Posts

whatsapp-image-2017-04-21-at-11-13-55-1

Tanguá passa pela madrugada do terror, com a explosão do caixa eletrônico do Banco do Brasil

whatsapp-image-2017-04-21-at-11-13-57Na madrugada desta sexta-feira, 21/04/2017, por volta das 03:30 horas, uma quadrilha explodiu a unidade dos caixas eletrônicos da Agência do Banco do Brasil, destruindo a estrutura do banco parcialmente.

Conforme os relatos, a resposta da polícia militar foi imediata, enquanto que houve a troca de tiros, o que resultou na fuga dos meliantes do local do crime. Ninguém ficou ferido.

A tentativa do furto dos caixas eletrônicos do Banco do Brasil nesta madrugada se tornou a cereja do bolo no mês de abril de 2017, diante dos roubos e da violência aplicada por partes dos criminosos junto ao comércio e as residências localizadas à margem da BR-101, em Tanguá.

A verdade é que a economia está estagnada, enquanto que a única melhoria foi na propaganda política do PSDB e do PMDB. O Brasil registrou oficialmente o fechamento de 71.000 vagas de emprego formal em março deste ano, aumentando a fila dos desempregados de um lado, e o desespero do mercado e das famílias do outro.

18076977_1531587190246800_8136162656930554327_oPara piorar a situação, a ausência do dinheiro e do emprego provocou o aumento da concentração da renda nas mãos do governo e da elite, não sobrando muito para os usuários das drogas furtarem em seus lares e nas comunidades, o que provocou a inadimplência do tráfico de drogas, obrigando os traficantes à executarem os devedores de um lado, além de praticarem outros crimes do outro.

A solução para o problema não é imediata, mas paliativa, tendo em vista que o problema é de origem econômica, enquanto que a única garantia de proteção da sociedade está nas mãos dos bravos combatentes da política militar e civil, que não são valorizados pelos governos e pela imprensa convencional.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

ficha-brasilia-2

Enquanto a Globo apresenta a novela da Odebrecht, o Governo faz a festa com o dinheiro público

Acompanhando a cobertura da Operação Lava Jatos e as delações premiadas da Odebrecht no horário nobre pela televisão, observo que a imprensa transformou o cenário numa novela, divulgando as partes convenientes das filmagens dos depoimentos perante o Ministério Público Federal, desconstruindo fatos de um lado, reconstruindo conceitos do outro, blindando os principais políticos e partidos brasileiro. No final, não ficarei assustado se as delações facilitarem as coisas para os executivos e as construtoras envolvidas no esquema de corrupção, enquanto que os políticos ficarão intocáveis, ora por causa do foro privilegiado, ora por força da imunidade parlamentar ou das filas processuais dentro da burocracia.

O interessante é que há uma regra geral para os contratos dentro da máquina pública: – As licitações que envolvem as maiores quantias de dinheiro resultam na vitória de alguém relacionado ao grupo do político vencedor. Essa regra se repete na União, nos Estados e Municípios. Assim, a sociedade finge que acredita no combate à corrupção, enquanto que cada um faz o seu marketing no seu próprio quadrado.  Logo, há um padrão nas licitações, que não foi criado pela Odebrecht, mas que está incorporado na cultura da gestão pública brasileira há décadas, abrindo a porta para os pedágios de 1% a 10% sobre os projetos, às bonificações pelo lobby por parte do político e manutenção do caixa dois, com o dinheiro da saúde, da educação e de qualquer outra pasta que poderia viabilizar a desigualdade social e a dependência econômica dentro do Brasil.

Enquanto o Jornal Nacional prende sua atenção ao óbvio no sistema de corrupção e propina dentro da esfera do poder público, as águias de sempre estão manipulando a atenção da sociedade, para que a reforma da previdência social e o aumento da jornada semanal de trabalho sejam aprovados. Por exemplo, os governos de Lula e da Dilma Rousseff intensificaram a transposição parcial do Rio São Francisco, levando água para o sertão nordestino. O Temer assumiu a Presidência da República, enquanto que a Rede Globo desenvolveu várias matérias apresentando a parte que não foi entregue da transposição, colocando o fato como um padrão, pegando aquilo que foi realizado anos antes para si, passando para o domínio do PMDB, como que se tudo tivesse ocorrido como um passe de mágica, levando o milagre nordestino para o paulistano e o carioca consumirem como verdade absoluta.

Por fim, a campanha eleitoral começou em abril de 2017, mas você não percebeu ainda, porque a imprensa está gerando uma expectativa, no intuito de vender um produto viciado em 2018.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

leblon

Empresas nacionais e estrangeiras estão trocando o Rio de Janeiro pelo Nordeste

Só no Rio de Janeiro 11.000 empresas foram fechadas em 2016, sendo a maioria ligada ao setor do comércio. Os motivos se misturam com o reajuste dos impostos e tributos, a elevação das taxas da iluminação pública, o aumento dos aluguéis e dos condomínios, e a queda na venda das mercadorias. O fenômeno se repete em quase todas as capitais do Brasil, com exceção de Salvador, Recife e Natal. Simplesmente, o Mercado Comum Europeu e os Americanos estão diminuindo custos, colocando as capitais nordestinas como parte da resposta para crise econômica brasileira e mundial, tendo em vista a maior proximidade da Europa e dos EUA, o que diminui os custos nos fretes e o tempo no transporte dos produtos. Em suma, “quanto menor o tempo, maior será o lucro”.

Viver no Rio de Janeiro sempre foi caro, mas o alto preço sempre foi maior para o carioca do que para o turista estrangeiro. Com a crise do Petróleo e a explosão da bolha imobiliária nacional, o brasileiro deixou de comprar à vista, passando a consumir no prazo. A fórmula do crescimento sem o investimento correto na educação e na capacitação científica e tecnológica se tornou obsoleta para o país, afetando os padrões econômicos e sociais. O problema é que foi criado um marketing internacional sobre a cidade e o Estado do Rio de Janeiro com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, que provocou total descontrole no mercado de trabalho e consumidor, tendo em vista que o dinheiro desapareceu com os estrangeiros, salvo o setor do turismo, deixando as obras faraônicas supervalorizadas, consideradas elefantes pelo setor privado, diante do alto custo para a manutenção mensal. Mas, a cereja do bolo ficou por conta dos proprietários dos imóveis, que majoraram os aluguéis de um lado, e a prefeitura que majorou o IPTU do outro. O carnaval de 2017 passou, o desemprego aumentou para 13 milhões de pessoas, mas os tributos e os impostos continuam os mesmos.

Na prática, as empresas estrangeiras e nacionais, que mantinham sede no Rio de Janeiro, decidiram fazer as malas e migrarem para o nordeste, acompanhando o caminho da linha férrea, que transporta a soja, a carne e o minério. Simplesmente, o Rio de Janeiro perdeu seu valor estratégico, salvo o petróleo, para o investidor, cuja opinião é de que aqui se paga muito para receber pouco no retorno social, tornando o conflito entre as facções do narcotráfico a cereja do bolo, com seus arrastões pelas rodovias e suas balas perdidas pela loteria da morte da cidadania.

Por fim, se os empresários e o governo não repensarem as políticas públicas e a responsabilidade social, ficaremos fadados ao fracasso econômico, financeiro e social. O primeiro passo é reduzir o valor do IPTU e dos condomínios, para reacender o mercado imobiliário carioca e fluminense.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

lider-transformacional

Precisamos conversar sobre o valor da liderança e do trabalho diante do crescimento do desemprego

Dentro de qualquer empresa, sendo-lhe grande ou pequena, a liderança da equipe poderá ser imposta pela organização, através da avaliação de desempenho, ou selecionada democraticamente pelos colaboradores. Todavia, independente do modelo aplicado para a seleção, tanto o líder quanto os colaboradores terão que compreender que a finalidade da empresa é o lucro, que só será possível com o cumprimento e a superação das metas, que exigirão prazos, disciplina e dedicação na produtividade individual e coletiva.

O líder sempre será o canal da comunicação entre os colaboradores e os gestores, principalmente, quando se tratar do chão da fábrica ou do operacional. Assim, a liderança ficará sempre na zona do conflito entre os interesses da empresa e da equipe, lembrando que, quando as regras são claras no contrato de trabalho, o colaborador tem a obrigação de cumprir sua parte de um lado, enquanto que a empresa deverá manter as suas do outro, depositando o salário no quinto dia útil do mês, incluindo os benefícios, as horas extras e as premiações.

O líder deverá ser o primeiro a chegar e o último a ir embora, mostrando o exemplo daquilo que é esperado pelo patrão. Quando as metas não são alcançadas, a produtividade fica comprometida, afetando e diminuindo o lucro dos investidores, obrigando a empresa a fazer cortes para ajustar as contas. Na maioria das vezes, os cortes se iniciam na demissão dos setores que se encontram com excessos, seguindo pelos improdutivos, que são apontados pelas avaliações de desempenho ou pelos gestores diretos. Culturalmente no Brasil, as empresas cortam diretamente no setor do RH e na comunicação institucional, contrariando o valor estratégico dentro das organizações.

Por fim, o colaborador não pode esperar que a liderança sustente a informalidade dentro da empresa, como se fosse um clube do Whisky, principalmente, quando a contrapartida da eficiência e da produtividade estão afetando negativamente as contas dos investidores. Logo, é preciso ter tato para não fazer parte do exército dos desempregados, que hoje está computado em 13.000.000 oficialmente no Brasil, transformando a carteira assinada e o pacote dos benefícios numa verdadeira mina de ouro, quando a economia se encontra estagnada, com a previsão otimista da melhora para 2022.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Consultor em Gestão de Pessoas

as-mina-pira-quando-meu-pinto-ta-na-moda-5-800x400

Os brasileiros são pintos, escondidos dentro do ninho

Diante dos discursos construídos e compartilhados pelo vazio da autonomia humana, eu decidi me rebelar perante o mundo, passando uma tarde incrível com minha família, sem a interferência exterior.
Queria poder construir uma casca de ovo em volta de mim e daqueles que amo, para protegê-los dos flagelos contemporâneos. O único problema é que não tenho a galinha para aquecê-los, então, pedi ao Putin para não fechar o registro do gás da Rússia, porque a maioria dos europeus morreriam de frio.
Nesse exato momento, meu questionamento mais profundo é escolher qual roupa vestirei amanhã para ir ao trabalho, enquanto que os generais e os ditadores brincam de guerra na Síria, massacrando os civis com bombas, terrorismo e armas químicas.
Os brasileiros criticam o Donald Trump e sua ordem executiva presidencial para lançar mais de 50 mísseis na casa dos outros, lá no oriente médio. Simplesmente, eles precisam ser estudados, porque não sabem escolher presidente, não conhecem seus direitos e se acomodaram na alienação, esperando que os estrangeiros tragam seu modo de vida para cá. O problema é que os estrangeiros precisam dominar alguém para manter seu modo de vida e toda a propaganda.
Por fim, a galinha fugiu. As raposas se apossaram do galinheiro e estão admirando os ovos dentro dos ninhos. Elas esperam novas galinhas, porque ainda não compreenderam o fato de que só sairão pintos dali.
 
Por Nadelson Costa Nogueira Junior
danca-das-cediras-3-1

Com 90 dias do governo Madiocão, já começa a dança das cadeiras entre os secretários

Aos noventa dias do governo Mandiocão, começa da dança das cadeiras entre os secretários municipais, que, aparentemente, demonstram incapacidade para gerirem várias pastas ao mesmo tempo, enquanto que poucos se afastam por conta das forças ocultas, que estão sempre presentes no circuito do poder. Assim sendo, seguem as mudanças descritas abaixo:

Por força da portaria n°163/2017, Cantianila Fialho Mendonça, foi exonerada, a pedido, do cargo de Chefe de Gabinete, a contar de 30/03/17, sendo substituída pela servidora VERA LÚCIA PEREIRA DE SOUZA, que também exercerá interinamente os cargos de Secretária Municipal de Comunicação Social, a contar de 31/03/2017, através da portaria nº169/2017. O problema é que a atual chefe de gabinete não possui a aprovação do grupo político, como também, não está preparada para a articulação política e as demandas dos cargos, o que coloca sua indicação no universo do foro íntimo do prefeito, que deve estar focalizando a confiança exclusivamente, deixando a incorporação dos 10% da função comissionada para cada ano trabalhado de lado, tendo em vista que ela não é servidora concursada;

Por força da portaria nº166/2017, Matheus Rodrigues da Costa Neto, secretário de saúde, foi designado interinamente para exercer o cargo de Secretário Municipal de Prevenção à Dependência Química, a partir do dia 31/03/17, o que dará maior acesso aos fundos da pasta dentro da jurisdição do Estado e da União. Mantendo o foco na pasta da Prevenção à Dependência Química, a designação do Matheus Neto é estranha, uma vez que há gente extremamente capacitada para o cargo dentro do grupo, que é o caso do João Paulo Romanelli. Por outro lado, a pasta estava à deriva na mão da secretária municipal da promoção social (Desenvolvimento Social);

Por força da portaria nº168/2017, Vitor Ivo Gomes da Silva foi designado interinamente para exercer o cargo de Secretário Municipal de Projetos Especiais, a contar de 31/03/2017. É importante atentarmos para o fato de que a Secretaria de Projetos Especiais foi criada no Governo Solange Pereira de Almeida em 2013, para acelerar o expediente dos projetos da PMRB e editá-los nos moldes da ABNT para, então, enviá-los aos órgãos governamentais para a prospecção das verbas e dos investimentos públicos. Todavia, na prática, a secretaria serviu de cabide de emprego no governo anterior, mantendo a mesma perspectiva no atual. É importante atentarmos para fato administrativo de que o Sr. VITOR IVO GOMES DA SILVA foi também foi nomeado para o cargo de ASSESSOR ESPECIAL, a contar de 24/03/2017, por força da portaria nº161/2017.

Conforme os comentários das pessoas mais próximas ao poder municipal, é esperada a dança das cadeiras na pasta trabalho, que também possui grande potencial estratégico para o aumento da arrecadação e que precisa ser otimizada.

Por fim, considero um erro gravíssimo a exoneração da Cantianila da Chefia de Gabinete, mesmo que seja a pedido. Considerando a carência da inteligência organizacional e o ambiente político que o prefeito Mandiocão se encontra, deixar a Cantianila fora do tabuleiro é um luxo, que o grupo político não pode se permitir. Ela é a torre do grupo, o que a coloca numa posição estratégica, tanto para o combate quanto para a defesa. Seu afastamento da Chefia de Gabinete transformou o gabinete do governo num mero protocolo administrativo, que fará ofícios e memorandos para o prefeito.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

doria

Dória é o Jânio Quadros da atualidade. Só falta virar presidente.

Acho muito legal testemunhar a atuação do empresário João Dória Junior, do PSDB, como prefeito da cidade de São Paulo. Simplesmente, o prefeito se utilizou das regras do marketing durante as eleições, saindo da condição do azarão para o vencedor na disputa eleitoral em 2016.

Há algo muito interessante e sensível na comunicação social do Dória, que se apropriou das redes sociais e da comunicação digital, utilizando o Twitter, o Facebook e o Youtube. Dessa forma, o prefeito conseguiu ultrapassar a cobertura da imprensa convencional, alcançando a massa através dos celulares.

O que a maioria da opinião pública ainda não compreendeu é que o Dória tem a natureza do empresário e do investidor, transformando ações sem qualquer conexão com a realidade pública em conteúdos e eventos prioritários para o paulistano, que acabou de sair da administração do PT (Partido dos Trabalhadores), bipolarizando o universo entre a luta do bem contra o mal, mortadela versus coxinha, corruptos versus não corruptos. Bem, no cenário político, o brasileiro está vendo a corrupção vencer, salvo os marinheiros de primeira viagem na vida pública.

Não existe almoço ou janta de graça, porque alguém sempre pagará a conta, que, na maioria das vezes, fica pendurada no prego para que o contribuinte pague no momento oportuno para o sistema. Assim, os banheiros de inox estão sendo instalados pelo município de São Paulo, com custo zero para o erário público municipal, mas com financiamento direto do governo federal, oferecendo contrapartida com as isenções legais dentro do imposto de renda das empresas. Em suma, o Dória está vendendo uma imagem e um produto construídos em cima de si, querendo agregar o dinamismo dos negócios e das operações financeiras dentro da gestão pública, se esquecendo que a natureza dos negócios é o lucro, enquanto que os empresários e o setor privado não gostam de perder dinheiro. Logo, me pergunto até quando a maquiagem do marketing se sustentará.

Por fim, quando vejo o foco do Dória, que acabou de ingressar na Prefeitura da cidade de São Paulo, idealizando e induzindo o paulistano para conduzi-lo à Presidência da República, não posso deixar de retornar ao histórico do ex-presidente Jânio Quadros, que alcançou a Presidência do Brasil numa carreira meteórica e acelerada, que terminou num governo desastroso para os paulistanos e brasileiros, levando o país ao Golpe de Estado de 1964 e ao rompimento democrático.

Não poderia terminar esta resenha sem atentar para a essência do materialismo histórico, que se baseia no princípio de que a História é feita de homens que exploraram outros homens, enquanto que, em sua dialética, os fatos se repetem, trocando somente os nomes dos personagens. Logo, acenderei meu charuto e ficarei admirando o circo que estão querendo construir para o país.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

p_20170118_092720

Avaliação do primeiro trimestre do governo Mandiocão

Peço desculpas aos meus amigos, familiares e aos empresários rio-bonitenses, mas é preciso acreditar em alguma coisa para existir. É necessário seguir a linha da coerência na busca pela informação e na transmissão dos fatos, independentemente do veículo de comunicação utilizado.

Esse tem sido um período de controvérsias e da busca de redenção por parte do governo José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), do PP (Partido Progressista), tendo em vista que ele sentou na cadeira e assumiu o cargo de prefeito, puxando o tapete dos outros candidatos e da própria democracia. Seguindo a lógica jurídica, no dia 02/12/2016, o TSE suspendeu a continuidade de todos os recursos contra o político, em função da liminar que o tornou temporariamente elegível. Dessa forma, a possibilidade de uma nova eleição, que é considerada um pesadelo para muitos e um sonho para outros, foi descartada. Mas, salvo àqueles que estão diretamente ligados ao grupo político vencedor e os apaixonados, ficou latente a mácula moral e ética registrada no resultado das Eleições 2016, quando seus 14.826 votos foram anulados, contrariando as afirmações apresentadas no palanque pelo então candidato e sua equipe da articulação política.

Mesmo com a aprovação alta perante a sociedade, o atual governo começou seu legado, cometendo erros atrás de erros, decretando a calamidade financeira, sem ter anunciado o valor real da dívida herdada do governo anterior, porque não sabia ou lhe era conveniente não informar. O fato é que informaram à opinião pública que a dívida era de R$71 milhões, quando na verdade ela se limitava aos R$55 milhões. O prefeito nomeou parentes, materializando a prática do nepotismo, mesmo com o posicionamento desfavorável do STF (Supremo Tribunal Federal) em relação à indicação do filho do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Crivella.  Conforme o posicionamento do vereador Humberto Belgues, houve superfaturamento na compra dos alimentos, comparando os preços pagos pela PMRB àqueles aplicados ao mercado consumidor.

Em março, a rede de ensino público municipal, com suas 42 escolas, já iniciou o ano letivo com a greve dos profissionais da educação, que exigem o aumento dos salários e a utilização correta do FUNDEB, cujo governo deveria usar 60% para a complementar e valorizar o salário do professor, enquanto que os outros 40% deveriam ser investidos nas escolas, mediante a proporcionalidade do número dos alunos matriculados, o que já faria a cobertura das obras de manutenção e dos investimentos sociais, incluindo a compra da própria merenda escolar.

Mas, o Mandiocão foi eficiente em relação ao governo anterior, tendo em vista que a manutenção da iluminação pública está em andamento desde o dia 06/03/17, as ruas estão limpas no centro, seguindo a logística paulatinamente para os bairros e localidades mais distantes, enquanto que a cidade teve sua tão esperada festa de carnaval, contando com a participação público privada. A vice-prefeita, Rita de Cássia, demonstrou força e articulação, quando trouxe a participação privada para o universo público, recebendo doações e fazendo a manutenção plástica da paisagem nas escolas, cuja degradação já se registrava em 2012, quando Mandiocão era o prefeito em seu penúltimo mandato.

Infelizmente, após analisar o primeiro trimestre do atual governo, não posso deixar de atentar para o fato de que o grupo do Mandiocão não saiu do palanque, dando evidência extrema ao atual secretário de saúde, Matheus Neto, deixando a vice-prefeita isolada no combate dentro da pasta da educação, permitindo que a opinião pública interprete a leitura de uma possível sabotagem. Mas, isso não será problema para a vice-prefeita, que cuidará da comunicação no momento certo, quando as janelas estiverem alinhadas para os projetos maiores, pois ela nunca fugiu do trabalho e está somando forças para sua perspectiva no futuro, que focaliza a prefeitura, sob sua visão e idealização.

Por fim, eu tenho certeza de que a maioria dos erros cometidos até agora por conta do governo não teriam ocorrido, se a Rita de Cássia fosse a prefeita. Mesmo com toda a burocracia nos cargos comissionados e nas pastas governamentais, há um diferencial no atual governo que nunca existiu no grupo do Mandiocão, anteriormente. Ele está no perfil perfeccionista da vice-prefeita, que deixa evidente sua assinatura na logística da iluminação pública, no diálogo e na confiança da classe dos empresários no governo, incorporando o espírito da verdadeira esperança na atual administração pública por parte da sociedade. No mais, espero que o Mandiocão dê mais ouvidos a vice-prefeita nos conflitos, porque ela já demonstrou que poderá fazer muito mais do que foi realizado até agora.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

750_2017323122942687

Precisamos conversar sobre a terceirização e suas consequências

Nesse exato momento, a terceirização das atividades-fim não acabará com os direitos do trabalhador, tais como o 13º salário, férias e a carteira assinada. Na prática, uma empresa de grande ou médio porte contratará outra empresa, que prestará os serviços contratados. Assim, a empresa cliente não terá a obrigação de pagar os encargos trabalhistas, enquanto que a responsabilidade ficará toda e exclusivamente à empresa contratada.

Trabalho na área da gestão de pessoas há três anos, enquanto que já vi as empresas contratadas ingressarem com suas atividades e decretarem falência antes do término do contrato, deixando os colaboradores sem pagamento ou à mercê das negociações entre o patrão e o sindicato dentro da esfera da justiça do trabalho. Logo, na maioria das vezes, o empregado fica sem receber seus direitos ou recebe valores muito inferiores àqueles de direito. Em suma, o trabalhador fica sem o último salário, se desgasta física e mentalmente, além de ficar ingressando de uma empresa para outra, aumentando sua fadiga, uma vez que as empresas contratadas não conseguem fechar a carência de 12 meses para os colaboradores gozarem suas férias.

Conforme a atual norma legal, quando a empresa contratada faz parte de um grupo de empresas, a  empresa alfa ou o grupo são incluídos nas ações trabalhistas, vislumbrando a garantia do pagamento das obrigações, causando mais dores de cabeça ao mercado do que soluções viáveis aos colaboradores e a própria sociedade, diante dos impactos econômicos. Diante do padrão, tem sido aplicado nos editais de licitação a exigência do depósito do empenho no valor médio de 10% a 20% do contrato, objetivando arcar as garantias trabalhistas, caso a empresa fique com seu fluxo de caixa comprometido antes do término do contrato.

Diante dos fatos administrativos e o volume dos pedidos de falência e concordatas das empresas ligadas ao ramo da prestação dos serviços, é óbvio que a terceirização receberá outros instrumentos legais para tornar a mão-de-obra brasileira mais barata para o empregador. Assim sendo, na qualidade de consultor em recursos e gestão de pessoas, observo que já é esperado que o mercado de trabalho se adapte às necessidades econômicas, exigindo que o empregado constitua sua pessoa  jurídica através do microempreendedor individual , fechando as relações de contrato entre empresas, o que obrigaria o empregado a pagar suas obrigações junto ao INSS como autônomo, aplicando a alíquota de 20% sobre os rendimentos brutos.

A terceirização é o primeiro passo de um plano articulado para mudar as regras trabalhistas, que precisará do microempreendedor individual para funcionar de um lado, enquanto que o Congresso Nacional terá que  aumentar a jornada de trabalho semanal para 60 horas, afastando a hipótese das horas-extras do outro. Logo, como a terceirização e o microempreendedor individual já foram aplicados e existem no mundo real e jurídico, só falta majorar a jornada de trabalho para que os barões da indústria e do comércio comecem a comemorar o aumento dos lucros e o aumento da produção.

Por fim, o governo não precisou mudar a CLT ou retirar os direitos trabalhistas diretamente, tendo em visto que o caminho paralelo conseguiu manter o equilíbrio constitucional e garantir a continuidade da produção através do trabalho, sob a alegação da crise econômica , da necessidade do combate ao desemprego e a segurança econômica da nação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

17361630_689264404587414_1290022519571234805_n

Com a Secretaria de Saúde em suas mãos, Matheus Neto se tornará o sucessor natural do Mandiocão para 2020

Com a condenação da ex-prefeita Solange Pereira de Almeida e seu impedimento legal para ocupar cargos políticos ou prestar serviços à administração pública pelo período de 06 anos, só no primeiro processo, a corrida eleitoral para a ALERJ, em Rio Bonito, ficou limitada ao deputado, Marcos Abrahão, do PT do B, e ao secretário municipal de saúde, Matheus Neto, do PR.

Enquanto a Solange Pereira de Almeida deixa o universo de 12000 eleitores leais, sem o vislumbre do surgimento de uma nova liderança política na sucessão do seu grupo, vejo uma grande oportunidade para o deputado Marcos Abrahão assumir tal posição. O problema é que somente a Solange consegue manter o grupo unido e focado, enquanto que a manutenção do seu exército eleitoral é cara, tanto para os políticos quanto o erário público. Assim, mesmo com a aproximação e o apoio do deputado estadual Paulo Melo, Marcos Abrahão precisará apresentar seu diferencial perante à opinião pública, caso ainda deseje continuar na disputa eleitoral para o cargo de prefeito em 2020.

Para potencializar a dificuldade estratégica do Marcos Abrahão para 2020, o sistema deixa bem claro e evidente a diferença existente entre os cargos de secretário municipal da saúde e o de deputado estadual na ALERJ, tendo em vista que Matheus Neto está aproveitando cada segundo e cada oportunidade para se colocar em cena, ficando com a evidência maior que o próprio prefeito Mandiocão e a vice-prefeita Rita da Educação. Por exemplo, na última sexta-feira, 17/03/2017, enquanto o deputado Marcos Abrahão colocava o folder digital na sua página oficial no Facebook, Matheus Neto se fez presente na logística da vacinação para a imunização da população contra a febre amarela, com direito à fotografia e pose com os cidadãos e simpatizantes do governo.

Por fim, ficou uma coisa muito nítida desde o primeiro dia do governo José Luiz Alves Antunes: – Matheus Neto amadureceu na gestão e no trabalho da sua própria imagem, tornando-se o sucessor do prefeito perante a opinião pública. Assim, caso ele não consiga ingressar como deputado na ALERJ, haverá confronto dentro do governo para as próximas eleições municipais, uma vez que a vice-prefeita, Rita da Educação, tem a aprovação e o apoio da maioria dos empresários, enquanto que o Matheus Neto está concentrando toda a atenção da opinião pública em si, convertendo as ações do governo em bônus para sua aprovação popular e consecutiva ascensão política.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior