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Explicando a Comunicação Social para os políticos, os empresários e a opinião pública

download-1Desde o advento do Estado, da República, da organização dos três poderes e das relações institucionais, a imprensa tem atuado como uma ferramenta do controle social e da opinião pública, ora criando a opinião, ora desconstruindo as  ideias na massa. De fato, a Comunicação Social é uma arma para os governos e as organizações que precisam da aprovação social para continuarem o desenvolvimento dos seus respectivos projetos de poder e planos de negócios, incluindo os investimentos nas ações dentro da Bolsa de Valores, fazendo a conexão entre o presente, o passado e o futuro, ou desconectando tudo.

A atividade da imprensa é conceitual e estrategicamente livre, salve os conceitos e princípios do escritor e dos patrocinadores. Assim sendo, ao mesmo instante que a Comunicação Social atua como uma arma, criando opiniões e induzindo ideias, ela também atua como um escudo invisível de defesa dos interesses dos patrocinadores e investidores, porque a imprensa é um negócio, antes de qualquer outro achismo do leitor, gerando empregos e tendo a necessidade de compensar os custos da produção  e gerar lucro, como qualquer outra empresa em atividade.

Todavia, não basta ter a equipe e o veículo de comunicação, tais como TV, rádio, jornal e internet, se a confiabilidade do conjunto, perante a opinião pública, for baixa ou negativa. O fator “confiança” deve ser o primeiro item a ser considerado pelo patrocinador no momento do contrato do serviço, cujos termos devem ser considerados na transparência entre as partes, objetivando evitar o conflito ético, quando as coisas saírem do controle. E acreditem, elas sempre saem, principalmente, quando se está no ramo da política, dos governos e dos negócios, dentro da Bolsa de Valores.

É importante atentar para o fato de que o escritor precisa acreditar no produto e no conceito idealizado pelo cliente, caso contrário, não haverá planejamento estratégico e de marketing que possa consertar as falhas e ajustar os contratempos, principalmente, quando o tempo é seu maior inimigo. No caso da politica e dos governos, o tempo tem maior poder e influência no processo da comunicação, tendo em vista o mandato de 48 meses, com a média máxima de 36 meses para a idealização e a execução dos projetos, quando a imagem do político está à mercê da opinião pública e da fragilidade intelectual, moral e ética da sua própria equipe.

Por fim, a Comunicação Social e a atividade da imprensa se resumem à guerra da informação, aos conflitos de interesses dos grupos e à gestão do impacto e dos riscos, cujo vencedor será àquele que tiver a maior penetração na massa e a capacidade de desconstruir as ideias e opiniões plantadas na consciência social do universo trabalhado, ganhando o território físico e digital, aumentando sua influência e o domínio. Assim, caso tenha gostado da resenha e queira saber mais sobre nossa consultoria, é só telefonar para (21)98829-2915 ou enviar o e-mail para consultoria@nadelson.com.br.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

 

 

 

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Sem transição, talvez Mandiocão inicie seu mandato com um terço do orçamento comprometido em 2017

Conforme o relatório do TCE-RJ, as contas do Município de Rio Bonito, referente ao exercício de 2015, foram aprovadas pelo conselho técnico, embora o relatório tenha registrado o déficit de – R$ 23.472.252,84, deixando as contas no vermelho. Assim, a previsão estimada do fluxo de caixa pelo empresário Aécio Moura, em março de 2016, está se materializando, enquanto que o exercício de 2016 só será auditado em 2017, quando os rio-bonitenses terão a oportunidade de tomar ciência do tamanho do buraco que a gestão Solange Pereira de Almeida deixará para a próxima gestão, que já foi apelidado pelos analistas políticos como a “herança maldita”.

Se os cálculos e as simulações estimados pelo empresário Aécio Moura continuarem sincronizados com a realidade, o rombo saltará dos  -R$ 23.472.252,84 para os -R$60.000.000,00 em 2017, considerando as contas, e os cortes das verbas e dos investimentos oriundos de Brasília e do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que já decretou o estado de calamidade pública, não conseguindo arcar com a despesa com os servidores no último ano, anunciando, antecipadamente, o déficit de R$17 bilhões para o ano de 2017, jogando a culpa na previdência social.

Nos últimos dois anos, a folha de pagamento da Prefeitura Municipal de Rio Bonito está no valor de R$7,3 milhões por mês, enquanto que a prefeita Solange Pereira de Almeida não fez redução com o pessoal, lançando as compensações nos serviços essenciais, tais como a saúde, a educação e o desenvolvimento urbano. Por mais que os relatórios indicassem o inevitável, exigindo o controle dos gastos preventivamente, a atual gestão continuou gastando o dinheiro público de um lado, enquanto que os cidadãos rio-bonitenses ficaram abandonados do outro. Logo, não é errado afirmar que a prefeita foi o principal cabo eleitoral do Mandiocão nas eleições municipais de 2016, porque, na disputa entre os dois governantes, “quem compara, vota.”

A lógica compensatória nas contas públicas indica que Mandiocão reduzirá a folha de pagamento para o valor médio do seu último mandato, que estava na casa dos R$4 milhões mensais, em 2010. Assim, só com essa medida, o prefeito economizará R$42,9 milhões ao ano, equilibrando as contas públicas no final do primeiro semestre de 2017, caso o déficit de 2015 se mantenha em 2016. A única dúvida que paira sob a visão do gestor público é se o Governo Federal fará cortes e de quanto será o impacto no fluxo orçamentário. Mesmo assim, na pior possibilidade, caso os R$68 milhões de déficit se materialize, a futura gestão teria que fazer outras compensações internas, o que comprometeria a eficiência do Município até o décimo mês de 2017. Esse prazo poderia ficar reduzido ao 7º mês de 2017, caso a futura gestão faça a diminuição do número das secretarias municipais e dos cargos comissionados em 40%, fazenda a alta performance na economia organizacional para todo o mandato.

Em tempo, é importante atentarmos para o fato de que, caso a Prefeita, Solange Pereira de Almeida, autorizasse a transição, o déficit seria menor, enquanto que a sociedade rio-bonitense não seria surpreendida.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Os efeitos do Mal Holandês e da má gestão dos royalties nos Municípios Fluminenses

dt.common.streams.StreamServerA Câmara Municipal de Casimiro de Abreu aprovou a “Lei de Antecipação dos royalties do petróleo,” sob a alegação de que, com a recessão, a cidade foi atingida proporcionalmente no repasse da compensação financeira, com uma queda de 48%. Em suma, a crise mundial do petróleo não afeta somente a PETROBRÁS e o tesouro brasileiro, mas deixa os municípios produtores do petróleo e àqueles, que se especializaram nos serviços do setor, totalmente expostos aos efeitos negativos do mercado, criando uma onda intensificada de descontrole, inadimplência, demissão em massa, desemprego e, no caso dos municípios, a queda na arrecadação por tabela e a diminuição dos royalties.

Os Municípios produtores de petróleo no Estado do Rio de Janeiro estão doentes. A doença tem um nome técnico para os efeitos econômicos e financeiros supramencionados, chamado de Mal Holandês. Entretanto, para compreender o que está acontecendo com os royalties e a PETROBRÁS, precisamos fazer a conexão com o Oriente Médio, focalizando a Arábia Saudita, o Iraque e o Irã. Simplesmente, esses três países, que são próximos geograficamente, mas distintos nos aspectos políticos e ideológicos, há um fator muito interessante: – O petróleo jorra do chão sem a necessidade de muito gasto para prospectar o ouro negro. Logo, quanto menor o custo de prospecção, maior será a capacidade de barganha com preço do barril do petróleo. Embora o Irã esteja sob os efeitos do bloqueio imposto pela ONU e pelos Estados Unidos da América, simplesmente, os países, com tendências esquerdistas e que não se preocupam com a imagem internacional, compram o petróleo com o melhor DNA do mundo na clandestinidade, logo, com a entrada de milhões de barris extras no mercado internacional, houve a diminuição da clientela e do consumo global, o que provocou a baixa do barril. Em suma, a guerra econômica no setor energético e petrolífero maximizou a queda do barril do petróleo, provocando o efeito dominó no Brasil, que possui um custo muito mais elevado que a comunidade árabe ou persa, tendo em vista que a extração do petróleo é realizado em águas profundas.

images (5)Eu gostaria de dizer que todo o caos no setor petrolífero brasileiro tem haver com as questões básicas dos custos da prospecção, do refino e da distribuição dos derivados. Entretanto, o vilão maior é a gestão pública, que deveria fazer cortes e reduções nas despesas para equilibrar as contas, objetivando garantir o pagamento dos servidores públicos e os serviços essenciais. Todavia, ao contrário do óbvio que seria materializado por qualquer empresa privada, o gestor público se recusa a fazer cortes, criando mecanismos econômicos e financeiros, que só irão postergar o inevitável.

Infelizmente, o Município de Casimiro de Abreu cometeu o erro de aprovar uma Lei, através da sua Câmara dos Vereadores, que não solucionará o problema, mas o aumentará com mais juros e dívidas, que poderão se intensificar, caso o barril do petróleo mantenha a tendência no mercado, que é a queda e a quebradeira das nações, que se acostumaram com o dinheiro fácil desta matéria-prima, sem planejamento ou a construção de uma infraestrutura independente. Tudo dependerá da forma que os mandatários da Rússia, da Líbia e do Oriente Médio compreenderão o mercado e o fluxo do controle dos preços.

A iniciativa nada visionária do Município de Casimiro de Abreu poderá incentivar a Câmara Municipal de Rio Bonito a aprovar o pedido do Poder Executivo em liberar parte dos royalties do petróleo para financiar empréstimos, quando deveriam diminuir os contratos e as despesas, fazendo cortes no número dos cargos comissionados e das secretarias. Todavia, embora o discurso dos governantes acuse a crise como a culpada de tudo, os mesmos se recusam a aplicar as regras básicas do gerenciamento empresarial, mantendo o aumento dos gastos, quando a receita está diminuindo. Logo, a culpa é do político, que não está satisfeito em ter destruído a máquina financeira dos Municípios, criando mecanismos que impedirão os futuros sucessores de prospectarem divisas e investimentos, tendo em vista que os prefeitos estão tentando antecipar financiamentos, gerando dívidas que serão pagas com o suor das futuras gerações e dos mandatos de outros governantes.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior