? – Fiz a minha parte como escritor na luta pela transparência, enquanto que é público e notório que apoiei o Marcos Abrahão nas Eleições Municipais em 2016. Todavia, não vou ficar sentado na calçada chorando, torcendo para que tudo dê errado no atual governo. Isso seria infantilidade e sabotar toda sociedade rio-bonitense, que acompanha o momento da crise ética, moral, financeira e econômica. Assim, minha escolha foi colaborar com a sociedade e o governo, nas questões pertinentes e legais, exercendo a cidadania, que independe dos cargos, das comissões políticas e das licitações, porque as eleições passaram e Rio Bonito precisa da unidade do seu povo, com seus empresários, pensadores, artistas e ativistas, para se reconstruir e voltar ao desenvolvimento econômico e social.

No mais, vamos aguardar o transcorrer deste mandato e a forma como os empresários interpretarão o ambiente contingencial.

Por Nadelson Cota Nogueira Junior

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Mandiocão pede desculpas aos riobonitenses pelos erros da Solange

O vídeo do prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), que foi exibido nas redes sociais nesta segunda-feira, 16/01/2017, deixou a situação do Município de Rio Bonito bem clara para a opinião pública, mesmo sem mencionar o tamanho da dívida herdada da gestão anterior ou estabelecer uma data qualquer para o pagamento dos servidores públicos municipais, incluindo a parcela integral do 13º salário.

Estou acostumado com o Mandiocão que entra na briga para ganhar e que não desiste das lutas. Todavia, não gostei de vê-lo apresentando as prioridades da ex-prefeita em inverter as obrigações, deixando de pagar os servidores públicos para atender alguns fornecedores, com exclusividade, pedindo-lhes desculpas por uma sucessão de erros, que foram cometidos por sua antecessora, que sabotou a administração pública, o comércio e a maior parte das famílias riobonitenses.

Mandiocão foi nobre quando se desculpou, porque ele é o prefeito, enquanto que sua obrigação, mesmo não sendo o responsável direto pela origem do problema, é solucionar a crise e colocar a casa em ordem, pelo menos, na esfera financeira. Mas esse é o momento que o governante, que está no seu quarto mandato, deve se sentar com seu staff para fazer o levantamento das estruturas e o estudo de impacto para revitalizar as escolas, as unidades de saúde e os setores públicos, para que o patrimônio público não vire ruína, ficando na mesma condição da frota veicular sucateada. Não poderia deixar de mencionar a valorização do servidor público municipal, que deve ir além da subjetividade alheia.

Precisamos sair do ciclo vicioso das acusações e da mesquinharia, vislumbrando que o amanhã seja melhor que o hoje para nossos filhos e netos.

Precisamos sair do modelo ultrapassado, que constrói novas unidades e edifícios, abandonado os antigos às ruínas, mesmo sabendo que serão utilizados pelas comunidades, porque não existe outra opção ou outro caminho, principalmente para aqueles que moram no interior.

É no momento da crise que surgem as oportunidades para aprendermos e crescermos como sociedade e seres humanos. Por isso, diante da crise financeira que assola nosso Estado e nosso Município de Rio Bonito, penso que o slogan do governo deveria ser alterado do “Reconstruindo Rio Bonito” para “Reformando Rio Bonito”. A reconstrução afasta a culpa ativa ou passiva do problema. A reforma assume toda a responsabilidade e transforma o contexto, mesmo que o primeiro passo seja só na mentalidade e no comprometimento.

Por fim, o Mandiocão não pode perder sua fé, postura e força diante dos riobonitenses, porque o destino dos 57.000 habitantes, que vivem e investiram suas vidas nesta cidade, está em suas mãos, independentemente de terem votado ou não no prefeito, porque a democracia inclui, enquanto que os grupos políticos separam.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão expõe a frota sucateada da PMRB e a incapacidade gestora da ex-prefeita

b7e651e3-0411-4752-b385-4b4d2ba58586 Como escrevi nas resenhas anteriores, não espero mais nada além do previsível por parte do governo José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), salvo a expressão paralela da vice-prefeita, Rita de Cássia, que está arregaçando as mangas e trabalhando na recuperação estrutural da saúde e da educação riobonitense, articulando junto aos empresários e amigos na busca das doações e do trabalho voluntário. Em contrapartida, o grupo político do Mandiocão está respondendo da mesma forma dos mandatos anteriores, seguindo uma programação ideológica e comportamental, que começou com a exposição da frota dos veículos sucateados da PMRB e da incapacidade gestora do governo Solange Pereira de Almeida, mantendo a rixa entre os grupos políticos, trabalhando a comunicação social para desestabilizar a imagem da ex-prefeita, que poderá vir como candidata a deputado estadual em 2018 ou a prefeita em 2020, utilizando-se das liminares, que serão sustentadas nos princípios da presunção da inocência até o término do feito e do trânsito em julgado para ludibriar a Lei da Ficha Limpa.

d8c4c79a-7201-4981-a73c-271e27562948Simplesmente, os grupos políticos estão em conflito constante pelo poder, enquanto que o Mandiocão representa o bem na luta contra o mal, uma vez que está no poder e possui o aval da elite e da classe média riobonitense. A própria Solange acabou fortalecendo o atual prefeito, com suas falhas e ausências na administração pública, reafirmando o slogan da oposição durante as eleições municipais em 2012 e 2016: – Quem compara, vota.

A dívida da prefeitura ainda não foi anunciada oficialmente para sociedade, mas o desfile da frota era um evento certo para ser realizado, tornando-se folclórico na cultura local e mais importante que a transparência para os riobonitenses, principalmente após o decreto de calamidade financeira do Município.

Por Nadelson Cota Nogueira Junior

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O governo quer privatizar tudo, mas os servidores públicos são o único obstáculo

O Sistema é forte, coeso, conectado, imperceptível ao olho nu do cidadão e do intelectual brasileiro. Ele é quase que uma divindade, tornando-se onisciente e onipresente, desde que você seja brasileiro, carregando seus vícios e virtudes culturais, seguindo a programação social da corrupção, da manutenção do status quor e do se dar bem a qualquer preço.

Fico assustado com o sincronismo dos fatos na atualidade, que se desencadeiam desde a incapacidade financeira dos Estados da Federação e dos municípios, até alcançarem à crise do sistema penitenciário brasileiro, com sua organização no Estado Paralelo dentro do próprio Estado Formalizado. Simplesmente, o Estado, como o conhecíamos, entrou em falência múltipla, para justificar sua incapacidade de resposta, para apresentar a única resposta que as corporações nacionais e estrangeiras querem ouvir: – Privatização. Assim, eles vão privatizar ou conceder ao setor privado a gestão dos presídios, da educação, da saúde, da segurança pública e todas as pastas que sejam interessantes e lucrativas ao investidor. Todavia, há um problema no meu do caminho, uma vez que o Estado possui os servidores públicos, que possuem a estabilidade garantida pela Lei e que não poderiam ser demitidos sem uma justa causa, que deveria ser concluída pelo processo administrativo disciplinar. Logo, os servidores públicos, principalmente àqueles ligados às pastas da saúde, da educação e da segurança pública, precisam ser removidos do caminho, através de um plano maquiavélico, que levaria ao sucateamento da infraestrutura, à desvalorização do servidor público e ao fim da sua estabilidade funcional, conquistada pelo concurso público, cumulada com o estágio experimental e probatório.

O Governador Pezão quer que os servidores desistam dos seus cargos e carreiras, sem o plano de demissão voluntária, deixando de dar qualquer opção às categorias. Assim, mesmo sob a gestão privada, todos os funcionários contratados se tornariam parte do exército eleitoral, enquanto os apadrinhados reinariam dentro da máquina pública do Estado do Rio de Janeiro e dos demais Estados Federativos, porque eles querem transformar a República numa Monarquia travestida pela democracia.

Por fim, prevalece a necessidade econômica brasileira, que não conseguirá se manter dentro dos protocolos legais depois das sucessivas operações anticorrupção. Logo, os executivos das grandes corporações fizeram a reunião com seus deputados, senadores e governadores, para acelerarem a devastação da crise econômica nacional e estadual, obrigando a privatização das autarquias e empresas públicas, deixando o caminho aberto para as construtoras comprarem tudo, passando por cima das licitações e da burocracia da administração pública. Assim, o setor privado dará o golpe de misericórdia na máquina, salvando a lavoura de toda nação brasileira e fluminense.

O Estado do Rio de Janeiro se tornou a cobaia de um projeto, que se intensificará pelo território brasileiro, como a solução para os problemas gerenciais na administração pública. Mas, a cereja do bolo ainda é a PETROBRAS, com seu controle absoluto no preço dos combustíveis, criando o efeito cascata em toda economia nacional. Aliás, se analisarmos os planos de demissão voluntária da PETROBRÁS, concluiremos que o servidor público de carreira se tornará um fóssil, devido ao processo acelerado da sua extinção.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Estima-se o rombo de R$50 milhões na PMRB, enquanto que o atual governo busca soluções com a sociedade

cofre_magroO Município de Rio Bonito não está com sua receita saudável há quase trinta anos, tendo em vista que somente 18% de sua receita é proveniente dos recursos diretos e próprios, enquanto que o restante dos 82% são oriundos dos investimentos, fundos especiais e convênios da União e do Estado do Rio de Janeiro. Logo, para o cidadão leigo compreender o fluxo caixa da prefeitura, serei bem simples e direto: – Se o Estado e a União parassem de enviar suas porções mensalmente, o Município de Rio Bonito decretaria falência em 60 dias, enquanto que seus servidores ativos ficariam sem o pagamento dos salários, incluindo as horas extras e demais benefícios. Os aposentados sofreriam no primeiro instante, uma vez que o repasse ao IPREVIRB ficaria comprometido no primeiro mês. O caos econômico e financeiro chegaria ao comércio, à indústria e ao mercado imobiliário local, uma vez que o maior empregador temporário da cidade é o governo municipal.

O que os riobonitenses não compreendem ou não desejam compreender, por causa da mentalidade dos grupos políticos, é que o Município de Rio Bonito está sendo gerenciado de forma errônea pelos prefeitos desde a década de noventa, enquanto que não houve qualquer preocupação por parte dos governantes em trabalhar as potencialidades da cidade, que estão no turismo rural, histórico e religioso; na economia verde; na produção orgânica na agropecuária; na logística nos transportes; no comércio e na produção industrial em pequena, micro e média escala. Simplesmente, eles se prenderam à Brasília e ao Palácio Guanabara, tornando-se escravos, por opção, do sistema político, que mantém as coisas no seu devido lugar dentro da ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) e do Congresso Nacional.

Para piorar, o quadro financeiro e econômico da nosso Município, que recebeu mais de R$800 milhões de 2013 a 2016, ficando com o capital de giro de R$420 milhões, abatendo-se a folha de pagamento do período, foi entregue com os cofres vazios, sem transição ou transparência, ao prefeito Mandiocão. Oficialmente, a PMRB ainda não apresentou as contas públicas à sociedade, todavia, conforme aos comentários e conversas com os amigos pela rua, estima-se que o déficit ultrapasse os –R$50 milhões, considerando os empréstimos e financiamentos das dívidas diretas, enquanto que, estranhamente, o orçamento estimado do Município para 2017, por parte da União e do Estado, ficaria no teto de R$178 milhões, mas a gestão anterior enviou o planejamento orçamentário no valor de R$240 milhões, contrariando a lógica da economia nacional e estadual. Na verdade, a única beneficiada direta com a majoração orçamentária prevista é a Câmara Municipal de Rio Bonito, que garantirá seu duodécimo elevado, enquanto que o presidente da casa legislativa se manterá no controle do Poder Legislativo por mais 02 (dois) anos, no mínimo, totalizando 06 anos consecutivos.

Nós não chegamos aqui sozinhos e não sairemos do problema social e econômico enquanto nos dividirmos. Logo, estou me colocando à disposição do atual governo municipal, que está aceitando doações e a ajuda voluntária.  Não tenho bandeiras, mas, caso as tivesse, elas estariam abaixo das questões coletivas.

Por fim, no que você pode ajudar como doador ou voluntário nesse exato momento?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão se inspira no PEZÃO e decreta o estado de calamidade financeira em Rio Bonito

A PMRB (Prefeitura Municipal de Rio Bonito) decretou o “estado de calamidade financeira, por meio do Decreto nº004/2017, que foi publicado na edição nº 505 da Gazeta de Rio Bonito. Dessa forma, o atual governo assume oficialmente sua incapacidade financeira para manter o fluxo de caixa positivo, o que se agrava ainda mais, diante do atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos e no 13º salário, que não possui calendário definido ainda para os ajustes, atentando para o fato de que o Município de Rio Bonito tinha a obrigação de proceder o pagamento integral do 13º no dia 20 de dezembro de 2016.

Desde 2014, a União já tem sinalizado aos prefeitos para racionalizarem os gastos e otimizarem os serviços. Assim, enquanto alguns municípios assumiram a postura indicada, tais como Tanguá e Silva Jardim, a ex-prefeita, Solange Pereira de Almeida, ignorou todos os avisos, mantendo a majoração da folha de pagamento dos R$4 milhões, no mandato anterior de Mandiocão, para os R$7,3 milhões, enquanto que o Município de Rio Bonito arrecadou mais de R$800 milhões ao longo do último mandato 2013/2016, cuja materialidade só poderá ser observada na malha asfáltica de baixa qualidade que foi instalada nas ruas da cidade, que os rioboninteses não conseguiram descobrir o valor real do investimento até a presente data, por falta da transparência nas contas públicas.

A verdade é que o grupo político da ex-prefeita decidiu pagar com a mesma moeda, deixando dívidas e despesas para o atual governo, enquanto que a cidade e a sociedade pagarão a conta, de uma forma ou de outra.

Causa-me estranheza o fato do prefeito Mandiocão decretar o estado de calamidade financeira, quando os números ainda não foram apresentados aos riobonitenses.  Dessa forma, por mais latente que seja o óbvio, os cidadãos não têm ideia das dívidas, do indicador de liquidez ou do fluxo de caixa do Município, o que afasta a possibilidade da mensuração dos prazos para a solução. Assim sendo, se a solução financeira ou o equilíbrio do fluxo de caixa for alcançado até maio, que é o mês do aniversário de emancipação de Rio Bonito, deixará latente de que o decreto de calamidade financeira foi prematuro e com o objetivo puramente político, para justificar a rixa entre os dois principais grupos políticos, colocando o governo como o salvador do caos, quando os ajustes ocorreriam naturalmente, mantendo-se a folha de pagamento dos servidores e dos comissionados no limite dos R$4,3 milhões ao mês.

Espero que o decreto da calamidade financeira tenha a publicidade das receitas e despesas anexadas, vislumbrando a transparência no serviço público. Caso contrário, Mandiocão ficará na mesma situação do governador Pezão, do PMDB, que decretou o estado de calamidade pública e financeira, para garantir a emergência nas licitações, alterar as regras do pagamento dos precatórios, fornecedores e servidores públicos, sem apresentar os números ao TCE-RJ e à ALERJ, atrasando o pagamento dos servidores públicos e dos aposentados, mas, mantendo as regalias do Palácio Guanabara, com seus helicópteros e jantares sofisticados, pagos com dinheiro do contribuinte.

Por fim, não seria pedir muito para que os números fossem apresentados, tendo em vista que existem as secretarias de planejamento e gestão para tais finalidades, enquanto que a controladoria tem a função do controle interno, da fiscalização e do back-up das informações analógicas do Município de Rio Bonito. Logo, é pertinente a pergunta: – Por que não apresentaram as contas, quando decretaram o estado de calamidade financeira?

 

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Fátima Mendonça garantiu a continuidade na Comunicação Social do Município de Rio Bonito

Fátima Mendonça, ex-secretária municipal de comunicação da PMRB.

Fátima Mendonça, ex-secretária municipal de comunicação da PMRB.

Na concorrência existente entre os grupos políticos, em suas entradas e saídas do governo, os arquivos dos computadores são delatados, alguns documentos desaparecem e os protocolos da transmissão do poder são passados de um prefeito para outro, através da solenidade da entrega das chaves, que a ex-prefeita não o fez em 2017, incluindo a transição. Só quem acompanha os bastidores do governo e do serviço público entenderá a complexidade de se começar um governo em Rio Bonito, com ou sem transição, porque é preciso ter muita dedicação e conhecimento de rede para juntar as peças do quebra-cabeça administrativo para reorganizar e colocar as coisas no seu devido lugar, mesmo com a existência das secretarias municipais de planejamento e gestão pública, porque a Prefeitura está na idade da pedra, quando o mundo se encontra globalizado e na era digital.

Fazer a comunicação social de uma organização pública não é uma tarefa fácil, principalmente, tratando-se da PMRB (Prefeitura Municipal de Rio Bonito), com sua diversidade nas secretarias, departamentos e setores logísticos e administrativos, enquanto que suas funções vão muito além da construção das resenhas e da assessoria de imprensa, uma vez que a secretaria de comunicação social é responsável pelas relações públicas, pelo endomarketing e marketing, o trabalho da imagem institucional perante a sociedade civil, pelo cerimonial na recepção das autoridades nos eventos públicos, sendo-lhes abertos ou fechados, e pelas pesquisas da qualidade de satisfação do cliente (cidadão), o que deveria incluir o serviço da ouvidoria.

Mas, num circuito descontrolado, onde o caos parece imperar, vislumbrando tradicionalmente sabotar os governos sucessores, a ex-secretária de comunicação, Fátima Mendonça, teve a postura ética e coerente de transferir o site do Município de Rio Bonito, com seus protocolos de acesso e as redes sociais, priorizando o Facebook, o Twitter e o Youtube. Ela seguiu os princípios da continuidade, da eficiência e da impessoalidade, que são partes dos pilares que definem a gestão pública. Ela não se apropriou da coisa pública, mesmo que fosse virtual, transferindo parte do capital do conhecimento e da informação, incluindo a complexa carteira dos contatos digitais, ao atual governo. Embora a postura da ex-secretária pareça óbvia ao leitor e ao cidadão, ela se torna latente pelo simples fato de que não houve tal reciprocidade em 2013, quando a tradição gestora da transmissão foi realizada, também, sem transição.

Por fim, o conhecimento institucional da PMRB não pode ficar retido nas mãos de um grupo político, porque seu patrimônio é dos riobonitenses e de toda a humanidade. A Fátima Mendonça compreendeu o tamanho da sua responsabilidade e se manteve fiel ao conceito filosófico e arquitetônico da secretaria de comunicação, materializado em seu planejamento estratégico. Assim, espero que o atual governo tenha a mesma postura ética, quando for transferir as chaves e os protocolos do Município, porque alguém tem que dar o primeiro passo e servir de exemplo positivo para as futuras gerações.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Solange Pereira de Almeida já está articulando para 2018, inspirada na rixa com Mandiocão

A ex-prefeita, Solange Pereira de Almeida, reagiu na mesma medida da força que lhe foi aplicada, como a Lei Física da ação e reação, quando o assunto se trata dos grupos políticos e da política partidária no Município de Rio Bonito. Simplesmente, ela retribuiu a entrega do mandato com a mesma delicadeza que o atual prefeito, José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) lhe fez em 2013, não aplicando a transição, sem transparência nas contas públicas, deixando o déficit de –R$21 milhões, entre outras coisas.

Na teoria, conforme a Lei, era para os prefeitos entregarem as contas públicas em dia, sem dívidas além dos mandatos, incluindo o pagamento dos servidores públicos e dos contratados, incluindo os fornecedores e prestadores dos serviços. Todavia, na prática, os prefeitos transferem dívidas e empréstimos aos seus sucessores, estabelecendo a continuidade do erro e dos vícios, sabotando as gestões sucessoras. Foi assim quando a Solange saiu em 2005, deixando dívidas, empréstimos e a desordem nas contas públicas para o Mandiocão, que pagou na mesma moeda em 2013, recebendo a mesma estratégia por conta da Solange, num ciclo vicioso e irresponsável na administração, que prejudica o Município de Rio Bonito e sua respectiva sociedade, uma vez que a saúde, a educação, a cultura, o desenvolvimento urbano e econômico, e a segurança pública ficam comprometidos, deixando os governos sem fluxo de caixa para a manutenção expressiva das políticas públicas.

Ironicamente, entra governante e sai governante, as políticas públicas ficam comprometidas, pelo período de 12 a 24 meses para o Mandiocão, enquanto que a Solange demonstrou incapacidade gestora pelo mandato inteiro, compreendendo 48 meses, mesmo com a arrecadação superior aos R$800 milhões em quatro anos, cotando com o apoio da maioria da Câmara Municipal. A ex-prefeita aumentou o valor da passagem de ônibus, transformou o transporte universitário em lei e fez mudanças estruturais na saúde, nos últimos dias do seu mandato, vislumbrando sua possível candidatura ao cargo de deputado estadual na ALERJ em 2018, mesmo com o impedimento da Lei da Ficha Limpa, uma vez que ela já possui condenação no 2º e 3º grau da Justiça Federal.

O resultado das eleições 2016 se tornou o combustível inflamável para a Solange Pereira de Almeida se aventurar pela ALERJ em 2018, uma vez que o Mandiocão conseguiu participar das eleições, passar por cima da soberania da Câmara Municipal, anulando a sessão que reprovou suas contas, tornando-se prefeito, recebendo 14826 votos nas urnas. Pessoalmente, eu acho muito difícil que a ex-prefeita consiga a blindagem para participar na próxima eleição geral, uma vez que sua situação jurídica é totalmente diferente daquela apontada ao Mandiocão em 2016, que se baseava no cerceamento da sua defesa e na perseguição política dentro da esfera legislativa municipal, sustentando-se numa liminar.  Fica bem claro que a força de uma sentença judicial é totalmente diferente que a força da reprovação das contas públicas dentro da Câmara Municipal. Todavia, até que seja certificado o trânsito em julgado das sentenças e dos acórdãos, a hipótese das liminares me preocupa como cidadão.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

 

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No Japão, as pessoas morrem de exaustão no trabalho: Karoshi

karoshi-imagem-reproducao-800-630x413Estamos acostumados a idolatrar o modelo japonês na inovação, na produção e no trabalho. Simplesmente, colocamos o Japão no topo das teorias e dos modelos da produtividade e da qualidade total, copiando, literalmente, suas práticas organizacionais, através do modismo das certificações na qualidade total.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o país do sol nascente investe sua energia na educação, objetivando formar as gerações subsequentes de cientistas e trabalhadores dedicados, colocando o oriente entre as nações mais competitivas, inovadores e produtivas do planeta. Todavia, diante da velocidade da informação e da guerra silenciosa entre as grandes corporações pelo mundo, torna-se imperativo que cada trabalhador se dedique ainda mais à empresa, com seus conceitos de eficiência, eficácia e produtividade, focalizando sempre o cliente, compreendendo suas opiniões, aspirações e tendências no mercado consumidor.

A verdade é que na busca pela otimização, o sonho japonês se tornou um pesadelo, enquanto que a taxa de suicídio dos trabalhadores, alegando a exaustão devido ao excesso das horas extras, está se transformando em objeto de estudo da sociologia, da antropologia industrial e psicologia organizacional, enquanto que o fenômeno já é popularmente conhecido pelos japoneses como “karoshi”.

Pelas leis trabalhistas japonesas, há o limite de setenta horas extras por mês, enquanto que muitos trabalhadores ultrapassam o limite, deixando de computar o excedente, para não prejudicar a empresa, principalmente, num período assombrado pela crise global nos recursos naturais e energéticos.

Não poderia deixar de associar a realidade japonesa à brasileira, uma vez que o governo federal está articulando no Congresso Nacional para dar maior liberdade nas relações contratuais trabalhistas entre o patrão e o empregado, além de elevar a jornada de trabalho de 8 para 12 horas diárias, o que deixaria o Brasil com a jornada semanal de 60 a 72 horas semanais, sem o cômputo das horas extras.

No Japão, temos os karoshis cometendo suicídio por exaustão no trabalho, com a maior incidência no universo dos trabalhadores com menos de 32 anos de idade, numa sociedade tecnológica, cuja tradição focaliza a perfeição. Por outro lado, no Brasil, temos o conflito entre as gerações X, Y e Z, com leis trabalhistas e modelos produtivos ultrapassados, sociedade anônimas frágeis diante da legislação empresarial e as peculiaridades culturais da política e da economia brasileiras.  De um lado, uma cidade de 50.000 habitantes é reconstruída em meses após os abalos sísmicos de um terremoto. Do outro, uma obra que duraria um trimestre é entregue com dois, podendo chegar a cinco anos de atraso, produzindo altos custos para manter o mercado de trabalho formal em andamento, porque o atual modelo não se sustenta.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior