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Profissionais da Educação Municipal de Rio Bonito estão lutando da forma errada e há anos

Entra ano e sai ano, os problemas são os mesmos no ensino público brasileiro, mantendo-se o caos como padrão até chegar aos Municípios. Entra governo e sai governo, os problemas aumentam juntos com os tributos, mas as soluções são ausentes ou poucas. Acaba que, ironicamente, os profissionais da educação pública municipal ficam desmotivados e são desvalorizados pelos gestores, ora pelo abandono, ora pela desvalorização profissional e pela sobrecarga profissional e emocional. Infelizmente, a sociedade ignora a questão, enquanto que a educação pública, que é gratuita, acaba ficando mais cara que a educação privada para o contribuinte, que banca toda a brincadeira na solidariedade. Assim, quando falamos do FUNDEB e do seu descumprimento legal por parte dos municípios, almejamos a justiça social e a valorização do profissional, do educador e da própria escola, sem o marketing da filantropia dentro do Estado, travestida com os interesses dos patrocinadores, que ganharão seus investimentos no momento oportuno. Todavia, quando o FUNDEB será utilizado da forma correta? Quando as escolas serão autônomas, atendendo suas respectivas comunidades? – Precisamos questionar e buscar alternativas para o problema salarial dos profissionais da educação. A única questão é que não deveríamos questionar ou buscar, porque a Lei já define todo o mecanismo.  Logo, era para os prefeitos cumprirem a Lei e os vereadores fiscalizarem os investimentos realizados na educação.
O problema é que o SEPE  focaliza a manobra militante. Assim, mesmo trabalhando brilhantemente, os pedidos e a metodologia são utilizados de forma errada, porque os profissionais da educação se preocupam com todos, quando deveriam lutar de forma egoísta por sua própria categoria.
Pessoalmente, eu acho que o SEPE e os profissionais da educação na rede de ensino público municipal de Rio Bonito estão seguindo o caminho errado nesse momento, tendo em vista que a correção dos salários e a implantação do plano de cargos e salários teriam que se estender à totalidade dos servidores, quando eles deveriam exigir a utilização do FUNDEB na sua essência, trazendo o pedido à luz da justiça pública, na Jurisdição Federal, tendo em vista a origem da verba. Dessa forma, os salários seriam corrigidos, as escolas estariam todas conservadas, enquanto que os alunos receberiam a educação de qualidade.
Acho muito legal o trabalho de recuperação desenvolvido pela Prefeitura nas Escolas. Todavia, era para as escolas gerirem seu próprio fundo e o Município de Rio Bonito proceder o pagamento dos professores e profissionais da educação dentro do piso nacional, uma vez que a verba específica vem todos os meses.
Por fim, não dá para a educação ser solidária, quando seu mecanismo de financiamento é totalmente distinto do restante da máquina pública. E o mesmo se aplica aos profissionais da saúde, em relação ao SUS (Sistema Único de Saúde). Se eu consigo ver com tanta clareza a situação, me pergunto os motivos que levaram à Educação Pública Rio-bonitense à cegueira por décadas.
Por Nadelson Costa Nogueira Junior
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Não é o momento para a Educação fazer greve em Rio Bonito, diante da crise e do desemprego

16939325_2227740087450411_6903258934469187052_nDe um lado, o governo municipal coloca o carro de som na rua para informar aos cidadãos rio-bonitenses que as aulas voltarão no dia 06/03/2017 na rede pública municipal de ensino. Do outro, o SEPE e os profissionais da educação informam que a greve começará no mesmo dia, sem previsão para o retorno.

A Ensino Público Rio-bonitense está sofrendo nos últimos 24 anos, com o FUNDEB (Antigo FUNDEF), sendo utilizado de forma errônea pelos prefeitos e secretários de educação, investindo sabe-se lá onde, tendo em vista que os profissionais da educação nunca receberam o teto estabelecido por Lei, enquanto que as escolas foram sucateadas com o tempo. A situação fica mais latente com as 47 escolas públicas municipais para gerir, num período assombrado pela crise financeira nacional, estadual e municipal.

A luta dos profissionais da educação é legítima e necessária. Todavia, analisando o ambiente político e econômico, os grevistas precisam questionar se esse é o momento, tendo em vista os R$55 milhões das dívidas herdadas do governo anterior, que se transforam em R$71 milhões com os parcelamentos das obrigações realizadas pela ex-prefeita nos últimos dias do mês de dezembro de 2016.

Na rixa política entre a Câmara Municipal e o prefeito Mandiocão, existem forças ocultas que estão se aproveitando da situação para patrocinarem suas manobras pessoais, vislumbrando colocar o governo contra a parede, que terminaria, no máximo, na concessão de mais cargos comissionados nas direções das escolas aos vereadores, e nada mais. Mas, as forças ocultas estão trabalhando, também, a partir da ALERJ, porque 2018 será ano eleitoral, com direito aos candidatos da situação e da oposição.

Defendo o movimento de grave e reconheço sua legitimidade. Todavia, se os profissionais da educação não iniciarem as aulas no dia 06/03/2017, eles poderão ficar quanto tempo quiserem, porque não há como se negociar em período de crise. Para piorar, existem famílias que precisam da escola mais do que nunca, porque a renda está comprometida, enquanto que a merenda escolar garante uma refeição diária ao estudante. Logo, o pouco apoio popular, que resta ao movimento de greve, se apagará nos primeiros dias, porque essa greve veio no momento errado e no governo errado. Era para ela ter ocorrido em 2014, sob a gestão da Solange Pereira de Almeida, após a compensação da dívida herdada no valor de R$21 milhões, quando a crise era somente moral e ética. No final, o maior perdedor será o aluno, que precisa cumprir o calendário escolar e aplicar a defesa alimentar, que transforma a merenda escolar numa estratégia social, que é valorizada diante do fantasma do desemprego.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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POR QUE ESTAMOS EM GREVE? (Educação Pública Rio-bonitense)

16939325_2227740087450411_6903258934469187052_n“》Pelo cumprimento da lei que define o piso salarial nacional para professores com formação no ensino médio, modalidade NORMAL. Atualmente o valor desse piso é de R$2298,80 para jornada de trabalho semanal de 40 horas. A mesma lei define que jornadas semanais menores devem ser remuneradas de forma proporcional. Logo, o salário para professores do primeiro segmento com carga horária de 25 horas semanais DEVERÁ SER de R$1436,75. Rio Bonito NÃO CUMPRE essa lei.

》A mesma lei define ainda que se o município COMPROVAR que seu orçamento para a educação não é suficiente para cumprir com o piso nacional, o mesmo deve encaminhar ao MEC uma solicitação de auxílio financeiro devidamente fundamentada e acompanhada de planilha de gastos. PORTANTO, não há qualquer explicação plausível para o não pagamento do piso nacional aos professores.

》A legislação brasileira determina que o limite MÁXIMO da carga horária destinada ao trabalho em sala de aula é de 2/3, sendo o 1/3 restante direcionado ao trabalho de planejamento. Rio Bonito NÃO CUMPRE essa lei.

》Pelo fim da complementação salarial. Essa medida adotada pela prefeitura é um ataque aos direitos trabalhistas. Todo trabalhador deve receber um salário digno e compatível com a função desempenhada. Hoje, a prefeitura de Rio Bonito paga MENOS que um salário mínimo a muitos de seus servidores .

》Pela valorização profissional e salário digno e compatível com a formação dos professores. Atualmente, Rio Bonito tem o PIOR salário da região e um dos piores do Estado do Rio de Janeiro.

》 Plano de Cargos e Salários. O governo federal determinou que todos os municípios elaborassem e pusessem em prática seus planos de cargos e salários. Queremos uma posição CONCRETA da Prefeitura com relação a isso.

》Pelo fim do autoritarismo e utilização de cargos como moeda de troca. Pelo fim de medidas escusas e obscuras baseadas em favorecimento pessoal. Gestão democrática é condição sine qua non para que a escola alcance de fato seus objetivos legais.ELEIÇÕES para direção das escolas. Esperamos uma posição CONCRETA da prefeitura com relação a isso.

》Pelo pagamento IMEDIATO do 13 salário dos profissionais da Educação!

》Pela transparência e abertura das contas da Educação. Onde e como está sendo investida a verba da Educação?

》Pelo cumprimento da lei MUNICIPAL que determina o pagamento de salário dos servidores até o QUINTO DIA ÚTIL do mês.

》Pela dignidade de nossos alunos. Infraestrutura, material e merenda de qualidade!

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! JUNTOS VAMOS MAIS LONGE!

A GREVE É UM DIREITO CONSTITUCIONAL DE TODO TRABALHADOR!

CARO COLEGA PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO, REFLITA SOBRE TUDO QUE ESTÁ EM JOGO.”

 

Por Lívia Cerino

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PMRB terá que pagar os salários atrasados e o 13º dos servidores da educação, por força da liminar

No dia 18/11/2016, o SEPE (SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO – Regional Rio Bonito e Silva Jardim) ingressou com a Ação Civil Pública, com pedido liminar de cumprimento da data base e do sistema remuneratório do servidor público em face do Município de Rio Bonito, que foi distribuída sob o nº0006637-62.2016.8.19.0046. O pedido central da ação é que a justiça determine que o réu cumpra a data base para o pagamento dos salários dos servidores municipais da rede pública de educação, bem como dos salários atrasados e do 13º salário.

A PMRB (Prefeitura Municipal de Rio Bonito) decretou o “estado de calamidade financeira, por meio do Decreto nº004/2017, que foi publicado na edição nº 505 da Gazeta de Rio Bonito. Dessa forma, o atual governo assume oficialmente sua incapacidade financeira para manter o fluxo de caixa positivo.

No dia 17/01/2017, o pedido liminar do autor foi deferido da seguinte forma: DEFIRO A LIMINAR REQUERIDA, devendo o Município depositar os valores relativos aos salários vencidos, e ainda não pagos, além do décimo terceiro salário dos servidores da rede pública de educação, no prazo de 48h, acrescidos de juros legais e correção monetária, sob pena de arresto de verbas públicas para pagamento débito. Por outro lado, os salários vincendos, ainda que exista disposição legal a tal respeito, deverão ser pagos até o dia 20 de cada mês, para melhor organização do ente municipal, considerando-se ainda a flagrante insuficiência de recursos.”  Dessa forma, o Município de Rio Bonito será obrigado a proceder o pagamento nos moldes determinados.

Conforme as informações, o Município de Rio Bonito já possui o crédito de R$4 milhões nos cofres, com finalidade exclusiva, que não podem ser utilizados para outros fins, tais como a folha de pagamento do pessoal. Todavia, se a justiça pública fizer o arresto das verbas, o prefeito Mandiocão poderá pagar os atrasados, sem correr o risco de responder processo por improbidade administrativa ou crime de responsabilidade. Assim, o atual governo resolveria um problema, sob a determinação judicial, mas ficaria com outro, tendo em vista que as contas seguem a lógica contábil, enquanto que os valores deverão ser repostos futuramente, ou o serviço que seria financiado, ficará paralisado.

Agora, o cidadão riobonitense compreenderá os motivos do não pagamento dos salários e do 13º salário por parte da gestão anterior, transferindo a obrigação ao atual prefeito, que recebeu os cofres vazios, enquanto que, caso procedesse o pagamento com a receita disponível, configuraria crime de responsabilidade e improbidade administrativa, que alimentaria a oposição dentro da Câmara Municipal, que está aguardando a ocorrência de algum motivo plausível para tentar isolar o Mandiocão no poder.

Por fim, vamos aguardar as cenas do próximo capítulo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O SEPE informa mais uma vitória para os professores

12562508_1041754595845226_1343434835_o“Mais uma vitória!

O Magistério Público da Educação Básica, tem direito de receber o Piso Salarial Profissional Nacional, Lei 11.738, que foi sancionada em 16 de julho de 2008 e isso não é novidade para ninguém, sabemos que não há necessidade do Estado ou município criar uma nova Lei para fazer cumprir uma Lei Federal.

Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a constitucionalidade desta Lei e determinou que a norma tinha eficácia plena a partir do dia 27 de abril de 2011. Assim, todos os entes federados passaram a ter a obrigação de cumprir a Lei.

Com este breve histórico podemos constatar que os Profissionais de Educação do Município de Rio Bonito se encontram em situação injusta a anos, e vêm travando uma verdadeira queda de braço com o Executivo para ver cumprida a Lei Federal, neste e de outros mandatos.

Cabe ressaltar que no ano de 2015, após um longo período de busca pelos direitos constituídos em Lei Federal, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de Rio Bonito, junto com a categoria, conseguiu que o Executivo encaminhasse o Projeto de Lei Municipal 2069/2015, que disciplina o Piso Nacional do Magistério. Contudo, como o projeto possuía artigos mal redigidos que prejudicariam a categoria, não foi aceito por completo pelo Sindicato e pelo Poder Legislativo. O projeto de lei alterado foi vetado pela prefeita, contudo, fora do prazo, o que implicou na sua sanção tácita, sendo a lei publicada em seguida. Inconformada, ajuizou uma Representação de Inconstitucionalidade no Órgão Especial do Tribunal de Justiça – RJ.

12443507_1041754589178560_790267520_oPortanto, pode-se verificar que toda a negociação e a própria proposição da lei não passou de uma cortina de fumaça para retardar o cumprimento da Lei Federal 11.738, vez que ela, por si, já bastaria para que os Profissionais de Educação de Rio Bonito recebessem o Piso Nacional. Isso é claro e notório desde o início deste processo, conforme informado a categoria.

A Diretoria do SEPE informa que no dia 08/01/2016, a
Representação de Inconstitucionalidade proposta pela Prefeitura de Rio Bonito foi indeferida, por ilegitimidade do polo ativo. Assim, determinou-se que o mesmo seja extinto e arquivado. Mesmo sendo esta, uma vitória parcial, vez que ainda cabe recurso, já é uma importante conquista que dá maior fôlego para a ação que pede o pagamento imediato do Piso Nacional, bem como dos valores retroativos.

Sabemos que ainda não alcançamos a VITÓRIA definitiva, mas estamos caminhando para a mesma! Podemos nos alegrar!

Contamos com a UNIÃO de toda a categoria neste ano de 2016. UNIDOS SOMOS MAIS FORTES!”

 

Diretoria do SEPE.

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O medo

1c8d054d39ab4399ac3d4315fa0f642b“Escuto muito as pessoas dizendo ter medo de falar, eu sou uma delas, mas tenho buscado superar esse “medo”.  Muitas vezes, ao nos pronunciarmos em nosso meio de trabalho,  recebemos um “assédio moral”. O que vemos e sentimos na pele quando buscamos, seguimos e tomamos posse dos nossos direitos constituídos em Lei é, um olhar estranho e diferenciado, como se fossemos ETs. Recebemos outros olhares e vozes amigas que querem o nosso bem e dizem: você irá sofrer retaliações, vão tirar seu cargo, etc. Bom, temos que ver os diversos tipos de falar:  falar mal do outro, falar calúnia, intriga, falar com o intuito de querer ajudar, corrigir… Sabemos que muitos não estão habituados e não aceitam ouvir o pensamento do outro, mesmo que o pensamento tenha vindo com o intuito de ajudar, mas essa é uma postura que temos que tentar reverter, não podemos nos calar! Esse medo que temos, faz com que os diversos tipos de lideranças utilizem-se dele,  para agir de forma mandatária e com mãos de ferro. Falando um pouco do que tenho vivido, experimentado e aprendido durante a busca por direitos constituídos em Lei para os profissionais de Educação, como: termos um salário digno, condições dignas de trabalho e de atendimento aos alunos, etc. Tivemos grandes avanços, apesar de ainda não estarmos recebendo nosso Piso Nacional e não vermos as escolas reformadas, os materiais escolares… Percebo esses avanços: • A União dos Profissionais de Educação, algo que nunca havia tido no município, muitos se levantaram para falar, com o intuito de mostrar a realidade precária que estamos vivendo, não para denegrir, caluniar, mas sim,  buscar uma melhor educação para nossos alunos e condições dignas de vida e trabalho para nós profissionais de educação. • A publicação da Lei do Salário Mínimo, a Lei do reajuste de 8,12% e a Lei do Piso Nacional. Somente a Lei do Mínimo foi realmente pago a todos o funcionalismo. O reajuste poucos receberam e a Lei do Piso a Prefeitura abriu uma ação para não nos pagar (pasmem). Deste momento de greve e busca por direitos,  muitos professores,  que aderiram, perderam seus extras ou foram remanejados. Por que? Não podemos externar o que sentimos e buscar nossos direitos. Mas, isso continuará assim, enquanto estivermos com medo e nos calar diante dessas injustiças. Ao compartilhar as mensagens do Sindicato do Profissionais de Educação de Rio Bonito (SEPE) nos diversos espaços da mídia, muitos nem curtem ou compartilham, muitos dizem que irão mas não comparecem, muitos se pronunciam verbalmente (no individual) preocupados e com medo de represálias, mas todos esquecem que esse medo alimenta os que estão no poder, fazem o que fazem conosco,  porque talvez ainda não somos a maioria unida. Escuto colegas dizerem eu não vou,  porque tenho uma permuta e posso perder, não vou porque estou numa escola que gosto e podem me tirar de lá, não vou porque não vai dar em nada… Não os julgo e nem os critico, pois sei que superar o medo realmente é muito difícil, mas vamos tentar! Se todos estiverem unidos, será que todos seriam remanejados, todos perderiam suas permutas, todos perderiam seus extras…? Pensem! Se um dia eu precisar de uma permuta ou se for convidada a participar de algum cargo, posso até aceitar, mas a única coisa que direi é: estarei indo a trabalho e não por fazer parte de um ou de outro governo, porque eu sou funcionária pública e estou para servir o público e não ao governo. Minha voz não irá se calar diante das verdades e buscarei meus direitos, mesmo estando em um cargo de confiança ou não. Amanhã poderei estar sofrendo uma represália por ter escrito esse texto, mas, se eu sofrer conto para todos vocês!”

 

Renata Siqueira Teixeira Borba

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O Embate entre profissionais de Educação e o Poder Executivo

dia-dos-professores-faceTodos acompanharam de perto o embate dos Profissionais de Educação por diretos constituídos por Lei e que a prefeitura não queria cumprir.

Ué! Tem algo errado nesse texto: TRAVOU! NÃO QUERIA!

Não podemos escrever esse texto no passado porque estamos vivendo agora mais uma luta, nada mudou para nós profissionais de educação. Não acreditam? Pois bem, também não queríamos acreditar nestas palavras que agora escrevemos, mas é a verdade.

Falando primeiro sobre o funcionalismo público em geral, a busca pelos direitos dos profissionais de Educação conquistou também para todo o funcionalismo do município de Rio Bonito o pagamento de um Salário Mínimo, porque antes todos os funcionários, inclusive os professores, recebiam menos que um salário mínimo. Além desse salário Mínimo conseguimos um reajuste de 8,12% em cima deste salário. O valor do mínimo veio realmente neste último pagamento. Daí perguntamos quem recebeu esse reajuste?

Segundo a Prefeita o reajuste já é o pagamento do Salário Mínimo, mas não é isso que está escrito na Lei.

Falando dos Professores, após toda luta por seus direitos conseguiram que a Lei 2069 de 19 de junho de 2015 fosse publicada no dia 20/06/2015. Essa lei trata do Piso Nacional para os Professores de Rio Bonito.

Agora os professores estão vivendo um novo capítulo, pasmem!!! Segundo a própria Prefeita em reunião com o SEPE no dia 24/07 não pagará o Piso Nacional aos Professores. A Prefeita alega Inconstitucionalidade na Lei que foi publicada e entrou com uma ação na Justiça, devido a questão a retirada do Art. 11 que foi suprimido pelos Vereadores. Alega que a retirada desse artigo irá falir com o IPREVIRB.

Esse tema foi amplamente discutido nas Seções da Câmara Municipal e o Poder Legislativo provou que não há inconstitucionalidade nenhuma na Lei publicada. Agora temos uma Lei aprovada e não receberemos o nosso salário enquanto a Justiça não der o seu veredito final.

Estamos nós Profissionais de Educação sofrendo pela falta de valorização e de respeito pelos serviços prestados a Educação Municipal.

Fazemos questão agora de informar a população que fizemos GREVE sim e já estamos repondo as aulas aos nossos alunos que não tem nada a ver com isso. Não temos problema nenhum em repor porque foi isso que falamos com a Justiça quando movemos a ação contra a prefeitura no momento em que o Poder Executivo nos informou que nossos salários seriam descontados devido a GREVE. A Justiça nos deu ganho de causa, devido a legalidade da Greve e devido ao fato de termos informados que iríamos fazer a reposição.

Agora vejam o que estamos passando! Isso é humilhante e vergonhoso! Negar uma aposentadoria digna ao Professor que tem seu direito ao Piso Nacional negado a anos. Deixar de pagar o Piso Nacional ao professor depois dela ter sido aprovada. A palavra é VERGONHA!

Estamos então travando mais uma luta porque a prefeita não quer pagar o Piso Nacional! Agora sim no Presente!

 

Pelos Profissionais da Educação.

 

Rita

Os professores venceram a batalha, mas a guerra continua com o governo

Numa atitude surpreendente e baseada num parecer apresentado pela vereadora, Rita de Cássia (PP), que preside a Comissão de Educação da Câmara de Vereadores; o presidente da Casa, vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis (PMDB); anunciou na sessão dessa quinta-feira (18/06), que a Lei nº 30, aprovada pelos edis em seção realizada no último dia 19 de maio, será promulgada pelo Legislativo. A Lei oferece benefícios para os profissionais de Educação, mas foi parcialmente vetada pelo poder Executivo.” Flávio Azevedo, Jornal O Tempo.

 

e784bceb2b2e48898809378c76470d2a-08072009-83848_640_maxAnalisando o impacto que a Lei nº30 terá sobre a folha de pagamento do Município de Rio Bonito, diminuindo, consideravelmente, o poder político e financeiro do governo, o que não é algo bem visto às vésperas do ano eleitoral. Possivelmente, num movimento estratégico quanto aos 150 professores, que estavam aguardando as mudanças na carreira e nos salários para se aposentarem, o IPREVIRB (Instituto da Previdência dos Servidores Municipais de Rio Bonito) questionará a legitimidade da Lei supramencionada na justiça, desfragmentando, assim, a luta do SEPE e de toda a categoria dos profissionais da educação em, no mínimo, 150 processos trabalhistas e/ou previdênciários. O fundamento da alegação será bem simples: – O servidor não contribuiu durante o tempo de serviço no valor definido na Lei. Outrossim, cabe atentar ao leitor que a previdência social basea-se no princípio da SOLIDARIEDADE, logo, por analogia à Constituição Federal Brasileira e às Leis Federais e Estaduais, os profssionais da educação teriam o direito legitimado para a aposentadoria nos termos da Lei nº 30. Mas, a argumentação não se limitará ao quesito do valor da contribuição e o tempo, sendo-lhe acrescentado o fato de que o instituto não terá dinheiro para arcar com tais despesas, sem comprometer àquelas já existentes. Em suma, a luta do SEPE e dos professores teve uma etapa vencida, e terá que se articular e muito para que as demais sejam superadas.

aposentadoriaO pior disso tudo é que o governo, oficialmente, não terá vínculo com as consequências dos atos previstos, tendo em vista que o IPREVIRB é uma autarquia, enquanto que o pano de fundo servirá como alimento político quanto à manutenção do instituto durante os governos anteriores. E é claro que a Prefeita, Solange Pereira de Almeida, terá uma amnésia quanto às responsabilidades relacionadas a gestão no período compreendido entre 1997 a 2004.

Espero estar errado. Mas, a lógica das reuniões com os diretores das escolas e a forma como as imposições foram conduzidas, demonstram tais tendências ditatoriais, quanto ao assunto. Todavia, a demanda, que será gerada pelas possíveis contendas judiciárias, trarão mais energia ao mercado de trabalho jurídico riobonitense. Logo, a tristeza de alguns é, automaticamente, a alegria de outros nas relações contratuais.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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No desespero, o governo tenta transformar a luta dos professores numa disputa política, dando tiro no próprio pé

“Nossa,  como o governo está desesperado! Estão indo nas escolas e dizendo que querem ouvir os profissionais para buscar soluções. Estão com Fake (perfis falsos) no Facebook, tentando desmoralizar as pessoas que fazem parte do SEPE. Pessoas do Governo tentando o tempo todo denegrir a imagem dos Profissionais de Educação e jogar a população contra a categoria.

Eles não entenderam que o que está em questão não é partido e que muitos Profissionais da Educação, que estão no movimento, nunca se envolveram em Política, são Solange (ou deixaram de ser diante de toda essa situação), outros eram realmente governo anterior, outros nem são deste município etc…

O pior, é que ainda pensam que a população não está vendo e entendendo tudo que está se passando. Acreditam que ainda podem enganar a sociedade civil.

Quantas visitas já foram realizadas nas escolas e nada foi resolvido?

Até quando eles vão ficar pensando que ainda acreditamos em conto de fadas?

Atenção população, continuem sendo críticos! Vamos sair dessa lama que todas as esferas políticas tentam, o tempo todo, nos colocar. Todos nós já acordamos desse sono profundo.

Basta!!!

Temos que pensar em uma sociedade mais justa, sincera e honesta.”

 

Pelos Profissionais da Educação.

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A criança já ultrapssou a marca das 20.000 visualizações, com três meses de existência

Ai1yhu2FMnnKjtPoyMe1cqc0hZzYSBAZp1eiTK14-eCQÉ com imenso prazer que venho informar aos nossos leitores, parceiros e produtores de conteúdos, que o Café Poético e Filosófico, através do domínio www.nadelson.com.br, ultrapassou a difícil meta das 20.000 visualizações. Nada disso seria possível sem vocês.

Seguindo o princípio da transparência, o projeto Café Poético e Filosófico teve sua primeira publicação lançada no dia 18/03/15, ultrapassando a difícil marca das 20.000 visualizações em 15/06/15, menos de 03 meses.

O que deixa mais Feliz nesse período, é que o projeto conquistou seu espaço e deu voz a luta dos profissionais da educação, saindo da esfera na produção dos conteúdos e do conhecimento, por si só, prestando o nobre serviço de informar a sociedade, permitindo o feedback (retorno), que os jornais não permitem, mesmo, quando as matérias são publicadas, com a permissão dos patrocinadores.

O foco é manter a credibilidade do canal de um lado, agregando a geração de novos conteúdos, desde a área da notícia até aos questionamentos poéticos e filosóficos, relacionados à existência e a diversidade humana.

Por fim, os números demonstram que o projeto é novo, mas já nasceu com maturidade, transformando as redes sociais numa opção de ferramenta, quando, antes, as mesmas eram o caminho do início ao fim da comunicação digital. Logo, essa indepedência sistêmica e financeira, não só legitima o trabalho produzido, bem como, serve de registro histórico para a posteridade, gerando uma identidade virtual íntegra e riobonitense.

No mais, eu agradeço a todos pelo resultado e pela audiência. E que os trabalhos continuem, principalmente, a geração dos conteúdos.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior