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Prefeito Mandiocão e o secretário de desenvolvimento econômico, Bruno Soares, na reunião do monitoramento remoto realizada na CDL, em 18/01/2017.

PMRB propõe a implantação do monitoramento remoto em parceria com a iniciativa privada

A apresentação do Felipe Reis, presidente do Projeto ViverBem.

A apresentação do Felipe Reis, presidente do Projeto ViverBem.

Na manhã desta quarta-feira (18/01/2017), a Prefeitura Municipal de Rio Bonito realizou, na CDL, a reunião com os empresários riobonitenses e as autoridades da segurança pública do nosso Município, objetivando apresentar a proposta do monitoramento remoto e do seu financiamento através da PPP (participação pública-privada), atendendo uma das principais prioridades da cidade desde 2011. Todavia, a implantação do monitoramento remoto foi silenciada em 2012, quando a situação não obteve êxito na sucessão, enquanto que a ex-prefeita, Solange Pereira de Almeida, prometeu investir no mesmo projeto, caso fosse eleita, deixando a promessa no papel, como a maioria das propostas do seu plano de governo.

As autoridades policiais e de defesa do Município de Rio Bonito.

As autoridades policiais e de defesa do Município de Rio Bonito.

O projeto do monitoramento remoto se baseia na experiência do município de Niterói, que implantou o sistema, através do projeto ViverBem, interagindo a dinâmica das 300 câmaras instaladas pela cidade, com a central de informação, a polícia civil, militar, rodoviária federal, a guarda municipal, os agentes do trânsito, a defesa civil, os serviços de emergência e as lideranças nas comunidades e bairros. Logo, o serviço do monitoramento proposto não se limita à instalação das câmeras pelos pontos estratégicos da cidade, contando com a cidadania e a participação da sociedade, da gestão pública municipal e as forças de defesa, compostas pela integração direta entre as polícias, a defesa civil, o corpo de bombeiros e a guarda municipal. E assim, o empresário e presidente do ViverBem, Felipe Reis, apresentou a experiência do projeto desde de sua fase embrionária até sua execução e evolução logística, atentando para o fato de que o processo é o resultado do trabalho em equipe, de forma contínua.

A apresentação conjunta dos secretários Bruno Soares e Ronen Antunes.

A apresentação conjunta dos secretários Bruno Soares e Ronen Antunes.

A pasta do desenvolvimento econômico, que está sob a gestão do empresário Bruno Guimarães Soares, ficará responsável pelo projeto e pela dinâmica da PPP, uma vez que a atual gestão priorizará tal metodologia, seguindo os exemplos aplicados na zona do sul do Rio de Janeiro, Niterói e Friburgo, cujas modelos são fortes, principalmente no desenvolvimento econômico, no turismo e na segurança pública. Todavia, o Bruno Soares está maximizando a comunicação entre o governo e a sociedade, apresentando o diferencial em conjunto com o secretário de desenvolvimento urbano e comunicação, Ronen Antunes, para prospectar parcerias para a manutenção e a conservação das áreas estratégicas da nossa cidade, valorizando o empresário e a economia local.

Se a PPP do monitoramento remoto sair do papel, ela inaugurar um novo período para a cidade, com a prática da gestão participativa, que é um modelo democrático e necessário, principalmente, quando a saúde financeira do Município de Rio Bonito está comprometida temporariamente.

Por fim, tive a oportunidade de conversar com os secretários do governo Bruno Soares e Ronen Antunes, bem como com o prefeito Mandiocão, que estão abertos para as ideias e colaborações dos cidadãos, priorizando a sociedade e a gestão pública racionalizada para reconstruir a cidade e a autoestima riobonitense.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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PMRB terá que pagar os salários atrasados e o 13º dos servidores da educação, por força da liminar

No dia 18/11/2016, o SEPE (SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO – Regional Rio Bonito e Silva Jardim) ingressou com a Ação Civil Pública, com pedido liminar de cumprimento da data base e do sistema remuneratório do servidor público em face do Município de Rio Bonito, que foi distribuída sob o nº0006637-62.2016.8.19.0046. O pedido central da ação é que a justiça determine que o réu cumpra a data base para o pagamento dos salários dos servidores municipais da rede pública de educação, bem como dos salários atrasados e do 13º salário.

A PMRB (Prefeitura Municipal de Rio Bonito) decretou o “estado de calamidade financeira, por meio do Decreto nº004/2017, que foi publicado na edição nº 505 da Gazeta de Rio Bonito. Dessa forma, o atual governo assume oficialmente sua incapacidade financeira para manter o fluxo de caixa positivo.

No dia 17/01/2017, o pedido liminar do autor foi deferido da seguinte forma: DEFIRO A LIMINAR REQUERIDA, devendo o Município depositar os valores relativos aos salários vencidos, e ainda não pagos, além do décimo terceiro salário dos servidores da rede pública de educação, no prazo de 48h, acrescidos de juros legais e correção monetária, sob pena de arresto de verbas públicas para pagamento débito. Por outro lado, os salários vincendos, ainda que exista disposição legal a tal respeito, deverão ser pagos até o dia 20 de cada mês, para melhor organização do ente municipal, considerando-se ainda a flagrante insuficiência de recursos.”  Dessa forma, o Município de Rio Bonito será obrigado a proceder o pagamento nos moldes determinados.

Conforme as informações, o Município de Rio Bonito já possui o crédito de R$4 milhões nos cofres, com finalidade exclusiva, que não podem ser utilizados para outros fins, tais como a folha de pagamento do pessoal. Todavia, se a justiça pública fizer o arresto das verbas, o prefeito Mandiocão poderá pagar os atrasados, sem correr o risco de responder processo por improbidade administrativa ou crime de responsabilidade. Assim, o atual governo resolveria um problema, sob a determinação judicial, mas ficaria com outro, tendo em vista que as contas seguem a lógica contábil, enquanto que os valores deverão ser repostos futuramente, ou o serviço que seria financiado, ficará paralisado.

Agora, o cidadão riobonitense compreenderá os motivos do não pagamento dos salários e do 13º salário por parte da gestão anterior, transferindo a obrigação ao atual prefeito, que recebeu os cofres vazios, enquanto que, caso procedesse o pagamento com a receita disponível, configuraria crime de responsabilidade e improbidade administrativa, que alimentaria a oposição dentro da Câmara Municipal, que está aguardando a ocorrência de algum motivo plausível para tentar isolar o Mandiocão no poder.

Por fim, vamos aguardar as cenas do próximo capítulo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão pede desculpas aos riobonitenses pelos erros da Solange

O vídeo do prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), que foi exibido nas redes sociais nesta segunda-feira, 16/01/2017, deixou a situação do Município de Rio Bonito bem clara para a opinião pública, mesmo sem mencionar o tamanho da dívida herdada da gestão anterior ou estabelecer uma data qualquer para o pagamento dos servidores públicos municipais, incluindo a parcela integral do 13º salário.

Estou acostumado com o Mandiocão que entra na briga para ganhar e que não desiste das lutas. Todavia, não gostei de vê-lo apresentando as prioridades da ex-prefeita em inverter as obrigações, deixando de pagar os servidores públicos para atender alguns fornecedores, com exclusividade, pedindo-lhes desculpas por uma sucessão de erros, que foram cometidos por sua antecessora, que sabotou a administração pública, o comércio e a maior parte das famílias riobonitenses.

Mandiocão foi nobre quando se desculpou, porque ele é o prefeito, enquanto que sua obrigação, mesmo não sendo o responsável direto pela origem do problema, é solucionar a crise e colocar a casa em ordem, pelo menos, na esfera financeira. Mas esse é o momento que o governante, que está no seu quarto mandato, deve se sentar com seu staff para fazer o levantamento das estruturas e o estudo de impacto para revitalizar as escolas, as unidades de saúde e os setores públicos, para que o patrimônio público não vire ruína, ficando na mesma condição da frota veicular sucateada. Não poderia deixar de mencionar a valorização do servidor público municipal, que deve ir além da subjetividade alheia.

Precisamos sair do ciclo vicioso das acusações e da mesquinharia, vislumbrando que o amanhã seja melhor que o hoje para nossos filhos e netos.

Precisamos sair do modelo ultrapassado, que constrói novas unidades e edifícios, abandonado os antigos às ruínas, mesmo sabendo que serão utilizados pelas comunidades, porque não existe outra opção ou outro caminho, principalmente para aqueles que moram no interior.

É no momento da crise que surgem as oportunidades para aprendermos e crescermos como sociedade e seres humanos. Por isso, diante da crise financeira que assola nosso Estado e nosso Município de Rio Bonito, penso que o slogan do governo deveria ser alterado do “Reconstruindo Rio Bonito” para “Reformando Rio Bonito”. A reconstrução afasta a culpa ativa ou passiva do problema. A reforma assume toda a responsabilidade e transforma o contexto, mesmo que o primeiro passo seja só na mentalidade e no comprometimento.

Por fim, o Mandiocão não pode perder sua fé, postura e força diante dos riobonitenses, porque o destino dos 57.000 habitantes, que vivem e investiram suas vidas nesta cidade, está em suas mãos, independentemente de terem votado ou não no prefeito, porque a democracia inclui, enquanto que os grupos políticos separam.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Humberto Belgues cobra respostas de Mandiocão em relação aos medicamentos da PMRB, descartados em Iguaba Grande

15937085_1218025698234337_4819535809165283773_oEnquanto o Prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) investe na exposição da frota sucateada da PMRB, colocando tudo na conta do governo anterior, o destino parece estar se encarregando do efeito reverso, na busca pelo equilíbrio, uma vez que, conforme a reportagem do G1, que foi veiculada no dia 06/01/2017, foram localizadas dezenas de caixas com medicamentos e seringas descartadas irregularmente, com o adesivo da Prefeitura Municipal de Rio Bonito, na RJ-124 (VIA LAGOS), à altura do Km 38, no município de Iguaba Grande.

Tanto a resenha do G1 quanto àquelas oriundas da imprensa local não souberam informar se os medicamentos e as seringas foram descartadas no local antes ou depois do dia 01/01/2017, enquanto que a dúvida ainda paira pelo ar quanto à responsabilidade pelo ato, que cabe ao Município de Rio Bonito em relação ao crime ambiental, quanto ao descarte inapropriado do material médico-hospitalar, mas, seria na pessoa do atual prefeito ou do anterior. Embora, a dúvida não pareça ter relevância ao leitor nesse exato momento, precisamos voltar ao ano de 1991, quando Aires Abdalla entrou para história política do Brasil, como o primeiro prefeito a sofrer impeachment pela Câmara Municipal, fundamentado no fato de que encontraram medicamentos enterrados no lixão de Rio Bonito durante sua gestão.

O vereador, Humberto Alexandre Belgues da Costa Ramos, do PSL, e 1º Secretário da Mesa Diretora no biênio 2017/18, está no seu 3º mandato na Casa Legislativa Municipal, mantendo a qualidade dos seus mandatos anteriores, inaugurando seu retorno com o ofício nº003/2017, de 10/01/17, oriundo da Câmara Municipal de Rio Bonito, direcionado ao Prefeito José Luiz Alves Antunes, solicitando informações em relação ao descarte dos medicamentos supramencionados, bem como se foi instaurado o competente procedimento  administrativo em face do ocorrido e realizado o boletim de ocorrência na delegacia local.

Considerando a história política do município de Rio Bonito, o clima competitivo entre os grupos políticos dominantes, a liminar que o atual prefeito utilizou para anular os efeitos da Sessão da Câmara que reprovou suas contas, garantindo sua participação nas Eleições 2016 e a vitória nas urnas, bem como as diferenças existentes entre o prefeito e o presidente da Câmara, qualquer coisa poderá acontecer em relação aos medicamentos descartados irregularmente, desde em dar em nada ou terminar na abertura no processo de impeachment, se conseguirem associar o descarte à atual gestão.

Uma coisa é certa: – O atual presidente da Câmara Municipal possui a maioria dos votos dentro da Casa Legislativa, enquanto que teremos que aguardar a solução, ou não, dessa diferença entre o Poder Executivo e Legislativo Municipal.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Hemonúcleo de Rio Bonito precisa da sua doação para continuar salvando vidas

15896131_1293535637380639_6962100513388660339_oEm função do período das férias escolares e do verão, o fluxo dos veículos aumenta consideravelmente na BR-101 e na RJ-124 em direção à Região dos Lagos, enquanto as estatísticas dos acidentes seguem a mesma proporção. Dessa forma, o Município de Rio Bonito precisa manter sua equipe da UPA (Unidade de Pronto Atendimento Médico), do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do HRDV (Hospital Regional Darcy Vargas) em prontidão, 24 horas por dia, 07 dias por semana.

O que a maioria não observa no primeiro momento, salvo a necessidade na emergência, que o Hemonúcleo de Rio Bonito precisa manter a mesma logística para atender a demanda dos serviços de emergência, em relação ao fornecimento das bolsas de sangue, enquanto que é justamente nesse período que o banco de sangue trabalha no limite, necessitando do maior número de doadores possíveis para manter o estoque equilibrado.

Assim sendo, a Prefeitura Municipal de Rio Bonito iniciou a campanha para incentivar a doação de sangue, objetivando a manutenção da emergência municipal e regional, através do Hemonúcleo, que funciona das 8h às 11h30, na Rua Martinho de Almeida 222, Mangueirinha, Rio Bonito – RJ.

Saiba as condições para doar:

– Documento oficial com foto;
– Estar bem de saúde;
– Ter entre 16(c/autorização do responsável) 67 anos;
– Pesar mais de 50 kg;
– Não ter ingerido bebida alcoólica nas ultimas 24 h.;
– Ter dormido à noite;
– Não ser usuário de drogas;
– Não estar grávida e nem amamentando;
– Não estar em jejum, porém evitar alimentos gordurosos nas três horas antes da doação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão expõe a frota sucateada da PMRB e a incapacidade gestora da ex-prefeita

b7e651e3-0411-4752-b385-4b4d2ba58586 Como escrevi nas resenhas anteriores, não espero mais nada além do previsível por parte do governo José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), salvo a expressão paralela da vice-prefeita, Rita de Cássia, que está arregaçando as mangas e trabalhando na recuperação estrutural da saúde e da educação riobonitense, articulando junto aos empresários e amigos na busca das doações e do trabalho voluntário. Em contrapartida, o grupo político do Mandiocão está respondendo da mesma forma dos mandatos anteriores, seguindo uma programação ideológica e comportamental, que começou com a exposição da frota dos veículos sucateados da PMRB e da incapacidade gestora do governo Solange Pereira de Almeida, mantendo a rixa entre os grupos políticos, trabalhando a comunicação social para desestabilizar a imagem da ex-prefeita, que poderá vir como candidata a deputado estadual em 2018 ou a prefeita em 2020, utilizando-se das liminares, que serão sustentadas nos princípios da presunção da inocência até o término do feito e do trânsito em julgado para ludibriar a Lei da Ficha Limpa.

d8c4c79a-7201-4981-a73c-271e27562948Simplesmente, os grupos políticos estão em conflito constante pelo poder, enquanto que o Mandiocão representa o bem na luta contra o mal, uma vez que está no poder e possui o aval da elite e da classe média riobonitense. A própria Solange acabou fortalecendo o atual prefeito, com suas falhas e ausências na administração pública, reafirmando o slogan da oposição durante as eleições municipais em 2012 e 2016: – Quem compara, vota.

A dívida da prefeitura ainda não foi anunciada oficialmente para sociedade, mas o desfile da frota era um evento certo para ser realizado, tornando-se folclórico na cultura local e mais importante que a transparência para os riobonitenses, principalmente após o decreto de calamidade financeira do Município.

Por Nadelson Cota Nogueira Junior

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A Difícil arte de existir e de se medir

Se a vida fosse uma novela ou série de TV, nós seríamos os protagonistas na juventude, cheios de razão, certezas e ideias. A juventude tem o poder de tornar seu portador inabalável, enquanto que toda existência, ao seu redor, se manifesta como uma grande plateia.

O tempo passa, enquanto que ganhamos a experiência com a idade. A razão absoluta se torna relativa. As certezas perdem espaço para as incertezas do cotidiano. As ideias próprias se esvaziam, cedendo espaço ao pensamento comum e coletivo. Dessa forma, deixamos de valorizar a singularidade, para nos tornarmos parte de algo maior do que nós mesmos, como a família, a religião e o convívio social. Simplesmente, nos tornamos atores coadjuvantes da vida das outras pessoas, enquanto que abandonamos o estrelado do nosso ego, assumindo um dos assentos no meio da multidão.

Não se preocupe, pois tais percepções são normais e naturais no ser humano, por causa da sua necessidade social de fazer parte de algo maior que sua própria existência. Seu ego ocupou o lugar esperado no seu tempo, enquanto que sua alma amadureceu entre seu nascimento e a velhice.

Agora, você está pronto para continuar a jornada, num mundo com paz, amor, tolerância, cumplicidade e sucesso, porque a pessoa só pode dar aquilo que tem, mesmo que a porção seja pouca.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O governo quer privatizar tudo, mas os servidores públicos são o único obstáculo

O Sistema é forte, coeso, conectado, imperceptível ao olho nu do cidadão e do intelectual brasileiro. Ele é quase que uma divindade, tornando-se onisciente e onipresente, desde que você seja brasileiro, carregando seus vícios e virtudes culturais, seguindo a programação social da corrupção, da manutenção do status quor e do se dar bem a qualquer preço.

Fico assustado com o sincronismo dos fatos na atualidade, que se desencadeiam desde a incapacidade financeira dos Estados da Federação e dos municípios, até alcançarem à crise do sistema penitenciário brasileiro, com sua organização no Estado Paralelo dentro do próprio Estado Formalizado. Simplesmente, o Estado, como o conhecíamos, entrou em falência múltipla, para justificar sua incapacidade de resposta, para apresentar a única resposta que as corporações nacionais e estrangeiras querem ouvir: – Privatização. Assim, eles vão privatizar ou conceder ao setor privado a gestão dos presídios, da educação, da saúde, da segurança pública e todas as pastas que sejam interessantes e lucrativas ao investidor. Todavia, há um problema no meu do caminho, uma vez que o Estado possui os servidores públicos, que possuem a estabilidade garantida pela Lei e que não poderiam ser demitidos sem uma justa causa, que deveria ser concluída pelo processo administrativo disciplinar. Logo, os servidores públicos, principalmente àqueles ligados às pastas da saúde, da educação e da segurança pública, precisam ser removidos do caminho, através de um plano maquiavélico, que levaria ao sucateamento da infraestrutura, à desvalorização do servidor público e ao fim da sua estabilidade funcional, conquistada pelo concurso público, cumulada com o estágio experimental e probatório.

O Governador Pezão quer que os servidores desistam dos seus cargos e carreiras, sem o plano de demissão voluntária, deixando de dar qualquer opção às categorias. Assim, mesmo sob a gestão privada, todos os funcionários contratados se tornariam parte do exército eleitoral, enquanto os apadrinhados reinariam dentro da máquina pública do Estado do Rio de Janeiro e dos demais Estados Federativos, porque eles querem transformar a República numa Monarquia travestida pela democracia.

Por fim, prevalece a necessidade econômica brasileira, que não conseguirá se manter dentro dos protocolos legais depois das sucessivas operações anticorrupção. Logo, os executivos das grandes corporações fizeram a reunião com seus deputados, senadores e governadores, para acelerarem a devastação da crise econômica nacional e estadual, obrigando a privatização das autarquias e empresas públicas, deixando o caminho aberto para as construtoras comprarem tudo, passando por cima das licitações e da burocracia da administração pública. Assim, o setor privado dará o golpe de misericórdia na máquina, salvando a lavoura de toda nação brasileira e fluminense.

O Estado do Rio de Janeiro se tornou a cobaia de um projeto, que se intensificará pelo território brasileiro, como a solução para os problemas gerenciais na administração pública. Mas, a cereja do bolo ainda é a PETROBRAS, com seu controle absoluto no preço dos combustíveis, criando o efeito cascata em toda economia nacional. Aliás, se analisarmos os planos de demissão voluntária da PETROBRÁS, concluiremos que o servidor público de carreira se tornará um fóssil, devido ao processo acelerado da sua extinção.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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PETROBRÁS retornará a obra do COMPERJ, contando com as empresas estrangeiras

A PETROBRÁS, atualmente presidida por Pedro Parente, anuncia que as obras do COMPERJ reiniciarão, sob uma nova perspectiva, que é micro em comparação projeto original do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro, uma vez que o projeto se limitará na construção da nova UPGN (Unidade de Produção de Gás Natural), para atender parte da demanda gerada nos campos do PRÉ-SAL, na Bacia de Santos.

Conforme o anúncio oficial, a UPGN receberá o investimento total de R$2 Bilhões, enquanto que 30% da obra, correspondente a R$500 milhões, já foi realizada. A previsão dos especialistas é que o restante do projeto seja realizado no prazo de 30 meses, sem os termos aditivos, que levaram a empresa e a maioria das construtoras brasileiras, como rés, na operação Lava Jatos e seus desdobramentos. A questão dos termos aditivos é muito séria, uma vez que a operação do COMPERJ estava com o custo final previsto em R$65 bilhões, ultrapassando os R$104 bilhões, com menos de 2/3 da obra entregue.

Todavia, os críticos e os analistas financeiros, especializados no nicho da energia, estão questionando o fato da Petrobrás estar priorizando a contratação das empresas estrangeiras, já sediadas no Brasil, uma vez que as corporações nacionais capacitadas para a demanda, em sua maioria, estão impedidas de participarem da licitação, como consequência da operação lava jatos.

Deixando as críticas de lado, a instalação da UPGN nada mais é do que a tentativa da Petrobrás justificar o investimento realizado no COMPERJ, enquanto que o sonho acabou em relação ao aproveitamento mão-de-obra local e aos especuladores imobiliários no município de Itaboraí e região, tendo em vista que o projeto tem o prazo de 30 meses para a execução, com grande redução nas vagas de trabalho temporário. Com a finalização da UPGN, a mão-de-obra será reduzida aos quadros da Petrobrás, destruindo a expectativa da geração das 250.000 vagas de trabalho que seriam geradas com a logística e indústria dos plásticos.

Por fim, a notícia é para a alegria do Município de Itaboraí, que terá 30 meses para se reestruturar financeira e economicamente, prospectando novas fontes de receitas e novas tendências econômicas. A questão é somente uma: – O atual governo conseguirá ver suas necessidades e a prioridade na busca por novas soluções? – Esperamos que sim.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão se inspira no PEZÃO e decreta o estado de calamidade financeira em Rio Bonito

A PMRB (Prefeitura Municipal de Rio Bonito) decretou o “estado de calamidade financeira, por meio do Decreto nº004/2017, que foi publicado na edição nº 505 da Gazeta de Rio Bonito. Dessa forma, o atual governo assume oficialmente sua incapacidade financeira para manter o fluxo de caixa positivo, o que se agrava ainda mais, diante do atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos e no 13º salário, que não possui calendário definido ainda para os ajustes, atentando para o fato de que o Município de Rio Bonito tinha a obrigação de proceder o pagamento integral do 13º no dia 20 de dezembro de 2016.

Desde 2014, a União já tem sinalizado aos prefeitos para racionalizarem os gastos e otimizarem os serviços. Assim, enquanto alguns municípios assumiram a postura indicada, tais como Tanguá e Silva Jardim, a ex-prefeita, Solange Pereira de Almeida, ignorou todos os avisos, mantendo a majoração da folha de pagamento dos R$4 milhões, no mandato anterior de Mandiocão, para os R$7,3 milhões, enquanto que o Município de Rio Bonito arrecadou mais de R$800 milhões ao longo do último mandato 2013/2016, cuja materialidade só poderá ser observada na malha asfáltica de baixa qualidade que foi instalada nas ruas da cidade, que os rioboninteses não conseguiram descobrir o valor real do investimento até a presente data, por falta da transparência nas contas públicas.

A verdade é que o grupo político da ex-prefeita decidiu pagar com a mesma moeda, deixando dívidas e despesas para o atual governo, enquanto que a cidade e a sociedade pagarão a conta, de uma forma ou de outra.

Causa-me estranheza o fato do prefeito Mandiocão decretar o estado de calamidade financeira, quando os números ainda não foram apresentados aos riobonitenses.  Dessa forma, por mais latente que seja o óbvio, os cidadãos não têm ideia das dívidas, do indicador de liquidez ou do fluxo de caixa do Município, o que afasta a possibilidade da mensuração dos prazos para a solução. Assim sendo, se a solução financeira ou o equilíbrio do fluxo de caixa for alcançado até maio, que é o mês do aniversário de emancipação de Rio Bonito, deixará latente de que o decreto de calamidade financeira foi prematuro e com o objetivo puramente político, para justificar a rixa entre os dois principais grupos políticos, colocando o governo como o salvador do caos, quando os ajustes ocorreriam naturalmente, mantendo-se a folha de pagamento dos servidores e dos comissionados no limite dos R$4,3 milhões ao mês.

Espero que o decreto da calamidade financeira tenha a publicidade das receitas e despesas anexadas, vislumbrando a transparência no serviço público. Caso contrário, Mandiocão ficará na mesma situação do governador Pezão, do PMDB, que decretou o estado de calamidade pública e financeira, para garantir a emergência nas licitações, alterar as regras do pagamento dos precatórios, fornecedores e servidores públicos, sem apresentar os números ao TCE-RJ e à ALERJ, atrasando o pagamento dos servidores públicos e dos aposentados, mas, mantendo as regalias do Palácio Guanabara, com seus helicópteros e jantares sofisticados, pagos com dinheiro do contribuinte.

Por fim, não seria pedir muito para que os números fossem apresentados, tendo em vista que existem as secretarias de planejamento e gestão para tais finalidades, enquanto que a controladoria tem a função do controle interno, da fiscalização e do back-up das informações analógicas do Município de Rio Bonito. Logo, é pertinente a pergunta: – Por que não apresentaram as contas, quando decretaram o estado de calamidade financeira?