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Sem transição, talvez Mandiocão inicie seu mandato com um terço do orçamento comprometido em 2017

Conforme o relatório do TCE-RJ, as contas do Município de Rio Bonito, referente ao exercício de 2015, foram aprovadas pelo conselho técnico, embora o relatório tenha registrado o déficit de – R$ 23.472.252,84, deixando as contas no vermelho. Assim, a previsão estimada do fluxo de caixa pelo empresário Aécio Moura, em março de 2016, está se materializando, enquanto que o exercício de 2016 só será auditado em 2017, quando os rio-bonitenses terão a oportunidade de tomar ciência do tamanho do buraco que a gestão Solange Pereira de Almeida deixará para a próxima gestão, que já foi apelidado pelos analistas políticos como a “herança maldita”.

Se os cálculos e as simulações estimados pelo empresário Aécio Moura continuarem sincronizados com a realidade, o rombo saltará dos  -R$ 23.472.252,84 para os -R$60.000.000,00 em 2017, considerando as contas, e os cortes das verbas e dos investimentos oriundos de Brasília e do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que já decretou o estado de calamidade pública, não conseguindo arcar com a despesa com os servidores no último ano, anunciando, antecipadamente, o déficit de R$17 bilhões para o ano de 2017, jogando a culpa na previdência social.

Nos últimos dois anos, a folha de pagamento da Prefeitura Municipal de Rio Bonito está no valor de R$7,3 milhões por mês, enquanto que a prefeita Solange Pereira de Almeida não fez redução com o pessoal, lançando as compensações nos serviços essenciais, tais como a saúde, a educação e o desenvolvimento urbano. Por mais que os relatórios indicassem o inevitável, exigindo o controle dos gastos preventivamente, a atual gestão continuou gastando o dinheiro público de um lado, enquanto que os cidadãos rio-bonitenses ficaram abandonados do outro. Logo, não é errado afirmar que a prefeita foi o principal cabo eleitoral do Mandiocão nas eleições municipais de 2016, porque, na disputa entre os dois governantes, “quem compara, vota.”

A lógica compensatória nas contas públicas indica que Mandiocão reduzirá a folha de pagamento para o valor médio do seu último mandato, que estava na casa dos R$4 milhões mensais, em 2010. Assim, só com essa medida, o prefeito economizará R$42,9 milhões ao ano, equilibrando as contas públicas no final do primeiro semestre de 2017, caso o déficit de 2015 se mantenha em 2016. A única dúvida que paira sob a visão do gestor público é se o Governo Federal fará cortes e de quanto será o impacto no fluxo orçamentário. Mesmo assim, na pior possibilidade, caso os R$68 milhões de déficit se materialize, a futura gestão teria que fazer outras compensações internas, o que comprometeria a eficiência do Município até o décimo mês de 2017. Esse prazo poderia ficar reduzido ao 7º mês de 2017, caso a futura gestão faça a diminuição do número das secretarias municipais e dos cargos comissionados em 40%, fazenda a alta performance na economia organizacional para todo o mandato.

Em tempo, é importante atentarmos para o fato de que, caso a Prefeita, Solange Pereira de Almeida, autorizasse a transição, o déficit seria menor, enquanto que a sociedade rio-bonitense não seria surpreendida.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O que os pré-candidatos planejam para Rio Bonito?

thABP99K62Nunca, em Rio Bonito, foi criada tanta expectativa em cima de uma eleição municipal como a deste ano de 2016, que já começou com nomes fortes na sociedade por parte dos empresários, cuja desenvoltura logrou-se na desistência prematura do Aécio Moura, que cativou o público com a proposta da campanha com o custo zero, em nome da moralidade e da ética, vislumbrando a gestão sem comprometimentos com os patrocinadores e afilhados, no caso da vitória. Assim, no quesito idealismo, o Aécio Moura abriu a porta para que os cidadãos rio-bonitenses pudessem pensar e refletir sobre a possibilidade de que existe a mudança, que dependerá da consciência, da postura e do voto de cada um, incluindo a fiscalização e a participação da sociedade nas políticas públicas, ora cobrando ou assessorando os Poderes Legislativo e Executivo.

Existem outros pontos na construção lógica de qualquer governo que poucos conhecem, tais como o princípio de que a administração pública deveria ser realizada de forma eficiente, cujo conceito baseia-se no fundamento de que a empresa deve fazer o máximo nos processos com o mínimo de custo possível, sem comprometer a qualidade dos serviços ou produtos oferecidos. Logo, na cabeça do gestor e do empresário, a educação, a saúde, o desenvolvimento urbano, a cultura, como todas as demais pastas deveriam ser racionalizadas, focalizando a sustentabilidade, que, numa linguagem simples, seria a geração de receita ao Município, através da prestação dos serviços, da fiscalização e dos procedimentos. A pasta da Cultura, por exemplo, deveria captar as verbas e os investimentos do setor público e  privado, objetivando a manutenção dos projetos e dos eventos culturais, a produção e a criação artística.

Pessoalmente, sempre considerei uma ignorância o pagamento mensal de R$900.000,00 no aluguel dos contêineres que compõem a UPA de Rio Bonito, quando esse valor poderia ser investido nos serviços do nosso Hospital Regional Darcy Vargas. O valor supramencionado fica mais latente, quando o Estado do Rio de Janeiro assume publicamente a crise financeira e econômica na máquina pública, faltando medicamentos e diminuindo os serviços.

Em suma, com dois parágrafos, consegui resumir o básico na gestão pública e para a elaboração do plano de governo. Todavia, nota-se um vazio nas propostas dos pré-candidatos a prefeito até o momento, incluindo os veteranos e os aspirantes. Fica aquela ideia de que o político se fascina com o poder de ter centenas de cargos comissionados e milhares de contratos sob o domínio da sua caneta. Todavia, ele não sabe o que fazer com a máquina pública para colocá-la em funcionamento. Os olhos brilham quando veem o orçamento do Município, com 57.000 habitantes, no valor estimado em R$228.000.000,00. Mas, na prática, entra governante e sai governante, os serviços são prestados de forma precária, o orçamento nunca é racionalizado, enquanto que a sociedade paga caro. Para piorar a situação, existe o passivo do IPREVIRB que está na casa dos R$200.000.000,00 e que dificulta o Município de Rio Bonito a ter acesso total aos investimentos públicos em Brasília.

Por fim, espero que os pré-candidatos, veteranos ou aspirantes, apresentem plataforma política, plano de governo e as propostas de racionalização dos serviços públicos, incluindo a geração de novas receitas, pois as campanhas precisam ter alma, essência e comprometimento com a sociedade. Quanto aos aspirantes na política, a incapacidade notória dos veteranos na produção e na inovação gestora não justifica o fato de que a nova geração queira ingressar na carreira, sem ter o mínimo necessário para o protocolo. Um erro não justifica o outro. Assim sendo, espero, na condição de cidadão e eleitor, ser surpreendido pelos novatos, com a apresentação organizada das ideias para o governo. Caso contrário, será o discurso da mudança, baseada na troca do nome, e nada mais, que poderá ser interpretado como oportunismo pela opinião pública, cuja tese fica cada vez mais cristalizada, quando os pré-candidatos não respondem as perguntas realizadas, se desviam do tema central, apresentando outro, ou quando montam sistemas de blindagem para manter a zona do controle, distanciando-se do cidadão e da sociedade, caminhando, justamente, na direção contrária da verdadeira democracia.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A conta de luz se tornou a galinha dos ovos de ouro no Brasil e na Argentina

Embora, Macri tenha materializado o rompimento ideológico com a esquerda dentro da Argentina, as fórmulas utilizadas no país vizinho estão sendo aplicadas no formato semelhante ao Plano Real em 1994, mesmo mantendo o marketing da política cambial singular e distinta no continente. E assim, com o discurso contrário à prática, o governo argentino depende do Brasil, tanto na garantia da sua carteira dos contatos e contratos no exterior, bem como, no setor energético, tendo em vista que a malha elétrica argentina não consegue atender a demanda, principalmente, no quesito geração de energia. Em suma, sem energia, não há força para movimentar a indústria, a sociedade e a economia. Logo, o Brasil passou a enviar seu excedente energético ao país vizinho, uma vez que o setor industrial teve a retração no consumo interno em 6%, podendo chegar aos 9% com o fechamento das usinas siderúrgicas e a alteração logística no setor automobilístico.

Macri cortou os subsídios que mantinham considerável parte das empresas distribuidoras de energia elétrica dentro do território argentino, provocando o aumento, aproximadamente, em 600% na conta de luz, cujo custeio será bancado pelo contribuinte. E dessa forma, os argentinos já mudarão o discurso sob a nova ótica governamental em seu país. Mas, a decisão não prevê somente a economia com o dinheiro público, tendo em vista que a Argentina está mais conectada com o governo Brasileiro do que a própria mídia está divulgando, enquanto que o modelo da cobrança e da fiscalização no serviço de energia do nosso país é totalmente ajustável à necessidade da Presidência da República, não necessitando do Congresso para autorização no aumento das taxas e tarifas, salvo a Agência fiscalizadora de energia elétrica, o que constitui uma espécie de plano dois para a tapagem dos buracos nas contas públicas e na própria balança comercial, cuja dinâmica é silenciosa e imperceptível ao consumidor.

O modelo é simples e está dividido nas cores verde, amarelo, rosa e vermelho. Quanto maior é o consumo, maior será a tarifa, enquanto que o governo arrecadará mais dinheiro, alegando o estado de emergência energética, cujo conceito é relativo e depende da opinião do próprio governo para tal. Logo, se pegarmos 56.595.007 dos domicílios com energia elétrica, conforme o SENSO 2010 – IBGE, sob a bandeira tarifária vermelha, obteremos o quanto médio de R$ 509.355.063,00 ao mês, sem as alíquotas que podem chegar a 29% e demais taxas, dependendo do padrão no consumo. Isso quer dizer que o Brasil arrecadará R$6,0 bilhões só com o sistema de bandeiras, já com a redução para o acréscimo dos R$4,50 para cada 100Kwh.

A lógica indica que Macri copiará o modelo tarifário brasileiro, transferindo a despesa para o contribuinte, além do governo obter a arrecadação direta sob o serviço.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O ovo do povo

Por entre os brinquedos das crianças,

Os políticos se realizam,

Subornando, com a gratidão,

A dependência financeira e a ignorância.

 

Por entre os cargos comissionados,

Os políticos negociam,

Transformando o público em privado,

Fazendo cortesia com o chapéu alheio.

 

Por entre as palavras do discurso da crise da saúde,

Os políticos lamentam a falta de dinheiro e amiúde,

Mas não fazem qualquer economia,

Chantageando a opinião pública para pressionar Brasília.

 

Por entre erros e mais erros,

Os políticos transformaram a república em várias monarquias.

Gastam todo o dinheiro do tesouro,

Contando com o ovo do povo.

 

Na próxima eleição,

O político apertará sua mão.

Ele levará seu voto e trabalho.

Cometerá o crime perfeito, com o abraço.

 

Ele colocará a culpa na crise mundial.

Dirá que falta dinheiro para o investimento público.

Mas, patrocinará festas e andará em carro oficial,

Pois, para eles, o eleitor é somente um número.

 

O cidadão, na qualidade do otário,

Pensa que é tudo em função das regalias e do salário.

Entretanto, o político precisa do seu voto e consentimento,

Para fazer acordos e dividendos com o orçamento.

 

Quando você pensa que já viu de tudo,

O político passa a investir em pedra brita,

Porque ela é a matéria-prima do concreto

E do trono futurista do Poder Executivo.

 

Se o dinheiro acabar,

Eles criarão um novo imposto.

O Estado precisa arrecadar,

Contando com o ovo do povo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A elevação da meta fiscal denuncia que o Congresso Nacional e o Brasil possuem interesses diferentes

Com R$ 119.900.000.000,00 ou US$30 bilhões de Dólares, eu compraria um arquipélago na Europa e constituiria um novo país, uma nova nação. Embora a natureza deste comentário venha parecer uma piada, ela não é. As pedaladas fiscais e a utilização irracional do tesouro nacional em 2015, demonstram um fato, que analisarei de forma muito simples e objetiva: – O Brasil é um país com a extensão continental, com uma população grande, que mantém o discurso de que irradicou a fome com o Bolsa Família, mas deixou sua nação isolada na ignorância, sem saúde, sem educação, sem emprego, sem empregabilidade e sem noção da realidade política e administrativa do país.

Com o discurso de que o Brasil precisa se desenvolver, o Governo Federal massacrou o sistema de arrecadação e tributário da Região Sudeste, para supostamente investir nas regiões menos desenvolvidas do país, tais como o norte, nordeste e centro-oeste. O grande problema é que as gerações, descendentes da antiga SUDAM e SUDENE, possuem fome e sede de poder. Em suma, não importa quanto dinheiro será arrecadado, porque Brasília e os Estados Federativos da União consumirão tudo, mesmo que o preço seja o fim da aposentadoria do cidadão, a volta da inflação e a guerra civil não declarada nos grandes centros urbanos. Não bastava a gestão e a polítcia do Estado Mínimo para o povo, sucateando a saúde e a educação, porque os políticos querem tudo,incluindo seu sangue e seu corpo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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CORRUPÇÃO

Enquanto a maior parte da massa

Faz questão de ficar adormecida,

A minoria quer ser mais realista

Que seu próprio rei.

 

Eles montam esquemas de levagem,

Passam o dinheiro por bancos e empresas.

Por mais que pareça sensacionalista,

O errado é contabilizado na lei.

 

Da noite para o dia,

O pobre fica bilionário.

A maior ironia é que tudo acontece sem o suor do trabalho.

Até aqui, foi o que processei.

 

O sistema vicia o político.

O político quer ficar dependente do sistema.

Eles se amam, num relacionamento crítico,

Porque tudo pode ser descoberto e virar um dilema.

 

Eles não entram na política com boa intenção.

Simplesmente, interpretam um personagem,

Para ficarem habilitados no orçamento.

Essa foi a mensagem da república desde sua proclamação.

 

Começaram com os militares e suas espadas.

Depois, passaram pelo coronelismo do café com leite.

O Estado novo veio para colocar juízo na gurizada.

Brasília foi construída muito além do papel e do estilete.

Os militares não gostaram e tomaram o governo no tapa.

 

Com a abertura democrática,

Ficou latente que a nação brasileira é uma criança,

Que abriu mão do patriotismo, em nome da ganância.

E, no meio de tanto drama e ignorância,

O sistema abraçou a todos com o pecado da omissão.

 

A corrupção é arma do sistema.

Ou seria o sistema a máquina da corrupção?

 

Nadelson Costa Nogueira Junior