Posts

BITACORA-ZIKA-2

O Zika é um vírus, enquanto que nós somos as cobaias

Logomarca_do_Projeto_Aedes_Transgenico1O Zika vírus foi descoberto pela comunidade científica na África, em 1947. Todavia, sua popularidade além dos limites africanos só ocorreria em 2006, com a primeira fase dos testes do Aedes Transgênico na Malásia, cuja pesquisa está diretamente vinculada à OXITEC, empresa inglesa financiada pela Universidade de Oxford e, também, pela Fundação Bill e Melinda Gates.

O conceito da pesquisa era bem simples e objetivo: – Acabar com o mosquito Aedes Aegypti, ainda, na fase larval, alterando geneticamente, o Aedes, incluindo dois genes modificados em  seu DNA, onde o primeiro faz as larvas dos mosquitos brilharem, enquanto que o segundo aciona a bomba relógio no metabolismo, provocando a morte de toda geração. Assim, a pesquisa demonstrou eficácia no laboratório, com o ambiente controlado e esterilizado, sendo replicada ao ambiente aberto nas Ilhas Cayman  em 2002, uma vez que não existiam leis de biossegurança, que pudessem atrapalhar o experimento. E assim, nascia a primeira linha de montagem mutante do mosquito, sob o nome de OX513, cuja replicação dos testes se propagou na Malásia em 2002, sendo oficializada como o método de combate as epidemias da Dengue em 2006, 2010 e 2011, sob a versão OX513A.

Os estudos demonstram, ao longo dos 09 anos da pesquisa, que o OX513 era uma solução rápida, eficaz e barata no combate ao Aedes Aegypti, desde que o protótipo e sua geração não tivessem acesso ao antibiótico TETRACICLINA (oxitetraciclina), cujo princípio ativo anulava o processo genético da destruição programada, além de ocasionar a adaptação e a mutação do mosquito.

A Tetraciclina é utilizada no tratamento das infecções da pele, conjuntivite, gonorreia, sífilis, clamídia, cancróide, disenteria, cólera, amebíase, úlcera gástrica, bronquite, pneumonia, malária, tifos, brucelose entre outras. Nota-se que, por seu amplo campo de atividade, a tetraciclina é um medicamento popular, enquanto que poderá ser encontrada nas farmácias, hospitais, residências, lixeiras, aterros sanitários, córregos e valões. Em suma, quando governo brasileiro autorizou o uso do OX513, através da versão OX513A, dentro do território nacional, foi acionado o ambiente perfeito para que o mosquito transgênico tivesse contato como antibiótico, criando resistência e provocando a mutação do Aedes Aegypti, porque o brasileiro não sabe cuidar do seu lixo e do ambiente que vive. Já no nordeste, a situação fica mais agravada, tendo em vista a ausência do saneamento básico.

Todavia, mesmo com a mutação do OX513A, há um ponto de interrogação quanto à epidemia do vírus Zika no Brasil, tendo em vista que sua natureza é africana, enquanto que não existiam registros da sua atividade no continente até 2014, enquanto que a sociedade científica internacional está coletando os dados e fazendo o cruzamento das informações com a explosão dos casos de microcefalia, que acompanham a linha migratória do experimento realizado pela OXITEC, que foi comprada pela INTREXON. Coincidência ou não, o padrão se manteve no Brasil, tendo em vista que o Projeto Aedes Transgênico iniciou-se nas cidades de Juazeiro e Jacobina, localizadas na Bahia, que são dois centros econômicos influentes na região nordeste, com elevado fluxo no transporte de passageiros e cargas, conectando a região ao restante do país.

Em suma, enquanto que o Governo Brasileiro trabalha com a tese de que o Zika vírus entrou no Brasil através da imigração haitiana e do fluxo dos turistas na Copa do Mundo de 2014, os estudos indicam que o OX513A sofreu mutação, tanto no Brasil, quanto na Malásia e no Caribe, deixando o rastro dos efeitos da microcefalia e da Síndrome Guillain Barré, apontando falhas gravíssimas na biossegurança nacional. Mesmo assim, o governo já criou comissões e fundos, enquanto que a OXITEC já instalou, em Campinas – SP, o primeiro laboratório do mosquito transgênico, focalizando vender a tecnologia para o restante do mundo, incluindo vacinas e novas tecnologias no futuro.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

Zika e paralisia: http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,vitimas-de-paralisia-ligada-a-zika-se-superam,10000005775

A era dos mosquitos transgênicos: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/a-era-dos-mosquitos-transgenicos-809397.shtml

Relação do Zika e Mosquitos Transgêncios nos EUA: https://www.youtube.com/watch?v=8ABzc_P4JeM

Mosquito Transgênico: https://www.youtube.com/watch?v=nacrqgeSIdQ

Projeto Aedes Transgênico: http://www.ilsi.org/Brasil/Documents/05%20Mosquito.pdf

Moscamed Brasil: http://www.moscamed.org.br/2012/projeto-aedes/1/1

DW: http://www.dw.com/pt/pesquisadores-questionam-mosquitos-transg%C3%AAnicos-no-combate-%C3%A0-dengue/a-17256054

 

 

frases-sobre-sorriso-1

A experiência e o óbvio

Durante muito tempo, eu tenho nadado contra a corrente majoritária do pensamento e do comportamento humano. Enquanto as pessoas acumulam coisas, eu aprendi a viver experiências. Viajar é bom, mas não estou falando do turismo. Estou me referindo ao ato de admirar e aprender com o óbvio, como amar, comer, beber, conversar, ler, educar e, principalmente, compartilhar.

Sinto prazer em ficar na minha casa, degustar uma xícara de chá ou de café, comer um doce, escrever por escrever, bem como admirar o desenvolvimento da minha filha e da minha família.

Aprendi , ainda na infância, que o tudo jamais será o bastante para o consumista. Por isso, fui me desapegando das coisas, porque há sempre algo além no sorriso, na gargalhada ou na lágrima. Gosto de me surpreender pelo desconhecido, desde que haja a conexão, através de uma boa conversa, descobrindo um amigo, mesmo que nunca o veja depois da casualidade no ponto do ônibus ou na poltrona de um avião.

Admiro a dedicação de alguns pelo status, construindo carreiras e fazendo fortunas. O problema é que, na maioria das vezes, esse tipo de gente não possui profundidade, porque eles qualificam o mundo pelo poder do consumo.

No final, é no calor da família e da nossa casa que a posse acaba, porque no lugar do eu, existe o nós. Somente o pai, a mãe e os filhos poderão compreender a simplicidade dos pronomes, tendo em vista que o melhor fundo de investimento é a experiência de participar do desenvolvimento de alguém que será melhor do que sou. Caso contrário, a existência seria a total perda do tempo, se limitando à arte da vida na construção do abstrato.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

20150412_153934

Boulangerie Guerin é um pedaço de Paris em Copacabana

Copacabana é o cartão postal do Brasil no exterior. Muitos pensam que o principal motivo desse resultado é sua praia imponente, com seus hotéis de luxo, que promovem um marketing contínuo. Todavia, só vivendo em copacabana para compreender a essência e a diversidade das pessoas que moram e que trabalham naquele bairro cativante e maravilhoso. Poderia começar pela arquitetura e sua influência judaica, seguir pelas duas sinagogas que atuam fortemente no bairro. Depois, poderíamos passar pelo shopping das antiguidades entre a Siqueira Campos e a Figueiredo Magalhães, atravessar as avenidas e visitar cada padaria portuguesa com seus pastéis de santa clara, até terminar no Forte de Copacabana, sentado na tradicional Confeitaria Colombo e saborear seu tradicional chá e àquela deliciosa bomba de creme.20150412_153807

Nos últimos dois anos, minha família encontrou um esconderijo mágico para degustar um bom café, um chocolate quente com doces sofisticados. Estou falando da Padaria Guerin, localizada na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, entre a Bolíva e a Barão de Ipanema. Um estabelecimento com a marca consagrada e com a proposta de levar o carioca à Paris, com algumas mordidas e provas. E assim, eu me delicio, com minha família, à mistura do chocolate quente com a bomba de creme, chamada la dentro, no francês, de Eclair  à la Vanille. Minha esposa já prefere a tortinha de framboesa ou “Tartelette aux framboises”. Simplesmente, é um momento mágico que precisa ser experimentado por aqueles que estiverem dando um passeio por copacabana.

Alguns reclamarão do preço. Mas, pela qualidade, a assinatura gastronômica do premiado chef pâtissier Dominique Guerin,  e a proposta do negócio por si só, eu acho que vale cada Real investido.

Eu amo copacabana por causa de sua diversidade e gastronomia. Se eu pudesse levá-las para Rio Bonito, minha vida se tornaria um paraíso literário e gastronômico. Para ficar perfeito, eu teria que transferir a sinagoga e o teatro municipal para cá.

Visitem: http://padariaguerin.com.br/

 

Nadelson Costa Nogueira Junior