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Uma Sessão de Tortura contínua para a Humanidade

Valorizamos a vida de forma demasiada, quando deveríamos valorizar a nobreza na existência por si só. O problema é que a humanidade só se depara com a realeza de tal contradição, quando a guerra está à sua porta, com uma arma mirando seu peito ou a faca tocando sutilmente seu pescoço.

Sob o vício inevitável da morte, até o pior dos seres consegue encontrar a falsa humildade para ludibriar o inquisidor. Mesmo que tenha que se rastejar e entregar todo seu círculo.

A garganta do delator fica seca, enquanto que seus olhos lacrimejam. Suas mãos tremem, enquanto os lábios suplicam pela vida. Quanto maior for o requinte na crueldade, maiores serão os gritos de agonia e súplicas do perdão, cujo merecimento se fez distante do seu testemunho moribundo.

A maioria pensará que estou falando dos vivos, mas não estou, tendo em vista que a morte nesse plano é um rito de passagem para uma dimensão mais densa, profunda e complexa da existência universal, pois existem pessoas que estão vivas, mas já agem como mortas, enquanto que legiões de mortos buscam a vida, para nutrirem suas almas desgastadas pela mentira, pelo ódio, pela dor e sofrimento alheio.

No discurso alegórico das campinas cheias de verde e flores, há uma realidade que os portadores da luz não dizem, alegando a segurança espiritual e o despreparo da maioria dos seres humanos: – Há uma guerra no mundo espiritual, que está muito além do narcisismo individualista ou da propriedade inalienável da sua alma, cuja trajetória é cinza e está muito acima ou abaixo dos conceitos do bem ou do mal ou do certo e errado.

Simplesmente, megalópoles e cidades foram construídas, tendo como ponto de partida a crosta terrestre e os cemitérios. Nelas, são reproduzidas as sensações, os anseios e os delírios da nossa realidade, como um rádio em sintonia com sua estação predileta. As pessoas continuam seus hábitos e se aprimoram, ora para o crescimento da coletividade ou para a diminuição da fé e da caridade. Todavia, a escravidão é uma prática comum diante da crise da energia. Assim, como acontece com os fundamentalistas no nosso mundo, grupos e exércitos são nutridos continuamente no mundo espiritual, objetivando a manutenção da rede psíquica entre os vivos e os mortos, porque nós somos os produtores da matéria-prima que sustenta o caos, através dos nossos sentimentos e do ectoplasma contaminado.

Há um momento, que temos que exercer a faculdade do juízo e decidir entre dar continuidade aos caos, na esperança de que o agente recupere sua luz e retorne à unicidade, ou aplicar a segunda morte, o que declinará na transmutação da consciência da vítima ao plano, cuja matéria não existe, vislumbrando que o milagre ou o total esquecimento da existência aconteçam. A questão é somente uma: – Qual seria o mínimo de humanidade exigido para continuarmos ou desistirmos de uma fonte de informação, cujo ruído e a dúvida se farão constantes, salvo a manifestação da intervenção divina e do milagre por si só? – Não importa. Porque o trabalho precisa ser mantido e propagado, em nome da segurança da maioria, enquanto que todos são vítimas do seu próprio conhecimento.

Por fim, cumpra seu papel legítimo na criação. Seja justo com todos e faça sua parte na manutenção da luz. Evite os atos e as pessoas que poderão colocá-lo numa sessão de tortura, porque o mal se degenera sozinho, até se consumir por inteiro. Logo, ele só continuará, se tiver sua ajuda.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A Mediunidade e a matéria

astrologia-astrocentro_719Há uma ironia na existência humana, quando se acredita na vida após a morte e no mundo espiritual, uma vez que a matéria é uma fase, enquanto que a morte se converte ao rito de passagem de uma realidade para outra.

Quando nascemos, somos programados geneticamente à sobrevivência, buscando a autopreservação. Literalmente, nos tornamos escravos da matéria, ora por expiação, ora por serviço voluntário, ora por missão. Não importa qual seja a finalidade da sua existência, desde que seu corpo seja preservado até o momento certo do seu desligamento.

O conceito da autopreservação é tão forte na humanidade, que fundimos o espírito e a alma à carne, tornando a matéria maior daquilo que é de verdade. Ironicamente, nos apegamos aos nossos corpos, considerando a mesma imortalidade do espírito e da consciência da sua alma, quando, de fato, há uma validade programada na carne, enquanto que a mesma fusão, que diminui nossa inteligência espiritual, nos torna prisioneiros do nosso próprio corpo.

Tomar consciência da unicidade, da inteligência espiritual e do fato de que somos a parte de um mecanismo complexo, cuja compreensão está muito além da capacidade humana na atualidade, é o primeiro passo para libertação da prisão corpórea, porque, quando nos tornamos conscientes, o corpo deixa de ser uma prisão, cheia de vícios e virtudes, tornando-se a moradia temporária do espírito, que almeja o ofício da manutenção da criação. No final, não importam os tamanhos, as responsabilidades e as conquistas, porque a existência do fluído vital possui uma ordem universal no tempo e no espaço, com profundidade e extensão infinitas, cujas fronteiras estão na continuidade em outras dimensões, com seus respectivos colaboradores.

Por fim, lembre-se que, enquanto seu corpo envelhece, seu espírito se torna maduro e incandescente. Pelo menos, essa deveria ser a finalidade da existência, independentemente daquilo que criamos ou acreditamos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Sobre a guerra bélica, o paradoxo e a inteligência espiritual

O maior problema de uma guerra declarada é que nós somos obrigados a escolher um lado. O silêncio e a omissão são escolhas, que terão consequências.

Numa guerra, quando se faz o certo, se mata ou morre. Quando se faz o errado também.

A guerra consome o melhor do soldado, que é justamente sua alma.

No final do combate, não importarão os vivos ou mortos, o derrotados e os vencedores, porque tudo estará em ruínas dentro dos padrões da humanidade.

As noites serão marcadas por pesadelos e o fantasma dos companheiros.

As cenas se repetirão, uma vez ou outra, com a mesma intensidade de sua ocorrência.

Mas, no final, tudo terá valido a pena se você lutou pelo certo.

O paradoxo só pode ser compreendido em tempos de conflitos, quando o comandante calcula o número dos resgatados entre os civis e escravos, subtraindo as baixas militares no lado inimigo. Se o resultado for positivo, isso significará que muitos irmãos foram libertos e verão a luz. Entretanto, se o cálculo for negativo, isso significará que a luta foi válida, mas que os soldados ficarão em dívida com a criação.

É por causa do paradoxo que a luz não inicia as guerras e os conflitos. Mas, se não existir uma alma justa do lado oponente, uma resistência moral qualquer, a mesma fórmula que determina a retificação da criação, também estabelece que deva existir o equilíbrio. Logo, se a ordem for dada, não ficará uma cidade em pé. Sua população será retirada desta existência, sem culpa ou remorso, porque as regras da prevenção são forças estabelecidas em todas as dimensões.

No mundo espiritual, existe a guerra bélica. Ela não é travada entre anjos e demônios, mas pelos próprios homens, aprisionados em sua vibração e frequência. Por isso, peço que idealizem os campos com as flores e o horizonte brilhante, com seus pensamentos e atitudes no presente e nesta realidade, tendo em vista que o produto ético e moral da sua existência, no mundo material, indicará sua frequência e vibração no outro mundo, em outra dimensão, porque estamos conectados, mas não desenvolvemos nossa inteligência espiritual para compreendermos isso.

Por fim, me atrevo a afirmar que a inteligência espiritual é o instrumento da comunicação capaz de tirar a humanidade do caminho cíclico da retificação, onde o homem existe para consertar falhas e condutas do passado, para a iluminação, que é marcada pela compreensão de si, da criação e do criador, transmitindo todo conhecimento possível para se melhorar e ao seu próximo.

Em períodos de guerra, a inteligência espiritual começa com um aperto de mão e a cooperação da confiança entre as partes, transformando tal aproximação em alianças, tratados, acordos, convenções e experiências mútuas, idealizando a paz e o fim da escravidão dos homens por outros homens e seres.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A diplomacia de dois mundos

Abri as portas da minha casa aos sábios e conhecedores da arte da diplomacia. Eles trabalham muito e são pouco notados pela vizinhança. Na maioria das vezes, são imperceptíveis pelos materialistas.

Eles passam pelo portão e pelos portais da casa, acariciando o mezuzá.

Em nossas conversas diárias, falamos sobre o mundo e as possíveis soluções para a humanidade. Uma vez ou outra, alguns dos visitantes só pedem um copo de água.

Literalmente, estamos conectados em outra vibe e frequência.

Como a maioria deles diz: – Estamos construindo e reescrevendo a diplomacia de dois mundos.

Temos tanto para registrar. Temos tanto para fazer. Mas, o tempo é pouco, porque sou mortal, enquanto as janelas do espaço-tempo se fecham.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Inteligência Espiritual – 1ª Parte.

Tanto para os teólogos, bem como os espíritas racionalistas, o termo “inteligência espiritual” é uma novidade.

No caso dos teólogos, a novidade se faz  por conta do foco acadêmico dos seminários e a prática da espiritualidade por si, que, na maioria das vezes, é mais falada ou apresentada como um campo místico das profecias, limitando-se à experiência das lideranças, através do carisma e dos dons.

No caso dos espíritas racionalistas, que dedicam a maior parte de sua formação ao estudo e à compreensão contínua da realidade material e espiritual, o tema também é novidade, uma vez que sua prática vai além dos campos floridos das colônias, da paz e do conhecimento do universo, que continua sendo estudado e difundido à consciência do desencarnado, visando o aperfeiçoamento individual, da humanidade e da criação, baseado na caridade.

Há uma realidade espiritual que é muito comum à humanidade: – As pessoas morrem por natureza no plano material. Essas mesmas pessoas deveriam ir para o outro plano, continuando o processo de desenvolvimento das habilidades  e dos conhecimentos. O problema é que considerável parte da humanidade fica presa no limbo, que é a cópia exata do nosso mundo no mundo espiritual, ou o ponto de encontro entre mundos no globo terrestre.  Nesse processo de desorientação, o espírito do desencarnado fica vagando, sem consciência, sequer, da sua situação de morto no mundo espiritual, mantendo todas as características de quando estava vivo, como hábitos, gostos, vícios e virtudes. E quanto maiores forem os vícios, maiores serão as chances de acontecerem tais incidências. Quanto maior for a dependência, assim se repetirá no plano espiritual. A fórmula para o estudioso da área se limitará ao princípio universal da causa e efeito.

Mas, os relatos podem ser mais perturbadores, tendo em vista que, conforme os estudiosos e pesquisadores da área, menos de um terço da população espiritual tem autorização para reencarnar, logo, podemos concluir que, na simbiose de dois mundos, a maioria da população do mundo espiritual se organizou em vilas, cidades, colônias e megalópoles. Essa mesma engenharia quântica e ectoplasmática permitiu a construção das universidades, hospitais, instituições jurídicas e exércitos, porque, quanto maior for a profundidade ou a proximidade da crosta terrestre, maiores serão as influências das emoções e dos sentimentos.

Voltando aos recém-desencarnados, muitos acabam conhecendo a triste experiência da escravidão, atuando nos dois mundos, desde que haja algum ser humano nas condições vibratórias necessárias para que a influência seja aplicada. E assim, a escravidão espiritual acaba tendo influência direta no mundo material, causando, também, uma espécie de escravidão aos vivos, através do fascínio ou da obsessão. E, é a partir dos seres vivos que os escravos espirituais retiram o ectoplasma, visando leva-lo aos seus mestres, para negociarem no mercado ou construírem suas criações astrais. E quanto maior for a profundidade ou a aproximação da crosta terrestre, maior será a dependência da paisagem de tal matéria-prima.

Logo, a Inteligência espiritual é a área da espiritualidade que está diretamente ligada à estratégia, ao mapeamento, a diplomacia e a localização dos indivíduos, grupos e nações.

Está na hora de todas as religiões praticarem mais a intimidade com a espiritualidade, objetivando melhorar a existência material e compreender a existência no outro plano, porque todos são formados de corpo (carne), alma (consciência) e espírito (períspirito). Dessa forma, daríamos maior poder de inteligência ao mundo espiritual, bem como eficiência às colônias, hospitais e equipes de resgate, porque elas não teriam o trabalho de localizar e aguardar o espírito recuperar a consciência nos umbrais ou no limbo. Aliás, devemos considerar o fato de que o processo de conscientização demora em média 08 anos terrestres, que é quando o espírito consegue sair do período da expiação e receber o tratamento adequado para níveis superiores.

A mediunidade é o presente psíquico e da comunicação da humanidade com o mundo espiritual. Ela pode ser considerada como uma maldição por alguns, mas, como um dom para outros. Quanto maior for a mediunidade, maior será a capacidade da comunicação. Quanto maior for o conhecimento e o acesso do médium, maior será o exercício da inteligência espiritual.

Em suma, independentemente da profissão de fé, nós devemos sair da condição passiva para nos tornarmos ativos e íntimos com Deus, visando melhorar a nós mesmos e a própria criação. Esse será o primeiro passo para construirmos a diplomacia de dois mundos, baseada no respeito, no amor ao próximo e na caridade. Essa regra vale tantos para os vivos, quanto aos mortos.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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CARTA AOS EXPLORADORES

Rio Bonito, 19 de setembro de 2010.

Dedicado à Tathiana  e a Sophia, que continuaram por amor, disciplina, fé e caridade.

 

Bússola.

Bússola.

No limiar de uma nova era aos olhos materiais e humanos, vejo-me o quanto fui inaproveitável até o presente momento, enquanto mais nada sou além dum reflexo persistente da vida em querer saciar seus desejos na essência individual.

Muitos dirão que estou vivo e que não há qualquer pertinência na dedicação aos trabalhos e às coisas do espírito.

Muitos afirmarão, sem o menor dó ou tentativa de compreensão, quanto às ideias que se farão manifestas neste documento: – Loucura… Isso tudo é loucura e fruto de sua imaginação.

Mas, a vida é um rio duradouro e contínuo que se propaga pelo infinito, semeando em si e em todos ao seu redor a ideia da pré-existência, da hierarquia das coisas, dos valores e a moral divina. Assim, a consciência coletiva de uma era, de uma dada sociedade, grupo social ou de uma pequenina família, se manifestarão em proporções exatas ao espelho de seu tempo presente. Todavia, não sabem os seres inteligentes e encarnados que sua visão presente mais nada é do que uma reflexidade de um processo passado e contínuo no espírito. Os valores defendidos ou corrompidos durante a eterna viagem pela vida já existiam antes da própria criação, enquanto que se reforçaram na complexa e íntima relação existente entre o criador, a criatura e toda a criação.

Assim, numa relação simbiótica e inseparável do ser material vivo e de sua essência imortal e espiritual, se confundem e determinam as ideias, os conceitos e os atos de uma geração inteira, perpetuando-se por outras e outras, retornando o processo dialético do contínuo.

Como uma fatalidade à cronologia humana, a medição se prende às questões irrelevantes de espaço e tempo. Afinal, de que adianta a medida, se sua aplicação é uma mera medição das coisas, quando o homem se esquece do seu próprio ponto de equilíbrio? – Tudo isso acontece em função do sono inconsciente da matéria e da sobrevivência estabelecida pela própria existência encarnada. Muito mais do que isso, como um dínamo, cada indivíduo propagará e se agrupará aos seus semelhantes, formando uma corrente invisível aos olhos humanos. E o esquecimento vai gerando o suporte contínuo ao próprio esquecimento. A dúvida vai gerando o suporte contínuo à própria dúvida, enquanto que o sono e a negação à terceira revelação do espírito também se propagarão na mesma força de outros tempos.

Durante a minha existência material, lembro-me de pesadelos com pessoas dementes e possuídas por uma vibração densa e ruim. Lembro-me das perseguições e das línguas estranhas que eram expressas em minha mente. Lembro-me dos conflitos armados que aconteciam nas necrópoles e do contraste dos armamentos utilizados, que variavam desde os paus e as pedras até as máquinas mais complexas aos olhos humanos.

Sei que não eram sonhos. Sei que suas lembranças são palpáveis em meus pensamentos e geram um princípio de mal-estar na alma, para não dizer o enjoo no estômago.

Aos trinta e quatro anos de idade, muito bem casado e com uma filha linda, observo minha existência e consciência, concluindo que vivi adormecido até que o sono foi despertado.

Como a natureza da matéria e das ideias são consequências e ocorrências da própria Lei da Causa e Efeito, concluo-me que meu berço foi induzido numa imersão de religiosidade e diversidade inestimáveis, que me permitiram um patrimônio inalienável, o conhecimento e a prática de ritos e de princípios que, até tampouco tempo, eram imisturáveis e até contraditórios, tais como o Catolicismo, o Judaísmo, o Protestantismo e o Espiritismo Racionalista. Essa diversidade me permitiu ver e compreender o mundo de forma macro e micro, permitindo a comparação e a associação dos valores bons de todas as instituições, bem como a exclusão da parte indesejada. E assim compreendi o princípio divino e ativo de que Deus está em tudo e em todos, e que sua moral, ética e disciplina não possuem limites dogmáticos ou institucionais, pois isso nada mais é do que a tentativa dos vivos em encontrar seus semelhantes e desenvolverem suas capacidades em comunhão com o pensamento, materializando-o no ato.

Como o pesquisador que estuda sua própria existência, também compreendi que toda religião é boa e necessária para conter as ansiedades oriundas do processo da sobrevivência material. Logo, de maneira muito rude, afirmo, na minha pessoalidade, que as religiões funcionam como biscoitos da sorte, cuja interpretação dos ensinamentos e valores dependerá, exclusivamente, da capacidade de compreensão e aceitação de cada um dos praticantes, perpetuando-se, inclusive, o mesmo princípio na formatação do ateísmo e do ceticismo, que nada mais são do que o culto à racionalidade assertória humana, baseada na dúvida e na ausência de respostas oportunas.

Os gregos se questionavam quanto à existência do movimento e possibilidade de medi-lo na antiguidade clássica. Assim, Heráclito entrou no rio e afirmou que “ água que o cortava no instante “A” não era a mesma que o cortava no instante “B”.” o movimento se fez justificado pela primeira vez na história da filosofia grega. Todavia, se Deus está em mim e em tudo, no momento histórico supramencionado, eu era o filósofo, a água, o leito do rio, o movimento e todo o restante do experimento que fora omitido. Nós todos estávamos e ainda estamos lá, pois a alegoria se repete a cada segundo na vida dos encarnados e desencarnados, uma vez que alguns se vêem como o homem, outros como a água, e poucos como a parte e a continuidade de um todo.

Quanto às fases da existência fluídica do espírito e de sua memória, tenho a certeza de que o pecado existe, mas seus dias estão contados por sua natureza caótica e autodestrutiva. Não há pecado para aquele que crê na salvação, no arrependimento e no perdão. Não há pecado para aquele que aceita e que busca a possibilidade de um novo recomeço. Não há pecado naquele que se sacrifica por vontade própria em nome da causa nobre do amor, da caridade e da responsabilidade.

Assim, compreendo o voto do sacerdote, do médico, do magistrado, do professor e do chefe de família. Compreendo também a necessidade no estabelecimento da disciplina e da hierarquia dos valores. A única questão é: – Isso será aplicado em função do indivíduo ou da responsabilidade com a coletividade? – Esse é o grande questionamento que se fará pertinente nas estruturas humanas encarnadas de agora em diante. Pelo menos, para àqueles que despertaram e que aceitaram o desafio de continuarem acordados, prestando o auxílio necessário aos nossos irmãos na condição única do espírito, sem desejar nada em troca, senão, não haverá o pré-requisito da caridade, gerando a coesão do ato e da ideia, sem as considerações fundamentais do merecimento. Entretanto, de todos os males, esse já é o menos importante, tendo em vista que é melhor a caridade coercitiva e sonolenta, do que a ausência de qualquer coerção benigna ou de qualquer forma de amor e caridade.

Por fim, termino esta epístola afirmando que: – Amo meu inimigo, que só o é assim porque se permite ser. Amo meus perseguidores e lhes tenho compaixão. Minhas mãos e capacidades estarão disponíveis para ajudá-los desde que a causa seja nobre. Amo e perdôo aqueles que me abandonaram nas missões, porque é preciso acreditar e ter sinceridade para se fazer qualquer coisa. O mundo dá voltas em sua mecânica quântica e divina, enquanto que surgirão outras oportunidades comigo ou com outros no transcorrer do rio da vida.

Peço carinho, saúde, paz, amor, caridade e compreensão aos encarnados e desencarnados.

Que todos possam sentir e radiar a mesma satisfação que experimentei.

Que todos saibam que sempre será possível um novo recomeço quando não se tem bagagem alguma.

Que esta carta se propague aos quatro cantos do planeta e do plano espiritual.

Que todos saibam que existem encarnados acordados e que estarão disponíveis para auxiliar aos espíritos em suas missões e jornadas.

Que todos saibam que a vida é o sono da acomodação e que a morte é o sonho constituído por nós mesmos.

Que esta psicografia reversa chegue aos Ministérios da Comunicação e Consulados, e que sirvam de boas novas aos nossos irmãos, porque somos a unidade dividida em partículas e exploradores pela natureza divina do espírito e da matéria.

E que as lágrimas sejam de alegria e satisfação para os dois mundos, pois a existência deste documento nada mais é do que a materialidade da fé.

Saudosamente,

 

 

 

Nadelson Costa Nogueira Junior e Família.