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Prefeito Mandiocão e o secretário de desenvolvimento econômico, Bruno Soares, na reunião do monitoramento remoto realizada na CDL, em 18/01/2017.

PMRB propõe a implantação do monitoramento remoto em parceria com a iniciativa privada

A apresentação do Felipe Reis, presidente do Projeto ViverBem.

A apresentação do Felipe Reis, presidente do Projeto ViverBem.

Na manhã desta quarta-feira (18/01/2017), a Prefeitura Municipal de Rio Bonito realizou, na CDL, a reunião com os empresários riobonitenses e as autoridades da segurança pública do nosso Município, objetivando apresentar a proposta do monitoramento remoto e do seu financiamento através da PPP (participação pública-privada), atendendo uma das principais prioridades da cidade desde 2011. Todavia, a implantação do monitoramento remoto foi silenciada em 2012, quando a situação não obteve êxito na sucessão, enquanto que a ex-prefeita, Solange Pereira de Almeida, prometeu investir no mesmo projeto, caso fosse eleita, deixando a promessa no papel, como a maioria das propostas do seu plano de governo.

As autoridades policiais e de defesa do Município de Rio Bonito.

As autoridades policiais e de defesa do Município de Rio Bonito.

O projeto do monitoramento remoto se baseia na experiência do município de Niterói, que implantou o sistema, através do projeto ViverBem, interagindo a dinâmica das 300 câmaras instaladas pela cidade, com a central de informação, a polícia civil, militar, rodoviária federal, a guarda municipal, os agentes do trânsito, a defesa civil, os serviços de emergência e as lideranças nas comunidades e bairros. Logo, o serviço do monitoramento proposto não se limita à instalação das câmeras pelos pontos estratégicos da cidade, contando com a cidadania e a participação da sociedade, da gestão pública municipal e as forças de defesa, compostas pela integração direta entre as polícias, a defesa civil, o corpo de bombeiros e a guarda municipal. E assim, o empresário e presidente do ViverBem, Felipe Reis, apresentou a experiência do projeto desde de sua fase embrionária até sua execução e evolução logística, atentando para o fato de que o processo é o resultado do trabalho em equipe, de forma contínua.

A apresentação conjunta dos secretários Bruno Soares e Ronen Antunes.

A apresentação conjunta dos secretários Bruno Soares e Ronen Antunes.

A pasta do desenvolvimento econômico, que está sob a gestão do empresário Bruno Guimarães Soares, ficará responsável pelo projeto e pela dinâmica da PPP, uma vez que a atual gestão priorizará tal metodologia, seguindo os exemplos aplicados na zona do sul do Rio de Janeiro, Niterói e Friburgo, cujas modelos são fortes, principalmente no desenvolvimento econômico, no turismo e na segurança pública. Todavia, o Bruno Soares está maximizando a comunicação entre o governo e a sociedade, apresentando o diferencial em conjunto com o secretário de desenvolvimento urbano e comunicação, Ronen Antunes, para prospectar parcerias para a manutenção e a conservação das áreas estratégicas da nossa cidade, valorizando o empresário e a economia local.

Se a PPP do monitoramento remoto sair do papel, ela inaugurar um novo período para a cidade, com a prática da gestão participativa, que é um modelo democrático e necessário, principalmente, quando a saúde financeira do Município de Rio Bonito está comprometida temporariamente.

Por fim, tive a oportunidade de conversar com os secretários do governo Bruno Soares e Ronen Antunes, bem como com o prefeito Mandiocão, que estão abertos para as ideias e colaborações dos cidadãos, priorizando a sociedade e a gestão pública racionalizada para reconstruir a cidade e a autoestima riobonitense.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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PMRB terá que pagar os salários atrasados e o 13º dos servidores da educação, por força da liminar

No dia 18/11/2016, o SEPE (SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO – Regional Rio Bonito e Silva Jardim) ingressou com a Ação Civil Pública, com pedido liminar de cumprimento da data base e do sistema remuneratório do servidor público em face do Município de Rio Bonito, que foi distribuída sob o nº0006637-62.2016.8.19.0046. O pedido central da ação é que a justiça determine que o réu cumpra a data base para o pagamento dos salários dos servidores municipais da rede pública de educação, bem como dos salários atrasados e do 13º salário.

A PMRB (Prefeitura Municipal de Rio Bonito) decretou o “estado de calamidade financeira, por meio do Decreto nº004/2017, que foi publicado na edição nº 505 da Gazeta de Rio Bonito. Dessa forma, o atual governo assume oficialmente sua incapacidade financeira para manter o fluxo de caixa positivo.

No dia 17/01/2017, o pedido liminar do autor foi deferido da seguinte forma: DEFIRO A LIMINAR REQUERIDA, devendo o Município depositar os valores relativos aos salários vencidos, e ainda não pagos, além do décimo terceiro salário dos servidores da rede pública de educação, no prazo de 48h, acrescidos de juros legais e correção monetária, sob pena de arresto de verbas públicas para pagamento débito. Por outro lado, os salários vincendos, ainda que exista disposição legal a tal respeito, deverão ser pagos até o dia 20 de cada mês, para melhor organização do ente municipal, considerando-se ainda a flagrante insuficiência de recursos.”  Dessa forma, o Município de Rio Bonito será obrigado a proceder o pagamento nos moldes determinados.

Conforme as informações, o Município de Rio Bonito já possui o crédito de R$4 milhões nos cofres, com finalidade exclusiva, que não podem ser utilizados para outros fins, tais como a folha de pagamento do pessoal. Todavia, se a justiça pública fizer o arresto das verbas, o prefeito Mandiocão poderá pagar os atrasados, sem correr o risco de responder processo por improbidade administrativa ou crime de responsabilidade. Assim, o atual governo resolveria um problema, sob a determinação judicial, mas ficaria com outro, tendo em vista que as contas seguem a lógica contábil, enquanto que os valores deverão ser repostos futuramente, ou o serviço que seria financiado, ficará paralisado.

Agora, o cidadão riobonitense compreenderá os motivos do não pagamento dos salários e do 13º salário por parte da gestão anterior, transferindo a obrigação ao atual prefeito, que recebeu os cofres vazios, enquanto que, caso procedesse o pagamento com a receita disponível, configuraria crime de responsabilidade e improbidade administrativa, que alimentaria a oposição dentro da Câmara Municipal, que está aguardando a ocorrência de algum motivo plausível para tentar isolar o Mandiocão no poder.

Por fim, vamos aguardar as cenas do próximo capítulo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão pede desculpas aos riobonitenses pelos erros da Solange

O vídeo do prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), que foi exibido nas redes sociais nesta segunda-feira, 16/01/2017, deixou a situação do Município de Rio Bonito bem clara para a opinião pública, mesmo sem mencionar o tamanho da dívida herdada da gestão anterior ou estabelecer uma data qualquer para o pagamento dos servidores públicos municipais, incluindo a parcela integral do 13º salário.

Estou acostumado com o Mandiocão que entra na briga para ganhar e que não desiste das lutas. Todavia, não gostei de vê-lo apresentando as prioridades da ex-prefeita em inverter as obrigações, deixando de pagar os servidores públicos para atender alguns fornecedores, com exclusividade, pedindo-lhes desculpas por uma sucessão de erros, que foram cometidos por sua antecessora, que sabotou a administração pública, o comércio e a maior parte das famílias riobonitenses.

Mandiocão foi nobre quando se desculpou, porque ele é o prefeito, enquanto que sua obrigação, mesmo não sendo o responsável direto pela origem do problema, é solucionar a crise e colocar a casa em ordem, pelo menos, na esfera financeira. Mas esse é o momento que o governante, que está no seu quarto mandato, deve se sentar com seu staff para fazer o levantamento das estruturas e o estudo de impacto para revitalizar as escolas, as unidades de saúde e os setores públicos, para que o patrimônio público não vire ruína, ficando na mesma condição da frota veicular sucateada. Não poderia deixar de mencionar a valorização do servidor público municipal, que deve ir além da subjetividade alheia.

Precisamos sair do ciclo vicioso das acusações e da mesquinharia, vislumbrando que o amanhã seja melhor que o hoje para nossos filhos e netos.

Precisamos sair do modelo ultrapassado, que constrói novas unidades e edifícios, abandonado os antigos às ruínas, mesmo sabendo que serão utilizados pelas comunidades, porque não existe outra opção ou outro caminho, principalmente para aqueles que moram no interior.

É no momento da crise que surgem as oportunidades para aprendermos e crescermos como sociedade e seres humanos. Por isso, diante da crise financeira que assola nosso Estado e nosso Município de Rio Bonito, penso que o slogan do governo deveria ser alterado do “Reconstruindo Rio Bonito” para “Reformando Rio Bonito”. A reconstrução afasta a culpa ativa ou passiva do problema. A reforma assume toda a responsabilidade e transforma o contexto, mesmo que o primeiro passo seja só na mentalidade e no comprometimento.

Por fim, o Mandiocão não pode perder sua fé, postura e força diante dos riobonitenses, porque o destino dos 57.000 habitantes, que vivem e investiram suas vidas nesta cidade, está em suas mãos, independentemente de terem votado ou não no prefeito, porque a democracia inclui, enquanto que os grupos políticos separam.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão expõe a frota sucateada da PMRB e a incapacidade gestora da ex-prefeita

b7e651e3-0411-4752-b385-4b4d2ba58586 Como escrevi nas resenhas anteriores, não espero mais nada além do previsível por parte do governo José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), salvo a expressão paralela da vice-prefeita, Rita de Cássia, que está arregaçando as mangas e trabalhando na recuperação estrutural da saúde e da educação riobonitense, articulando junto aos empresários e amigos na busca das doações e do trabalho voluntário. Em contrapartida, o grupo político do Mandiocão está respondendo da mesma forma dos mandatos anteriores, seguindo uma programação ideológica e comportamental, que começou com a exposição da frota dos veículos sucateados da PMRB e da incapacidade gestora do governo Solange Pereira de Almeida, mantendo a rixa entre os grupos políticos, trabalhando a comunicação social para desestabilizar a imagem da ex-prefeita, que poderá vir como candidata a deputado estadual em 2018 ou a prefeita em 2020, utilizando-se das liminares, que serão sustentadas nos princípios da presunção da inocência até o término do feito e do trânsito em julgado para ludibriar a Lei da Ficha Limpa.

d8c4c79a-7201-4981-a73c-271e27562948Simplesmente, os grupos políticos estão em conflito constante pelo poder, enquanto que o Mandiocão representa o bem na luta contra o mal, uma vez que está no poder e possui o aval da elite e da classe média riobonitense. A própria Solange acabou fortalecendo o atual prefeito, com suas falhas e ausências na administração pública, reafirmando o slogan da oposição durante as eleições municipais em 2012 e 2016: – Quem compara, vota.

A dívida da prefeitura ainda não foi anunciada oficialmente para sociedade, mas o desfile da frota era um evento certo para ser realizado, tornando-se folclórico na cultura local e mais importante que a transparência para os riobonitenses, principalmente após o decreto de calamidade financeira do Município.

Por Nadelson Cota Nogueira Junior

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Estima-se o rombo de R$50 milhões na PMRB, enquanto que o atual governo busca soluções com a sociedade

cofre_magroO Município de Rio Bonito não está com sua receita saudável há quase trinta anos, tendo em vista que somente 18% de sua receita é proveniente dos recursos diretos e próprios, enquanto que o restante dos 82% são oriundos dos investimentos, fundos especiais e convênios da União e do Estado do Rio de Janeiro. Logo, para o cidadão leigo compreender o fluxo caixa da prefeitura, serei bem simples e direto: – Se o Estado e a União parassem de enviar suas porções mensalmente, o Município de Rio Bonito decretaria falência em 60 dias, enquanto que seus servidores ativos ficariam sem o pagamento dos salários, incluindo as horas extras e demais benefícios. Os aposentados sofreriam no primeiro instante, uma vez que o repasse ao IPREVIRB ficaria comprometido no primeiro mês. O caos econômico e financeiro chegaria ao comércio, à indústria e ao mercado imobiliário local, uma vez que o maior empregador temporário da cidade é o governo municipal.

O que os riobonitenses não compreendem ou não desejam compreender, por causa da mentalidade dos grupos políticos, é que o Município de Rio Bonito está sendo gerenciado de forma errônea pelos prefeitos desde a década de noventa, enquanto que não houve qualquer preocupação por parte dos governantes em trabalhar as potencialidades da cidade, que estão no turismo rural, histórico e religioso; na economia verde; na produção orgânica na agropecuária; na logística nos transportes; no comércio e na produção industrial em pequena, micro e média escala. Simplesmente, eles se prenderam à Brasília e ao Palácio Guanabara, tornando-se escravos, por opção, do sistema político, que mantém as coisas no seu devido lugar dentro da ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) e do Congresso Nacional.

Para piorar, o quadro financeiro e econômico da nosso Município, que recebeu mais de R$800 milhões de 2013 a 2016, ficando com o capital de giro de R$420 milhões, abatendo-se a folha de pagamento do período, foi entregue com os cofres vazios, sem transição ou transparência, ao prefeito Mandiocão. Oficialmente, a PMRB ainda não apresentou as contas públicas à sociedade, todavia, conforme aos comentários e conversas com os amigos pela rua, estima-se que o déficit ultrapasse os –R$50 milhões, considerando os empréstimos e financiamentos das dívidas diretas, enquanto que, estranhamente, o orçamento estimado do Município para 2017, por parte da União e do Estado, ficaria no teto de R$178 milhões, mas a gestão anterior enviou o planejamento orçamentário no valor de R$240 milhões, contrariando a lógica da economia nacional e estadual. Na verdade, a única beneficiada direta com a majoração orçamentária prevista é a Câmara Municipal de Rio Bonito, que garantirá seu duodécimo elevado, enquanto que o presidente da casa legislativa se manterá no controle do Poder Legislativo por mais 02 (dois) anos, no mínimo, totalizando 06 anos consecutivos.

Nós não chegamos aqui sozinhos e não sairemos do problema social e econômico enquanto nos dividirmos. Logo, estou me colocando à disposição do atual governo municipal, que está aceitando doações e a ajuda voluntária.  Não tenho bandeiras, mas, caso as tivesse, elas estariam abaixo das questões coletivas.

Por fim, no que você pode ajudar como doador ou voluntário nesse exato momento?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão se inspira no PEZÃO e decreta o estado de calamidade financeira em Rio Bonito

A PMRB (Prefeitura Municipal de Rio Bonito) decretou o “estado de calamidade financeira, por meio do Decreto nº004/2017, que foi publicado na edição nº 505 da Gazeta de Rio Bonito. Dessa forma, o atual governo assume oficialmente sua incapacidade financeira para manter o fluxo de caixa positivo, o que se agrava ainda mais, diante do atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos e no 13º salário, que não possui calendário definido ainda para os ajustes, atentando para o fato de que o Município de Rio Bonito tinha a obrigação de proceder o pagamento integral do 13º no dia 20 de dezembro de 2016.

Desde 2014, a União já tem sinalizado aos prefeitos para racionalizarem os gastos e otimizarem os serviços. Assim, enquanto alguns municípios assumiram a postura indicada, tais como Tanguá e Silva Jardim, a ex-prefeita, Solange Pereira de Almeida, ignorou todos os avisos, mantendo a majoração da folha de pagamento dos R$4 milhões, no mandato anterior de Mandiocão, para os R$7,3 milhões, enquanto que o Município de Rio Bonito arrecadou mais de R$800 milhões ao longo do último mandato 2013/2016, cuja materialidade só poderá ser observada na malha asfáltica de baixa qualidade que foi instalada nas ruas da cidade, que os rioboninteses não conseguiram descobrir o valor real do investimento até a presente data, por falta da transparência nas contas públicas.

A verdade é que o grupo político da ex-prefeita decidiu pagar com a mesma moeda, deixando dívidas e despesas para o atual governo, enquanto que a cidade e a sociedade pagarão a conta, de uma forma ou de outra.

Causa-me estranheza o fato do prefeito Mandiocão decretar o estado de calamidade financeira, quando os números ainda não foram apresentados aos riobonitenses.  Dessa forma, por mais latente que seja o óbvio, os cidadãos não têm ideia das dívidas, do indicador de liquidez ou do fluxo de caixa do Município, o que afasta a possibilidade da mensuração dos prazos para a solução. Assim sendo, se a solução financeira ou o equilíbrio do fluxo de caixa for alcançado até maio, que é o mês do aniversário de emancipação de Rio Bonito, deixará latente de que o decreto de calamidade financeira foi prematuro e com o objetivo puramente político, para justificar a rixa entre os dois principais grupos políticos, colocando o governo como o salvador do caos, quando os ajustes ocorreriam naturalmente, mantendo-se a folha de pagamento dos servidores e dos comissionados no limite dos R$4,3 milhões ao mês.

Espero que o decreto da calamidade financeira tenha a publicidade das receitas e despesas anexadas, vislumbrando a transparência no serviço público. Caso contrário, Mandiocão ficará na mesma situação do governador Pezão, do PMDB, que decretou o estado de calamidade pública e financeira, para garantir a emergência nas licitações, alterar as regras do pagamento dos precatórios, fornecedores e servidores públicos, sem apresentar os números ao TCE-RJ e à ALERJ, atrasando o pagamento dos servidores públicos e dos aposentados, mas, mantendo as regalias do Palácio Guanabara, com seus helicópteros e jantares sofisticados, pagos com dinheiro do contribuinte.

Por fim, não seria pedir muito para que os números fossem apresentados, tendo em vista que existem as secretarias de planejamento e gestão para tais finalidades, enquanto que a controladoria tem a função do controle interno, da fiscalização e do back-up das informações analógicas do Município de Rio Bonito. Logo, é pertinente a pergunta: – Por que não apresentaram as contas, quando decretaram o estado de calamidade financeira?

 

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Fátima Mendonça garantiu a continuidade na Comunicação Social do Município de Rio Bonito

Fátima Mendonça, ex-secretária municipal de comunicação da PMRB.

Fátima Mendonça, ex-secretária municipal de comunicação da PMRB.

Na concorrência existente entre os grupos políticos, em suas entradas e saídas do governo, os arquivos dos computadores são delatados, alguns documentos desaparecem e os protocolos da transmissão do poder são passados de um prefeito para outro, através da solenidade da entrega das chaves, que a ex-prefeita não o fez em 2017, incluindo a transição. Só quem acompanha os bastidores do governo e do serviço público entenderá a complexidade de se começar um governo em Rio Bonito, com ou sem transição, porque é preciso ter muita dedicação e conhecimento de rede para juntar as peças do quebra-cabeça administrativo para reorganizar e colocar as coisas no seu devido lugar, mesmo com a existência das secretarias municipais de planejamento e gestão pública, porque a Prefeitura está na idade da pedra, quando o mundo se encontra globalizado e na era digital.

Fazer a comunicação social de uma organização pública não é uma tarefa fácil, principalmente, tratando-se da PMRB (Prefeitura Municipal de Rio Bonito), com sua diversidade nas secretarias, departamentos e setores logísticos e administrativos, enquanto que suas funções vão muito além da construção das resenhas e da assessoria de imprensa, uma vez que a secretaria de comunicação social é responsável pelas relações públicas, pelo endomarketing e marketing, o trabalho da imagem institucional perante a sociedade civil, pelo cerimonial na recepção das autoridades nos eventos públicos, sendo-lhes abertos ou fechados, e pelas pesquisas da qualidade de satisfação do cliente (cidadão), o que deveria incluir o serviço da ouvidoria.

Mas, num circuito descontrolado, onde o caos parece imperar, vislumbrando tradicionalmente sabotar os governos sucessores, a ex-secretária de comunicação, Fátima Mendonça, teve a postura ética e coerente de transferir o site do Município de Rio Bonito, com seus protocolos de acesso e as redes sociais, priorizando o Facebook, o Twitter e o Youtube. Ela seguiu os princípios da continuidade, da eficiência e da impessoalidade, que são partes dos pilares que definem a gestão pública. Ela não se apropriou da coisa pública, mesmo que fosse virtual, transferindo parte do capital do conhecimento e da informação, incluindo a complexa carteira dos contatos digitais, ao atual governo. Embora a postura da ex-secretária pareça óbvia ao leitor e ao cidadão, ela se torna latente pelo simples fato de que não houve tal reciprocidade em 2013, quando a tradição gestora da transmissão foi realizada, também, sem transição.

Por fim, o conhecimento institucional da PMRB não pode ficar retido nas mãos de um grupo político, porque seu patrimônio é dos riobonitenses e de toda a humanidade. A Fátima Mendonça compreendeu o tamanho da sua responsabilidade e se manteve fiel ao conceito filosófico e arquitetônico da secretaria de comunicação, materializado em seu planejamento estratégico. Assim, espero que o atual governo tenha a mesma postura ética, quando for transferir as chaves e os protocolos do Município, porque alguém tem que dar o primeiro passo e servir de exemplo positivo para as futuras gerações.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Rita de Cássia é o político do ano de 2016, em Rio Bonito

A vice-prefeita, Rita de Cássia, trabalhando na reforma do Ambulatório Loyola.

A vice-prefeita, Rita de Cássia, trabalhando na reforma do Ambulatório Loyola.

Independentemente de quem o eleitor tenha votado em 2016 para prefeito, é latente a diferença na postura do governo José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) e Rita de Cássia Antunes Borges Martins Gomes, tendo em vista que, há exatamente quatro anos, o governo Solange Pereira de Almeida, que foi eleito com o apoio do governador Sérgio Cabral, do então presidente da ALERJ, Paulo Melo, e uma carteira diversificada dos deputados do PMDB, liderados pelo Eduardo Cunha, ficou com a cidade paralisada por mais de seis meses, com a maioria dos secretários ostentando status nas redes sociais, através das viagens na Região dos Lagos, carros novos e jantares. O período também foi marcado pela perseguição política aos servidores públicos municipais, que eram técnicos e foram valorizados pelo governo Mandiocão nas gestões anteriores, acabando com a tecnocracia, substituindo-a por uma meritocracia subjetiva, que se vinculava exclusivamente ao nível de relacionamento afetivo ou político com a ex-prefeita e as lideranças do seu grupo político.

Com uma semana no governo municipal, Mandiocão e Rita estão sinalizando que a dupla veio para fazer a diferença em comparação ao modelo dos mandatos anteriores do prefeito e da Solange, que deixou a educação e a saúde pública em ruínas, priorizando a manutenção dos contratados e dos comissionados, abandonando a produtividade, a eficiência e o respeito ao contribuinte e ao cidadão riobonitense. A mudança na consciência do atual grupo político dominante se materializou com a postura da vice-prefeita, Rita de Cássia, que está trabalhando literalmente na reconstrução da coisa pública, fazendo a manutenção da sua imagem de forma positiva perante a opinião pública, dando lugar ao modelo do político e do gestor público idealizado pela sociedade, focalizando o trabalho, a inclusão e a participação social, a transparência,  e, principalmente, a coerência. Aliás, a Rita de Cássia está mantendo a coerência e a lucidez do período que foi secretária de educação e vereadora, cujos discursos eram eloquentes, profundos, objetivos e precisos.

É importante analisarmos que a vice-prefeita se demonstrou uma grande estrategista e articuladora política em 2016, quando trouxe o Mandiocão para o Partido Progressista, anunciando sua candidatura com o prefeito na convenção municipal, quando existia uma competição interna pelo cargo entre o Bruno Soares, atual secretário de desenvolvimento econômico, Matheus Neto, atual secretário de saúde, e Anderson Tinoco Luz, atual secretário de esportes e lazer e foi o vice-prefeito de Solange, além de ter focalizando suas forças na manutenção da legenda na eleição proporcional para vereador, articulando pela vereadora Marlene, que foi reeleita.

Por fim, considerando as dificuldades comuns de uma eleição municipal e o cenário complexo que foi desenhado em 2016, a vice-prefeita Rita de Cássia merece o prêmio do político do ano de 2016, porque ela focalizou o destino, não se distraiu com a oposição e a imprensa local, vencendo na eleição majoritária e proporcional, enfrentando todos os obstáculos internos e externos. Precisamos aguardar o transcorrer do mandato 2017/2020, todavia, minha intuição indica que o Mandiocão já tem sua sucessora legítima, que articulará para fazer o deputado estadual do grupo político nas próximas eleições em 2018, uma vez que essa é a única posição que está faltando para elevar a próxima eleição municipal à plenitude.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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Solange Pereira de Almeida já está articulando para 2018, inspirada na rixa com Mandiocão

A ex-prefeita, Solange Pereira de Almeida, reagiu na mesma medida da força que lhe foi aplicada, como a Lei Física da ação e reação, quando o assunto se trata dos grupos políticos e da política partidária no Município de Rio Bonito. Simplesmente, ela retribuiu a entrega do mandato com a mesma delicadeza que o atual prefeito, José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) lhe fez em 2013, não aplicando a transição, sem transparência nas contas públicas, deixando o déficit de –R$21 milhões, entre outras coisas.

Na teoria, conforme a Lei, era para os prefeitos entregarem as contas públicas em dia, sem dívidas além dos mandatos, incluindo o pagamento dos servidores públicos e dos contratados, incluindo os fornecedores e prestadores dos serviços. Todavia, na prática, os prefeitos transferem dívidas e empréstimos aos seus sucessores, estabelecendo a continuidade do erro e dos vícios, sabotando as gestões sucessoras. Foi assim quando a Solange saiu em 2005, deixando dívidas, empréstimos e a desordem nas contas públicas para o Mandiocão, que pagou na mesma moeda em 2013, recebendo a mesma estratégia por conta da Solange, num ciclo vicioso e irresponsável na administração, que prejudica o Município de Rio Bonito e sua respectiva sociedade, uma vez que a saúde, a educação, a cultura, o desenvolvimento urbano e econômico, e a segurança pública ficam comprometidos, deixando os governos sem fluxo de caixa para a manutenção expressiva das políticas públicas.

Ironicamente, entra governante e sai governante, as políticas públicas ficam comprometidas, pelo período de 12 a 24 meses para o Mandiocão, enquanto que a Solange demonstrou incapacidade gestora pelo mandato inteiro, compreendendo 48 meses, mesmo com a arrecadação superior aos R$800 milhões em quatro anos, cotando com o apoio da maioria da Câmara Municipal. A ex-prefeita aumentou o valor da passagem de ônibus, transformou o transporte universitário em lei e fez mudanças estruturais na saúde, nos últimos dias do seu mandato, vislumbrando sua possível candidatura ao cargo de deputado estadual na ALERJ em 2018, mesmo com o impedimento da Lei da Ficha Limpa, uma vez que ela já possui condenação no 2º e 3º grau da Justiça Federal.

O resultado das eleições 2016 se tornou o combustível inflamável para a Solange Pereira de Almeida se aventurar pela ALERJ em 2018, uma vez que o Mandiocão conseguiu participar das eleições, passar por cima da soberania da Câmara Municipal, anulando a sessão que reprovou suas contas, tornando-se prefeito, recebendo 14826 votos nas urnas. Pessoalmente, eu acho muito difícil que a ex-prefeita consiga a blindagem para participar na próxima eleição geral, uma vez que sua situação jurídica é totalmente diferente daquela apontada ao Mandiocão em 2016, que se baseava no cerceamento da sua defesa e na perseguição política dentro da esfera legislativa municipal, sustentando-se numa liminar.  Fica bem claro que a força de uma sentença judicial é totalmente diferente que a força da reprovação das contas públicas dentro da Câmara Municipal. Todavia, até que seja certificado o trânsito em julgado das sentenças e dos acórdãos, a hipótese das liminares me preocupa como cidadão.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

 

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Precisamos buscar o verdadeiro espírito do Natal continuamente

É no momento da crise, que o ser humano consegue alcançar os extremos da sua essência, que pode decair à sobrevivência selvagem ou se elevar à nobreza da existência singular por si mesma. Logo, diante da crise econômica e financeira que testemunhamos, que foram provocadas pela crise ética e moral, que assolam a sociedade brasileira há décadas, várias famílias não poderão comprar os presentes, em conformidade à tradição consumista, ora por causa do déficit na renda familiar, dos problemas nos negócios ou por causa do fantasma do desemprego. Mas, a questão é: – Quem foi que disse que o Natal é a festa do consumismo e da troca dos presentes entre as pessoas? – Quem foi que reduziu uma data tão nobre no seu significado para uma relação de troca, banhada por bebidas e comidas, que se estende até o primeiro dia do ano, conforme o calendário gregoriano? – Precisamos fazer tais perguntas para compreendermos o presente e como chegamos até aqui, nesta encruzilhada ideológica que coloca o material acima do espiritual e da própria essência fraterna da família.

O Natal é uma festa cristã, baseada nos princípios universais da fé, da família, do amor e da caridade, cujo cenário do nascedouro do menino Jesus é representado pelos presépios ou pela liturgia teológica nas igrejas, que expressam o período de perseguição aos recém-nascidos judeus, levando José e Maria a se exilarem, declinando a trama do nascimento do messias cristão dentro de um celeiro, sem luxo ou ostentação. Os reis magos, que seguiram a grande estrela, lhe trazem presentes espirituais, tais como a fé, o amor e a caridade, elevando o celeiro com a conexão estabelecida entre àqueles que davam com aqueles que recebiam e retribuíam.

O espírito do Natal está diretamente ligado ao sentimento e à expressão humana do afeto e do carinho, cujo presente somos nós mesmos, quando seguramos uns aos outros no momento da alegria e da tristeza. Logo, não perca seu tempo enfrentando filas ou se endividando pelos próximos doze meses para comprar presentes materiais, quando o maior presente é você, dando aquele abraço apertado no seu próximo, expressando o amor através das atitudes.

Embora pareça pouco diante do consumismo, o afeto, o carinho, o amor e a caridade podem transformar um único momento num episódio mágico, que ficará registrado pela eternidade. Tais virtudes não separam, mas agregam a diversidade, o respeito e a tolerância entre os povos e as pessoas. Logo, não tenho dúvida de que o seu abraço de hoje poderá pacificar o conflito do amanhã, porque você se colocou no lugar do próximo, agora.

Assim, como estamos no ano 5777, no Shabat do dia 24 do mês de Kislev, cuja data natalina coincide com o Chanuká (A Festa das Luzes), eu termino desejando um feliz natal fraterno aos meus amigos cristãos e Chag Chanukah Sameach à comunidade judaica e aos exilados, porque estamos conectados ao Eterno e uns aos outros, compondo a harmonia com a criação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior