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Matemática explica o descaso dos vereadores com a opinião pública, mantendo o Reis na presidência da CMRB

whatsapp-image-2017-02-16-at-18-55-16Acho que é muito importante para a sociedade riobonitense analisar a Câmara Municipal e compreender o resultado do processo democrático, através do modelo eleitoral aplicado no Brasil, quando o assunto é a eleição para o cargo de vereador e a influência exercida pelos grupos políticos predominantes no nosso Município, principalmente, quando a Casa Legislativa aparenta não ligar para a opinião pública, mantendo o vereador Reginaldo Ferreira Dutra (Reis) como presidente pelo terceiro biênio consecutivo, mesmo depois do escândalo do concurso público, que foi anulado.

O eleitor ficará assustado com os números, mas a matemática é uma ciência exata, colocando as coisas no respectivos lugares, quando o assunto é a representatividade direta ou indireta. Por exemplo, se somarmos o número dos votos dos 10 vereadores, que estão habilitados pelo TRE-RJ para representarem o povo de Rio Bonito no mandato 2017/2020, obteremos 11916 votos, que correspondem a 26,3% dos 45204 eleitores e 21,2% dos 56000 habitantes. Em suma, a atual Câmara Municipal representa 1/4 dos eleitores e da população da cidade. Logo, na maioria das vezes, o vereador não se sente obrigado a representar o povo ou escutar a opinião pública, porque a fórmula da eleição já fecha com a máquina pública, com seus contratos temporários, licitações e cargos comissionados, que  ganham mais força e influência, quando o eleitor está desempregado, sem saúde, educação e segurança pública, ficando sensível e dependente do político e da política assistencialista. A fórmula se torna mais prejudicial, se considerarmos a prática do crime da compra do voto.

Todavia, se confrontarmos os números supramencionados com o poder de influência dos grupos políticos e dos seus respectivos avatares ou líderes políticos, concluiremos que o deputado Marcos Abrahão nunca teve a tanta influência no panorama político riobonitense, como agora. Enquanto que sua penetração está empatada com a Solange Pereira de Almeida, que governou de 2013 a 2016 sem qualquer oposição na Câmara Municipal, que pudesse afetar a votação das matérias do interesse do Poder Executivo. O único problema é que Mandiocão foi eleito para prefeito de Rio Bonito, enquanto que ele dificilmente dará aos vereadores aquilo que mais necessitam: – Os Cargos Comissionados e as indicações dos afilhados dentro das secretárias, principalmente em tempo de crise financeira. Sem isso, o Vereador precisa trabalhar, sob o risco da não reeleição.

Por fim, enquanto o desemprego e a desigualdade social predominarem em Rio Bonito e no Brasil, nós teremos a minoria decidindo quem ficará no Poder Legislativo em todas as jurisdições. Logo, é imperativo a reforma eleitoral, trazendo o voto distrital consigo e acabando com as coligações, equilibrando a proporcionalidade na representatividade, obrigando o político a trabalhar na comunidade e no distrito. Por outro, para que haja a verdadeira renovação, os futuros candidatos deverão investir nos 74% dos riobonitenses, que se sentiram traídos e foram abandonados pelo sistema dentro da própria democracia.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior 

 

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URGENTE: Presidente da PETROBRÁS se reunirá com os prefeitos do CONLESTE para tratar sobre a volta do COMPERJ

O Presidente da Petrobrás, Pedro Parente, se reunirá com os prefeitos do CONLESTE (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense) para tratar a volta do COMPERJ (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro) na próxima quarta-feria, 15/02/2017. O encontro acontecerá em Niterói, enquanto que o prefeito Rodrigo Neves será o anfitrião, trazendo a articulação técnica e política disponível para o evento.

As obras do COMPERJ reiniciarão, sob uma nova perspectiva, que é micro em comparação projeto original do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro, uma vez que o projeto se limitará na construção da nova UPGN (Unidade de Produção de Gás Natural), para atender parte da demanda gerada nos campos do PRÉ-SAL, na Bacia de Santos. A empreendimento conta com o investimento inicial no valor de R$ 2 bilhões, com o prazo de até 30 meses para a finalização, conforme o planejamento estratégico da estatal.

O retorno das obras do COMPERJ reacenderá o mercado de trabalho no município de Itaboraí e adjacências, enquanto que o prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) garantiu sua presença no evento, vislumbrando trazer recursos e investimentos diretos e indiretos para nosso Município, para reacender a chama do desenvolvimento econômico de Rio Bonito.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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35ª Subseção da OAB/RJ se organiza para trazer a Justiça Federal para Rio Bonito, entre outras prioridades

A 35ª Subseção da OAB-RJ (Rio Bonito, Silva Jardim e Tanguá) reuniu os presidentes das comissões, objetivando colocar em pauta seu planejamento estratégico, além de levantar os temas pertinentes à categoria dos advogados e à prática da cidadania na região.

O presidente César Gomes de Sá e os advogados Érico Hyppolito, Gustavo Fróes, Adriana Rodrigues, Fabrício D`Andréa, entre outros, estão trabalhando na articulação e no desenvolvimento do projeto para trazer a Vara da Justiça Federal para Rio Bonito, que exigirá a participação da Prefeitura Municipal de Rio Bonito no processo desde o início. Logo, o próximo passo será o contato com o gabinete do Prefeito José Luiz Alves Antunes, para depois finalizar os movimentos junto à Alta Administração do TRF 2ª Região – Rio de Janeiro.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Câmara Municipal de Rio Bonito faz sensacionalismo fantasma para não assumir sua culpa no caos financeiro

57022663-39f9-4392-960a-ba273661e35dAo longo do mandato 2013/2016, o Município de Rio Bonito foi gerido pela prefeita Solange Pereira de Almeida, que tinha a maioria dentro da Câmara Municipal, que ficou sob a presidência do vereador Reginaldo Ferreira Dutra, popularmente conhecido como Reis, por quatro anos consecutivos. Nesse mesmo período, a folha de pagamento saltou dos R$4 milhões, na época do Mandiocão, para R$7,3 milhões por mês, com a máquina entupida de gente, mas com os serviços públicos prejudicados em sua maioria. Conforme os bastidores da política, tinha gente recebendo e sem trabalhar, enquanto que a autonomia dos poderes executivo e legislativo se misturava nas funções, o que levou ao escândalo do último concurso público da prefeitura, que foi noticiado na imprensa nacional, durante o horário nobre.

Na semana que o prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) anunciou o valor aproximado da dívida herdada do governo anterior, no quantum de R$71 milhões, a Câmara Municipal faz a cena do descaso com a sociedade rio-bonitense, demonstrando desconhecimento da situação e ignorando o óbvio, que é justamente o fato de que não houve a correta fiscalização das contas públicas e das suas respectivas pastas, enquanto que permitiram que a ex-prefeita movimentasse os assuntos que eram do interesse do seu grupo político e da própria maioria no Poder Legislativo naquela época, começando pelo próprio IPREVIRB (Instituto da Previdência dos Servidores Públicos de Rio Bonito), que, na prática, se tornou uma extensão da Câmara Municipal dentro do Poder Executivo, priorizando o cabide de emprego, deixando os aposentados em segundo plano.

Para piorar a situação, a Câmara Municipal está fazendo um espetáculo, chamado “Os Caça-Fantasmas”, alegando que o Município não poderia pagar os contratados por força do Decreto de Calamidade Financeira nº004/2017. Acontece que a essência do decreto permite que o Perfeito altere as prioridades da Máquina Pública, obedecendo as regras estabelecidas pela Lei. Todavia, o decreto em questão não proíbe o ente público em proceder o pagamento dos contratos, desde que estejam em sua temporalidade ou validade. Por exemplo, o contratado ou comissionado que trabalhou em dezembro de 2016, ele tem o direito de receber o salário, que deveria ser pago no mês subsequente, que seria janeiro de 2017.  Assim sendo, colocando o sensacionalismo de alguns vereadores e da presidência da Câmara Municipal de lado, acho estranho o espetáculo, que parece mais uma tentativa fraca e sem sustentabilidade para desviar o foco de que os vereadores, que participaram do comando da casa legislativa no último mandato, possuem parcela de culpa e responsabilidade pela situação da calamidade financeira que o Município de Rio Bonito se encontra, tendo em vista que não fizeram o trabalho direito ou se omitiram.

Se a Câmara Municipal insistir nessa linha dos fantasmas, estendendo a auditoria aos anos anteriores, possivelmente, será levantado o número de fantasmas, que daria para produzir os filmes de terror de Hollywood, com direito a vampiro, zumbi, assombração e bruxa. E mais uma vez, os vereadores batem numa tecla, ignorando o fato de que a Câmara Municipal faz parte do problema, sendo, talvez, a maior culpada pelo caos, em função dos apadrinhamentos dentro da máquina pública.

Por fim, a maioria dos vereadores estão batendo no Mandiocão, porque o presidente quer forçar o prefeito a fazer concessões. Todavia, ele não facilitou para Reis antes e não será agora que mudará sua posição, pelo pouco que o conheço.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão faz o repasse parcial dos atrasados para o HRDV, que ainda continua no vermelho

16682020_1303648886347577_7022683996543563300_nDesde 2011, quando o prefeito da época era o Mandiocão, o Hospital Regional Darcy Vargas vem sofrendo com o atraso nos repasses do governo federal e na contrapartida da PMRB com seus recursos próprios, o que colocou o HRDV no centro da Eleição Municipal em 2012, transformando-lhe num dos indicadores principais para a tendência de voto por parte da população.

Na visão dos gestores do HRDV, a instituição se encontra no desequilíbrio financeiro pelo simples fato da tabela do SUS estar desatualizada, obrigando o hospital a ganhar na quantidade, até que o Ministério da Saúde começou a estabelecer quotas de demanda, numa área que o gestor hospitalar e o médico não podem pedir aos doentes para aguardarem a virada do mês para serem atendidos. Assim, em nome da natureza filantrópica, o HRDV cresceu no tamanho e na especialização, fechando suas contas no vermelho em função dos atrasos, da não correção da tabela do SUS, do limite de quotas por parte do governo e dos empréstimos, oriundos ao longo das administrações, vislumbrando a manutenção dos investimentos e dos lapsos temporais provocados pelos atrasos nos repasses por parte do Município de Rio Bonito, através da secretaria municipal de saúde.

Na visão dos prefeitos, o HRDV está com problemas financeiros em função das falhas na gestão da instituição filantrópica, cujos 80% da sua receita são oriundos diretamente dos cofres públicos. Assim, ao longo da última década, a diretoria do hospital e os prefeitos criaram o ciclo vicioso de ora trabalharem juntos, até que os custos aumentam, exigindo mais investimento público, provocando o rompimento, que termina nos atrasos supramencionados.

16508884_1303648889680910_913562333499976825_nNa última sexta-feira (10/02/17), o prefeito, José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), cumpriu os trâmites legais para materializar o pagamento do quantum de R$710.391,39 ao HRDV, sendo R$180.000 referente aos débitos do governo estadual com a oncologia; R$55.000,00 referente aos débitos atuais com a oncologia; R$436.000,00 referente à manutenção da emergência no mês de dezembro de 2016, faltando o mês de janeiro, da parte do atual governo, para colocar sua dívida em dia com o Hospital. Todavia, o governo anterior deixou de pagar os meses de outubro e novembro de 2016, referente aos recursos próprios, que totalizam R$1,3 milhão, somados ao mês de janeiro de 2017.

Por fim, a atual administração do HRDV está aguardando o pagamento dos valores restantes para quitar os débitos financeiros com seus funcionários, o que demonstra o fato de que a instituição não está fazendo reservas ou o planejamento estratégico e financeiro, operando ainda no vermelho. Por outro lado, diante do montante mensal do capital público investido no hospital, é notória a necessidade da gestão compartilhada ou da auditoria contínua, objetivando racionalizar os serviços e estabilizar suas contas, revertendo a energia na melhoria no pronto de socorro e no atendimento médico-hospitalar.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão precisa trazer a Justiça Federal para Rio Bonito

A Vara Federal, que atende Rio Bonito, Tanguá, Silva Jardim, Cachoeiras de Macacu e Itaboraí, está instalada em Niterói desde 2014, tendo em vista que o prédio, o qual se localizava, estava com problemas estruturais, enquanto que, por questões econômicas e burocráticas, ficou mais barato migrá-la para o prédio da Justiça Federal na Comarca de Niterói.

Embora a solução tenha diminuído os gastos para a Justiça Federal, tornou-se um problema no atendimento aos jurisdicionados, tendo em vista a distância da atual localização para a região abrangente. É do conhecimento público a luta por parte da 35ª Subseção da OAB-RJ pelo retorno da Vara da Justiça Federal à sua área de competência. A questão é: – Por que não trazer a Justiça Federal para Rio Bonito? – Já existe a Vara da Justiça do Trabalho no prédio do antigo Fórum, localizado na Rua Desembargador Itabaiana de Oliveira. Atualmente, o prédio está subutilizado, tendo em vista que a Justiça do Trabalho só ocupa um quarto da estrutura, enquanto que o Município nunca soube o que fazer com o prédio, que ficará subutilizado de vez por parte do serviço público municipal, quando a Prefeitura materializar sua mudança para sua nova sede, ao lado da UPA. Logo, Rio Bonito já possui a área pronta e adequada para instalar a Vara da Justiça Federal, sem gerar custos à Administração do TRF 2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região). Assim, seria de suma importância a articulação da Presidência da 35ª Subseção da OAB-RJ com o Prefeito, José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), objetivando materializar tal projeto, com a máxima urgência.

A instalação da Justiça Federal em Rio Bonito é interessante para o comércio local, tendo em vista o aumento da demanda no setor da hotelaria, do estacionamento e dos restaurantes, o que torna o projeto estratégico e de pertinência à pasta do Desenvolvimento Econômico Municipal. Sua instalação na cidade também ajudaria a Procuradoria Geral do Município e a Secretaria de Fazenda, tendo em vista que o acervo das execuções fiscais da União, atualmente distribuído na Central da Dívida Ativa na Justiça Estadual, migraria para a Vara Federal, permitindo a melhor racionalização da dívida ativa municipal nas penhoras e nos demais procedimentos, o que geraria mais receita à Fazenda Municipal.

Aproveitando o assunto, acho que seria importante fazer o link com a Procuradoria da Fazenda Nacional, que também migrou de Itaboraí para Niterói, acompanhando a mesma linha de raciocínio da Justiça Federal. Logo, trazer a órgão para Rio Bonito aumentaria a receita indiretamente e o consumo local, em função do aumento da demanda. No final, os advogados, os empresários e os cidadãos rio-bonitenses ficariam mais satisfeitos, enquanto que novas vagas de empregos indiretos seriam criados com o tempo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Valor do transporte coletivo está criando áreas de exclusão no mercado de trabalho

Na maioria das vezes, as pessoas não se ligam aos custos que o empregador possui com o empregado ao longo do mês, que começam na média dos 33% do salário bruto, aumentando gradativamente a cada ano, por conta da multa do FGTS no caso da demissão sem justa causa. Todavia, o custeio do transporte tem se tornado o maior inimigo do candidato à vaga de emprego, mesmo com a contrapartida do empregado com seus 6%.

Não basta ter cursado nas instituições de ensino renomadas, ter obtido o coeficiente de rendimento acima de 90, falar fluentemente uma ou duas línguas estrangeiras, possuir várias habilidades e certificados inseridos no currículo, porque o mercado está exigente, quer o lucro máximo, enquanto que a localização geográfica do candidato à vaga de emprego tem feito muita diferença no momento da seleção, uma vez que, quanto mais distante for sua residência, maiores serão os custos na manutenção do empregado.

A localização geográfica e a mobilidade estão influenciando nos processos de seleção e recrutamento, levando em consideração o valor da passagem, o número de baldeações e o tempo médio de deslocamento. Assim, as variáveis intervenientes, tais como o trânsito, o preço do combustível e a segurança pública, estão interferindo nas organizações e nos projetos no momento da escolha do candidato, enquanto que ele não faz a menor ideia disso.

No caso de Rio Bonito, por exemplo, tem sido mais vantajoso às empresas contratarem a mão-de-obra no primeiro distrito (centro e adjacências) e Tanguá, que é o município vizinho, do que estender a seleção e o recrutamento no interior e no segundo distrito de Boa Esperança, porque a passagem do ônibus está muito cara em comparação as linhas principais da cidade, enquanto que a demanda do transporte coletivo possui o horário limitado. Dessa forma, torna-se imperativo ao Governo Municipal interferir nas políticas públicas do transporte coletivo, objetivando quebrar as áreas de exclusão, tornando a região competitiva para as empresas locais. Por outro lado, seria muito interessante a instalação do segundo polo industrial em Boa Esperança, objetivando o desenvolvimento da região.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Precisamos conversar sobre a liminar do Mandiocão

A Eleição Municipal terminou no dia 02/10/16 para os eleitores, que escolheram o José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) como prefeito, computando a primeira colocação nas urnas, com 14826 votos. Todavia, considerando a situação jurídica do candidato dentro do TRE-RJ e do TSE, a eleição teve seu encerramento definitivo em 02/12/2016, quando a Ministra Rosa Webber manteve o Mandiocão no cargo, suspendendo todos recursos eleitorais no TSE. Dessa forma, o assunto eleitoral estava encerrado.

Os grupos políticos concorrentes insatisfeitos com a situação, investiram na tese de que, caso a liminar, que suspendeu a sessão da Câmara Municipal, fosse cassada ou reconsiderada pela desembargadora, o vencedor da Eleição Municipal voltaria ao status de ficha suja, ficando impedido de assumir, o que exigiria a aplicação de uma nova eleição, desde que tudo acontecesse no tempo hábil para que o ex-prefeito não fosse diplomado e assumisse o cargo oficialmente. Bem, meu caro leitor, as equipes jurídicas dos grupos políticos concorrentes e da Câmara Municipal não souberam conduzir a ação, pecando na luta contra o tempo e na própria lógica jurídica, o que resultou na manutenção da liminar e na posse do prefeito.

Eles ainda mantêm a fé de que, caso a liminar caia pela votação na câmara cível, o prefeito será afastado do cargo, enquanto que a probabilidade matemática disto acontecer é mínima, tendo em vista as decisões do TSE, enquanto que o processo da Câmara Municipal ainda está na sua fase embrionária.

A verdade é que o Marcos Abrahão estava com as eleições na mão até o momento que disse, no palanque, que “quem se mistura com porco, farelo come.” No final, o próprio candidato acabou ferindo a si próprio perante à opinião pública, que não queria a continuidade do governo sob o domínio do grupo da Solange Pereira de Almeida, escolhendo o Mandiocão nas urnas, através do processo democrático, que foi legitimado pelo TRE-RJ e pelo TSE, no dia 02/12/16. Assim, com liminar ou sem liminar, os futuros candidatos ao cargo de prefeito terão que focalizar a revanche em 2020, através da eleição e do processo democrático.

Por fim, gostando ou não, Mandiocão está legitimado no poder, conforme as Instituições Jurídicas. Logo, quem sou eu para questionar o contrato social, que mantém o Estado e a sociedade civil erguidos? – Fiz a minha parte como escritor na luta pela transparência, enquanto que é público e notório que apoiei o Marcos Abrahão nas Eleições Municipais em 2016. Todavia, não vou ficar sentado na calçada chorando, torcendo para que tudo dê errado no atual governo. Isso seria infantilidade e sabotar toda sociedade rio-bonitense, que acompanha o momento da crise ética, moral, financeira e econômica. Assim, minha escolha foi colaborar com a sociedade e o governo, nas questões pertinentes e legais, exercendo a cidadania, que independe dos cargos, das comissões políticas e das licitações, porque as eleições passaram e Rio Bonito precisa da unidade do seu povo, com seus empresários, pensadores, artistas e ativistas, para se reconstruir e voltar ao desenvolvimento econômico e social.

No mais, vamos aguardar o transcorrer deste mandato e a forma como os empresários interpretarão o ambiente contingencial.

Por Nadelson Cota Nogueira Junior

Prefeito Mandiocão e o secretário de desenvolvimento econômico, Bruno Soares, na reunião do monitoramento remoto realizada na CDL, em 18/01/2017.

PMRB propõe a implantação do monitoramento remoto em parceria com a iniciativa privada

A apresentação do Felipe Reis, presidente do Projeto ViverBem.

A apresentação do Felipe Reis, presidente do Projeto ViverBem.

Na manhã desta quarta-feira (18/01/2017), a Prefeitura Municipal de Rio Bonito realizou, na CDL, a reunião com os empresários riobonitenses e as autoridades da segurança pública do nosso Município, objetivando apresentar a proposta do monitoramento remoto e do seu financiamento através da PPP (participação pública-privada), atendendo uma das principais prioridades da cidade desde 2011. Todavia, a implantação do monitoramento remoto foi silenciada em 2012, quando a situação não obteve êxito na sucessão, enquanto que a ex-prefeita, Solange Pereira de Almeida, prometeu investir no mesmo projeto, caso fosse eleita, deixando a promessa no papel, como a maioria das propostas do seu plano de governo.

As autoridades policiais e de defesa do Município de Rio Bonito.

As autoridades policiais e de defesa do Município de Rio Bonito.

O projeto do monitoramento remoto se baseia na experiência do município de Niterói, que implantou o sistema, através do projeto ViverBem, interagindo a dinâmica das 300 câmaras instaladas pela cidade, com a central de informação, a polícia civil, militar, rodoviária federal, a guarda municipal, os agentes do trânsito, a defesa civil, os serviços de emergência e as lideranças nas comunidades e bairros. Logo, o serviço do monitoramento proposto não se limita à instalação das câmeras pelos pontos estratégicos da cidade, contando com a cidadania e a participação da sociedade, da gestão pública municipal e as forças de defesa, compostas pela integração direta entre as polícias, a defesa civil, o corpo de bombeiros e a guarda municipal. E assim, o empresário e presidente do ViverBem, Felipe Reis, apresentou a experiência do projeto desde de sua fase embrionária até sua execução e evolução logística, atentando para o fato de que o processo é o resultado do trabalho em equipe, de forma contínua.

A apresentação conjunta dos secretários Bruno Soares e Ronen Antunes.

A apresentação conjunta dos secretários Bruno Soares e Ronen Antunes.

A pasta do desenvolvimento econômico, que está sob a gestão do empresário Bruno Guimarães Soares, ficará responsável pelo projeto e pela dinâmica da PPP, uma vez que a atual gestão priorizará tal metodologia, seguindo os exemplos aplicados na zona do sul do Rio de Janeiro, Niterói e Friburgo, cujas modelos são fortes, principalmente no desenvolvimento econômico, no turismo e na segurança pública. Todavia, o Bruno Soares está maximizando a comunicação entre o governo e a sociedade, apresentando o diferencial em conjunto com o secretário de desenvolvimento urbano e comunicação, Ronen Antunes, para prospectar parcerias para a manutenção e a conservação das áreas estratégicas da nossa cidade, valorizando o empresário e a economia local.

Se a PPP do monitoramento remoto sair do papel, ela inaugurar um novo período para a cidade, com a prática da gestão participativa, que é um modelo democrático e necessário, principalmente, quando a saúde financeira do Município de Rio Bonito está comprometida temporariamente.

Por fim, tive a oportunidade de conversar com os secretários do governo Bruno Soares e Ronen Antunes, bem como com o prefeito Mandiocão, que estão abertos para as ideias e colaborações dos cidadãos, priorizando a sociedade e a gestão pública racionalizada para reconstruir a cidade e a autoestima riobonitense.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão pede desculpas aos riobonitenses pelos erros da Solange

O vídeo do prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), que foi exibido nas redes sociais nesta segunda-feira, 16/01/2017, deixou a situação do Município de Rio Bonito bem clara para a opinião pública, mesmo sem mencionar o tamanho da dívida herdada da gestão anterior ou estabelecer uma data qualquer para o pagamento dos servidores públicos municipais, incluindo a parcela integral do 13º salário.

Estou acostumado com o Mandiocão que entra na briga para ganhar e que não desiste das lutas. Todavia, não gostei de vê-lo apresentando as prioridades da ex-prefeita em inverter as obrigações, deixando de pagar os servidores públicos para atender alguns fornecedores, com exclusividade, pedindo-lhes desculpas por uma sucessão de erros, que foram cometidos por sua antecessora, que sabotou a administração pública, o comércio e a maior parte das famílias riobonitenses.

Mandiocão foi nobre quando se desculpou, porque ele é o prefeito, enquanto que sua obrigação, mesmo não sendo o responsável direto pela origem do problema, é solucionar a crise e colocar a casa em ordem, pelo menos, na esfera financeira. Mas esse é o momento que o governante, que está no seu quarto mandato, deve se sentar com seu staff para fazer o levantamento das estruturas e o estudo de impacto para revitalizar as escolas, as unidades de saúde e os setores públicos, para que o patrimônio público não vire ruína, ficando na mesma condição da frota veicular sucateada. Não poderia deixar de mencionar a valorização do servidor público municipal, que deve ir além da subjetividade alheia.

Precisamos sair do ciclo vicioso das acusações e da mesquinharia, vislumbrando que o amanhã seja melhor que o hoje para nossos filhos e netos.

Precisamos sair do modelo ultrapassado, que constrói novas unidades e edifícios, abandonado os antigos às ruínas, mesmo sabendo que serão utilizados pelas comunidades, porque não existe outra opção ou outro caminho, principalmente para aqueles que moram no interior.

É no momento da crise que surgem as oportunidades para aprendermos e crescermos como sociedade e seres humanos. Por isso, diante da crise financeira que assola nosso Estado e nosso Município de Rio Bonito, penso que o slogan do governo deveria ser alterado do “Reconstruindo Rio Bonito” para “Reformando Rio Bonito”. A reconstrução afasta a culpa ativa ou passiva do problema. A reforma assume toda a responsabilidade e transforma o contexto, mesmo que o primeiro passo seja só na mentalidade e no comprometimento.

Por fim, o Mandiocão não pode perder sua fé, postura e força diante dos riobonitenses, porque o destino dos 57.000 habitantes, que vivem e investiram suas vidas nesta cidade, está em suas mãos, independentemente de terem votado ou não no prefeito, porque a democracia inclui, enquanto que os grupos políticos separam.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior