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Brasileiro é programado na escola para não ter memória

cerebros-arvores-1000x520Após 20 anos dedicados, ao serviço público no Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, à manutenção dos computadores e a criação das resenhas no Café Poético e Filosófico, atuando na imprensa local e nas redes sociais, me bateu a saudade do magistério, das dinâmicas de grupo, aulas particulares e trabalhos acadêmicos.

Com o contato social cotidiano, tenho percebido que as pessoas estão carentes do conhecimento sobre a cidadania, gestão, sociologia, filosofia, teoria geral do estado, ciências políticas, geopolítica e, principalmente, história e geografia. O problema fica mais latente, quando as duas últimas disciplinas se desmembram no estudo do Brasil, mundo e da atualidade. A questão é que a história e a geografia, por exemplo, são duas disciplinas tradicionais na grade curricular no nosso modelo de educação industrial público e privado, mas, mesmo assim, parece que a programação social está apagando a memória humana, quando deveria fazer justamente o contrário. A mesma dinâmica se repete nas universidades brasileiras, produzindo um exército de bacharéis com títulos e pouco conteúdo, comprometendo a qualidade na pós-graduação.

O fato é que, quando a nação e a sociedade não compreendem seu processo histórico e sua organização social, elas ficam perdidas e sem rumo, uma vez que se esquecem da sua identidade e dos seus valores, porque a educação pública e privada condicionou nossos filhos e netos à preparação contínua para os vestibulares e o ENEM, com suas fórmulas e artifícios de um lado, deixando a essência pedagógica em último plano do outro, que é justamente transmitir o conhecimento e perpetuá-lo através da prática, da teoria e do compartilhamento entre a sociedade e os indivíduos que a integram, produzindo habilidades, competência e soluções.

Tenho testemunhando vários intelectuais e pensadores virtuais culpando a imprensa e a rede globo pelas mazelas da atualidade e da república, quando, de fato, o problema está dentro do sistema e no modelo educacional praticado no Brasil, que paga pessimamente os professores e deixa as escolas sucateadas no setor público, com as mesmas tendências se replicando no setor privado, que descobriu o sistema de módulos para aumentar seu lucro e diminuir as despesas.

Por fim, sou obrigado a perguntar ao meu caro leitor, que é pai ou mãe: – O que vocês esperam deixar para as próximas gerações? Uma geração de bacharéis sem conteúdo ou uma sociedade pensante e que busque o norte na ética, na memória e na propagação do conhecimento?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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PMRB atrasa o pagamento dos salários dos servidores para forçar a Câmara Municipal na revisão da flexibilidade orçamentária em 2018

Assinando o atestado de incompetência gestora e assumindo a marca latente da infantilidade na política e administração pública brasileira, onde a vaidade e a personalidade do político interferem e influenciam as políticas públicas e todas as relações que envolvem o erário público, o governo Mandiocão atrasa os salários dos servidores públicos da PMRB, objetivando mobilizar a máquina, a partir do empregado, para forçar a Câmara Municipal de Rio Bonito na revisão da votação do remanejamento do valor de R$71,6 milhões em 2018, porque a pasta do planejamento não fez o dever de casa em relação ao equilíbrio fiscal e as garantias entre as receitas e despesas do Município de Rio Bonito, enquanto que a Câmara Municipal estabeleceu a flexibilidade de 0,5% (meio por cento) de R$238,9 milhões, deixando o governo com R$1,19 milhões para passar de uma conta para outra neste ano.

Fazendo a retrospectiva, com o orçamento de 2018 aprovado pela Câmara Municipal, em 2017, no valor presumido de R$238.999.216,93, o governo pediu a flexibilidade de 30% do valor, como de costume, enquanto que os vereadores aprovaram 0,5%. Na prática, isso quer dizer que o prefeito só poderá retirar R$1.194.996,08 do plano orçamentário anual ao longo de 2018, o que poderá comprometer vários projetos com os fundos próprios e o pagamento das contas da PMRB. Todavia, a culpa não é da Câmara ou dos vereadores, tendo em vista que foi o próprio governo que organizou o orçamento, através da Secretaria Municipal de Planejamento. Logo, pela primeira vez na história de Rio Bonito, o secretário de planejamento passou a ter a notoriedade e a responsabilidade que lhe são devidas ao cargo, cujas contas, aparentemente não estão batendo, levando o governo ao desespero previsto anteriormente.

É importante atentar o povo para o fato de que é a primeira vez que vejo a Câmara Municipal trabalhar da forma correta em relação à flexibilidade. Logo, toda a responsabilidade cairá nas mãos do prefeito e dos seus respectivos secretários, caso a contabilidade não se encaixe com a realidade, uma vez que o governo teve um ano para fazer o planejamento e o plano orçamentário. Assim sendo, terá muita gente falando no ouvido do prefeito para resolver o problema que acontecerá nas licitações, uma vez que não haverá a flexibilidade dos R$54 milhões para preencher os buracos entre uma conta e outra. Por outro lado, a lógica também indicará que o governo optará em pagar as licitações e os contratos do interesse, deixando a folha de pagamento em segundo plano, enquanto a manobra for permitida.

O prefeito Mandiocão está na mão do palhaço e terá que conversar com a Câmara Municipal e os vereadores para desenvolver seus projetos, caso contrário, continuará paralisado e cometendo erros consecutivos, por tratar as secretarias municipais de forma política, quando deveria ser técnica. No mais, que a flexibilidade seja de zero por cento de 2019 em diante, porque a Câmara Municipal representa o povo e deve saber para onde são investidos cada centavo do contribuinte.

Por fim, o Prefeito e o secretário de planejamento são os verdadeiros culpados pelo atraso no pagamento dos servidores e das contas do Município de Rio Bonito, porque a Câmara Municipal só aprova, reprova, faz leis e fiscaliza.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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No Brasil, o dinheiro jorra como água ou dá em árvore como folha e fruto

Eles trabalham nas empresas dos mais variados nichos no mercado, desde do ramo da exportação, conectando as pessoas jurídicas com os paraísos fiscais, até alcançarem a profundidade das licitações no poder público, constituindo uma rede de conexão corporativa e política, que constroem impérios e feudos da corrupção. Também mantém o status e ostentam o padrão de riqueza, que contradiz a lógica matemática, financeira e tributária brasileira, com carros importados, apartamentos e casas de praia nas áreas mais badaladas e caras do Estado do Rio de Janeiro, porque o dinheiro não brota no chão como água ou dá em árvore como folha ou fruto, salvo, se você for amigo confiável do político, que o transformará em laranja, para ter acesso ao dinheiro público e destruir o futuro do Brasil, do Estado do Rio de Janeiro e dos municípios, desviando o dinheiro das pastas da educação, saúde e desenvolvimento urbano.

Normalmente, as pessoas ligadas a esse tipo de conexão maligna indagam que não precisam mais se expor ou trabalhar, porque estão bem financeiramente, mas que farão para ajudar sua cidade, o Estado e o Brasil. Todavia, elas não abrem mão dos seus salários, do tráfico de influência e de todas as alegorias que envolvem o poder, porque, na realidade e contrariando o discurso original, o negócio da família precisa de todo o aparato para continuar existindo e ganhando dinheiro, de forma direta ou indireta, ora sugando tudo, ora lavando dinheiro ou captando percentuais de participação.

A corrupção é tão profunda no Brasil, que o presidente da república, Michel Temer, do PMDB, liberou R$12 bilhões em verbas, em 2017, para a base aliada ao governo, para continuar no poder e deixar os processos paralisados, pelo menos, enquanto ele estiver na presidência. Na prática, o governo federal foi liberando verbas, em sua maioria para projetos antigos e engavetados, estabelecendo, na maioria das vezes, quem os executaria. No caso de Rio Bonito, temos o exemplo da ciclovia superfaturada, cuja obra está paralisada.

É latente atentarmos para o fato de que o problema do Brasil não está somente na política, mas na classe empresarial e na elite que estão acostumados a ganhar dinheiro com o dinheiro público, através das licitações e dos empréstimos junto ao BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, tirando o problema de Brasília e dos palácios governamentais estaduais, trazendo-lhe para a sociedade, podendo ser uma pessoa comum, íntima, familiar ou conhecida no contexto.

Por fim, como já dizia Honore de Balzac: “Por trás de uma grande fortuna existe um crime”. Era difícil ver um milionário na imprensa internacional até a década de 1990, porque eles eram poucos, enquanto que se dedicavam à difícil arte de se perpetuar o capital, através dos investimentos. Foi por volta de 2003, que a moda das celebridades milionárias e bilionárias pegou na mídia global, com suas fusões corporativas, encantando o mundo com suas bolhas e ilusões. Mesmo assim, era comum a fortuna oriunda do acúmulo das heranças entre gerações. Todavia, o Brasil da atualidade está marcado pelo surgimento das grandes fortunas da noite para o dia, com pouco ou nenhum trabalho. Simplesmente, os amigos dos políticos se tornaram ricos e circulam entre os poderes da federação e os estrangeiros, sem dó, remorso ou arrependimento pelo mal que ainda causam à nação brasileira.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Riobonitenses ficam sem água no centro da cidade e adjacências na véspera do natal de 2017

downloadA CEDAE dá de presente ao centro de Rio Bonito a falta de água, logo às vésperas do natal de 2017. E me pergunto para onde está indo o manancial hídrico todo de Rio Bonito? Com o custo médio de R$72,00 para cada 15 metros cúbicos por domicílio ao mês, o problema não está na água e nem no dinheiro, mas na vontade política e na gestão da empresa.

Tem sido algo comum no quotidiano riobonitense a reclamação dos cidadãos sobre a falta d`água na cidade, que está marcada com períodos superiores aos 21 dias no Rio do Ouro. O mesmo padrão vem se mantendo nos birros adjacentes ao centro, mostrando que a CEDAE está ineficaz, ineficiente e incompetente na prestação do serviço, que, no caso de Rio Bonito se limita à manutenção natural do reservatório, desde a adutora até o reservatório localizado no bairro da Caixa D`água Nova, e a distribuição pela cidade.

A incompetência latente da CEDAE em Rio Bonito demonstra o quanto a renovação do contrato entre a empresa e o município está inapropriada, principalmente, diante do processo de privatização da empresa pública, que já recebeu o aval da ALERJ para ser materializada de um lado, enquanto que o governo do Estado do Rio de Janeiro já a colocou como garantia do empréstimo realizado junto ao Banco Francês, no valor de R$ 3 bilhões, com os juros previstos em R$1 Bilhão até o ano de 2020, do outro, o que tornará o processo de aquisição muito mais fácil e barato para a iniciativa privada.
Está óbvio para a população que a PMRB já deveria ter municipalizado o serviço de tratamento e distribuição da água em Rio Bonito para aumentar sua receita e garantir o fornecimento da água às famílias riobonitenses. E por que ainda não o fizeram? – Enfim, está na hora da população ir para rua para pressionar o prefeito e a Câmara Municipal, uma vez que a situação está insustentável, com o Município perdendo receita, inclusive.

No centro da cidade começará uma disputa entre as bombas hidráulicas autoaspirantes para a manutenção das cisternas domésticas, cujos preços variam de R$184,90 a R$2.129,00 dependendo da marca e da potência do motor. Em suma, pagamos caro pelo serviço, que, seguindo a tradição do estado mínimo, ainda temos que investir em tecnologias para dar pressão e garantir o fornecimento hídrico, enquanto assim o permitirem.

Por fim, está na hora de Rio Bonito controlar sua água e pegá-la de volta para si, com o retardo mínimo de 15 anos, sem a CEDAE e terceiros no processo, porque a água é nossa.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão escolhe novo secretário para a Secretaria de Prevenção à Dependência Química

dependencia-quimica1“Mais um Ato importante que mostra o quanto o nosso prefeito Mandiocão é bisonho! Para comandar a Secretaria Municipal de Prevenção a Dependência Química, ele escolheu o nosso amigo Alexandre Ferreira Campos, popularmente conhecido como Xandocão. Minha gente, eu nada tenho contra o Xandocão, que é um amigo dos tempos de colégio e um ótimo garoto. Mas não me lembro de Xandocão ter nenhuma tradição nessa questão da prevenção a dependência química.
Você que está lendo o post vai me perguntar: “mas quem o “bisonho” poderia nomear para a função?”. Eu vou mencionar três nomes de dentro do grupo do prefeito que entendem do assunto, conhecem a questão das drogas, atuam na questão da dependência química, há anos lidam com prevenção e têm relevantes serviços prestados a sociedade riobonitense.
O primeiro é João Paulo Romanelli. O cara simplesmente fez parte da coordenação de campanha do bisonho e foi figura importante no bastidor político em 2016.
O segundo é Aliomar Guimarães. O garoto dispensa apresentações e o mais interessante: além da atuação na área da prevenção a dependência química, ele foi candidato a vereador pelo PR, no palanque do “bisonho”, e alcançou 504 votos;
O terceiro nome é o de Fabio Pombo Rodrigues, o nosso amigo Fabão. Outro que dispensa apresentação e também foi candidato pelo PR, partido da base do bisonho. Fabão alcançou 163 votos, inclusive, no período eleitoral ele se recuperava de uma cirurgia ortopédica, o que interferiu no seu desempenho como candidato.
Nós temos ainda outros nomes, mas estou citando esses três, porque eles orbitam próximos ao bisonho. A escolha deixa claro o desprezo do Sr. Prefeito a área da Dependência Química e, sobretudo, aos que estão ao lado dele. Aliás, Xandocão também foi candidato a vereador no grupo do bisonho, o partido era o DEM, e ele alcançou 53 votos.
Quer ajudar o amigo Xandocão, prefeito? Aproveite a oportunidade para ajudar o município! Desenvolva um projeto de informatização da Prefeitura, que interligue setores, que tenha plataformas digitais e aplicativos onde o contribuinte consiga pedir coleta de entulho e resto de obras, fazer reclamações, consultar leis municipais, fazer matricula escolar, marcar transporte para tratamento de saúde, renovar carteira de transporte universitário, marcar exames etc. Convide Xandocão para coordenar esse serviço, porque de informática ele entende muito. Ofereça a ele uma Assessoria Especial, que tem remuneração igual a de secretário, e vamos fazer o município evoluir. Eu acredito que ele tem capacidade para isso e o município precisa para ontem dessa modernização em sua estrutura!
Por conta dessa nomeação esdruxula, o prefeito está sendo promovido, em minhas postagens, de “Pangaré” para Bisonho!”
Por Flávio Azevedo.
Vereador Edilon de Souza Ferreira, o Dilon de Boa Esperança (PSC), no Programa Flávio Azevedo, em 18/12/17.

Programa Flávio Azevedo recebe vereador Dilon de Boa Esperança

O Programa Flávio Azevedo dessa segunda-feira (18/12) recebe o vereador Edilon de Souza Ferreira, o Dilon de Boa Esperança (PSC). Em nosso papo com o parlamentar riobonitense, a Lei de sua autoria que proíbe o ensino da Ideologia de Gênero nas escolas públicas e privadas do município. Também iremos fazer um balanço, com o parlamentar, sobre esse primeiro ano do mandato e suas perspectivas de futuro.

 

O "Auto da Compadecida" foi a grande atração da noite no palco do "Natal Bonito".

Natal Bonito mostra que Rio Bonito pode ser mais bonito

“Praça Fonseca Portela lotada. No palco, um grupo de jovens e adolescentes. Meninos que conseguiram na marra e na persistência alcançar o estrelato. A estória de Ariano Suassuna, “O Auto da Compadecida”, permitiu vermos no palco, jovens e crianças de todas as idades e talentos variados. O desempenho da garotada confirma o que já se sabe há muito tempo: Rio Bonito é uma terra de pessoas talentosas, de artistas que precisam apenas que lhes pavimente o caminho.
Do outro lado da rua, artesãos, gente tão talentosa quantos os atores que davam vida a obra de Suassuna. Pessoas que através de traços, riscos, pinturas, dobraduras e cortes; confirmavam que talento e criatividade é realmente a marca da nossa gente. O polêmico “Natal Bonito”, iniciativa que inebria ufanistas e desagrada pessimistas; confirma que nossa gente tão sofrida exige serviços públicos de qualidade, mas também gosta de celebrar e expor seus atributos.
Os artistas, no palco e na rua? Esses querem apenas oportunidades. Oportunidades de externar o seu talento, sua criatividade, suas obras. Eventos como o que aconteceu na noite desse sábado, 16 de dezembro, por mais que o palco do Natal Bonito tenha recebido até aqui muita gente talentosa, cria uma expectativa positiva na cabeça do riobonitense, que há anos deseja ter um Ano novo que ofereça de verdade novas perspectivas.
A trupe do Lona na Lua, os artesãos e aqueles que estão empenhados em promover o “Natal Bonito”; pela primeira vez conseguem, em muitos anos, alinhar o que é desejo do riobonitense há muito tempo: ver nossos artistas valorizados, ter orgulho de ser riobonitenses e acreditar que Rio Bonito é uma cidade possível.”
Por Flávio Azevedo.
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Política municipal de Rio Bonito na pauta do Programa Flávio Azevedo

O Programa Flávio Azevedo dessa quarta-feira (13/12) iniciou falando do estado calamitoso do espaço, no Mato Frito, em Rio Bonito; onde funcionava o antigo Lixão, que em 2003 recebeu R$ 681 mil em investimento e chegou a gerar 50 empregos diretos. Também vamos repercutir algumas aprovações na Câmara Municipal de Vereadores durante a Sessão Legislativa dessa terça-feira (12); entre elas a liberação de recursos para a Gratificação Natalina para os contratados da Prefeitura de Rio Bonito, e a aprovação da mensagem do Executivo que prevê mudanças na relação contribuinte e Fazenda (dívida com impostos municipais).

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CNEC anuncia fechamento da Faculdade Cenecista de Rio Bonito

“Seguindo o adágio popular que afirma ser Rio Bonito a cidade do “Já Teve”, a partir de, hoje, podemos afirmar que Rio Bonito “já teve” uma faculdade cenecista. Sim, a Faculdade Cenecista de Rio Bonito (FACERB), instituição de ensino superior que funcionou até aqui, no turno da noite, nas dependências do Colégio Cenecista Monsenhor Antônio de Souza Gens, está encerrando as suas atividades. O anúncio veio da própria Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC).
Quando foi fundada em 2009, a FACERB nos encheu de orgulho e prometia, além de abrir horizontes, ótimas perspectivas para Rio Bonito e Região. No início a unidade até foi promissora, mas nos últimos anos foi castigada pela crise econômica, pelo excesso de política na condução da CNEC e sentiu muito a falta do seu grande idealizador, o professor Carlos Aberto de Moura Machado, o professor Betinho, mentor e responsável pela abertura da FACERB.
Mais uma nota triste desse momento é a iniciativa da CNEC de transferir os universitários para outra unidade da rede, o que vai impactar a vida acadêmica e pessoal dos estudantes, uma vez que muitos alunos só estavam conseguindo estudar porque a FACERB está em Rio Bonito. Vale destacar que muitos alunos serão impactados não só pela questão financeira, mas principalmente pelo fator tempo.
Foi marcada para essa quarta-feira (13/12), na FACERB, uma reunião entre alunos e representantes da CNEC. O pleito dos alunos é óbvio e deveria ser respeitado: “tudo bem que novas turmas não sejam abertas, mas que os alunos continuem estuando na unidade até o término do último período em vigência”.
Conhecedor que sou da nossa gente, eu desconfio que essa postagem vá gerar descontentamento. Não estou preocupado com isso! Eu sempre fui um dos grandes entusiastas da FACERB, desde sua aula inaugural (29/05/2009), solenidade que eu tive o prazer de ser o mestre de cerimônia. Sendo assim, eu fico muito a vontade para lamentar a perda da FACERB, sobretudo a forma como o encerramento das atividades da unidade está sendo conduzido. Também me preocupo com os sinais fragilidade que o tradicional “Colégio Manuel Duarte” tem apresentado nos últimos anos, com demissões de quadros importantes e outros fatos que têm sido comentado por funcionários da unidade e pais de alunos.
Que a CNEC respeite e mantenha as suas tradições de campanha, cidadania e preocupação com a Educação da comunidade, sobretudo os menos favorecidos; e que não esqueça a memória de figuras como Monsenhor Antônio de Souza Gens, um baluarte da Educação em nossa cidade e principal timoneiro do projeto “Colégio Manuel Duarte” desde o seu surgimento. Resta, agora, duas perguntas: o que será daquela estrutura que está sendo erguida pela CNEC, próximo ao novo Fórum da cidade? O local abrigaria a FACERB. E cessão do espaço pela Prefeitura, como que fica?”
Por Flávio Azevedo