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Rio-bonitenses anseiam por mudança na Presidência da Câmara Municipal, depois do escândalo do concurso público municipal

Como menos de dez dias após a eleição municipal realizada em 02/10/2016, houve o vazamento proposital da fotografia na qual estavam os vereadores eleitos para o mandato de 2017/2020, Abner Alvernaz Júnior, o Neném de Boa Esperança (PMN); Edilon de Souza Ferreira, o Dilon de Boa Esperança (PSC); Cláudio da Fonseca Moraes, o Claudinho do Bumbum Lanches (PR); Fernando Carvalho, o Fernando da Mata (PMN); Fabiano Cardoso, o Xeroca (PTB); e Reginaldo Ferreira Dutra, conhecido popularmente como Reis (PMDB), que é o atual presidente da Câmara Municipal, perpetuando-se no controle da Casa Legislativa ao longo do mandato 2013/2016, deixando entender que já tem os votos necessários para sua manutenção no cargo alfa, incluindo o controle do repasse do duodécimo constitucional, que, em 2016, ficou no valor médio mensal de R$500.000,00.

Dos nomes supramencionados, Reginaldo Ferreira Dutra, Abner Alvernaz Júnior, Edilon de Souza Ferreira e Cláudio Fonseca de Moraes conseguiram se reeleger, enquanto que a Câmara Municipal teve 50% de renovação, trazendo Humberto Alexandre Belgues, do PT do B, de volta ao Poder Legislativo, cujo perfil competitivo deixa latente seu interesse na disputa pela presidência da Casa Legislativa, bem como a concorrência ao cargo de prefeito, no futuro próximo.

Embora o jornalista Flávio Azevedo defenda a tese de que o Reis seria favorecido pela regra da casa, no caso do empate, e a formação da suposta base aliada, conforme a fotografia deste artigo, eu ousarei discordar, uma vez que da data da divulgação da fotografia para cá já aconteceram vários episódios, que trouxeram o vereador Reis para o centro da trama, começando justamente por sua atual posição na presidência da Câmara Municipal, cumulada com o escândalo do concurso público da prefeitura municipal de Rio Bonito, cujas principais posições foram preenchidas por pessoas ligadas diretamente ao vereador e aos membros do seu staff. Assim sendo, por maiores que sejam as cartas na manga por parte do Reis, seria contraditório à lógica democrática e da renovação que os vereadores recém-eleitos não materializassem a renovação, começando pela mudança do nome na presidência da casa. Por outro lado, caso o vereador Reis venha se perpetuar na presidência da Câmara por mais um biênio consecutivo, ficará latente para a opinião pública que os novos vereadores já começaram o exercício do mandato da forma errada, mantendo as coisas nos mesmos lugares.

Me atreverei a dizer que, caso os vereadores tivessem a visão do futuro, eles não apareceriam na fotografia. Logo, a manutenção da atual presidência da Câmara Municipal seria o mesmo que assinar uma declaração pública de não importância com a opinião pública e os fatos que levaram a cidade de Rio Bonito aos jornais nas últimas semanas. Mas, se a Monarquia Legislativa for mantida, os novos vereadores terão o mesmo destino político do vereador, Marquinho Luanda, que perdeu a eleição para prefeito justamente por sua proximidade extrema e contínua ao vereador Reis, que lhe trouxe tamanha negatividade, colocando-lhe como o candidato da situação com a pior resposta nas urnas, nos registros históricos rio-bonitenses.

Por fim, com exceção do vereador Edilon de Souza Ferreira (PSC), que é o fiel escudeiro do Reis, ainda tenho a esperança de que os novos vereadores se aproximem da vereadora Marlene, que também conseguiu se reeleger, e do vereador Abner Alvernaz Júnior,  vislumbrando constituir a mesa diretora mais democrática e livre dentro da Câmara Municipal de Rio Bonito para o biênio 2017/2018, porque a renovação foi uma palavra empregada no palanque e que precisa ser praticada em nome da democracia e do respeito ao eleitor e ao cidadão, enquanto que os vereadores não poderão permitir a hipótese da disputa entre 03 candidatos  à Presidência da Casa Legislativa, pois, assim, o vereador Reis continuaria no cargo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Rio Bonito e a luta pelo trono do poder por parte dos grupos políticos

O trono do poder está ocupado por Solange Pereira de Almeida até as 23:59 horas do dia 31/12/2016. No primeiro dia do ando de 2017, a prefeita terá que transferir o trono para seu sucessor, cuja ocupação é uma interrogação diante dos conflitos entre os grupos políticos dentro da esfera judiciária, tanto na justiça comum quanto na eleitoral.

José Luiz Alves Antunes, o Mandiocão, conquistou 14826 votos nas urnas no último dia 02/10/16, o que legitima sua ascensão ao trono por parte do apoio popular, num universo eleitoral de 45204 eleitores, numa cidade que possui a população estimada em 57.000 habitantes. O problema é que o candidato ingressou no processo eleitoral, com sua candidatura indeferida em função da Lei da Ficha Limpa, sustentando sua legitimidade jurídica numa liminar, que suspendeu temporariamente os efeitos da sessão da Câmara Municipal que reprovou suas contas em 26/11/2013.

Com o indeferimento da candidatura do Mandiocão, que se encontra em recurso, que anulou os votos do candidato até o presente momento, deixando o deputado estadual, Marcos Abrahão, como o prefeito eleito, com 56,44% dos votos válidos na eleição municipal, o grupo político do deputado dobrou o número dos votos nesta eleição, além da equipe jurídica do candidato estar se dedicando na solução jurídica dentro do TRE-RJ e do TSE, sustentando-se na tese de que o segundo colocado se sentará no trono, caso a liminar supramencionada seja cassada.

Trabalhando no silêncio, o candidato da situação, Marquinho Luanda, também está atuando no panorama jurídico, embora tenha ficado em terceiro lugar, com a pior votação que o candidato, com o apoio da máquina para a sucessão, já teve nos registros eleitorais na nossa cidade. Sua equipe jurídica se sustenta na corrente majoritária do TSE, que, caso a liminar seja cassada e Mandiocão declarado inelegível, Rio Bonito terá que fazer uma nova eleição, conforme o art. 224, §3º e §4º , inciso II, da Lei nº13165/15, referente à minirreforma eleitoral, sancionada pela Presidente da República, Dilma Rousseff, em 29/09/2015.

No final, na guerra pelo poder, os riobonitenses testemunharão as consequências épicas que serão geradas, independentemente dos resultados, tendo em vista que o Mandiocão foi eleito nas urnas, com 14826 votos, cuja equipe estratégica do Marquinho Luanda acredita que conseguirá converter a maior parte, caso tenha uma nova eleição, trabalhando em cima da rejeição do Marcos Abrahão.

Por fim, é desnecessário o debate sobre a eleição suplementar, tendo em vista que os desafiantes do Mandiocão terão que derrubar a liminar, que sustenta seu pedestal, antes de tudo. No mais, o inverno está chegando…

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

José Luiz Alves Antunes (Mandiocão).

O processo eleitoral do Mandiocão foi para novo recurso, conhecido como Embargos de Declaração

WhatsApp Image 2016-10-11 at 00.20.21Eu não tenho dúvida de que estamos construindo a história riobonitense, fluminense e brasileira nesse exato momento, tendo em vista que as condições que trouxeram nossa eleição municipal até a encruzilhada do tempo e do espaço, poderão colocar todo o Brasil diante do conflito jurídico e ideológico contra a constituição federal, a soberania das Câmaras Municipais, a atuação auditora dos Tribunais de Contas dos Estados e a aplicabilidade da Lei da Ficha da Limpa.

Na última quinta-feira, 06/10/2016, o TRE-RJ deu provimento ao recurso RE Nº 0000199-30.2016.6.19.0032, por unanimidade, para deferir a candidatura do José Luiz Alves Antunes, popularmente conhecido como Mandiocão, fundamentada na votação do acórdão, computada em 6 x O, que se baseou no fato de que o candidato não possuía impedimento naquele momento, tendo vista a liminar que suspendeu os efeitos da sessão da Câmara Municipal que reprovou suas contas em 2013, através do Agravo de Instrumento n°0305949-65.2016.8.19.0001, apresentado no Plantão Judicial, praticamente em cima da eleição, fundamentado no cerceamento de defesa, que, resumidamente, quer dizer que o Mandiocão não se defendeu ou teve tempo para tal, quando na realidade teve, conforme os registros da ata da sessão e das resenhas jornalísticas da época.

Todavia, no dia 30/09/2016, a defesa do Mandiocão impetrou outro Agravo de Instrumento, distribuído sob o nº 0050701-04.2016.8.19.0000, alegando a violação ao contraditório e ampla defesa, porquanto juntados documentos após o exercício de defesa do ex Prefeito; (iv) a falta de fundamentação do parecer da Comissão de Finanças e Orçamento, bem como do julgamento pela rejeição das contas; (v) a ausência de fornecimento prévio de cópias do parecer para os vereadores, violando o art. 114, §1º e art. 201, ambos do Regimento Interna da Casa Legislativa; e (vi) o ardil da atual Prefeita na condução do procedimento, de modo a prejudicar o agravante, seu rival político.” Enquanto que, conforme a decisão de fls. 415/425, foi mantida a suspensão da Sessão da Câmara supramencionada.

A  parte mais interessante de todo o contexto é que o procedimento auditor e legislativo foram aplicados no período correto, tendo em vista que as contas devem passar pela auditoria do Tribunal de Contas do Estado e a votação da Câmara Municipal no ano seguinte, enquanto que o ex-prefeito compareceu à sessão para se defender, conforme a matéria do jornal “O Tempo”.

Embora o Mandiocão tenha conseguido o provimento do recurso para o deferimento da sua candidatura, com a votação unânime no TRE-RJ, ele não pode ser oficialmente declarado como o prefeito eleito, tendo em vista que o quadro poderá ser alterado até o trânsito em julgado, enquanto que ainda existem 03 possibilidades constitucionais para os recursos hierárquicos garantidos as outras coligações, sendo os embargos infringentes dentro do próprio TRE-RJ, o recurso comum no TSE, em Brasília, e os embargos infringentes, como última hipótese.

Por fim, as coligações do PMDB e do PT do B já ingressaram com os embargos de declaração no processo eleitoral, vislumbrando a reforma do acórdão favorável ao Mandiocão. Todavia, as ações não terão efeito enquanto a liminar, que está suspendendo a sessão da câmara, não for cassada. Logo, o corpo jurídico das duas principais coligações deverá atuar na Justiça Eleitoral e na Justiça Comum, sincronicamente.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Não vi Marquinho Luanda pedir o impeachment de Solange

O vereador, Marquinho Luanda, teve momentos iluminados na Câmara Municipal no mandato de 2013/2016. Todavia, mesmo com o barulho e os discursos calorosos, que foram divulgados pelo jornalista, Flávio Azevedo, apontando várias falhas no governo, na sua ausência de governabilidade, eu não vi o candidato ao cargo de prefeito entrar com o pedido de abertura do impeachment da prefeita, Solange Pereira de Almeida, mesmo com sua condenação no segundo grau de jurisdição na justiça federal. Muito pelo contrário, tendo em vista que o presidente da Câmara Municipal, o vereador Reis, foi aumentando seu poder e sua influência dentro da máquina pública, enquanto que o Marquinho Luanda foi se agregando à imagem e influência do seu par.

Eu gostaria que me explicassem que tipo de oposição foi essa, que se limitou ao tablado no plenário? Não fizeram um único requerimento para ser abandonado na gaveta da burocracia, nos anais da história. Muito pelo contrário, o governo teve plenitude para deliberar aquilo que queria e que achasse prioridade. Poderia me prender aos cargos comissionados, aos contratados e à máquina do sistema que estão utilizando nesse exato momento na manutenção do exército eleitoral, mas não o farei, tendo em vista que o silêncio do vereador manteve a desordem instaurada, enquanto que o raciocínio lógico indica que o caos continuará, uma vez que seria contrassenso não agregar o grupo que está trabalhando na campanha para participar do suposto governo, que está em construção.

Não estou escrevendo por escrever ou para ser o inquisidor do candidato A ou B. Todavia, há uma responsabilidade maior nesta eleição, enquanto que o Município necessita passar pelo choque de gestão, que só acontecerá com a mudança da mentalidade e do grupo. Se a Solange Pereira de Almeida não conseguiu alterar a consciência do seu grupo político, mesmo com sua experiência em Brasília e com sua complexa carteira de contatos, o que faz o eleitor achar que o Marquinho Luanda conseguiria?  Por fim, alegarão a fidelidade partidária e a falta de coalizão na Câmara Municipal para que a questão seguisse até o final. Mas, o fato demonstra que o silêncio foi cômodo para todos, porque ninguém se levantou para proteger os riobonitenses, enquanto que aguardavam a solução no STJ, quando poderiam ter poupado tempo e investimentos na nossa cidade. E se o PMDB esteve acima dos riobonitenses neste momento, o que fará o eleitor acreditar que será diferente em outros, quando as variáveis intervenientes são as mesmas? Era para o político colocar seus interesses pessoais abaixo das necessidades da coletividade e da própria democracia, independentemente da vitória ou da derrota.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A política riobonitense e a inversão dos valores

hqdefaultEm Rio Bonito nas Eleições de 2016, tem o candidato da situação, que está com o apoio e a estrutura do governo, incluindo, supostamente, os comissionados e contratados. Ele não tem vínculo com a Solange, mas está utilizando toda a máquina sob o controle dela.  Em suma, ele é, mas não está.

Em Rio Bonito nas Eleições de 2016, tem candidato da oposição que teve suas contas reprovadas pela Câmara Municipal de Rio Bonito e que já sofreu três derrotas, sendo uma na justiça comum e duas na justiça eleitoral, que está concorrendo como “apto”, com a situação como “indeferimento com recurso”. Todavia, estão negando nas redes sociais e pelas ruas.

Os valores se inverteram, porque esse é o momento dos candidatos mostrarem suas propostas e o domínio dos principais temas das pastas, comprometendo-se com a opinião pública, vislumbrando o melhor para a coletividade. Todavia, os grupos políticos exigem o posicionamento partidário dos produtores dos conteúdos e resenhas, objetivando reduzir todo o contexto ao nível dos candidatos, cuja profundidade é de uma piscina inflável para menores de 05 anos.

Foram os próprios grupos políticos majoritários que trouxeram a evidência às minorias como o Marcos Abrahão, do PT do B, e ao Carlos André, do PDT, que optaram por metodologias distintas em suas campanhas, enquanto que a Lei da Ficha Limpa acabou auxiliando até aqui, de uma forma ou de outra.

A inversão dos valores é tão grande, que tem grupo político fazendo campanha contra os vereadores que votaram pela reprovação das contas do Mandiocão  em 2013, como que se o ato fosse algo leviano e uma perseguição política, quando os legisladores atuaram com louvor no cumprimento da Lei.

Por fim, a Eleição Municipal acontecerá em 10 dias. Logo, precisamos pensar nossas escolhas, vislumbrando o futuro dos nossos filhos, com sua infância e juventude. Lembrando que o governo federal assumiu, nessa semana, que o Brasil possui 12.000.000 de desempregados, enquanto que esse número subirá para 14.000.000 até o final do ano, conforme a estimativa.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Fazendo o Raio X das Campanhas Eleitorais de Mandiocão ao Marcos Abrahão

WhatsApp Image 2016-09-20 at 21.31.17Literalmente, chegamos ao fundo poço, com os grupos políticos lutando ideologicamente na lama, quebrando a ética de um lado e ganhando tempo na legalidade do outro. Dessa forma, quando quase todos estão no mesmo nível da arena, o eleitor fica perdido, ora por amor, ora por desconhecimento, ora por falta de opção, ora porque precisa do contrato para alimentar a família. Assim, a eleição municipal de 2016 se transformou no verdadeiro cenário do pão e do circo romano, cujos gladiadores lutavam até a morte, enquanto que o vencedor retornava à casa do senhor, na esperança de sobreviver até a centésima luta, quando receberia sua espada de madeira e a liberdade almejada.

O candidato da situação, Marquinho Luanda, PMDB, Nº15, já segue o discurso padrão, apresentando sua família e convidando o eleitor para embarcar no seu sonho de um novo tempo, com ideias generalizadas no papel em relação à saúde, educação, segurança pública, cultura, desenvolvimento econômico e a geração das vagas do trabalho. Simplesmente, não há domínio de uma pasta específica em si. Por exemplo, a Solange é conhecida por focalizar a saúde e a promoção social, enquanto que o Mandiocão tem forte influência no desenvolvimento urbano e nas obras. No final, dá vontade de perguntar se ele vai me adotar, bem como os outros 44.999 eleitores riobonitenses.

WhatsApp Image 2016-09-20 at 21.31.34O candidato da oposição, José Luiz Alves Antunes, PP, Nº11, conhecido popularmente como Mandiocão, sobe no palanque com seu carisma singular, dando e recebendo a energia, numa relação alucinante, que faz o povo tremer. Todavia, tirando a euforia da micareta, muito pouco é apresentado. Ele está com um plano de governo focalizado na construção de mais ginásios poliesportivos e praças, além das festas e eventos na cidade, seguindo o padrão dos mandatos anteriores. Só tem um único problema, que é a questão do indeferimento da sua candidatura, que já lhe acarretou duas derrotas na Justiça Eleitoral, cujos fakes estão negando nas redes sociais, mas é uma realidade técnica e praticamente irreversível.

O candidato, Marcos Abrahão, PT do B, Nº70, está seguindo a campanha, focalizando o incentivo ao esporte e o lazer, e na economia regional, mantendo o discurso firme, batendo na necessidade do choque de gestão, pedindo ao eleitorado riobonitense que lhe dê a chance de entrar para história como o maior e melhor prefeito que a cidade já teve, cujo título, até então, não pertence ao Mandiocão, mas ao Aires Abdalla, na opinião da velha guarda. Sua principal vantagem, no momento, é nunca ter ocupado o cargo de prefeito, embora exerça a função do legislador nos últimos 16 anos, considerando o tempo de vereador e deputado estadual. O candidato vem enfrentado problemas com os fakes nas redes sociais, que insistem em fazer insinuações a sua conduta, gerando uma espécie de carma virtual. Seu plano de governo é coerente e está direcionado à realidade do nosso município.

O candidato, Carlos André, do PDT, Nº 12, está focalizando o corpo a corpo, fazendo uma verdadeira cruzada ideológica dentro das periferias e nas praças da nossa cidade. O plano de governo dele está focalizando o mandato participativo, seguindo ao modelo do PSOL, porém muito teórico e com pouca praticidade na realidade da nossa cidade. Mesmo assim, o candidato já merece um prêmio, só por estar nadando contra a corrente majoritária.

Se você é eleitor e está com dúvidas sobre a situação do seu candidato, entre no site do Tribunal Superior Eleitoral, e faça as pesquisas. Lá, você encontrar todas as informações pertinentes ao seu candidato, tais como as certidões de praxe, o plano de governo, contas e os doadores. Realmente, a Justiça Eleitoral está fazendo um trabalho transparente e brilhante nesta eleição, oferecendo o diferencial numa decisão tão difícil. Visite: http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2016/divulgacao-de-candidaturas-e-contas-eleitorais

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Marquinho Luanda está com os Solangistas, que já lotearam o governo antes do pleito

Conforme os comentários nos corredores da prefeitura, o Marquinho Luanda não está conseguindo decolar na campanha eleitoral, tendo em vista que a maior parte das secretarias municipais e dos cargos comissionados já foram loteados entre o staff do atual governo, deixando o candidato sem poder de barganha fora do universo político da Solange Pereira de Almeida. Por exemplo, considerando o fato de que o atual secretário de saúde está apoiando o concorrente, Marcos Abrahão, já existe a indicação do segundo escalão para assumir o cargo, que sairia da coordenação da própria pasta.

Se o loteamento supramencionado for verdadeiro, o que saberemos somente depois das Eleições, caso o candidato seja  eleito, o governo será literalmente o mais do mesmo, com forte regressão na mentalidade política, tendo em vista a desenvoltura tímida e limitada do candidato em comparação a Solange Pereira de Almeida.

Aliás, pessoalmente, considero que o candidato do PMDB cometeu o maior erro de todos, quando se afastou da imagem da Solange Pereira de Almeida, com seus 12.000 votos fiéis,  após o escândalo da Operação Lava Jato, para se aliar à estrutura do atual governo, cujos cargos comissionados , os contratos e as licitações não conseguem atender a demanda, enquanto que o apoio não ocorreria sem a interferência da prefeita, mesmo que distante. Até nesse empasse, a atual prefeita conseguiria manter o unidade do grupo político, fornecendo a energia necessária ao candidato para prospectar novos eleitores fora do aquário solangista, se estivesse mais atuante no cenário.

No final, o Marquinho Luanda ficou com toda a negatividade do vereador Reis, que é o presidente da Câmara Municipal nos últimos quatro anos, continuou carregando a negatividade do PMDB e da prefeita, não recebendo qualquer bônus extra perante à opinião pública.

Me pregunto os motivos que levaram o Marquinho Luanda a se adaptar com tanta facilidade ao grupo da Solange, quando poderia concorrer com o apoio incondicional do Aires Abdalla, com seus 10.000 votos fiéis, além de penetrar no grupo do Mandiocão, que se encontra na luta da inevitável inelegibilidade, por força da Lei da Ficha Limpa.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Votei no Mandiocão e na Solange, e não me ofendi com o Marcos Abrahão

Inaugurei minha cidadania com o meu primeiro voto, em 1994, quando votei no Fernando Henrique Cardoso para presidente. Para prefeito, votei em Aires Abdalla em 2000, em Mandiocão em 2004 e 2008, enquanto que, em 2012, minha intenção de voto público foi a Solange Pereira de Almeida. Para 2016, ainda estou analisando o ambiente político e o feedback dos candidatos, tanto para prefeito, quanto para vereador.

No exercício da sinceridade, o candidato Marcos Abrahão perdeu o filtro quando fez o comentário de que “quem se mistura com porco, farelo come”. O que me assustou não foi o fato do candidato ter dito a frase supramencionada no contexto do seu discurso na semana retrasada, mas ter visto muita gente se doendo em função do comentário, cuja radiação foi propagada pelos grupos políticos, mantendo-se até hoje, propositalmente. Aliás, várias pessoas já me pararam na rua e me disseram que não votariam no candidato por causa do comentário. Ai, eu provoco ainda mais o questionamento pessoal, e pergunto se esse simples comentário tornaria o candidato menor que suas propostas de governo, enquanto que as pessoas me respondem que não, repensando a programação que elas foram induzidas.

Sinceramente, colocando o sensacionalismo de lado, os dizeres do candidato não me ofenderam em qualquer segundo, enquanto que nunca pensei na hipótese de me avaliar como suíno ou qualquer outra coisa parecida, considerando o fato de que fui eleitor do Mandiocão e da Solange Pereira de Almeida no passado.  E vou explicar de forma muito rápida e simples o meu raciocínio: – Votei nos dois candidatos. Participei da campanha política da Solange em 2012. Mas, não quebrei as condutas daquilo que acredito que é certo dentro da ética. Também, não exerci função comissionada em nenhum dos dois governos. Todavia, trabalhei como contratado no Município de Rio Bonito em 1998, por 11 meses, quando pedi demissão e fiquei trabalhando em casa, dando aulas particulares de administração de empresa, história, sociologia e filosofia, aguardando o concurso do Tribunal de Justiça me convocar, o que aconteceu em setembro de 1999. Fiz questão de me libertar do sistema na primeira oportunidade que tive, cuja única opção era através dos estudos e da investidura nos concursos públicos, porque não nasci em família rica.

Realmente, eu esperava que as pessoas que exerceram ou ainda exercem funções comissionadas nos últimos 24 anos, incluindo os diretores das escolas, fossem se ofender automaticamente, tendo em vista que, nestes casos, não tem como negar o vínculo ao sistema. Não falarei dos contratados, porque as pessoas precisam sobreviver, principalmente, numa cidade que se esqueceu da capacitação da juventude e da geração de renda, cujos governos jogaram a responsabilidade em cima dos comerciantes e dos industriais, que estão sobrecarregados com os impostos, encargos trabalhistas e tributos.

A opinião pública precisa parar de se levar na emoção, e pensar com a razão. Os políticos estão se doendo com o comentário do Marcos Abrahão, porque, da forma dele, ele colocou o dedo na ferida. Agora, não vejo sentido algum no cidadão de bem, que nunca foi vereador ou exerceu função comissionada dentro dos governos nos últimos 24 anos,  sentir as dores de um sistema incompetente, que visa a manutenção dos cargos comissionados e dos exércitos políticos, deixando a saúde, a educação, a segurança, a cultura e a maioria das pastas abandonadas, cujas competições pelo poder se ramificam dentro no Hospital Regional Darcy Vargas e nos clubes esportivos.

Por fim, acho que a política riobonitense chegou ao fundo do poço, enquanto que os candidatos estão lutando no vale-tudo pelo voto, passando por cima da ética, deixando de apresentar as propostas e as soluções aos temas pertinentes para nossa cidade, falando em renovação, com as mesmas pessoas, que, na minha opinião, são responsáveis pelos problemas no último um quarto de século.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Querem fazer a mudança e a renovação, mantendo as mesmas pessoas no poder

Inauguração da malha asfáltica no Green Valley, em 2014.

Inauguração da malha asfáltica no Green Valley, em 2014.

Infelizmente, essa resenha não seguirá a onda do momento na imprensa, que é o Eduardo Cunha. Todavia, os biólogos e os biomédicos compreenderão com muita facilidade a memória viral que sustentará todo o contexto. Para àqueles que não sabem, o sistema imunológico humano registra as infecções em sua memória genética, mantendo um padrão de resposta. É justamente com base neste modelo científico que a vacina é aplicada, de forma preventiva.

Desde 2013, construíram e estão vendendo uma imagem em cima do atual candidato do PMDB à prefeitura de Rio Bonito, que eu mesmo consumi e acabei propagando há poucos meses atrás, em relação a sua desvinculação da prefeita Solange Pereira de Almeida. Mas, a foto principal desta resenha é o registro histórico e da memória genética do PMDB, que apresentarei à opinião pública.

A ideia que venderam era que a Solange estava em conflito com o Marquinho Luanda, que se intensificou na campanha para deputado federal em 2014, quando a prefeita optou em apoiar o Eduardo Cunha. Já nos bastidores da política, os mais próximos alegam que a prefeita queria apoiar o Tiãozinho, ex-secretário municipal de desenvolvimento econômico, para prefeito, que faria parceria com Murilinho, atual secretário municipal de meio ambiente, para vice. Entretanto, há algo que não está encaixando no raciocínio lógico, tendo em vista que o Tiãozinho não tinha sido o vice de Solange em 2012, justamente pelo fato da presidência do diretório municipal do PDT não ter autorizado, enquanto que o diretório estadual manteve a decisão. O mandato começou e Tiãozinho continuou na inércia de 2012. Por outro lado, era comum ver os vereadores Marquinho Luanda e Dilon nas fotografias com a Solange nos eventos do governo, até as eleições de 2014.

Hasteamento das bandeiras em 07/05/2015.

Hasteamento das bandeiras em 07/05/2015.

Em 2014, já durante a eleição para deputado federal, o vereador Marquinho Luanda levantou a suposta bandeira da oposição ao governo dentro da Câmara, enquanto que a Solange ainda pretendia investir na reeleição, até o primeiro processo alcançar a condenação no segundo grau da jurisdição, tornando-a inelegível pela Lei da Ficha Limpa. E assim, o Marquinho Luanda continuou exercendo o papel da oposição, mas junto à prefeita no hasteamento da bandeira no dia 07/05/15, quando a cidade não teve festa, além de aparecer na mídia na maioria dos eventos públicos.

Causa-me estranheza o fato do vereador Reis, do PMDB, atual presidente da Câmara Municipal, investido no cargo desde 2013, apoiar o Marquinho Luanda, porque a lógica do poder manda isolar a oposição. Mas, no caso deles, a parceria rendeu a candidatura ao cargo de prefeito, cuja construção já estava evidente em 2015, quando os vereadores, em exercício, migraram para os partidos menores, vislumbrando a posição alfa dentro das coligações. Todavia, Marquinho Luanda ficou no PMDB com o Reis, quando a lógica eleitoral já indicava que somente um se elegeria. Logo, naquele momento, todo o cenário já estava construído, enquanto que precisava do tempo para ser materializado.

Na construção da imagem de uma suposta oposição política que o desvincularia da prefeita Solange, Marquinho Luanda cometeu dois erros graves, quando apareceu no palanque com a velha guarda do grupo, utilizando a palavra RENOVAÇÃO. Mas, a cereja do bolo está no fato que a maioria ainda não parou para analisar: – O atual candidato a prefeito foi um dos vereadores que votaram pela manutenção da reprovação das constas do ex-prefeito Mandiocão, sendo a pessoa que, tecnicamente, mais se beneficiaria com o ato. A questão é: – Foi tudo calculado, ou o destino se dedicou em colocar todas as peças nos lugares exatos para que estivéssemos analisando todo o contexto no momento? – Esse julgamento caberá à opinião pública nas urnas.

Por fim, quando o Marquinho Luanda se analisa, ele se vê no PMDB do Aires Abdalla, quando, na realidade, ele está no PMDB do Michel Temer, do Eduardo Cunha, da Solange e do Reis. Logo, os votos dedicados ao candidato a deputado federal, em 2014, foram computados para legenda, alimentando a rede de forma direta e indireta, construindo a fábrica de deputados, que a prefeita não conseguiria agregar votos diretamente ao Eduardo Cunha, tratando-se de Rio Bonito.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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URGENTE: Mandiocão entrou com o recurso ao indeferimento da sua candidatura

A opinião pública está completamente perdida com os ruídos provocados pelos grupos políticos, quando o assunto é a inelegibilidade do Mandiocão, que sofreu duas derrotas judiciais essa semana, uma na justiça comum, na ação que indeferiu o pedido liminar para anular a sessão da Câmara Municipal de Rio Bonito, que reprovou suas contas em 2013, enquanto que a outra foi na justiça eleitoral, com o indeferimento da sua candidatura, cuja atual fase é a recursal. Enquanto isso, o candidato e os membros da sua coligação estão realizando os comícios e mantendo a tese de que ainda estão na disputa, enquanto que darão um jeitinho para resolver tudo, caso sejam os vencedores nas urnas. Todavia, a probabilidade do Mandiocão sair da previsão do artigo 31,§2º da Constituição Federal e da Lei da Ficha LC 64/90 é muito improvável, tendo em vista que, conforme a tese apresentada pelos grupos políticos, sua defesa está pedindo o cancelamento da sessão que reprovou suas contas, baseada na tese de que não foi realizado o protocolo do regimento interno da casa legislativa, quando, contraditoriamente, a sessão foi anunciada e publicada na ordem do dia, o candidato foi notificado e se fez presente para se defender, levando, consigo, o advogado e a ex-controladora. Assim sendo, conforme a jurisprudência majoritária, o Poder Judiciário só anularia a sessão no caso do cerceamento da defesa do candidato, o que não aconteceu, enquanto que tudo foi registrado em ata, com áudio gravado, além da cobertura direta do jornalista Flávio Azevedo. Logo, ao meu ver, o candidato está somente ganhando tempo para levar sua chapa e a legião dos seus seguidores à anulação dos votos no dia da eleição, enquanto que sua inércia, nos últimos três anos, já demonstra a pouca importância da matéria por parte do ex-prefeito.

Estratégias jurídicas à parte, eu vou convidar o leitor a me acompanhar no raciocínio político de que todo esse esforço se tornará inútil se o candidato ficar em segundo lugar nas urnas, o que levaria o Mandiocão a provar duas derrotas ao mesmo tempo. Por outro lado, considerando as perseguições políticas praticadas pelos dois principais grupos políticos, quando assumiram suas posições nos governos nos últimos 24 anos, o indeferimento da candidatura do Mandiocão inclinaria a maior parte do seu eleitorado para a abstenção ou ao apoio ao deputado estadual, Marcos Abrahão, tendo em vista que seu grupo é pequeno, enquanto que a água e o azeite não se misturam. Logo, a insistência do candidato em ganhar tempo neste pleito beneficia o candidato da situação, Marquinho Luanda, diminuindo a margem do voto contra seu oponente Marcos Abrahão.

Pessoalmente, eu queria muito que o Mandiocão continuasse na disputa, só para ver o resultado. Por outro lado,  não poderia deixar de atentar para o fato de que temos o candidato do PDT, Carlos André, que está aparecendo nas pesquisas, se tornando uma ameaça potencial aos planos dos tradicionais grupos políticos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior