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A Criminalidade bateu à porta das famílias tradicionais rio-bonitenses, exigindo medidas preventivas

download-3Como escritor, eu evito escrever sobre a criminalidade no município de Rio Bonito, tendo em vista que esse tipo de tema vende facilmente, por retratar o medo e o terror urbano, alertando a sociedade e a marginalidade estrangeira, como se fosse o sinal do Batman, chamando o coringa. Todavia, as circunstâncias me obrigaram a quebrar o código, vislumbrando alertar os rio-bonitenses sobre o problema, incluindo suas causas e efeitos.

Ontem à noite, sábado, 10/12/2016, por volta das 21:00 horas, uma adolescente foi abordada por dois marginais, que estavam armados e de moto, na Rua Dr. João Batista, conhecida como a Rua do Antigo Laboratório Kramer, que possui acesso direto à BR-101,  no sentido ao Rio de Janeiro. Os meliantes levaram o celular da menina e, automaticamente, deixaram o trauma na vítima, na família e em todo quadrante, tendo em vista que a área é considerada calma, enquanto que parte das famílias tradicionais de Rio Bonito reside por lá, há gerações.

Conforme as informações prestadas até o momento, a família foi à 119ª DP de Rio Bonito, registrando a ocorrência do crime, enquanto que o sistema de localização do celular roubado está indicando que o aparelho se encontra no bairro da varginha, localizado em Silva Jardim.

O problema ético e moral do noticiário criminal é que, quando o jornalista divulga o fato, acaba fazendo a propaganda do terror e do medo dentro da sociedade, o que ganha muita força em Rio Bonito, que é conhecida por ser uma cidade pacata e hospedeira aos seus visitantes. Assim, a divulgação da criminalidade, por menor que seja, atrapalha a dinâmica econômica e financeira da região, saindo do campo da individualidade e penetrando no campo da coletividade.

Os rio-bonitenses precisam se sentar para refletir como chegamos aqui, tendo em vista que a criminalidade é o resultado da diversidade das variáveis intervenientes, que vão desde a evasão na educação até a falta de capacitação profissional e a ausência na inclusão da maior parte da população no mercado de trabalho, causando o desequilíbrio na segurança pública, provocando a construção das fortalezas privadas, dos guetos nas periferias e dos feudos nas cidades do interior. O problema é que a rua é pública, enquanto que todos possuem o direito de ir e vir, independentemente de serem marginais ou trabalhadores. Logo, é imperativo para o próximo prefeito, José Luiz Alves Antunes, popularmente conhecido como Mandiocão, intensificar e investir no monitoramento remoto, objetivando reprimir, preventivamente, a criminalidade na nossa cidade, que está abandonada por parte da Administração Pública na saúde, na educação, no desenvolvimento urbano e na promoção social. O mecanismo do monitoramento ajudaria e muito o policiamento da cidade, principalmente no furto dos carros e dos celulares.

No mais, acho que é importante ressaltarmos o fato de que a criminalidade explodiu nos municípios vizinhos, mas que a cidade de Rio Bonito está abaixo do padrão estatístico na última década, salvo os crimes da violência doméstica, que foram computados recentemente.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O caminhão é meu, mas prefiro incomodar a vizinhança, estacionando longe da minha casa

Observem a vegetação debaixo do caminhão

Observem a vegetação debaixo do caminhão

Já faz alguns anos que a paisagem da Praça Cruzeito vem se alterando, continuamente. Devido à supervalorização imobiliária, a única alternativa para quem já tinha imóvel no bairro foi permitir que as gerações seguintes construíssem várias casas no mesmo terreno. Essa solução de sobrevivência econômica provocou mudanças no trânsito e no estacionamento ao longo da ruas dentro da Praça Cruzeiro.

Meus pais residem na Rua Teixeira de Souza, nº231, na Praça Cruzeiro, que é justamente a rua onde se localizam o PSF, a Primeira Igreja Batista e a Padaria do Carlinhos. O fluxo dos carros é grande na Rua Teixeira de Souza, principalmente de Quinta-Feira a Domingo, por causa do expediente da Igreja Batista. Todavia, não são os carros que são o motivo da reclamação por parte da vizinhança, mas o caminhão que fica parado em frente ao nº 231, que atrapalha o trânsito tanto para os moradores, quanto para comércio local. O detalhe é que o caminhão também gera área de sombra na calçada à noite, dando oportunidade para que as pessoas estranhas se escondam, colocando todos em risco.

Hoje, por exemplo, outro caminhão precisou se deslocar pela Teixeira de Souza e teve problema no trajeto, por causa do veículo em questão. No último sábado, 03/07/2015, às 07:20 horas, as duas unidades do SAMU, que estavam atendendo as emergência na Rua Teixeira de Souza, 231, tiveram dificuldade no estacionamento e na logística do transporte do paciente, que era o meu pai, por causa do mesmo caminhão.

Por tal motivo, venho através deste artigo atentar para o fato de que os caminhoneiros precisam ter consciência do local onde estacionam seus caminhões, porque eles podem provocar problemas no trânsito, na segurança e na vida privada de terceiros. Quanto ao caminhão que está parado há dias em frente ao número 231, na Rua Teixeira de Souza, já estou aproveitando o canal e solicitando às autoridades do trânsito municipal para visitarem o local, visando aplicar os procedimentos de praxe, antes que alguém morra no exercício do trabalho do resgate, algum veícuo seja danificado, ou aconeteça o aumento da criminalidade em função do mesmo veículo.

Por fim, este texto surgiu em função da falta do bom senso e da solidariedade do proprietário do caminhão, que poderia estacioná-lo em frente da sua residência, limitando tais problemas para si. Mas, parece que a opção dele foi deixar sua residência sem qualquer pertubação, transferindo os transtornos à vizinhança.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Falando de Segurança Pública

Rio Bonito está dentro dos padrões estatísticos da tipologia hierárquica dos crimes, salvo, àqueles, que estão ligados diretamente aos casos da violência doméstica, focalizando a violência praticada contra a mulher, os idosos e as crianças. Nesse caso, estamos falando duma tipicidade de crime que acontece dentro de casa, no convívio da própria família. Como os juizados da violência doméstica ainda são relativamente novos,  é comum o desequilíbrio nos registros e nos indicadores de desenvolvimento humano, que tenderão diminuir com transcorrer do tempo e a aplicação da própria Lei.

A polícia militar do Município de Rio Bonito sempre foi muito ativa e presente na sociedade, incluindo o BPRV em Boa Esperança, que é um dos recordistas em prisões e apreensões de entorpecentes no nosso Estado. Para falar a verdade, eu considero o trabalho da polícia civil e militar um ato de heroísmo, tendo em vista as ausências de estruturas e investimentos, sem falar nos salários baixos. O número dos réus presos nas varas criminais já fala por si só, que temos uma polícia em plena atividade, mas, por motivos das leis físicas e da matéria, não poderá estar em todos os lugares e atender todos os chamados ao mesmo tempo.

Há tempos, eu estava indo ao Ministério Público, quando o órgão se encontrava localizado no centro da cidade, e me deparei com uma cena de participação social incrível: – Um ladrão tentou roubar uma loja na rua da conceição, usando uma pequena faca. Um cidadão, de estatura alta  e forte, saiu da sua zona de acomodação, interviu na tentativa de roubo, desarmou o criminoso e o mobilizou, até a vinda da polícia. Esse tipo de iniciativa não é coberta pela imprensa local, porque não vende. Mas, o fato é que os riobonitenses são conhecidos por sua capacidade de adaptação e respostas aos delitos. A fama surgiu, quando tentaram roubar um banco na cidade, se não me engano na década de 50 ou 60, enquanto que a sociedade se juntou com foices e enxadas, resolvendo o problema sumariamente. Essa fama ainda está em Rio Bonito. O cidadão que interveio na tentativa de roubo é o exemplo total desta solidariedade e energia local.

Comparando a estatística e as prisões na nossa cidade com outras localidades, o prazo de resposta está rápido e eficiente por parte da polícia. Todavia, a segurança pública poderia ficar mais ampla é ágil, se o Município de Rio Bonito, através da recém-criada secretaria de segurança pública fizesse sua parte, legalizando, investindo e equipando sua guarda municipal, bem como, estendendo o investimento no monitoramento remoto, que inibe as práticas criminais de um lado, além de materializar contexto probatório do outro. A verdade é que, se isolarmos a polícia civil e militar, que são instituições estratégicas e operacionais do Estado, a Secretaria de Segurança Pública se limita em fazer reuniões e mediar o encontro entre a sociedade e a força de polícia, com uma atividade mínima e inexistente, se utilizando dos órgãos do Estado para fazer a fama.

As polícias militar e civil, bem como a Operação Lei Seca, têm a minha aprovação, analisando todo o contexto social, o prazo de resposta, as prisões e a presença nos pontos estratégicos da nossa cidade. No entanto, a secretaria municipal de segurança pública precisa justificar o sentido da sua existência aos riobonitenses, porque muito pouco foi realizado ou planejado com relação à pasta, incluindo o descaso estratégico com o monitoramento remoto e o investimento na guarda municipal, que são instrumentos importantíssimos no combate e na prevenção na área da segurança pública, que também foram promessas realizadas no palanque durante as eleições municipais, em 2012.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior