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Mandiocão apresenta os novos carros da Guarda Municipal, seguindo a tradição da maquiagem política na segurança pública

18814077_727021540811700_805141500244621843_nNo último dia 02 de junho de 2017, a Prefeitura Municipal de Rio Bonito estava exibindo os novos veículos da Guarda Municipal, que são bonitos, potentes e bem caros. O detalhe mais interessante nisso tudo é que os carros foram apresentados com novo layout do governo no envelopamento. As aquisições são importantes e servirão muito para a segurança patrimonial e pública da nossa cidade.

O Município de Rio Bonito criou e instalou sua Guarda Municipal em 2000, no final do primeiro mandato da Prefeita Solange Pereira de Almeida. Assim, nos últimos 17 anos, os guardas municipais foram e ainda estão subutilizados pelos governos, quando poderiam atuar ativamente na sociedade, indo muito além da segurança patrimonial, focalizando, justamente, a prevenção e a organização do trânsito, trazendo para os cofres públicos valores superiores aos R$86.670,00 mensais, indicados pela licitação do estacionamento rotativo realizada em 2015, e que foi engavetada pelos gestores públicos na época, uma vez que o processo licitatório terminou na justiça, que determinou a legitimidade do vencedor, que não tinha qualquer vínculo com o grupo político dominante nos Poderes Executivo e Legislativo.

Os guardas municipais precisam do respaldo do Prefeito para executarem suas funções. Aliás, a Guarda Municipal procedeu a distribuição das multas de trânsito na Avenida 07 de Maio no horário nobre da missa, enquanto que o Prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) foi extremamente ético, deixando de interferir na operação. Todavia, a GM precisa passar por uma mudança comportamental e de consciência por parte da Administração Pública, tendo em vista que ela pode gerar renda extra para o município, além de ser mais uma opção por parte do ente público na prevenção e no combate ao crime.  A Guarda Municipal precisa ser valorizada com um plano de carreira e um sistema de bonificação, além, é claro, da reciclagem contínua.

Por fim, o governo precisa compreender que, quando se trata da segurança patrimonial e pública, a mudança não pode ser exclusivamente no envelopamento dos carros e nos uniformes, porque o órgão é composto por pessoas, que tem famílias e precisam ser valorizadas pelo seu serviço, que é de grande utilidade pública, mas pode ser otimizado, ao ponto de gerar renda extra e própria para o nosso Município.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Somos parte de uma locomotiva

Meu pai, minha mãe, meus avós e toda genealogia está em mim. Toda essa onipresença foi transferida à minha filha, enquanto que o rio sanguíneo continuará até quando Deus permitir. Embora, digam que cada um dará conta do seu próprio pecado, há uma programação dos erros e acertos, cujas gerações vão se ajustando para compensar a demanda. E assim, a existência em família se transforma numa locomotiva de emoções, lembranças, traumas e sentimentos.

É necessário o anonimato para se praticar a justiça, a ética, o certo e o bem. No final, não compreendemos que o mundo está nos ajustando, quando deveríamos ajustá-lo em reciprocidade. E, da mesma forma que jogamos o lixo na rua ou poluímos os rios e os mares, vamos recebendo uma explosão diária de negativismo, dor, raiva, ódio e violência. Depois, reproduzimos cada palavra e imagem, como se fossem verdades absolutas. Mas, elas não são.

Por mais que me bombardeiem com meias verdades, evidenciando o lado ruim da humanidade, optei por acreditar no ser bom que está dentro de cada um, capaz de se comover, de se sacrificar no silêncio da caridade, porque a bondade não faz propaganda. Ela simplesmente trabalha.

Não estou dizendo para que tu ignores a recessão ou a depressão econômica, ou que te desligues da realidade. Muito pelo contrário. Peço-te, do fundo da minha alma, que assistas e leias tudo ao redor. Depois, questiones cada palavra e cada imagem apresentadas nos veículos de comunicação ou repetidas pelas bocas das pessoas. Posiciones diante de tudo isso e racionalizes. No fim do dia, constatarás que o mundo não é tão feio quanto pintam. Enquanto que há bondade e amor dentro de todos, independentemente do saldo da conta bancária, ou daquilo que acreditas.

Se mesmo assim, a dúvida pairar no ar, admires teu filho, com a simplicidade do sorriso e o brilho da esperança nos olhos, porque somos parte de uma locomotiva, cuja estação poderá ser construída, contrariando o acaso ou o destino.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A sociedade não participou da eleição por falta da comunicação e da conexão com o conselho tutelar

O abismo ideológico entre a sociedade e as instituições políticas precisa ser preenchido. O problema é que o obvio é percebido, mas ainda insistem no incentivo à cidadania de uma via só, que é justamente no momento do voto. Há outro ponto interessante na eleição do conselho tutelar, porque, ela, geralmente, não serve para o objetivo em si, mas para medir a forca popular dos nomes, focalizando eleições maiores. Por fim, a falta do conhecimento da função, cumulada com as faltas nas funções mínimas para garantir uma sociedade justa e igualitária terminam nesse distanciamento. O governo exige participação cega da sociedade, quando ele não é ético e transparente na esfera municipal. Insistirei em afirmar que precisamos investir nas PESSOAS, conforme a análise da Câmara comercial americana. Isso exige educação de qualidade, com professores atualizados e com salários justos, além do governo sair das sombras e mostrar todas as contas e as politicas públicas com a transparência necessária. No final, falarão que estou confundindo as coisas. Mas, a verdade é simples: – Nos últimos 25 anos, trabalharam para que tudo isso acontecesse. O problema é que se esqueceram do fato que a sociedade se afasta, quando não entende ou é ignorada. Poderíamos falar que faltou divulgação, mas não foi. No caso de Rio Bonito, é decepção. No mais, anseiamos por mudanças de postura, para que as cobranças democráticas e participativas façam sentido.

A ética esta ligada ao costume e sua sistematização social e cultural através dos tempos. A diversidade é ou deveria ser base de todo o nosso sistema social.  Junto com essa diversidade e seu reconhecimento psíquico, tanto na consciência subjetiva quanto coletiva, as próprias instituições sociais precisam questionar seu lugar no tempo e no espaço. Na academia, tudo isso é muito lindo. Entretanto, a realidade é que o cidadão brasileiro, no geral, trata a politica como futebol. Existem os torcedores fiéis, que vão aos jogos e ajudam os times, por amor. Já, existe aquela maioria que só veste a camisa e torcera numa mesa de bar. A verdade é que o futebol foi constituído para o publico de mídia, pois não daria para colocar todos nos estádios. Em Rio Bonito, por exemplo, o PLENÁRIO foi construído para ser acompanhado por 40 ou talvez 50 pessoas no máximo. E assim, a politica acompanha a logística dos esportes e do futebol no Brasil. A vinda do governador Pezão, na semana passada, deixou latente que Rio Bonito se desconectou da politica, porque ela não se identifica mais com o cidadão. O voto se limitou ao ato de bater a porta do eleitor, tomar café e partir para o mecanismo da sobrevivência. Quatro anos mais tarde, o mesmo fenômeno se repetirá. Essa repetição construiu uma ética politica, cujo politico faz questão de jogar a culpa na sociedade. Falarmos em CONHECIMENTO x IGNORÂNCIA não mudará o quadro, porque a massa não compreende e quem tem os instrumentos necessários à compreensão, esta nem ai, ora porque não necessita da estrutura construída ou porque está atolado até o pescoço na essência do sistema. Algo tem que ser feito. E não vejo outro caminho para desenvolver pessoas que não seja a educação. Mas, como desenvolver uma nação numa sucata industrial, quando as politicas públicas se limitam ao ato de construírem escolas, para que as mesmas sejam consumidas pelo tempo, transmitindo a ideia do abandono social?  Embora o tema seja a participação popular na eleição do conselho tutelar, é pertinente questionarmos nossa sociedade e nós mesmos. Eu seria leviano, colocando a culpa antropológica e ideológica no atual governo, quando a construção do caos começou na década de 70, sendo muito bem ampliada na transferência das gestões. No final, sou compelido a ver as prefeituras e suas respectivas sociedades como vitimas de um sistema faminto, que deseja ampliar a miséria, a pobreza, a doença e a morte social, através do desemprego e dos desvios dos investimentos sociais. Logo, o processo pode ser resumido a uma única palavra: ALIENAÇÃO.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Night sky June 4, 2001

Assim como são as pessoas, São as estrelas

Hoje, eu compreendo o ciclo de vida das estrelas, embora ainda seja um mistério seu nascimento e morte, mesmo com tantas observações, anotações, análises e teses astronômicas. Simplesmente, elas nascem no meio do vácuo do espaço, onde nada havia. Primeiro, surgem os gases e alguns átomos conhecidos na Terra. Até que seu núcleo se materialize. O interessante é que durante todo o processo há a presença da luz, quando os astros possuem tal natureza.

Dependendo do tamanho da estrela e do movimento orbital do seu berço enigmático, não surge uma, mas várias estrelas e astros, compondo constelações e galáxias. E assim, o universo vai sendo construído no contínuo do espaço, do tempo, da gravidade, da profundidade, da matéria e da antimatéria. Numa compensação sinfônica e imperceptível aos olhos humanos de morte e vida. A estrela morre, quando sua luz se apaga, enquanto que seu núcleo, materializado ou gasoso, se desfaz.

Não sou astrônomo ou astrofísico, mas sempre vi as pessoas como estrelas e constelações. E, no cotidiano, testemunho o início e o fim das dinastias. Para ser mais exato, observo a morte das estrelas humanas, com seus espíritos consumistas, no silêncio do olhar. Na programação social do consumo, a humanidade priorizou o consumismo, e, quando se aproxima da morte, o viajante se consome por inteiro, ora, pela falta do preparo espiritual para jornada natural, ou pelo simples fato de que a programação social fará o Ser Humano se consumir, para compensar o próprio vazio.

Vejo as famílias como constelações, que estão se apagando e consumindo em conceitos sem sentidos e com significado algum. Deveríamos ser estrelas com calor e luz radiantes, mas seguimos a programação de transportarmos a nós mesmos.

Por fim, não me importa a jornada pessoal de cada um. Só gostaria de me limitar à visão do fim da matéria física, permanecendo a luz o calor do meu semelhante como inspiração pelo infinito. O problema é que estou vendo a luz se apagar antes mesmo da matéria física se consumir, enquanto que os portadores seguem adormecidos dentro de suas próprias consciências.

E assim, vou abraçar minha família, visando manter nossa galáxia erguida, tendo em vista que o caos possui um padrão e não pode ser controlado. Isso é nítido nas estrelas e se repete em nossos corpos frágeis, onde não conseguimos controlar nossos batimentos cardíacos e o fluxo sanguíneo, que mantém a máquina humana em funcionamento, até que o coração se desgaste e pare.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior