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A Quarta luz da loja maçônica

Esperamos que as constelações caiam em nossos braços, quando deveríamos seguir a lógica natural do universo, para nos elevarmos às estrelas e conquistarmos nosso lugar de direito entre os astros e corpos celestes. O mundo precisa da luz operante para sair da escuridão. Por isso, meu caro leitor, solicito humildemente que sejas luz ou cajado que transporta o fogo para dentro da caverna e do exílio.

O Orador é aquele que garante o cumprimento da Lei e que estabelece o caminho reto ao Venerável Mestre e aos irmãos dentro da Loja Maçônica. Onde está o Orador dos nossos lares, das nossas famílias? – Como caímos tanto diante de tanta abundancia e riqueza? Dizem que a Loja Maçônica possui três luzes para orientar o iniciado na lapidação da sua alma e moralidade. Todavia, me atrevo a discordar dos estatutos, manuais e landmarks para trazer a quarta luz aos céus do quadrilongo justo e perfeito, porque o Orador e a Lei, por ele relembrada, são um único astro com luz própria e que brilham do oriente ao ocidente e do norte ao sul, como o segundo sol, que está entrando em nosso sistema solar para alterar a ordem do dia e da noite, porque a humanidade precisa passar por uma nova revolução essencial no seu conteúdo e no pensamento contemporâneo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Quando as minorias falam mais alto que a sociedade

Eu nasci em 1976. Estávamos na ditadura militar. O mundo vivia a bipolaridade da Guerra Fria. A Alemanha estava dividida pelo Muro de Berlim. Muita gente acreditava que comunista comia criancinha. Havia a hegemonia heterossexual e a família era o centro da vida social. Naquela época, as minorias não eram percebidas, porque a imprensa lutava contra a censura, enquanto que não existia a internet e as redes sociais. Na atualidade, tudo mudou. Mesmo assim, acho que perdemos uma parte da nossa essência no meio do caminho, porque as minorias ganharam voz e se tornaram maiores que a própria sociedade. E foi nessa lógica insana, que criaram o bolsa família e as políticas públicas que colocam os opostos no conflito direto, para que o Estado tenha sentido e os cidadãos fiquem confusos na comunicação social. Enquanto isso, os políticos ficam cada vez mais ricos, sem derramar uma única gota de suor.

Volto a dizer que não acredito na solução dos nossos problemas com novos nomes ingressando na vida política, pois o verdadeiro caminho está no dia-a-dia, na nossa postura dentro do trabalho, na escola, na religião e, principalmente, dentro de casa, com nossa família. Político gosta de dinheiro, caso contrário, ele seria líder comunitário e trabalharia na caridade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Brasil precisa olhar para si e para o Jair Bolsonaro em 2018

Eleito deputado federal pelo sétimo mandato consecutivo pelo Estado do Rio de Janeiro, compreendendo 27 anos de política, o capitão da reserva do exército brasileiro, Jair Messias Bolsonaro, do PP (Partido Progressista), ficou no anonimato por um longo período, aparecendo em cena para a mídia nacional no episódio na sala verde da Câmara dos Deputados, onde ele travou o primeiro conflito televisionado contra a deputada federal Maria do Rosário em 2003 (clique aqui para ver o vídeo). De lá para cá, após uma guerra de condenações e recursos, a luta entre os dois parlamentares acabou dando muita evidência ao Bolsonaro, que conquistou seguidores com sua inteligência e oratória, baseando suas propostas na redução de menoridade penal, no fim do estatuto do desarmamento e no direito do cidadão de bem poder ser armar e se defender diante da inoperância do Estado, sendo posicionado pela imprensa como o representante da ala do “B” de bala no Congresso Nacional, cuja predominância representativa se faz em cima de mais dois “BB”, boi e bíblia.

Com a ausência das novas lideranças e a persistência das antigas, mesmo com a alta carga negativa perante a opinião pública, tais como condenações por improbidades administrativas, crimes de responsabilidade e corrupções ativas e passivas aguardando as decisões nos recursos dentro do Poder Judiciário, o deputado federal Jair Bolsonaro tem surgido como uma resposta ao sistema nas eleições presidenciais, principalmente para os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e uma pequena parte de São Paulo, com o universo eleitoral composto, em sua maioria, por homens, com idade compreendida entre 18 a 55 anos, pertencentes à classe média, sendo a maioria trabalhador liberal, autônomo ou estudante. A possibilidade do Jair Bolsonaro ser eleito presidente da república em 2018 é baixíssima, tendo em vista que ele é do Rio de Janeiro, que não elege presidente desde a década de 1920 com a República das Espadas, enquanto que o deputado não conseguiu penetração forte nos Estados de São Paulo e Minas Gerais, com o Nordeste e o Norte do país dominados pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Para piorar a situação, o Brasil possui mais eleitoras do que eleitores, logo a essência da briga do deputado com a Maria do Rosário foi considerada pelo público feminino como apologia ao estupro, pesando e muito na rejeição ao candidato, que não possui um plano de governo real e sustentável para o país, salvo a possibilidade de se tornar um ditador e impor sua vontade sobre a nação brasileira e à democracia.

Há um outro detalhe interessante na estratégia do deputado Jair Bolsonaro, que eu admiro, mas que também cria mais rejeição do que a prospecção de votos: – Ele está visitando o país nos últimos dois anos, atuando brilhantemente dentro das Lojas Maçônicas (clique aqui para ver o vídeo). O problema é que a aproximação anunciada do deputado às potências maçônicas o afasta do voto cristão, criando uma grande tempestade de interpretações e mitos em cima do mito que se criou ao acaso.

Se o eleitor está indignado e revoltado com a política brasileira e acredita, sinceramente, que o Bolsonaro e a intervenção militar são a solução, assim como qualquer ditador, para impor a ordem à força e, contraditoriamente, dentro da democracia, é porque ele é MONARQUISTA, mas não sabe disso por causa da programação social, que foi aplicada pela educação industrial republicana por mais de um século. Se tivéssemos um imperador legítimo, já estaríamos com um presidente eleito diretamente pelo voto, enquanto que os males do cotidiano seriam resolvidos rapidamente, porque o imperador é a CONSTITUIÇÃO VIVA, que fala e se faz cumprir nos três poderes. Pense nisso e estudo sobre o tema. Tenho certeza de que você irá se surpreender com o Segundo Reinado e a verdadeira essência da Monarquia Constitucional. E só para considerar a pertinência do assunto, os maiores indicadores de desenvolvimento humano estão nos países que utilizam a monarquia constitucional há séculos e que passaram pelas duas guerras mundiais.

Por fim, enquanto a república brasileira estiver na configuração doentia que se encontra na ética e na moralidade, mesmo com o discurso quadrado e antiquado para a atualidade, o Jair Bolsonaro demonstra sinceridade em suas palavras e acredita em suas ideias, o que já o torna diferente do sistema, cujos candidatos mentem e enganam para serem eleitos e se embebedarem no poder com seus parentes, afilhados e amigos. Será que ele conseguirá manter sua linha objetiva até o final da campanha eleitoral em 2018, caso venha se candidatar à Presidência da República, ou continuará nos bastidores da política brasileira, dentro da Câmara dos Deputados? – Não tenho vergonha de assumir que estou em dúvida em relação ao Jair Bolsonaro, porque ele se apresenta com o discurso do choque de ordem pública, que é necessário. Todavia, eu tenho medo pela democracia. Por outro lado, eu também não queria ver o Brasil do jeito que está, numa bagunça generalizada entre os três poderes, com a institucionalização do caixa dois e da corrupção, com altos índices de desemprego e a violência urbana.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Brasil é uma monarquia travestida de república e que precisa do Imperador legítimo

O brasileiro carrega consigo o complexo de inferioridade, que foi induzido durante a construção da sua própria história, sem heróis, mártires e heroínas. As vezes tenho a sensação de que contrataram uma empresa de marketing desde 1500, no intuito de criar personagens, para agregar algum valor notório à cultura e ao conhecimento nacional. O problema é que o falso fica feio e com o enredo cheio de buracos para serem preenchidos. Assim, deram ao Duque de Caxias, Tiradentes, Marechal Deodoro da Fonseca e tantos outros, uma roupagem que não batia com a realidade da época e que não consegue se sincronizar com a atualidade do Brasil.

Sempre me incomodou o egoísmo do fascínio dos meus irmãos patrícios pelo estrangeiro, porque sempre foi mais cômodo ir para os lugares mais desenvolvidos do que assumir a responsabilidade de desenvolver sua pátria materna. Nesse tema, fica latente o fato de que a elite e a classe média não querem mudar nada, mas manter as pessoas e as coisas nos seus respectivos lugares, de preferência, abaixo da linha da pobreza e da miséria material, intelectual e espiritual, pois, assim, eles estarão sempre no controle, mesmo sendo a minoria.

O caos brasileiro não começou na época em que o Brasil era colônia de Portugal ou quando se transformou num Império, porque há uma data exata para mensurarmos o início de tudo isso, que foi no dia 15/11/1889, quando os militares proclamaram a República, derrubando a Monarquia Constitucional. Foi a partir desse momento que o brasileiro se sentiu perdido no tempo e no espaço, porque a República migrou pela história, travestida como uma democracia, que na verdade sempre foi a continuação da Monarquia, sustentando a nobreza, que também estava e ainda está travestida de burguesia. Simplesmente, os títulos se tornaram cargos políticos. Os palácios se posicionaram nas coberturas dos bairros de luxo ou nas fazendas e nas casas de praia, com o povo sustentando a luxúria através da criação do Estado.

No final, vejo a necessidade de repensarmos o nosso passado e no presente, vislumbrando um futuro melhor para nossos filhos e netos. Na ausência dos heróis de verdade, precisamos inspirar a nós mesmos e nossas famílias através do trabalho e da solidariedade comunitária, porque o Brasil precisa dos exemplos tangíveis para alcançar a maturidade necessária e decidir aquilo que os nossos antepassados não decidiram ainda: – Se seremos uma República ou se termos um verdadeiro Rei.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Professora Andréa Guimarães é mais uma vítima dos grupos políticos no governo Mandiocão

20900893_1657043144326214_9065063231302122218_oEssa semana foi marcada pela iniciativa do prefeito, José Luiz Alves Antunes, popularmente conhecido como Mandiocão, em intervir politicamente na pasta da educação, alterando a diretoria da escola Maria Lydia Coutinho, que estava sob direção da professora Andréa Guimarães, transferindo o cargo de confiança à professora Cieli Mendes. É isso mesmo, meu caro leitor, o cargo de diretor de escola na municipalidade é de confiança, deixando de ter qualquer critério curricular, acadêmico ou pedagógico. Só basta o prefeito fazer o mapa astral, alinhando as órbitas dos planetas e chegar à conclusão de que a pessoa tem potencial político para ocupar o cargo. E é assim que a educação pública municipal tem sido tratada nos últimos 25 anos, tanto nas mãos do Mandiocão, quanto nas da Solange.

O que torna o caso da Andréa Guimarães extraordinário, é que ela ingressou numa escola, considerada problemática pela Secretaria Municipal de Educação e pelos profissionais da educação, construindo a liga do amor, da compaixão e da solidariedade, conquistando o respeito dos alunos, dos pais dos alunos e da maioria da comunidade do Rio do Ouro. Simplesmente, ela plantou e está colhendo os frutos por parte da sociedade e da comunidade, que compreendeu o fato de que a escola é um lugar de segurança e de multiplicação do afeto e do conhecimento, principalmente diante da desigualdade social e da pobreza. Todavia, a atual gestão interpretou tudo como uma ameaça, materializando a única coisa que os grupos políticos sabem fazer em Rio Bonito: – Destruir as ações sociais e as políticas públicas que beneficiam a sociedade e levar as pessoas ao questionamento da realidade.

20934693_1657043147659547_2554571845005761768_oNo último dia 18/08/2017, a escola Maria Lydia Coutinho fez uma manifestação pacífica, pedindo pela manutenção da Andréa Guimarães na direção. Infelizmente, o prefeito, a vice-prefeita, que é conhecida como Rita da Educação, e o secretário de educação seguiram com o planejamento aplicado.

Mesmo com o antigo FUNDEF e o atual FUNDEB idealizando a gestão escolar participativa, conhecida nos corredores da política como “Gestão Democrática”, transformando o cargo de diretor de escola numa função eletiva pela comunidade escolar, composta por alunos, professores e pais de alunos, objetivando o sistema de colegiado e a administração direta dos 40% do valor do fundo, que deveriam ser investidos nas escolas, através das obras, compra dos recursos tecnológicos e didáticos, a PMRB insiste em manter o cargo de confiança e por indicação do prefeito. Dessa forma, a secretaria municipal de educação centraliza os R$58 milhões sob sua gestão direta, não sofrendo qualquer tipo de resistência nos quadros pedagógicos. Por outro lado, o dinheiro sai pelo ralo todos os anos, enquanto que as escolas estão sucateadas, os professores desmotivados e desvalorizados e a educação capengando morro abaixo.

Por fim, Manidocão e a Solange transformaram a educação pública municipal numa espécie de clube do whisky e literalmente num colégio eleitoral controlável, contrariando todos os princípios e as ideologias pedagógicas, que buscam o aperfeiçoamento da vida cotidiana, financeira, moral, ética e intelectual dos alunos e da diversidade da realidade que se encontram inseridos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

Prefeito Mandiocão e o secretário de desenvolvimento econômico, Bruno Soares, na reunião do monitoramento remoto realizada na CDL, em 18/01/2017.

Liminar do Mandiocão é mantida com o placar de 6×0

whatsapp-image-2017-08-02-at-19-28-57Nesta quarta-feira, 02/08/2017, a liminar do processo 0050701-04.2016.8.19.0000, foi submetida ao colegiado da colênda 3ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, sendo mantida por unanimidade de 5  x 0, repetindo o padrão dos recursos eleitorais, jogando para 6×0, considerando a teoria da conspiração dos grupos políticos opositores, que insistem na teoria da influência do desembargador imaginário. Brincadeiras à parte. Na prática, o prefeito José Luiz Alves Antunes, popularmente conhecido como Mandiocão, continua ficha limpa e no cargo de prefeito em Rio Bonito, tendo em vista a anulação dos efeitos da sessão da Câmara Municipal do dia 26/11/2013, cujas contas de 2012 foram reprovadas pela casa legislativa.

Foi criada muita expectativa por conta deste acórdão, devido a possibilidade da realização de uma nova eleição municipal e do conflito declarado entre os poderes executivo e legislativo municipal. O clima não estava bom, enquanto que a Câmara Municipal poderá insistir nos mecanismos legislativos mais ortodoxos, incluindo a abertura do processo do impechment em face do Mandiocão, que é uma hipótese remota, desde que sua equipe trabalhe direito e não o deixe exposto nas rotinas administrativas da gestão pública.

O Deputado Marcos Abrahão é a parte mais interessada na cassação da liminar supramencionada, uma vez que isso levaria a uma nova eleição, enquanto que ele foi anunciado como o primeiro colocado nas urnas no dia da eleição, até que os votos do Mandiocão fossem validados pelo TRE-RJ. A questão é saber se o eleitorado do Mandiocão votaria no deputado numa segunda eleição, tendo em vista as variáveis intervenientes de janeiro de 2017 até a presente data.

Há um indicador que pesou e muito na avaliação do colegiado, que foi justamente o resultado das eleições em 2016. Uma nova eleição sairia muito caro para os cofres públicos, enquanto que os riobonitenses estão desgastados com a instabilidade política propagada até então.

A oposição ao prefeito Mandiocão terá que repensar suas estratégias e focalizar o combate no momento certo, que será nas Eleições Municipais de 2020. O único problema é que não existem concorrentes para o candidato, que possivelmente irá para a reeleição, fará o deputado estadual do seu grupo político em 2018, com muita chance de fazer a sucessão, através da vice-prefeita.

Por fim, mesmo com todas as janelas favoráveis, não podemos esquecer o que foi que aconteceu nas Eleições Municipais de 2016, quando o Mandiocão mentiu para seus eleitores, afirmando que seus votos não seriam anulados, enquanto que, desde o início da campanha, a frase mais exaltada pelo seu grupo político era: – Vamos dar um jeitinho. Ele foi diplomado, se sentou na cadeira do prefeito pela quarta vez, e se igualou a ex-prefeita Solange Pereira de Almeida, perdendo a magia, a pureza e o encanto de tempos anteriores.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão gasta o triplo do orçamento da merenda escolar com os cargos comissionados em 2017

Com o orçamento estimado em R$200 milhões para 2017, a cidade de Rio Bonito está no meio de uma guerra entre os três principais grupos políticos pelo poder, que envolve empresários, contratos, licitações, empreendimentos, tráfico de influência, ganância e domínio de território. Ter acesso à prefeitura de Rio Bonito se tornou o suporte político, financeiro e econômico para os grupos políticos da Solange Pereira de Almeida e do José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) nos últimos 25 anos, com suas secretarias, cargos comissionados e os contratos temporários, que foram utilizados irresponsavelmente por anos, recrutando os soldados da política local, até que a Justiça Pública exigiu o cumprimento da lei, estabelecendo o processo seletivo simplificado. Mesmo assim, o sistema se adaptou, enquanto que os soldados e os mercenários continuaram sendo recrutados a cada mudança de governo, como peças no tabuleiro de xadrez.

O combate político se intensificou entre os poderes executivo e o legislativo municipal, elevando o conflito à exposição dos comissionados do governo, com nomes, cargos e salários. Todavia, muito além da exposição, faltou a estratégia ao autor intelectual, uma vez que a informação é poder, enquanto que este poder foi compartilhado pelos princípios errados. Logo, pegarei as mesmas informações e as transformarei em indicadores simples para a compreensão do cidadão.

 

 

CUSTO COM COMISSIONADOS – PMRB – 2017
CARGO VAGAS VENCIMENTO CUSTO MENSAL CUSTO ANUAL
Secretário Municipal 16 R$6.880,00 R$110.080,00 R$1.320.960,00
Assessor Especial 4 R$6.880,00 R$27.520,00 R$330.240,00
Assessor DAS-1 22 R$2.932,00 R$64.504,00 R$774.048,00
Assessor DAS-2 59 R$1.559,00 R$91.981,00 R$1.103.772,00
Assessor DAS-3 30 R$1.233,00 R$36.990,00 R$443.880,00
Assessor DAS-4 66 R$935,00 R$61.710,00 R$740.520,00
Diretor de Departamento DAS-4 (R$935,00 para servdior) 6 R$937,00 R$5.622,00 R$67.464,00
Diretor de Divisão DAS-5 (R$560,00 para servidor) 15 R$937,00 R$14.055,00 R$168.660,00
Assistente DAS-5 (R$560,00 para servidor) 49 R$937,00 R$45.913,00 R$550.956,00
Assistente DAS-6 (R$520,00 para servidor) 18 R$937,00 R$16.866,00 R$202.392,00
TOTAL 285 R$24.167,00 R$475.241,00 R$5.702.892,00

Analisando os números, nota-se que o prefeito não utilizou todos os cargos disponíveis, racionalizando a demanda, concentrando a gestão pública nas mãos das pessoas sem vínculo com o serviço público, desvalorizando o servidor público municipal, com raríssimas exceções. Quanto maior é o vencimento, a participação dos servidores públicos de carreira diminui na gestão pública.

Há um outro ponto muito interessante nas informações, tendo em vista que o apadrinhamento político está custando R$475.241,00 por mês, ultrapassando o quantum de R$6 milhões por ano. Está claro e objetivo que o prefeito investe o triplo do orçamento estimado e destinado à merenda escolar nos cargos comissionados, demonstrando que sua prioridade é a manutenção do grupo político.

Por fim, na ausência da transparência na municipalidade, seria muito interessante que o presidente da Câmara Municipal fizesse a exposição nominal, com os cargos e os salários, para que a sociedade pudesse acompanhar e avaliar o impacto. A pergunta é: – Alguém se habilitaria para tal? Será que um dos três vereadores da situação assumiriam a transparência perante à opinião pública?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Justiça Estadual decreta a indisponibilidade dos bens do Madiocão

O prefeito José Luiz Alves Antunes, popularmente conhecido como Mandiocão, está com seus bens indisponíveis por determinação judicial do Dr. Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, Juiz Titular da 2ª Vara da Comarca de Rio Bonito, conforme os documentos de fls. 1847/1850 do Processo Eletrônico nº0002888-03.2017.8.19.0046, referente à ação civil pública que busca a condenação dos réus pela prática de atos de improbidade administrativa previstos nos arts. 10, caput e 11, V da Lei nº8429/92, consistente em ilicitudes praticadas na contratação de sociedade especializada em locação de veículos para atendimento às secretarias municipais, na forma detalhada na inicial. Dessa forma, o Ministério Público, liminarmente, requereu a decretação da indisponibilidade de bens dos demandados até o limite do prejuízo causado aos cofres públicos, no valor de R$257.235,69.

É importante atentar para o fato de que o processo ainda não foi sentenciado, enquanto que se encontra na fase inicial.

Por fim, vamos aguardar as novidades no cenário político municipal pelas próximas semanas.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Sem o monitoramento remoto, a Secretaria de Gestão e Ordem Pública é um cabide de emprego para PMRB

Modelo de Sala de controle de crises - Sistema de Monitoramento Remoto.

Modelo de Sala de controle de crises – Sistema de Monitoramento Remoto.

A PMRB montou uma comissão para avaliar e adequar a Guarda Municipal à Lei Federal nº13.022/14. O detalhe é que a comissão só encontrou um conflito entre os artigos 19 e 21 da Lei supramencionada, em relação à cor da farda e à organização dos postos hierárquicos, que não podem ser iguais àqueles utilizados pela polícia militar. É isso mesmo, meu caro leitor, a comissão se limitou ao conflito do uniforme e dos cargos, quando os pontos mais importantes ainda não foram mencionados no momento:  – A qualificação, o treinamento e o desenvolvimento contínuo dos agentes, que envolvem a utilização da força e dos armamentos letais e não letais.

O trabalho conjunto entre a chefia de gabinete, a procuradoria geral e a secretaria municipal de gestão e ordem pública, apresentou a oferta futura de 150 câmeras de monitoramento pelo município de Rio Bonito, com sala do gabinete de crise e novas instalações. Só há um grande detalhe na comunicação social da PMRB em relação ao monitoramento remoto e à guarda municipal, que os tabloides ainda não mencionaram: – O silêncio do prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), enquanto que estão apresentando à sociedade riobonitense algo que ainda não aconteceu e poderá não acontecer, plagiando o filme MINORITY REPORT  estreado por Tom Cruise em 2002, cuja sinopse é a justiça, que se utiliza da tecnologia mediúnica para prever o crime no futuro, prendendo o meliante antes mesmo de cometê-lo. Em suma, noticiaram algo que não existe na realidade e que se baseia numa reunião conjunta entre membros de três secretarias, sem o comprometimento direto do prefeito com a sociedade.

Se a Câmara Municipal de Rio Bonito, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Maçonaria, os empresários e a sociedade civil não cobrarem o monitoramento remoto e maiores investimentos na segurança pública, tudo se limitará às reuniões, com seus papos furados, regados com café, sucos e guloseimas, que só serviram para justificar a existência da Secretaria Municipal de Ordem Pública, com seu cabide de emprego.

Por fim, a gestão do Mandiocão demonstra que será mais do mesmo, focalizando as obras dos ginásios, das praças e postos de saúde, para garantir o lucro dos empreendedores do grupo dentro do governo, com as licitações, e fora com a venda dos loteamentos superfaturados, sem saneamento básico, pavimentação e energia elétrica, porque os empresários têm pressa e estão cheios de incertezas por conta da validade das liminares. E que cada cidadão contrate sua equipe de segurança privada e instale o sistema de monitoramento remoto em suas residências e estabelecimentos comerciais.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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Trânsito de Rio Bonito é uma zona e a culpa é da política da boa vizinhança

Na última década, nenhum tema foi tão pertinente na pequena cidade de Rio Bonito, localizada na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, do que a organização da sua logística e do trânsito. Literalmente, o trânsito é uma zona, com as motocicletas e os  carros conduzidos por adolescentes, enquanto que os motoristas ignoram o código nacional de trânsito, com seus sinais e faixas. A seta é um acessório em desuso. O trânsito para às 11:30, 13:00 e 17:00 horas, por causa da entrada e da saída das principais escolas, com os pais ignorando a faixa dos pedestres, as faixas amarelas duplas e a preferência nos retornos. Simplesmente, muitos se acham donos das ruas e da cidade, enquanto que os carros se tornam parte da projeção do status quor do motorista, cujas barbeiragens são diretamente proporcionais ao patrimônio e ao sobrenome do condutor, que se torna infrator, por ultrapassar a margem da Lei.

Na terça-feira passada (27/06/2017), o guarda municipal de trânsito colocou dois cones com uma fita entre eles, impedindo que os motoristas atravessassem a Avenida Martinho Almeida  pelo Posto Sambê para a Rua do Colégio Criar. Alguns pais e péssimos exemplos de motoristas e cidadãos ainda insistiam com o guarda municipal, que apitava e apontava para o sentido da pista, que inclinaria no retorno à frente, num percurso inferior aos 200 metros. O detalhe é que a faixa amarela dupla é visível na rua, mas os motoristas cometem os mesmos erros diariamente, porque não há repressão em Rio Bonito por parte das autoridades.

Notei que a operação tinha sido um sucesso, tendo em vista que o trânsito estava fluindo dos dois lados, mesmo com o tráfego dos caminhões de carga no Super Market. Todavia, para minha estranheza no dia seguinte, o guarda municipal estava lá no horário previsto, cumprindo sua praxe cotidiana no trabalho, sem os cones e a fita impedindo a travessia. Simplesmente, mais uma vez, a Guarda Municipal foi impedida de realizar seu trabalho com sucesso, porque algumas pessoas, que se consideram donas da cidade, assim exigiram, porque elas não querem ir até o retorno.

Há um outro ponto sobre a guarda municipal que me incomoda e muito, tendo em vista que a multa está chovendo no horário das missas e dos cultos, mas os carros das agências dos automóveis não são multados, mesmo contrariando a lei, ficando em cima das calçadas. E é nesse ponto que a sociedade rio-bonitense e o governo municipal precisam parar com o elitismo e compreenderem que a Lei é para todos, sem exceção.

Por fim, Mandiocão deve reavaliar seu julgamento diante da atividade da Guarda Municipal, tendo em vista a evidência da política dos dois pesos e duas medidas: – Ou multa todo mundo ou não multa ninguém.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior