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Fátima Mendonça garantiu a continuidade na Comunicação Social do Município de Rio Bonito

Fátima Mendonça, ex-secretária municipal de comunicação da PMRB.

Fátima Mendonça, ex-secretária municipal de comunicação da PMRB.

Na concorrência existente entre os grupos políticos, em suas entradas e saídas do governo, os arquivos dos computadores são delatados, alguns documentos desaparecem e os protocolos da transmissão do poder são passados de um prefeito para outro, através da solenidade da entrega das chaves, que a ex-prefeita não o fez em 2017, incluindo a transição. Só quem acompanha os bastidores do governo e do serviço público entenderá a complexidade de se começar um governo em Rio Bonito, com ou sem transição, porque é preciso ter muita dedicação e conhecimento de rede para juntar as peças do quebra-cabeça administrativo para reorganizar e colocar as coisas no seu devido lugar, mesmo com a existência das secretarias municipais de planejamento e gestão pública, porque a Prefeitura está na idade da pedra, quando o mundo se encontra globalizado e na era digital.

Fazer a comunicação social de uma organização pública não é uma tarefa fácil, principalmente, tratando-se da PMRB (Prefeitura Municipal de Rio Bonito), com sua diversidade nas secretarias, departamentos e setores logísticos e administrativos, enquanto que suas funções vão muito além da construção das resenhas e da assessoria de imprensa, uma vez que a secretaria de comunicação social é responsável pelas relações públicas, pelo endomarketing e marketing, o trabalho da imagem institucional perante a sociedade civil, pelo cerimonial na recepção das autoridades nos eventos públicos, sendo-lhes abertos ou fechados, e pelas pesquisas da qualidade de satisfação do cliente (cidadão), o que deveria incluir o serviço da ouvidoria.

Mas, num circuito descontrolado, onde o caos parece imperar, vislumbrando tradicionalmente sabotar os governos sucessores, a ex-secretária de comunicação, Fátima Mendonça, teve a postura ética e coerente de transferir o site do Município de Rio Bonito, com seus protocolos de acesso e as redes sociais, priorizando o Facebook, o Twitter e o Youtube. Ela seguiu os princípios da continuidade, da eficiência e da impessoalidade, que são partes dos pilares que definem a gestão pública. Ela não se apropriou da coisa pública, mesmo que fosse virtual, transferindo parte do capital do conhecimento e da informação, incluindo a complexa carteira dos contatos digitais, ao atual governo. Embora a postura da ex-secretária pareça óbvia ao leitor e ao cidadão, ela se torna latente pelo simples fato de que não houve tal reciprocidade em 2013, quando a tradição gestora da transmissão foi realizada, também, sem transição.

Por fim, o conhecimento institucional da PMRB não pode ficar retido nas mãos de um grupo político, porque seu patrimônio é dos riobonitenses e de toda a humanidade. A Fátima Mendonça compreendeu o tamanho da sua responsabilidade e se manteve fiel ao conceito filosófico e arquitetônico da secretaria de comunicação, materializado em seu planejamento estratégico. Assim, espero que o atual governo tenha a mesma postura ética, quando for transferir as chaves e os protocolos do Município, porque alguém tem que dar o primeiro passo e servir de exemplo positivo para as futuras gerações.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Os políticos precisam compreender seus próprios perfis no mercado

O objetivo é trazer a luz e a clareza no processo decisório.

O objetivo é trazer a luz e a clareza no processo decisório.

O político é um produto que é oferecido à sociedade, como a solução em algum ponto que está falhando no cotidiano, cujos interesses envolvem bairros, associações de moradores, organizações governamentais, empresas privadas e investidores.  A questão é saber quais são os perfis e as necessidades de cada grupo, até chegarmos à coletividade, e vice-versa.

Políticos veteranos já possuem o perfil com conteúdo, baseado em suas experiências, que deverá ser conectado à sociedade, vislumbrando alcançar o máximo de eleitores e cidadãos possíveis. Por outro lado, os políticos aspirantes possuem pouca experiência ou nenhuma, necessitando do suporte técnico para a construção de todo caminho.

Pessoalmente, eu acho muito mais fácil construir o perfil do político aspirante do que o veterano, tendo em vista que o veterano já está com sua imagem cristalizada e cheio dos vícios do sistema. Ele acredita que não precisa mudar e se adaptar às novas necessidades sociais do seu universo eleitoral, ficando ultrapassado e perdendo seu espaço no processo, aos poucos, apoiando-se, assim, no cabide de emprego, na compra do voto e nos acordos, que mantém o sistema como o conhecemos: – Falido, corrupto e degradável.

Tenho prestado consultoria política nas áreas da gestão, da comunicação e do marketing nos últimos 04 anos, observando o comportamento e o diálogo do empresário, do pré-candidato, do político profissional e do aspirante, que vagueiam em busca de uma identidade, que foi sugada pela soma dos seus erros com os problemas típicos da gestão pública. Todavia, por mais lógica e objetiva que seja a resposta para a condução ao caminho correto dentro do processo decisório, o cliente tende, na maioria das vezes, a valorizar sua percepção da realidade, dando continuidade ao erro, que é manter o grupo político, quando deveria fazer a manutenção social, econômica e estratégica da sociedade, que é uma fórmula temporária, que só se manterá por 03 mandatos no máximo, no caso do Poder Executivo, em função dos crimes de responsabilidade e da solidariedade nas improbidades administrativas.

O trabalho da consultoria ou do COACH me permite a construção do perfil e a compreensão para as escolhas metodológicas de cada cliente. É minha função apresentar todas as hipóteses e oferecer todos os caminhos logísticos. Todavia, a decisão final sempre será do cliente e de mais ninguém, incluindo toda responsabilidade.

Por fim, é importante ressaltar o fato de que todo produto tem seu ciclo de vida estabelecido na qualidade do seu material e na necessidade da sua existência, que estarão diretamente associados ao nicho do mercado direcionado e ao conceito da inovação, que lhe serão aplicados continuamente. É por tal motivo que os carros e os celulares são vendidos em função da sua geração tecnológica, porque as pessoas querem algo íntegro, que agregue valor e que tenha durabilidade. Assim, da mesma forma que acontece com os carros e os celulares, os políticos estão sujeitos às leis do mercado, incluindo a inovação e o Upgrade nos seus perfis. Entretanto, a maioria só acorda para a realidade, quando as fórmulas dos coeficientes não batem, mesmo com a troca dos partidos políticos, com suas respectivas coligações.

Se você se identificou com o contexto em algum momento, saiba que estou disponível para auxiliá-lo na jornada política, empresarial e gestora. Ligue para (21)98829-2915 e (21)2734-6548, ou envie seu e-mail para consultoria@nadelson.com.br.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Gestor de Recursos Humanos

 

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A comunicação é alma de todo negócio, incluindo a política

images (23)A politica é simples assim: – Você lê a resenha, executa o raciocínio lógico A = B+C, faz a relação entre as variáveis, calcula a audiência, acompanha a margem de impacto e faz a avaliação da campanha desenvolvida. E assim, uma ação desenvolve a outra, como uma corrente. Isso é fazer e compreender a opinião publica. Todavia, existem limites éticos e lógicos que não podem ser ultrapassados. Um grande exemplo deste caso é o politico não ter realizado nada de importante no seu mandato e propagar que construiu castelos e que tudo está bem, quando a realidade é oposta à ideia vendida.

Existe outra vertente da comunicação social e do marketing que a maioria dos políticos ignora, quando executa suas campanhas, que são os indicadores sociais e a mensagem que a consciência coletiva do universo pesquisado transmite à sociedade. Logo, não basta vender a ideia ou o produto, se não fizerem o plano e o planejamento do marketing e a projeção da comunicação social, pois ocorrerão ruídos, que debilitarão todo o trabalho desenvolvido. Trabalhar com a opinião pública é uma via de mão dupla, principalmente, quando se utiliza as redes sociais e a internet como veículos. Talvez, essa seja a grande façanha da comunicação digital em relação aos jornais, que informam, comunicam e fazem opinião pública, mas não dão feedback (retorno), deixando o leitor com a ideia na mão e nada mais. É por tal motivo que os jornais americanos abraçaram o twitter e o facebook, focalizando a inclusão digital e o upgrade do veículo de comunicação conservador e tradicional, unindo o velho ao inovador.

Por fim, meu conselho é que valorizem as forças e não se esqueçam das fraquezas. Uma campanha limpa e transparente reconhece seus erros para tentar corrigi-los. Negá-los, será um ato infantil, que alimentara os oponentes, e afastará o eleitor do processo democrático, o que inclinará no voto em branco ou nulo, e na abstenção voluntária do cidadão nas eleições. Aliás, se compararmos as estatísticas das eleições brasileiras, nos últimos 12 anos, notaremos que mais de 20% dos eleitores já se excluíram do processo eleitoral, enquanto que os índices tendem a subir aos 30%.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Quando o assunto é economia, o brasileiro é hipócrita

Não há sombra de dúvidas de que a economia brasileira prosperou no governo Lula de 2003 a 2010, enquanto que a Dilma Rousseff conseguiu manter o padrão dos indicadores econômicos até 2013. Esse período foi marcado pelo renascimento da construção naval e civil, bem como da habitação popular, cujos empreendimentos atraíram a atenção dos investidores estrangeiros. Assim, a cereja do bolo do crescimento econômico foi o PRÉ SAL e as promessas de altos ganhos e investimentos no petróleo brasileiro. Todavia, em 2014, o sonho acabou.

O primeiro sinal de que o inevitável aconteceria, foi quando a OGX, de Eike Batista, sofreu sua primeira retração no mercado internacional, provocando o impacto de -R$42bilhões  na balança comercial, logo no primeiro trimestre de 2014. O governo brasileiro injetou no mercado o mesmo valor para deixar a balança comercial em superávit. E o mesmo mecanismo artificial foi aplicado até o término das eleições presidenciais, no mesmo ano.

Da mesma forma que o governo brasileiro injetou dinheiro artificialmente para permitir o fluxo do capital (capital de giro) no comércio exterior, realizando empréstimos às nações do terceiro mundo, o sistema público seguiu a dinâmica, injetando dinheiro no setor industrial e no agronegócio, utilizando o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES. Em suma, o Brasil estava crescendo nos índices econômicos, mas o setor da produção e o energético continuaram na mesma estrutura, porque injetaram dinheiro no mercado, sem planejar a base das operações futuras, que corresponderiam na construção de mais indústrias e geradores de energia. Resumidamente, os empresários se aproveitaram dos empréstimos com juros baixíssimos para ganharem muito dinheiro, através do aço, do petróleo, dos fundos de investimento e da construção civil. Mas, conforme a lei da responsabilidade, o governo não poderia injetar dinheiro no mercado no ano eleitoral, logo, a onda iniciada pela OGX, com seu fracasso operacional no PRÉ SAL, se estenderia ao mercado brasileiro como um todo, porque o bolo do crescimento econômico era uma miragem, construída por banqueiros e especuladores financeiros.

Deixando as ideologias de lado, fico assustado, quando observo o comportamento humano e empresarial do brasileiro, que construiu prédios e casas com o empréstimo do governo, ganhando muito dinheiro, sem remorso ou culpa. Será que eles realmente acreditavam que o dinheiro estava saindo da própria economia? – Acho que não, porque dinheiro não dá pé e exige muito trabalho e planejamento. Por exemplo, a cidade de Rio Bonito – RJ, que possui 57.000 habitantes, teve uma majoração astronômica no mercado imobiliário por causa do milagre econômico e do COMPERJ: – O terreno, medindo 12 X 30, saltou dos R$30.000,00 para R$200.000,00, enquanto que o imóvel padrão com 02 quartos saltou dos R$60.000,00 para R$780.000,00. O problema é que a cidade continua com a mesma configuração econômica da década de 1980, com altos índices de desemprego e desigualdade social, que se agravaram com a crise no COMPERJ.

As pessoas se perguntam para onde foram os R$167bilhões das pedaladas fiscais. Se vocês olharem os imóveis fechados, com as placas de aluga-se  ou vende-se, as indústrias e demais empresas, que fecharam suas portas nos últimos seis meses, encontrarão a resposta. No final, é fácil culpar o governo e a economia, quando, na realidade, muitos executivos e empresários ficaram milionários, especulando, comprando e vendendo, com o dinheiro público, que era injetado continuamente em setores estratégicos. Logo, não é errado afirmar que a Operação Lava-Jato retirou a PETROBRÁS do circuito da corrupção, deixando o ambiente limpo para que qualquer pesquisador possa analisar e tirar sua própria conclusão.

Por fim, a sociedade precisa compreender que retornamos à realidade brasileira, sem marketing ou ilusões. Isso quer dizer que o imóvel que está sendo vendido por R$780.000,00 vale, na realidade, R$270.000,00, porque a economia brasileira é baseada no salário mínimo e na capacidade de compra do cidadão.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Macri oficializou que 10% da população argentina carregará os outros 90% com o IR

Parece que a euforia com Macri já está ganhando o formato do populismo, tendo em vista que a iniciativa em elevar a alíquota do imposto de renda para conter a inflação, se limitará àqueles que recebem mais de 30.000 pesos, que equivalem a R$8.000,00. Dessa forma, conforme os noticiários da semana, somente 10% da população argentina contribuirá com o imposto, baseado na renda.

Embora o marketing esteja enfatizando positivamente a ação, o fato é que está errado, tendo em vista que o Imposto de Renda deveria ser para toda população economicamente ativa, que trabalha e que tem renda, ou por base no salário ou por base nos ganhos e dividendos.

Colocando as ideologias e as propagandas de lado, a Argentina está seguindo o modelo brasileiro, cuja máquina pública não conseguirá se manter dentro da sobrecarga tributária imposta, tendo em vista que uma sociedade, baseada na socialdemocracia, necessita dividir as despesas e as receitas  de forma equilibrada, para que os serviços públicos sejam fornecidos com qualidade e diversidade para todos.

Assim, na luta contra o Kirchnerismo, Macri está se aproximando do Peronismo, inovando em pequena escala, fazendo propaganda em massa e ressuscitando antigas ideias, como se fossem novas, mas não são.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Rio de Janeiro precisa ter o carisma e a coragem de Getúlio

Fico assustado e, ao mesmo tempo, fascinado, quando converso com a geração da minha avó sobre Getúlio Vargas e o Estado Novo. Simplesmente, o Getúlio Vargas é resumido às frases: – “Eu segurei na mão do Getúlio. Ele carregou meu filho no colo. Ele era cabra macho e não levava desaforo para casa.”  As pessoas resumem o período ditatorial do Estado Novo ao carisma e ao momento único em que o estadista tocou, de alguma forma, a alma e a ingenuidade do eleitor.

Há algo na essência do Getúlio Vargas que é imperceptível às gerações pós-segunda guerra mundial: – Getúlio Vargas fazia corpo a corpo e investia continuamente na comunicação com a massa, através do rádio e do jornal. Sua voz era escutada e repetida, como um eco popular, mesmo dentro da área de guerra entre os Estados Federativos e seus respectivos regimentos, porque o brasileiro, naquela época, acreditava que o comunismo era uma doença ideológica e econômica que tinha que ser extirpada, enquanto que Getúlio Vargas se ofereceu como a cura aos males da nação.

Retornando à atualidade, a política brasileira se resumiu na construção dos impérios e das dinastias, que acreditam no poder do dinheiro público, cujo acesso ao orçamento, através dos mecanismos legais, transformou o público em privado, materializando a corrupção, o sucateamento da saúde e da educação públicas, além da construção do caixa dois, para financiar as campanhas políticas milionárias, comprando o voto dos desempregados, dos esquecidos pelas políticas públicas e dos oportunistas. E assim, a fé do político se transforma no milagre da reeleição, através da compra do voto e do futuro da nação brasileira e do eleitorado carioca e fluminense, com o marketing mais caro do planeta, vendendo castelos de ilusões surrealistas, que se desmoronam no primeiro semestre do novo mandato.

Ao contrário do Getúlio Vargas, essas crianças mimadas, que estão no poder, não compreendem que a essência do poder vem da aprovação popular, cuja satisfação permite a reeleição e a construção dos sucessores, com casos de sucesso nas políticas públicas. O problema é que as crianças querem comprar seus mimos, e decidiram bancar a brincadeira com o dinheiro do povo. Quando o orçamento sofreu a queda com os royalties do petróleo e a diminuição das verbas finais das olimpíadas de 2016, decidiram chutar o pau da barraca, descumprindo a constituição federal e estadual, além de elevarem os impostos e taxas.

No final, eles acreditam que a brincadeira continuará, fazendo seus sucessores e mantendo a dinastia política com seus filhos e netos, porque o dinheiro vem fácil, enquanto que o eleitor tem preço. Todavia, não precisamos questionar o óbvio do tempo presente, que se resume ao caos financeiro do ente público, quando seus gestores vivem como monarcas. Prefiro fazer a única pergunta: – Quando foi que a estupidez da compra do voto começou? – Possivelmente, não obteremos a resposta, tendo em vista que o brasileiro tem memória curta, enquanto que quem tem fome, tem pressa. No mais, precisamos de novas lideranças, que tenham o carisma e a coragem do Getúlio Vargas, que coloquem a cara na rua, tanto na paz e na guerra. Precisamos de pessoas que apertem as mãos, deem abraços, que olhem nos olhos e que lutem pela sociedade, enfrentando a corrupção e investindo no futuro, através da educação e da garantia de igualdade nas oportunidades.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A conta de luz se tornou a galinha dos ovos de ouro no Brasil e na Argentina

Embora, Macri tenha materializado o rompimento ideológico com a esquerda dentro da Argentina, as fórmulas utilizadas no país vizinho estão sendo aplicadas no formato semelhante ao Plano Real em 1994, mesmo mantendo o marketing da política cambial singular e distinta no continente. E assim, com o discurso contrário à prática, o governo argentino depende do Brasil, tanto na garantia da sua carteira dos contatos e contratos no exterior, bem como, no setor energético, tendo em vista que a malha elétrica argentina não consegue atender a demanda, principalmente, no quesito geração de energia. Em suma, sem energia, não há força para movimentar a indústria, a sociedade e a economia. Logo, o Brasil passou a enviar seu excedente energético ao país vizinho, uma vez que o setor industrial teve a retração no consumo interno em 6%, podendo chegar aos 9% com o fechamento das usinas siderúrgicas e a alteração logística no setor automobilístico.

Macri cortou os subsídios que mantinham considerável parte das empresas distribuidoras de energia elétrica dentro do território argentino, provocando o aumento, aproximadamente, em 600% na conta de luz, cujo custeio será bancado pelo contribuinte. E dessa forma, os argentinos já mudarão o discurso sob a nova ótica governamental em seu país. Mas, a decisão não prevê somente a economia com o dinheiro público, tendo em vista que a Argentina está mais conectada com o governo Brasileiro do que a própria mídia está divulgando, enquanto que o modelo da cobrança e da fiscalização no serviço de energia do nosso país é totalmente ajustável à necessidade da Presidência da República, não necessitando do Congresso para autorização no aumento das taxas e tarifas, salvo a Agência fiscalizadora de energia elétrica, o que constitui uma espécie de plano dois para a tapagem dos buracos nas contas públicas e na própria balança comercial, cuja dinâmica é silenciosa e imperceptível ao consumidor.

O modelo é simples e está dividido nas cores verde, amarelo, rosa e vermelho. Quanto maior é o consumo, maior será a tarifa, enquanto que o governo arrecadará mais dinheiro, alegando o estado de emergência energética, cujo conceito é relativo e depende da opinião do próprio governo para tal. Logo, se pegarmos 56.595.007 dos domicílios com energia elétrica, conforme o SENSO 2010 – IBGE, sob a bandeira tarifária vermelha, obteremos o quanto médio de R$ 509.355.063,00 ao mês, sem as alíquotas que podem chegar a 29% e demais taxas, dependendo do padrão no consumo. Isso quer dizer que o Brasil arrecadará R$6,0 bilhões só com o sistema de bandeiras, já com a redução para o acréscimo dos R$4,50 para cada 100Kwh.

A lógica indica que Macri copiará o modelo tarifário brasileiro, transferindo a despesa para o contribuinte, além do governo obter a arrecadação direta sob o serviço.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Para o governo e o PMDB do Estado do Rio de Janeiro, imagem é tudo

2016 começou com o anúncio das falhas e retardos na gestão no primeiro ano do governo Pezão, cumulados com a “crise na saúde pública do Estado”.  Contraditoriamente ao discurso, a ALERJ aprovou o aumento no salário do governador, dos deputados estaduais, secretários e outras autarquias, essa semana. As obras, cujas matérias-primas são a brita e o asfalta, continuam em execução e com força total, enquanto que o décimo-terceiro salário do funcionalismo público do Poder Executivo foi parcelado.

Mesmo alegando o déficit nas contas públicas em função da desvalorização do barril do petróleo, que interfere diretamente nos royalties e na receita, o Governo do Estado investirá quatro vezes mais em marketing e na imagem, seguindo a mesma estratégia do Sérgio Cabral e do Eduardo Paes, atual prefeito do Município do Rio de Janeiro. Isso, porque o PMDB lutará para fazer o próximo prefeito da capital fluminense, enquanto que Picciani focaliza o Palácio Guanabara, em 2018.

O PMDB fluminense construiu uma estratégia muito interessante e inteligente, tendo em vista que a imprensa e a população farão o clamor público, em função da crise na saúde, para que o Congresso Nacional aprove a CPMF, com a alíquota dobrada. Isso quer dizer que, além dos royalties do petróleo, cujos valores se estabilizarão mais cedo ou mais tarde, o Estado do Rio de Janeiro terá uma máquina arrecadadora, que colocará a receita nas nuvens, sem mover uma única pá ou, sequer, gerar uma vaga de trabalho.

Assim, compreendemos o jeito PMDB de governar, uma vez que os aumentos e os investimentos, que deveriam ser focalizados nos serviços públicos e na valorização do funcionalismo, acabam nas campanhas de marketing e imagem dos governantes, que associam suas fotografias aos eventos, com o dinheiro do povo. Enquanto que já decidiram nos Estados que a CPMF voltará, só não avisaram Brasília, ainda. E, conhecendo a hierarquia dos valores dos políticos, a receita aumentará, mas a saúde e a educação públicas continuarão abandonadas, porque a crise não é financeira, mas ética e moral.

No final, na pior de todas as possibilidades, Pezão sacrificará sua imagem, seu plano de governo e metas, para manter o PMDB no poder, porque parte do exército precisa ser comido no tabuleiro de xadrez, para que o oponente se empolgue e perca o jogo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A quebra da Kodak é o exemplo de que a visão do futuro é necessária nos negócios

Kodak_Kodakchrom_64_KBO estudo do caso da quebra da KODAK, que foi a maior referência global na qualidade do material fotográfico, é um exemplo de grandes atitudes e, também, de grandes erros.

Toda organização que acredita que sua posição está inatingível e que se estará sempre na liderança, porque possui os melhores executivos do seu tempo, investindo no desenvolvimento da sua equipe e dos seus talentos, mas, deixando de sincronizar seu planejamento estratégico com o plano do negócio, vislumbrando o mercado consumidor, com suas necessidades e tendências, salvo a ausência da concorrência, estará fadada ao fracasso e à falência, por maior que tenha sido seu legado global e a valorização da sua marca.

Mas, onde foi que a KODAK errou, tendo em vista que possuia um dos maiores centros industriais do setor fotográfico no mundo, produzindo tecnologia de ponta e investindo nos seus talentos? A culpa é da crise econômica americana de 2009? – A resposta poderia ser simplificada e colocada na conta da cries econômica de 2009 e seus efeitos no mercado financeiro global. Entretanto, não há qualquer relação de um fato com o outro. A KODAK errou, porque ela não sincronizou seu planejamento estratégico com o negócio, ignorando as tendências tecnológicas do mercado. Assim, seguindo uma linha padrão, a KODAK continuou investindo no marketing, como a COCA-COLA. Todavia, manter sua marca em evidência não é a garantia de que seus produtos continuarão sendo consumidos pelo mercado, quando se tem um concorrente inteligente, inovador e visionário. A situação piora, quando esse concorrente pertence a outro mercado, enquanto que sua inovação causará total desequilíbrio em outras setores, por conta do conceito da inovação dos seus produtos. Logo, poderíamos afirmar que a FUJI e outras marcas famosas no setor fotográfico foram os causadores do fracasso da KODAK. Mas, tal afirmação, embora tenha sentido dentro do mercado da fotografia, seria um erro, tendo em vista que o mercado consumidor mudou seu comportamento, enquanto que o lançamento dos smartphones, com a resolução digital e os aplicativos de edição, provocaram uma mudança no comportamento do mercado consumidor, que deseja simplicidade, mobilidade e carregar o mínimo de peso possível. Assim, a onda negativa da KODAK se iniciou com o lançamento do IPHONE e seus efeitos no setor da telefonia e da tecnologia. A SAMSUNG e os Tigres Asiáticos não ficaram para trás e começaram a desenvolver tecnologias menores e mais eficientes na área da fotografia, migrando tais tendências aos portáteis.

kodak-bankruptcyA KODAK, na sua falta de visão estratégica para construir e simular cenários no futuro, acabou se perdendo na sua história de glória e conquistas. Mas, há um outro ponto muito interessante nisso tudo, tendo em vista que a empresa não ficou de braços cruzados e deixando a era digital passar diante dos seus olhos. Ela reagiu e entrou no mercado, produzindo câmeras e impressoras digitais específicas para o ramo da fotografia. Entretanto, havia um outro problema, uma vez que a KODAK tinha o recurso tecnológico digital muito caro, em comparação à concorrência, agravando a situação com as limitações do acesso aos produtos, que não migravam com outros dispositivos e produtos que não fossem da marca KODAK. Logo, a empresa cometeu o segundo erro no cenário tecnológico e mercadológico, acreditando que as pessoas continuariam consumindo seus produtos por causa da marca, mantendo a fidelidade forçada.

No final, restaram três opções a KODAK: 01 – Não reagir e quebrar; 02 – Expandir a área do mercado, fazendo parcerias ou fusões com empresas no setor tecnológico e da comunicação; e 03 – Diminuir a estrutura da organização, objetivando atender o fotógrafo profissional e o fotógrafo que trabalha com a fotografia como arte, dento do modelo original, com lentes especiais e caras, exigindo o modelo do laboratório fotográfico e a revelação no papel. Em suma, a KODAK aplicou a terceira opção, demonstrando que terá o mesmo fim das fábricas das fitas cassetes ou das máquinas de datilografia. Se os concorrentes do setor não migrarem seus negócios com outros setores e tendências no mercado consumidor, sofrerão do mesmo efeito dominó, porque o mercado quer praticidade, enquanto que o mesmo ainda não acordou para o fato que se tornará escravo do sistema das nuvens e do controle da informação. Mas, isso é uma conversa para uma outra hora.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior