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Mandiocão pede desculpas aos riobonitenses pelos erros da Solange

O vídeo do prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), que foi exibido nas redes sociais nesta segunda-feira, 16/01/2017, deixou a situação do Município de Rio Bonito bem clara para a opinião pública, mesmo sem mencionar o tamanho da dívida herdada da gestão anterior ou estabelecer uma data qualquer para o pagamento dos servidores públicos municipais, incluindo a parcela integral do 13º salário.

Estou acostumado com o Mandiocão que entra na briga para ganhar e que não desiste das lutas. Todavia, não gostei de vê-lo apresentando as prioridades da ex-prefeita em inverter as obrigações, deixando de pagar os servidores públicos para atender alguns fornecedores, com exclusividade, pedindo-lhes desculpas por uma sucessão de erros, que foram cometidos por sua antecessora, que sabotou a administração pública, o comércio e a maior parte das famílias riobonitenses.

Mandiocão foi nobre quando se desculpou, porque ele é o prefeito, enquanto que sua obrigação, mesmo não sendo o responsável direto pela origem do problema, é solucionar a crise e colocar a casa em ordem, pelo menos, na esfera financeira. Mas esse é o momento que o governante, que está no seu quarto mandato, deve se sentar com seu staff para fazer o levantamento das estruturas e o estudo de impacto para revitalizar as escolas, as unidades de saúde e os setores públicos, para que o patrimônio público não vire ruína, ficando na mesma condição da frota veicular sucateada. Não poderia deixar de mencionar a valorização do servidor público municipal, que deve ir além da subjetividade alheia.

Precisamos sair do ciclo vicioso das acusações e da mesquinharia, vislumbrando que o amanhã seja melhor que o hoje para nossos filhos e netos.

Precisamos sair do modelo ultrapassado, que constrói novas unidades e edifícios, abandonado os antigos às ruínas, mesmo sabendo que serão utilizados pelas comunidades, porque não existe outra opção ou outro caminho, principalmente para aqueles que moram no interior.

É no momento da crise que surgem as oportunidades para aprendermos e crescermos como sociedade e seres humanos. Por isso, diante da crise financeira que assola nosso Estado e nosso Município de Rio Bonito, penso que o slogan do governo deveria ser alterado do “Reconstruindo Rio Bonito” para “Reformando Rio Bonito”. A reconstrução afasta a culpa ativa ou passiva do problema. A reforma assume toda a responsabilidade e transforma o contexto, mesmo que o primeiro passo seja só na mentalidade e no comprometimento.

Por fim, o Mandiocão não pode perder sua fé, postura e força diante dos riobonitenses, porque o destino dos 57.000 habitantes, que vivem e investiram suas vidas nesta cidade, está em suas mãos, independentemente de terem votado ou não no prefeito, porque a democracia inclui, enquanto que os grupos políticos separam.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Câmara Municipal rio-bonitense aprova a transformação do transporte universitário em lei

No dia 15/12/2016, a Câmara Municipal de Rio Bonito foi o cenário da votação épica e necessária para os rio-bonitenses, cuja autoria do projeto é do vereador Marquinho Luanda (PMDB), que fez toda a articulação dentro do Poder Legislativo Municipal para aprová-la e encerrar seu mandato com a chave de ouro, demonstrando que o político se vê como uma liderança política, além de apontar novos horizontes em suas aspirações. Assim, a mensagem mais esperada dos últimos vinte anos foi enviada pela prefeita, Solange Pereira de Almeida, transformando o transporte universitário em lei, para atender os universitários e os profissionais que estudam e estudarão fora dos domínios da nossa cidade, legitimando a política pública para juventude e a sociedade rio-bonitense.

Os universitários estão lutando há anos para materializar o sonho da conversão do transporte universitário numa política pública, por força da Lei, cuja sua eficácia só seria possível, se o prefeito desse o primeiro passo, uma vez que a Câmara Municipal não pode criar Leis ou mecanismo jurídicos que gerem despesas ao erário público. Logo, foi uma surpresa para todos o envio da mensagem e aprovação do projeto, tendo em vista que a prefeita, Solange Pereira de Almeida, tinha anunciado o fim do transporte universitário no dia 09/12/2016. Todavia, é importante analisarmos os bastidores da política e da economia municipal para compreendermos a situação como um todo.

Embora as contas públicas do exercício de 2015 tenham sido aprovadas pela Câmara Municipal de Rio Bonito, o governo gastou mais do que recebeu, ficando com o déficit de –R$23 milhões. Logo, considerando o fato de que 2016 foi ano eleitoral, enquanto que o governo não fez cortes na folha de pagamento, que está na casa dos R$7,3 milhões mensalmente, a lógica indica que, no mínimo, a atual gestão transferirá o déficit para a próxima, enquanto que os analistas já esperam a redução de aproximadamente R$40 milhões no orçamento estimado de 2017 por parte do Estado e da União, o que deixará o próximo governante com um terço do orçamento comprometido.  Logo, por mais nobre que seja a transformação do transporte universitário numa política pública legitimada por lei, o fato é que a prefeita poderia ter materializado o ato no início do seu mandato, mas deixou para os últimos dias do seu governo, vislumbrando sabotar a futura gestão perante à opinião pública. Assim, o egoísmo do governante acabou ajudando o estudante rio-bonitense, que poderá entrar em conflito com as decisões mais prioritárias à coletividade em 2017, tais como a educação, a saúde e o custeio da folha de pagamento dos servidores públicos municipais.

Por fim, na condição do pai, do cidadão e do contribuinte, estou muito feliz pela transformação do transporte universitário numa política pública legitimada. Todavia, por outro lado, também estou muito preocupado com a educação, a saúde e o fluxo de caixa do nosso município, que terá que cortar na carne, afetando diretamente a qualidade dos serviços públicos prestados e na valorização dos servidores públicos, cujos salários estão defasados. Logo, quando a demanda é maior que a oferta, a alegria de um é a desgraça do outro, literalmente, quando o assunto é a gestão pública, sem a transição necessária e transparência das informações.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Brasil é uma nação bipolar

O Brasil está passando pela bipolaridade do verde amarelo e do vermelho, da direita e da esquerda, do analfabeto e do intelectualizado, da mortadela e do queijo prato, de uma nova eleição e do impeachment.

Não importa quem está com a razão ou do lado certo, porque todos são repetidores das ideias, que foram construídas nos gabinetes dos marqueteiros, cujas campanhas são pagas com o dinheiro do povo, de um jeito ou de outro.

No final, não importará o vencedor dos clubes da torcida, porque a democracia foi sequestrada pelos partidos políticos, enquanto que suas ideias foram vendidas num posto de gasolina, numa saca de soja ou numa peça de carne bovina.

Hoje, estamos lutando contra os caras pintadas da década de noventa, que forjarão novos eventos históricos, objetivando a criação dos novos líderes políticos, através da imagem dos seus filhos. Daqui vinte anos, não importará o nome que os historiadores darão à bagunça que está acontecendo no presente, porque teremos que expulsá-los do poder, da mesma forma que fizemos com seus pais.

Por fim, digo isso, não porque sou vidente ou tenho bola de cristal, mas, por um único motivo: – O Brasileiro tem memória. Mesmo assim, votaremos no primeiro mentiroso bem vestido que aparecer, tendo em vista que a mentira é doce e comove o eleitor na sua última gota de esperança. Enquanto isso, o país é comprado pela China. Todavia, sua juventude quer aprender a falar inglês. As cores do verde e amarelo não possuem sentido patriótico para a nação, que sabotou a educação pública, objetivando manter as coisas e os fatos nos mesmos lugares, seguindo a ordem fixada pelo sistema, que consome a sociedade e a si mesmo.

Precisamos compreender que o Brasil é bipolar no poder e no dinheiro, porque a política é um negócio que precisa dar lucro, sem planejamento ou trabalho.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Brasil. Codinome: SABOTAGEM

Se considerarmos os discursos dos estadistas e dos políticos brasileiros com suas respectivas ações, concluiremos que a política brasileira é o conjunto das mentiras desde Marechal Deodoro até os dias atuais. Entretanto, essa tradição não se criou na República. Ela nasceu no Império Brasileiro, sendo marcada pelo momento em que Dom Pedro II sabotou o Visconde de Mauá, com sua visão empreendedora de tornar o Brasil produtivo e industrial.

Tudo que está acontecendo no Brasil não é e nunca foi obra do acaso. Desde o início, nossos líderes e governantes trabalharam duro para construir e manter as desigualdades sociais. Na cabeça deles, as coisas estão no seu devido lugar.

Não tenho dúvida de que a nação brasileira está retificando os pecados das gerações anteriores, tanto com as tribos indígenas assassinadas, quanto os escravos que foram explorados e negociados ao longo dos séculos, incluindo a Guerra do Paraguai. Entretanto, esse tipo de carma de nação só poderá ser compensado de duas formas, que são extremas: – O exercício da justiça social ou a guerra. Não precisa ser especialista para concluir que as tentativas do bem-estar social estão se perdendo por entre as reuniões, com seus cafezinhos, e a corrupção sistêmica. Logo, acho que o Brasil passará por uma guerra civil declarada, quando lhe cairá a ficha. Mas, será tarde para toda geração.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior