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Não há intolerância religiosa em Rio Bonito.

Não vejo conflito ou intolerância religiosa em Rio Bonito, muito pelo contrário. Vejo a diversidade de pensamentos, de valores e de atitudes, que, independentemente da doutrina proferida pelo praticante ou pelo grupo, se encontram num único destino: – D-US.

Isso é algo tão evidente em nossa sociedade, que o obelisco maçônico construído há dezesseis anos na praça Astério Alves de Mendonça, em frente à antiga Estação Ferroviária, se coloca como testemunha, embora ninguém tenha mencionado o fato até a presente data.

Sou de Copacabana. Lá, a comunidade judaica, armênia e islâmica convivem em paz e se ajudam, mesmo com as diferenças religiosas, que são enormes em vários aspectos. Se em Copacabana pode acontecer isso, eu não tenho dúvida alguma de que Rio Bonito poderá constituir a harmonia e a unidade religiosa e comunitária, porque não existem diferenças a serem resolvidas, salvo as doutrinas e as escolhas pessoais dos seus líderes e representantes.

Ainda, mencionando o exemplo Copacabana, àqueles que forem visitar a Estação do Metro Cardeal Arco Verde, logo na saída da estação ficarão fascinados com o Menorah (castiçal de nove pontas), que é o símbolo do judaísmo. Mesmo assim, não houve briga entre comunidades, porque o respeito e a necessidade delas estão acima de qualquer outro valor ou ideia política.

Líderes religiosos, vocês devem se unir pelo bem maior, que é cobrar do governo, do cidadão e da sociedade, uma postura mais humanista e solidária com o próximo.

Pensem nisso.

“HARÊNI – Eu perdôo a todo aquele que me magoou e me zangou, ou que me fez mal, tanto ao meu corpo como à minha propriedade, à minha honra e a tudo que possuo; tanto contra a sua vontade ou com a sua vontade, tanto sem querer como premeditadamente, tanto com palavras como com ações; enfim, peço que nenhum ser humano seja castigado por minha causa.”

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Análise do primeiro ano do governo de Solange Almeida.

Durante as eleições municipais de 2012, a sociedade rio bonitense pode testemunhar a mudança no discurso da candidata ao cargo de prefeito, bem como dos candidatos ao cargo de vereador, que participaram da coligação, a qual tinha começado com a visão humanista e assistencialista, passando para a visão tecnológica, sistêmica e progressista. Assim, as promessas saíram do contexto de que era preferível salvar uma vida que tapar um buraco, para o discurso de que seriam instalados o SENAI e a Escolta Técnica (IFF) na nossa cidade, focalizando a capacitação e a inserção do cidadão no COMPERJ, que é o terceiro maior empreendimento em execução no planeta. E seguindo nessa linha de raciocínio, a classe média depositou o voto de confiança, acreditando que o partido e os contatos políticos, no Estado e em Brasília, poderiam facilitar o cumprimento das promessas e do plano de governo proposto.
O ano de 2013 passou, sendo seu primeiro semestre marcado pela ausência, pelas perseguições àqueles que não eram simpatizantes ao governo e pelas falhas na prestação dos serviços públicos, tais como a iluminação e a limpeza. Com a desculpa de que o staff estava aprendendo, cumulado com a dívida herdada por parte da gestão anterior, nada ou muito pouco foi realizado em Rio Bonito.

No segundo semestre, logo no início de agosto, os ônibus do transporte universitário foram apresentados à sociedade, como uma promessa cumprida. Todavia, durante as reuniões realizadas com os universitários, tinha sido prometida a entrega dos 06 ônibus no final de março, enquanto que os mesmos teriam ar condicionado. Em suma, a promessa não foi cumprida totalmente, tendo em vista o atraso de quase 05 meses, enquanto que os ônibus chegaram sem o ar condicionado.

Mas, mesmo com passos de tartaruga, 2013 foi um ano muito produtivo, tendo em vista a malha asfáltica que foi colocada nas principais ruas do centro da cidade, através do projeto Asfalto na Porta, trazendo uma falsa ideia do progresso. Teria sido perfeito, se o asfalto não estivesse descolando em vários pontos, como, por exemplo, na Avenida Manuel Duarte, no bairro da Bela Vista, que foi o último ponto a ser instalado. Assim, a dependência da cidade aumentou em relação às usinas de asfalto e aos altos custos da manutenção. Logo, olhem onde já havia o asfalto, pois a alegria do motorista de hoje se tornará o inferno do amanhã por causa dos buracos.

Seguindo o plano da campanha para 2014, os bairros, como Green Valley, Jacuba e Cajueiro, continuam com a promessa da pavimentação com o Projeto Bairro Novo. Entretanto, acho muito difícil alguma coisa acontecer nesse ano, diante da Copa do Mundo, enquanto que, possivelmente, usarão esse mecanismo para pedir voto, condicionando a promessa após as eleições.

Sobre o SENAI, nada foi oficialmente resolvido até o momento. Sobre a Escola Técnica (IFF), o governo preferiu implantar o PRONATEC, com os cursos de informática e enfermagem, quando precisamos dos cursos industriais para o COMPERJ e o desenvolvimento do nosso próprio setor industrial no futuro.

Todavia, há unanimidade quanto ao trânsito da cidade, pois as alterações aplicadas no ano passado não resolveram o problema, como agravaram a situação, conforme a opinião pública.

Por fim, a avaliação do primeiro ano do governo é negativa, tendo em vista o não cumprimento das promessas realizadas no palanque durante a campanha eleitoral e o afastamento das metas traçadas no plano proposto. A avaliação política e ética se agrava com a ausência da transparência nas contas públicas, cumulada com um orçamento anual mínimo estimado em R$142.000.000,00, quando o governo possui a maioria dentro da Câmara dos Vereadores. Em suma, mesmo com os recursos próprios do Município e as dívidas herdadas, a atual administração poderia ter realizado milagres políticos e econômicos, que não são tão difíceis assim. Mas, optaram em fazer a receita da gestão que supervaloriza o grupo político e escraviza a sociedade, que só poderia ser quebrada com a capacitação da mão de obra e a contratação da sua força de trabalho pelo setor privado. Assim, o cidadão dependeria menos do governo e retornaria o investimento das políticas públicas com o aumento do padrão econômico, do consumo e dos impostos, alavancando o comércio e a indústria local.

Analisando todo o contexto, desde as eleições até o último dia do ano de 2013, fica aquela sensação de que o governo perdeu a alma ou se perdeu, porque prometeu e fez questão de não cumprir. Errou e fez questão de manter os erros, afastando a classe média, os comerciantes e os universitários.

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Programa Asfalto na Porta recuperou 6,6 Km de ruas em Rio Bonito, mas a que preço?

Realizado em parceria com o Governo do Estado, o Programa Asfalto na Porta levou 6,6km de malha asfáltica à cidade de Rio Bonito, sendo sua maior parte instalada no centro na cidade e na Avenida Manuel Duarte, bairro da Bela Vista, focalizando a melhoria da mobilidade urbana, tanto dos pedestres quanto dos veículos.
Conforme o Município de Rio Bonito, o pacote das intervenções prevê o recapeamento das vias urbanas que já possuíam algum tipo de pavimentação. Em algumas vias também foram realizadas a drenagem, a colocação de meio fio, a construção de rampas de acessibilidade, além da pintura da marcação viária. A obra começou pela Rua Manoel Duarte, na Bela Vista, em Julho deste ano, mas beneficiou outras vias importantes da cidade como Jorge Soares, Duque de Caxias, Arthur Bernardes, Iraci de A. Borges, Desembargador Itabaiana de Oliveira, Major Bezerra Cavalcanti (parte), Doutor Marinho, José Pereira Alves, Durval Mesquita, Manuel Duarte, Rodrigues Coelho, João Carmo, Siqueira Campos, Eugênio Cordeiro, Osvaldo Cruz, entre outras. Além dessas intervenções, a prefeitura de Rio Bonito também está fazendo obras de prevenção contra as chuvas, como a limpeza de bueiros, rios e córregos que atravessam bairros do Centro da cidade.

A Prefeita, Solange Pereira de Almeida, adiantou que está pleiteando junto ao Governo do Estado a inclusão de outras ruas no programa, como a continuação da Manoel Duarte, Rodrigues Coelho, Pedro Colares, entre outras.

Todavia, aos olhos da sociedade riobonitense, o asfalto não está sendo visto como um benefício, principalmente, no trecho compreendido entre a Praça da Bandeira e a Padaria Guimesh, ao longo da Avenida Manuel Duarte, tendo em vista que essa área sempre alaga durante as chuvas de verão, enquanto que o asfalto poderá contribuir com as enchentes, por causa da sua propriedade impermeabilizadora e do desnível aumentado em relação às ruas do entorno, que se encontram entre os canais da Avenida Manuel Duarte e da Avenida Santos Dumont. Preventivamente, as Secretarias Municipais de Obras e Serviços Públicos e de Meio Ambiente já realizaram o desassoreamento pluvial no canal da Avenida Santos Dumont.

A insatisfação com o Programa Asfalto na Porta tem se propagado pelas localidades próximas ao centro da cidade e que ainda continuam sem qualquer pavimentação, principalmente, àquelas que foram foco das promessas na campanha eleitoral 2012, tais como a Jacuba e o Green Valley. Conforme as declarações do governo, essas áreas não foram contempladas, porque o programa focaliza o recapeamento, o que exige a existência de algum tipo de pavimentação, conforme mencionado acima.

Seguindo a mesma linha, a rua de acesso ao Edifício do Fórum da Comarca de Rio Bonito ainda continua na condição da estrada de chão, enquanto que as ruas no entorno foram todas asfaltadas, demonstrando uma contradição no planejamento e na execução dos projetos urbanos.

Por fim, os riobonitenses questionam o custo do Programa Asfalto na Porta aos cofres públicos, incluindo a contrapartida do Município de Rio Bonito, diante da pouca informação ou quase nenhuma quanto à transparência.

Nadelson Costa Nogueira Junior

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OZ, mágico e Poderoso.

Acabei de sair do cinema com minha filha, que ficou apaixonada pelo filme do OZ. A obra valeu cada recurso gráfico apresentado. A história dá maior sentido ao Mágico de OZ produzido na década de 30.
Por fim, eu indico o novo projeto da Disney, principalmente, pela atuação brilhante da garota de porcelana. Não tem como ficar indiferente ao filme com o surgimento de um personagem tão forte e frágil.

OZ, mágico e Poderoso.

OZ, mágico e Poderoso.

Solange e Andinho

Posse da Prefeita Solange Pereira de Almeida, de Anderson Tinoco Luz – Vice, e dos vereadores.

A prefeita de Rio Bonito, Solange Pereira de Almeida (PMDB), o vice-prefeito, Anderson Tinoco (PSDB) e os 10 vereadores eleitos, Aissa Elias de Moraes (PTN), Abner Alvernaz Junior (PTN), Carlos Luis Carvalho de Moraes Junior (PSB), Claudio Fonseca de Moraes (PSB), Edilon de Souza Ferreira (PRB), Luis Humberto Pereira Pimenta (PRB), Márcio da Cunha Mendonça (DEM), Marcos Fernando da Fonseca (PMDB), Reginaldo Ferreira Dutra (PMDB), Rita de Cássia Antunes Borges Martins Gomes (PP), tomam posse na tarde desta terça-feira (01/01/2013), no Esporte Clube Fluminense, no Centro da cidade. Começou por volta de 17:00 horas a sessão extraordinária, que deu início ao mandato da nova administração municipal de Rio Bonito, sendo a mesma presidida pelo Vereador, Reginaldo Ferreira Dutra, eleito, com unanimidade, como Presidente da Câmara dos Vereadores para o biênio de 2013/2014.

Solange Pereira de Almeida atentou, em seu discurso, que a realidade atual de Rio Bonito é totalmente diferente daquela de anos atrás, enquanto que sua gestão focalizará a capacitação profissional para atender a demanda da indústria local e do COMPERJ, a geração de emprego e de oportunidades iguais para todos, e a melhoria da qualidade de vida do cidadão, através da otimização dos serviços públicos, dando prioridade imediata à saúde do município.

A prefeita aproveitou a solenidade para apresentar seus secretários à sociedade riobonitense: Marcelo Benevides – Chefe de Gabinete; Anselmo Carvalho Ximenes, Secretário Municipal de Saúde; Felipe Costa Braga – Secretário Municipal de Planejamento; Flavio Fernando Soares Pereira – Secretário Municipal de Obras e Serviços Públicos; Gustavo da Silva Lopes – Procurador Geral do Município; Julio Cesar de Miranda Lima – Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano; Lucy Teixeira – Secretária Municipal de Educação; Marco Aurélio Ferreira da Silva Miguez, Secretário Municipal de Administração; Newton Pereira de Almeida – Secretário Municipal de Meio Ambiente; Ronaldo Oliveira, Secretário Municipal de Esporte e Lazer; Rosemary Cruz Cerqueira – Secretária Municipal de Trabalho, Habitação e Bem Estar Social; Waldir Carneiro de Souza Júnior – Controlador Geral do Município; Walmyr Antônio Gonçalves Figueiredo – Secretário Municipal de Fazenda; e Flavio Tavares, Secretário Municipal de Agricultura, Indústria, Comércio e Turismo.

A solenidade foi prestigiada com a presença do Exmº Sr. Carlos Jose Martins Gomes, Desembargador do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro; do Exmº Sr. Paulo Melo, Deputado Estadual – Presidente da ALERJ; do Ilmo. Sr. Giuseppe Romiti, Cônsul-Geral da Itália e de sua delegação; do Ilmo. Sr. Marcos Botelho, presidente da FIPERJ, representando o Deputado Estadual e Secretário Estadual de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca, Felipe da Silva Peixoto; os reverendos, Padre Fabiano de Carvalho – Pároco da Igreja Nossa Senhora da Conceição de Boa Esperança, Padre Guilherme Moreira – Pároco da Igreja São João Batista da Praça Cruzeiro, Padre Eduardo Braga – Pároco da Igreja Nossa Senhora da Conceição do Centro; e do Ilmo. Dr. Luiz Augusto Ferreira Santana – Médico, Coordenador da ginecologia do Hospital da Mulher de São João do Meriti e Chefe da mastologia do Hospital do Andaraí.

A posse foi realizada com a brilhante apresentação do Coral Santa Cecília, da cantora Sheila Sá, do grupo musical “Casa de Maria”, e da Orquestra Sinfônica da UNIRIO.

 

 

 

 

 

 

 

 

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O HRDV agradece a Solange Almeida e Andinho pela doação dos Aparelhos de Ar Condicionado para as enfermarias.

Nesta quinta-feira, dia 06 de dezembro de 2012, às 09:00 horas, o Hospital Regional Darcy Vargas, recebeu a doação dos ares-condicionados, sendo 13 (treze) condensadores e 13 (treze) evaporadores, no valor total de R$42.000,00, incluindo a instalação, realizada por Solange Pereira de Almeida e Anderson Tinoco, que ficaram sensibilizados com o desconforto dos pacientes, diante da ausência da refrigeração nas enfermarias.
A Diretoria do Hospital agradeceu formalmente pela doação e pelo ato de cidadania da prefeita eleita e de seu respectivo vice, que já estão se mobilizando pelo bem-estar da coletividade, antes mesmo de serem empossados nos respectivos cargos para próxima gestão.

Fizeram parte do evento Joaquim Antônio Pacheco Martins (Presidente do HRDV), Leonardo Motta Martins (Procurador do HRDV), Anselmo Ximenes (Médico do quadro do HRDV, atuando na transição na pasta da saúde), Carlos Cordeiro Neto, vereador (Vereador), Solange Pereira de Almeida (Prefeita Eleita), Anderson Tinoco (Vice), e os funcionários do Hospital.

Anderson Tinoco (Vice-Prefeito) ajudando na entrega dos Ares-Condicionados.

Anderson Tinoco (Vice-Prefeito) ajudando na entrega dos Ares-Condicionados.

Nadelson Costa Nogueira Junior

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COMENTÁRIOS SOBRE O CORPO, A ALMA E O ESPÍRITO.

Rio Bonito, 13 de janeiro de 2004.

A CONSCIÊNCIA DO CIDADÃO

Não se pode voltar o tempo… Só se pode aprender e apreender o conhecimento.
Vivo em tempos felizes, mas, quando se conhece o calor da batalha, quando se tem um símbolo e uma causa para lutar, tudo, nessa época de tanta razão e certeza, passa a não ter qualquer sentido. Pois a morte é saudosa àqueles que guardam parte de suas vidas na memória.
Em outros tempos, eu serviria um rei que estaria sempre ao lado de seu povo. Sua ordem seria acatada aos quatro cantos do reino; pois, nele, só haveria a paz e a prosperidade. Mas, como capricho da humanidade, a inveja das outras civilizações nos traria a desordem e a guerra. Eu poria minha armadura e armas, montaria meu cavalo em direção ao inimigo. Mataria e morreria em nome da justiça e da vontade do meu monarca.
Na saída do feudo, as mulheres levariam flores e pétalas de rosas para os soldados. Minha donzela estaria lá me desejando sorte e exigindo minha volta vitoriosa, ou o retorno do meu corpo estendido sob o escudo. Das duas formas, minha dinastia estaria honrada e remida. Com sorte, minha consorte me beijaria, choraria e me pediria para ficar com a tristeza no olhar.
Sem dúvida alguma, inúmeros corpos cairiam, como a ordem seria restabelecida; porque o meu rei manter-se-ia benevolente e justo, enquanto que, para o homem, jamais haver-se-ia injustiça.
Lembro-me que após as batalhas, visitava, em contemplação, o mar. Observava as estrelas em contraste com o reflexo frígido das águas. O fogo era a única manifestação de vida dentro do cenário sombrio do arrependimento.
E, vida após vida, fui mudando a ótica da batalha. Talvez, pela evolução da consciência; ou pela injustiça monárquica. Decerto, uma vez conhecendo a escravidão, não se pode aceitar as coisas como elas são. Então, passei a protestar através da força. Matei, roubei, dividi e menti em nome da procura constante da justiça. Mas, no final, ela nunca vinha. E, vida após vida, fui conhecendo o tronco, a forca, a guilhotina e o pelotão de fuzilamento.
Foi durante a viagem, no século XVIII, que aprendi o significado da palavra falada e escrita. Foi no mesmo século que me embebedei nos ideais de democracia, república e da retórica popular. Aprendi também que a vida tem seu preço: – Ou a liberdade, ou a tirania. Mas, continuei culpando o rei, quando o culpado real era o povo em sua pacata insegurança. Todavia, vivíamos a moda do cidadão e da nação.
Lembro-me que passamos por duas guerras mundiais e que todos os conceitos de civilização, outrora esquecidos na áfrica e Ásia, estavam sendo abandonados no seio das ideias, a Europa, com o consentimento popular e erudito. Simplesmente, o cidadão, a liga das noções, e as camadas populares davam lugar ao saudoso ostracismo e a novos regimes, que acobertavam ideais egoístas e antigos.
Lembro-me que, naquela época, só bastava discordar para ser considerado um criminoso. E assim, a teoria evolucionista de Darwin justificava todos os abusos de autoridades aos seres humanos, legitimando, através da ciência e com o consentimento das religiões cristãs, o extermínio de idealistas naturais, que só desejavam viver a sanidade da tradição e da família, os asiáticos, os africanos, os judeus e os ciganos. “SOMENTE OS MAIS FORTES SOBREVIVEM.” E, fundamentados no ideal da seleção natural, os alemães nos mandaram para os campos de concentração. Trabalhávamos catorze horas por dia, com pouca ração. Tínhamos, somente, a promessa da vida eterna. Mas, diante dos horrores da guerra, as promessas divinas e a esperança desaparecem por inteiro… E assim, fui perdendo minha família, membro por membro. E assim, fui me perdendo dentro da minha fé e da minha indignação. Fui o último de minha geração… Vi as constelações caírem e os buracos aumentarem. Vi também a carnificina e genocídio de três povos. Não me deram, sequer, uma pedra para eu tentar salvar minha família.
O mais estranho é que não fui preso por isso ou aquilo. Minha prisão foi fundamentada por minha tendência comunista. Foi, somente, mais tarde, que descobriram a minha origem. E queimaram meus livros e minhas escritas. Roubaram minha última gota de dignidade. Lembro-me das tentativas frustradas e revolucionárias em Hamburgo. Os cemitérios eram o cenário predileto dos cânticos e dos confrontos movidos com paus e pedras… Cantávamos num idioma, para mim, há muito tempo esquecido… Tenho pesadelos constantes sobre tais tragédias.
Talvez, se tivéssemos um rei justo, nada daquilo que aconteceu teria acontecido… E ainda, em perjúrio, fui confundido com os anarquistas que não tinham ideias exatas e que adoravam explodir bares e restaurantes.
Conheci o inferno terrestre e o limbo. Não vi as promessas divinas, mas descobri que há vida após a morte… Descobri também que há o bem e o mal… E que nossa consciência nos julga imortalmente. Há um plano divino para todos, mas a maioria não consegue concretiza-lo porque o mundo é grande e maior é o egocentrismo do indivíduo, que deseja superar o dever do cidadão.
Hoje, tenho a nova consciência de que o todo está em seu devido lugar. Não adianta se opor e se rebelar contra o Estado, as formas de governo e aos males da vida; pois as instituições sociais são formadas por homens, que possuem desejos e aspirações de sua época. A revolução pode até destruir o alicerce das instituições físicas, mas, diante da ignorância e da ganância individual, elas não passam de oportunidades para alternar àqueles que desejam o poder… E quanto maior o poder, maior será a responsabilidade, maior será o peso e o declínio. Só há uma forma decente e exata de revolução, a revolução de consciência, àquela que começa antes do útero materno e que se propaga pela transposição moral de geração a geração. Uma vez fertilizado o solo do conhecimento, a vida nunca mais será a mesma como a própria sociedade que conhecemos. Por tal motivo, solicito ao Divino que me dê à oportunidade de casar, ter filhos, educa-los e perpetuar parte de minha nova consciência através da instituição da família… E que o dia de meus descendentes sejam tão nobres, na magnitude da humildade, como têm sido os meus.
Já fui Senhor. Já fui escravo. Já fui filósofo e sofista. Já comandei legiões e também fui comandado. Ajudei a destituir reis e também fui destituído. Mas, nada disso tem mais importância, uma vez que a felicidade é fazer aquilo que se gosta. Estou feliz por ser ninguém, por não ter que comandar e decidir a vida de outros… Todavia, se, no futuro, se manifestar à obrigação de fazê-los, continuarei feliz; pois saberei que não veio de minha vontade e procura, mas da vontade do Altíssimo.
Gostaria de ter a oportunidade de pedir desculpas ao Rei; porque ele caiu, enquanto que os problemas sociais aumentaram. Precisei de três séculos e de duas guerras mundiais para compreender tudo isso. Aos leitores extemporâneos, só espero a compreensão das idéias e do espírito; porque, aos olhos materialistas, tudo que aqui narrei não passará dum ato de loucura que a ciência refutará sem perdão. Mas, não foi num momento de loucura que escrevi tal bula; e sim, num momento contínuo da consciência do meu dever de cidadão material e espiritual.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Comentários Solitários sobre o sonho.

Rio Bonito, 01 janeiro de 2001.

De verdade em verdade, existe uma força que faz os homens trabalharem em prol da sociedade, não porque eles desejam; mas, porque necessitam. Todavia, há um contrato abstrato que une um por um. O mesmo fenômeno se repete em todos os tipos de relacionamentos sociais. É a fé no contrato que torna tudo possível, Uma pessoa confiando sua segurança a outrem e a sociedade assegurando a individualidade de cada um, numa relação de troca e benefício. Poderíamos dizer que tudo isso seria um sonho, se não fosse verdade.
A consciência coletiva é superior à soma de todos os indivíduos que compõem a sociedade, porque todas as pessoas sonham e o sonho é superior a própria consciência humana. É por isso que nós inventamos coisas incríveis todos os dias no intuito de quebrarmos a rotina e de realiza-los. Todavia, há um elemento primordial para que os mesmos e o resto da realidade funcionem: – O amor, filho da prudência com a pobreza, patrono do heroísmo e da rebeldia, idealizador da disciplina e da devoção.
O Amor… Talvez não haja adjetivos ou vocábulos para defini-lo… Eros… Filos… Ágape… Decerto, essa palavra não possui um conceito claro ou coerente nas classificações gramaticais de nossa norma culta ou nas exatidões determinantes das ciências naturais. Sua medida e valor são de caráter incomensurável. A unidade mais precisa para medi-lo seria o carinho e a saudade. O resto se resume em meras palavras rebuscadas e bem colocadas, sob o ápice da irresponsabilidade, apelidadas de inspiração, arte ou fanatismo.
O amor só se manifesta quando ganhamos tudo ou quando não temos mais nada a perder. Quando estamos todos reunidos ou quando a solidão é a única companheira que nos consola. Quando defendemos cegamente os afetuosos ou quando somos justos para manter o juízo. O amor só se manifesta quando estamos insanos ao meio de tanta normalidade. O amor só se manifesta quando queremos o certo, mesmo estando o resto do mundo errado. Quando perdoamos no momento em que deveríamos odiar. Quando inspiramos, ao invés de tão somente desejarmos. Isso acontece, porque estamos fortes quando parecemos fracos, ou fracos quando não temos mais nada a temer. Isso acontece, porque o amor é sábio assim como sua origem divina.
O amor é feliz quando se está feliz,. e triste quando se está triste. É a canção universal sem notas e melodia, ou a escrita indecifrável do analfabeto. Ele é o irracional para os homens e o racional para o concreto. A diferença entre a verdade e a mentira.
Eu nunca amei ou fui amado. Mas, é de tal forma que idealizo o amor: “Como a arte de compartilhar com outrem, tendo alguém para cuidar e ser cuidado, e, no final, não ver o mundo perder o sentido, como vi acontecer, um dia, a um descrente desencantado com a luz da lua.”

Nadelson Costa Nogueira Junior