Posts

p_20170118_092720

PMRB atrasa o pagamento dos salários dos servidores para forçar a Câmara Municipal na revisão da flexibilidade orçamentária em 2018

Assinando o atestado de incompetência gestora e assumindo a marca latente da infantilidade na política e administração pública brasileira, onde a vaidade e a personalidade do político interferem e influenciam as políticas públicas e todas as relações que envolvem o erário público, o governo Mandiocão atrasa os salários dos servidores públicos da PMRB, objetivando mobilizar a máquina, a partir do empregado, para forçar a Câmara Municipal de Rio Bonito na revisão da votação do remanejamento do valor de R$71,6 milhões em 2018, porque a pasta do planejamento não fez o dever de casa em relação ao equilíbrio fiscal e as garantias entre as receitas e despesas do Município de Rio Bonito, enquanto que a Câmara Municipal estabeleceu a flexibilidade de 0,5% (meio por cento) de R$238,9 milhões, deixando o governo com R$1,19 milhões para passar de uma conta para outra neste ano.

Fazendo a retrospectiva, com o orçamento de 2018 aprovado pela Câmara Municipal, em 2017, no valor presumido de R$238.999.216,93, o governo pediu a flexibilidade de 30% do valor, como de costume, enquanto que os vereadores aprovaram 0,5%. Na prática, isso quer dizer que o prefeito só poderá retirar R$1.194.996,08 do plano orçamentário anual ao longo de 2018, o que poderá comprometer vários projetos com os fundos próprios e o pagamento das contas da PMRB. Todavia, a culpa não é da Câmara ou dos vereadores, tendo em vista que foi o próprio governo que organizou o orçamento, através da Secretaria Municipal de Planejamento. Logo, pela primeira vez na história de Rio Bonito, o secretário de planejamento passou a ter a notoriedade e a responsabilidade que lhe são devidas ao cargo, cujas contas, aparentemente não estão batendo, levando o governo ao desespero previsto anteriormente.

É importante atentar o povo para o fato de que é a primeira vez que vejo a Câmara Municipal trabalhar da forma correta em relação à flexibilidade. Logo, toda a responsabilidade cairá nas mãos do prefeito e dos seus respectivos secretários, caso a contabilidade não se encaixe com a realidade, uma vez que o governo teve um ano para fazer o planejamento e o plano orçamentário. Assim sendo, terá muita gente falando no ouvido do prefeito para resolver o problema que acontecerá nas licitações, uma vez que não haverá a flexibilidade dos R$54 milhões para preencher os buracos entre uma conta e outra. Por outro lado, a lógica também indicará que o governo optará em pagar as licitações e os contratos do interesse, deixando a folha de pagamento em segundo plano, enquanto a manobra for permitida.

O prefeito Mandiocão está na mão do palhaço e terá que conversar com a Câmara Municipal e os vereadores para desenvolver seus projetos, caso contrário, continuará paralisado e cometendo erros consecutivos, por tratar as secretarias municipais de forma política, quando deveria ser técnica. No mais, que a flexibilidade seja de zero por cento de 2019 em diante, porque a Câmara Municipal representa o povo e deve saber para onde são investidos cada centavo do contribuinte.

Por fim, o Prefeito e o secretário de planejamento são os verdadeiros culpados pelo atraso no pagamento dos servidores e das contas do Município de Rio Bonito, porque a Câmara Municipal só aprova, reprova, faz leis e fiscaliza.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

thumb640x300

No Brasil, o dinheiro jorra como água ou dá em árvore como folha e fruto

Eles trabalham nas empresas dos mais variados nichos no mercado, desde do ramo da exportação, conectando as pessoas jurídicas com os paraísos fiscais, até alcançarem a profundidade das licitações no poder público, constituindo uma rede de conexão corporativa e política, que constroem impérios e feudos da corrupção. Também mantém o status e ostentam o padrão de riqueza, que contradiz a lógica matemática, financeira e tributária brasileira, com carros importados, apartamentos e casas de praia nas áreas mais badaladas e caras do Estado do Rio de Janeiro, porque o dinheiro não brota no chão como água ou dá em árvore como folha ou fruto, salvo, se você for amigo confiável do político, que o transformará em laranja, para ter acesso ao dinheiro público e destruir o futuro do Brasil, do Estado do Rio de Janeiro e dos municípios, desviando o dinheiro das pastas da educação, saúde e desenvolvimento urbano.

Normalmente, as pessoas ligadas a esse tipo de conexão maligna indagam que não precisam mais se expor ou trabalhar, porque estão bem financeiramente, mas que farão para ajudar sua cidade, o Estado e o Brasil. Todavia, elas não abrem mão dos seus salários, do tráfico de influência e de todas as alegorias que envolvem o poder, porque, na realidade e contrariando o discurso original, o negócio da família precisa de todo o aparato para continuar existindo e ganhando dinheiro, de forma direta ou indireta, ora sugando tudo, ora lavando dinheiro ou captando percentuais de participação.

A corrupção é tão profunda no Brasil, que o presidente da república, Michel Temer, do PMDB, liberou R$12 bilhões em verbas, em 2017, para a base aliada ao governo, para continuar no poder e deixar os processos paralisados, pelo menos, enquanto ele estiver na presidência. Na prática, o governo federal foi liberando verbas, em sua maioria para projetos antigos e engavetados, estabelecendo, na maioria das vezes, quem os executaria. No caso de Rio Bonito, temos o exemplo da ciclovia superfaturada, cuja obra está paralisada.

É latente atentarmos para o fato de que o problema do Brasil não está somente na política, mas na classe empresarial e na elite que estão acostumados a ganhar dinheiro com o dinheiro público, através das licitações e dos empréstimos junto ao BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, tirando o problema de Brasília e dos palácios governamentais estaduais, trazendo-lhe para a sociedade, podendo ser uma pessoa comum, íntima, familiar ou conhecida no contexto.

Por fim, como já dizia Honore de Balzac: “Por trás de uma grande fortuna existe um crime”. Era difícil ver um milionário na imprensa internacional até a década de 1990, porque eles eram poucos, enquanto que se dedicavam à difícil arte de se perpetuar o capital, através dos investimentos. Foi por volta de 2003, que a moda das celebridades milionárias e bilionárias pegou na mídia global, com suas fusões corporativas, encantando o mundo com suas bolhas e ilusões. Mesmo assim, era comum a fortuna oriunda do acúmulo das heranças entre gerações. Todavia, o Brasil da atualidade está marcado pelo surgimento das grandes fortunas da noite para o dia, com pouco ou nenhum trabalho. Simplesmente, os amigos dos políticos se tornaram ricos e circulam entre os poderes da federação e os estrangeiros, sem dó, remorso ou arrependimento pelo mal que ainda causam à nação brasileira.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

O "Auto da Compadecida" foi a grande atração da noite no palco do "Natal Bonito".

Natal Bonito mostra que Rio Bonito pode ser mais bonito

“Praça Fonseca Portela lotada. No palco, um grupo de jovens e adolescentes. Meninos que conseguiram na marra e na persistência alcançar o estrelato. A estória de Ariano Suassuna, “O Auto da Compadecida”, permitiu vermos no palco, jovens e crianças de todas as idades e talentos variados. O desempenho da garotada confirma o que já se sabe há muito tempo: Rio Bonito é uma terra de pessoas talentosas, de artistas que precisam apenas que lhes pavimente o caminho.
Do outro lado da rua, artesãos, gente tão talentosa quantos os atores que davam vida a obra de Suassuna. Pessoas que através de traços, riscos, pinturas, dobraduras e cortes; confirmavam que talento e criatividade é realmente a marca da nossa gente. O polêmico “Natal Bonito”, iniciativa que inebria ufanistas e desagrada pessimistas; confirma que nossa gente tão sofrida exige serviços públicos de qualidade, mas também gosta de celebrar e expor seus atributos.
Os artistas, no palco e na rua? Esses querem apenas oportunidades. Oportunidades de externar o seu talento, sua criatividade, suas obras. Eventos como o que aconteceu na noite desse sábado, 16 de dezembro, por mais que o palco do Natal Bonito tenha recebido até aqui muita gente talentosa, cria uma expectativa positiva na cabeça do riobonitense, que há anos deseja ter um Ano novo que ofereça de verdade novas perspectivas.
A trupe do Lona na Lua, os artesãos e aqueles que estão empenhados em promover o “Natal Bonito”; pela primeira vez conseguem, em muitos anos, alinhar o que é desejo do riobonitense há muito tempo: ver nossos artistas valorizados, ter orgulho de ser riobonitenses e acreditar que Rio Bonito é uma cidade possível.”
Por Flávio Azevedo.
facerb

CNEC anuncia fechamento da Faculdade Cenecista de Rio Bonito

“Seguindo o adágio popular que afirma ser Rio Bonito a cidade do “Já Teve”, a partir de, hoje, podemos afirmar que Rio Bonito “já teve” uma faculdade cenecista. Sim, a Faculdade Cenecista de Rio Bonito (FACERB), instituição de ensino superior que funcionou até aqui, no turno da noite, nas dependências do Colégio Cenecista Monsenhor Antônio de Souza Gens, está encerrando as suas atividades. O anúncio veio da própria Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC).
Quando foi fundada em 2009, a FACERB nos encheu de orgulho e prometia, além de abrir horizontes, ótimas perspectivas para Rio Bonito e Região. No início a unidade até foi promissora, mas nos últimos anos foi castigada pela crise econômica, pelo excesso de política na condução da CNEC e sentiu muito a falta do seu grande idealizador, o professor Carlos Aberto de Moura Machado, o professor Betinho, mentor e responsável pela abertura da FACERB.
Mais uma nota triste desse momento é a iniciativa da CNEC de transferir os universitários para outra unidade da rede, o que vai impactar a vida acadêmica e pessoal dos estudantes, uma vez que muitos alunos só estavam conseguindo estudar porque a FACERB está em Rio Bonito. Vale destacar que muitos alunos serão impactados não só pela questão financeira, mas principalmente pelo fator tempo.
Foi marcada para essa quarta-feira (13/12), na FACERB, uma reunião entre alunos e representantes da CNEC. O pleito dos alunos é óbvio e deveria ser respeitado: “tudo bem que novas turmas não sejam abertas, mas que os alunos continuem estuando na unidade até o término do último período em vigência”.
Conhecedor que sou da nossa gente, eu desconfio que essa postagem vá gerar descontentamento. Não estou preocupado com isso! Eu sempre fui um dos grandes entusiastas da FACERB, desde sua aula inaugural (29/05/2009), solenidade que eu tive o prazer de ser o mestre de cerimônia. Sendo assim, eu fico muito a vontade para lamentar a perda da FACERB, sobretudo a forma como o encerramento das atividades da unidade está sendo conduzido. Também me preocupo com os sinais fragilidade que o tradicional “Colégio Manuel Duarte” tem apresentado nos últimos anos, com demissões de quadros importantes e outros fatos que têm sido comentado por funcionários da unidade e pais de alunos.
Que a CNEC respeite e mantenha as suas tradições de campanha, cidadania e preocupação com a Educação da comunidade, sobretudo os menos favorecidos; e que não esqueça a memória de figuras como Monsenhor Antônio de Souza Gens, um baluarte da Educação em nossa cidade e principal timoneiro do projeto “Colégio Manuel Duarte” desde o seu surgimento. Resta, agora, duas perguntas: o que será daquela estrutura que está sendo erguida pela CNEC, próximo ao novo Fórum da cidade? O local abrigaria a FACERB. E cessão do espaço pela Prefeitura, como que fica?”
Por Flávio Azevedo
4ccbd8f9cf85039af7a26ff5d030e033_xlddgg-800x418

Mandiocão se colocou na mão da Câmara Municipal sem a flexibilidade orçamentária para 2018

Quando Mandiocão garantiu sua candidatura ao cargo de prefeito em 2016 por força da liminar, vencendo nas urnas e se mantendo na cadeira até a presente data, ele retirou a soberania da Câmara Municipal. Não satisfeito com o cenário construído por ele, o prefeito e seu respectivo grupo político tentaram interferir na eleição do presidente da casa legislativa para o próximo biênio de 2019/2020, perdendo para a oposição e aumentando o conflito entre os Poderes Executivo e Legislativo na jurisdição municipal. Simplesmente, eles assumiram o poder, mas não conseguiram exercer a governabilidade, se colocando na armadilha orçamentária para 2018, que foi construída pelo próprio governo, através da pasta responsável pela demanda, que é a Secretaria Municipal de Planejamento.

Com o orçamento de 2018 aprovado pela Câmara Municipal no valor presumido de R$180 milhões, o governo pediu a flexibilidade de 30% do valor, como de costume, enquanto que os vereadores aprovaram 0,5%. Na prática, isso quer dizer que o prefeito só poderá retirar R$900 mil do plano orçamentário anual ao longo de 2018, o que poderá comprometer vários projetos com os fundos próprios e o pagamento das contas da PMRB. Todavia, a culpa não é da Câmara ou dos vereadores, tendo em vista que foi o próprio governo que organizou o orçamento, através da Secretaria Municipal de Planejamento. Logo, pela primeira vez na história de Rio Bonito, o secretário de planejamento passou a ter a notoriedade e a responsabilidade que lhe são devidas ao cargo. No mais, o governo terá que torcer que as contas e o planejamento orçamentário estejam corretos, o que duvido muito, considerando a tradição local, com contas desorganizadas em todas as pastas, com exceção a educação, por causa do FUNDEB e o controle por parte da União.

É importante atentar o povo para o fato de que é a primeira vez que vejo a Câmara Municipal trabalhar da forma correta em relação à flexibilidade. Logo, toda a responsabilidade cairá nas mãos do prefeito e dos seus respectivos secretários, caso a contabilidade não se encaixe com a realidade, uma vez que o governo teve um ano para fazer o planejamento e o plano orçamentário. Assim sendo, terá muita gente falando no ouvido do prefeito para resolver o problema que acontecerá nas licitações, uma vez que não haverá a flexibilidade dos R$54 milhões para preencher os buracos entre uma conta e outra.

O prefeito Mandiocão está na mão do palhaço e terá que conversar com a Câmara Municipal e os vereadores para desenvolver seus projetos, caso contrário, continuará paralisado.

Por fim, devemos atentar para o fato de que a arquitetura das ações aplicadas pela Câmara Municipal é muito complexa, o que indica a existência de uma terceira pessoa no circuito do poder, que está articulando nas sombras e deixando o prefeito e seu grupo natural congelados no tempo e no espaço, diante da previsibilidade e da falta dos talentos e das habilidades necessárias para a saída da tempestade, que promete piorar.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

maconaria-56c23549b40d9

A Quarta luz da loja maçônica

Esperamos que as constelações caiam em nossos braços, quando deveríamos seguir a lógica natural do universo, para nos elevarmos às estrelas e conquistarmos nosso lugar de direito entre os astros e corpos celestes. O mundo precisa da luz operante para sair da escuridão. Por isso, meu caro leitor, solicito humildemente que sejas luz ou cajado que transporta o fogo para dentro da caverna e do exílio.

O Orador é aquele que garante o cumprimento da Lei e que estabelece o caminho reto ao Venerável Mestre e aos irmãos dentro da Loja Maçônica. Onde está o Orador dos nossos lares, das nossas famílias? – Como caímos tanto diante de tanta abundancia e riqueza? Dizem que a Loja Maçônica possui três luzes para orientar o iniciado na lapidação da sua alma e moralidade. Todavia, me atrevo a discordar dos estatutos, manuais e landmarks para trazer a quarta luz aos céus do quadrilongo justo e perfeito, porque o Orador e a Lei, por ele relembrada, são um único astro com luz própria e que brilham do oriente ao ocidente e do norte ao sul, como o segundo sol, que está entrando em nosso sistema solar para alterar a ordem do dia e da noite, porque a humanidade precisa passar por uma nova revolução essencial no seu conteúdo e no pensamento contemporâneo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

conceito-de-antropologia-e-outras-informac3a7c3b5es-8

Quando as minorias falam mais alto que a sociedade

Eu nasci em 1976. Estávamos na ditadura militar. O mundo vivia a bipolaridade da Guerra Fria. A Alemanha estava dividida pelo Muro de Berlim. Muita gente acreditava que comunista comia criancinha. Havia a hegemonia heterossexual e a família era o centro da vida social. Naquela época, as minorias não eram percebidas, porque a imprensa lutava contra a censura, enquanto que não existia a internet e as redes sociais. Na atualidade, tudo mudou. Mesmo assim, acho que perdemos uma parte da nossa essência no meio do caminho, porque as minorias ganharam voz e se tornaram maiores que a própria sociedade. E foi nessa lógica insana, que criaram o bolsa família e as políticas públicas que colocam os opostos no conflito direto, para que o Estado tenha sentido e os cidadãos fiquem confusos na comunicação social. Enquanto isso, os políticos ficam cada vez mais ricos, sem derramar uma única gota de suor.

Volto a dizer que não acredito na solução dos nossos problemas com novos nomes ingressando na vida política, pois o verdadeiro caminho está no dia-a-dia, na nossa postura dentro do trabalho, na escola, na religião e, principalmente, dentro de casa, com nossa família. Político gosta de dinheiro, caso contrário, ele seria líder comunitário e trabalharia na caridade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

21557794_1463493770402511_3285653681719654819_n

Direção do Kingston Motta inova a educação, levando seus alunos para conhecerem os três poderes em Rio Bonito

Na última terça-feira, 19/09/2017, a diretora do Colégio  Municipal Kingston MottaIlma Matos Pessanha, e o padre e professor de filosofia, Fabiano De Carvalho Silva, levaram a turma do quarto ano para passear pelos três poderes no Município de Rio Bonito, começando pela Prefeitura, seguindo para a Câmara Municipal e terminando o ciclo no Fórum da Comarca.

A iniciativa do projeto partiu do professor de filosofia, Fabiano de Carvalho Silva, e da diretora, Ilma Matos Pessanha, que levaram 49 alunos para conhecerem os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, aprendendo sobre a cidadania e a organização do Estado.

Em relação à visita ao Fórum, tive o prazer de apresentar o prédio e a dinâmica processual desde a distribuição dos processos até o julgamento, aproveitando a Sala de Audiências e o Egrégio Tribunal do Júri como cenários legítimos das aulas de História e Filosofia. Simplesmente, acho muito interessante e importante essa aproximação entre a escola e o Poder Judiciário, enquanto que torço, e muito, para que aconteçam novos eventos e visitas, com a replicação do projeto para outras unidades escolares, tendo em vista que os olhos das crianças brilhavam diante da paisagem, que já foi incorporada ao cotidiano do meu trabalho diário na Justiça Fluminense, como algo comum.

[layerslider id=”10″]

Por fim, Gostaria de agradecer à diretora do colégio, ao padre e professor de filosofia Fabiano De Carvalho Silva, à equipe dos professores e, principalmente, aos alunos que participaram da visita ao Fórum da Comarca de Rio Bonito para conhecerem a geografia, a organização e parte da história do Poder Judiciário Local. Foi uma honra poder recebê-los.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Júnior

bolsonaro-deputado

Brasil precisa olhar para si e para o Jair Bolsonaro em 2018

Eleito deputado federal pelo sétimo mandato consecutivo pelo Estado do Rio de Janeiro, compreendendo 27 anos de política, o capitão da reserva do exército brasileiro, Jair Messias Bolsonaro, do PP (Partido Progressista), ficou no anonimato por um longo período, aparecendo em cena para a mídia nacional no episódio na sala verde da Câmara dos Deputados, onde ele travou o primeiro conflito televisionado contra a deputada federal Maria do Rosário em 2003 (clique aqui para ver o vídeo). De lá para cá, após uma guerra de condenações e recursos, a luta entre os dois parlamentares acabou dando muita evidência ao Bolsonaro, que conquistou seguidores com sua inteligência e oratória, baseando suas propostas na redução de menoridade penal, no fim do estatuto do desarmamento e no direito do cidadão de bem poder ser armar e se defender diante da inoperância do Estado, sendo posicionado pela imprensa como o representante da ala do “B” de bala no Congresso Nacional, cuja predominância representativa se faz em cima de mais dois “BB”, boi e bíblia.

Com a ausência das novas lideranças e a persistência das antigas, mesmo com a alta carga negativa perante a opinião pública, tais como condenações por improbidades administrativas, crimes de responsabilidade e corrupções ativas e passivas aguardando as decisões nos recursos dentro do Poder Judiciário, o deputado federal Jair Bolsonaro tem surgido como uma resposta ao sistema nas eleições presidenciais, principalmente para os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e uma pequena parte de São Paulo, com o universo eleitoral composto, em sua maioria, por homens, com idade compreendida entre 18 a 55 anos, pertencentes à classe média, sendo a maioria trabalhador liberal, autônomo ou estudante. A possibilidade do Jair Bolsonaro ser eleito presidente da república em 2018 é baixíssima, tendo em vista que ele é do Rio de Janeiro, que não elege presidente desde a década de 1920 com a República das Espadas, enquanto que o deputado não conseguiu penetração forte nos Estados de São Paulo e Minas Gerais, com o Nordeste e o Norte do país dominados pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Para piorar a situação, o Brasil possui mais eleitoras do que eleitores, logo a essência da briga do deputado com a Maria do Rosário foi considerada pelo público feminino como apologia ao estupro, pesando e muito na rejeição ao candidato, que não possui um plano de governo real e sustentável para o país, salvo a possibilidade de se tornar um ditador e impor sua vontade sobre a nação brasileira e à democracia.

Há um outro detalhe interessante na estratégia do deputado Jair Bolsonaro, que eu admiro, mas que também cria mais rejeição do que a prospecção de votos: – Ele está visitando o país nos últimos dois anos, atuando brilhantemente dentro das Lojas Maçônicas (clique aqui para ver o vídeo). O problema é que a aproximação anunciada do deputado às potências maçônicas o afasta do voto cristão, criando uma grande tempestade de interpretações e mitos em cima do mito que se criou ao acaso.

Se o eleitor está indignado e revoltado com a política brasileira e acredita, sinceramente, que o Bolsonaro e a intervenção militar são a solução, assim como qualquer ditador, para impor a ordem à força e, contraditoriamente, dentro da democracia, é porque ele é MONARQUISTA, mas não sabe disso por causa da programação social, que foi aplicada pela educação industrial republicana por mais de um século. Se tivéssemos um imperador legítimo, já estaríamos com um presidente eleito diretamente pelo voto, enquanto que os males do cotidiano seriam resolvidos rapidamente, porque o imperador é a CONSTITUIÇÃO VIVA, que fala e se faz cumprir nos três poderes. Pense nisso e estudo sobre o tema. Tenho certeza de que você irá se surpreender com o Segundo Reinado e a verdadeira essência da Monarquia Constitucional. E só para considerar a pertinência do assunto, os maiores indicadores de desenvolvimento humano estão nos países que utilizam a monarquia constitucional há séculos e que passaram pelas duas guerras mundiais.

Por fim, enquanto a república brasileira estiver na configuração doentia que se encontra na ética e na moralidade, mesmo com o discurso quadrado e antiquado para a atualidade, o Jair Bolsonaro demonstra sinceridade em suas palavras e acredita em suas ideias, o que já o torna diferente do sistema, cujos candidatos mentem e enganam para serem eleitos e se embebedarem no poder com seus parentes, afilhados e amigos. Será que ele conseguirá manter sua linha objetiva até o final da campanha eleitoral em 2018, caso venha se candidatar à Presidência da República, ou continuará nos bastidores da política brasileira, dentro da Câmara dos Deputados? – Não tenho vergonha de assumir que estou em dúvida em relação ao Jair Bolsonaro, porque ele se apresenta com o discurso do choque de ordem pública, que é necessário. Todavia, eu tenho medo pela democracia. Por outro lado, eu também não queria ver o Brasil do jeito que está, numa bagunça generalizada entre os três poderes, com a institucionalização do caixa dois e da corrupção, com altos índices de desemprego e a violência urbana.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

15356594_1373939395984735_3688294367007494181_n

Brasil é uma monarquia travestida de república e que precisa do Imperador legítimo

O brasileiro carrega consigo o complexo de inferioridade, que foi induzido durante a construção da sua própria história, sem heróis, mártires e heroínas. As vezes tenho a sensação de que contrataram uma empresa de marketing desde 1500, no intuito de criar personagens, para agregar algum valor notório à cultura e ao conhecimento nacional. O problema é que o falso fica feio e com o enredo cheio de buracos para serem preenchidos. Assim, deram ao Duque de Caxias, Tiradentes, Marechal Deodoro da Fonseca e tantos outros, uma roupagem que não batia com a realidade da época e que não consegue se sincronizar com a atualidade do Brasil.

Sempre me incomodou o egoísmo do fascínio dos meus irmãos patrícios pelo estrangeiro, porque sempre foi mais cômodo ir para os lugares mais desenvolvidos do que assumir a responsabilidade de desenvolver sua pátria materna. Nesse tema, fica latente o fato de que a elite e a classe média não querem mudar nada, mas manter as pessoas e as coisas nos seus respectivos lugares, de preferência, abaixo da linha da pobreza e da miséria material, intelectual e espiritual, pois, assim, eles estarão sempre no controle, mesmo sendo a minoria.

O caos brasileiro não começou na época em que o Brasil era colônia de Portugal ou quando se transformou num Império, porque há uma data exata para mensurarmos o início de tudo isso, que foi no dia 15/11/1889, quando os militares proclamaram a República, derrubando a Monarquia Constitucional. Foi a partir desse momento que o brasileiro se sentiu perdido no tempo e no espaço, porque a República migrou pela história, travestida como uma democracia, que na verdade sempre foi a continuação da Monarquia, sustentando a nobreza, que também estava e ainda está travestida de burguesia. Simplesmente, os títulos se tornaram cargos políticos. Os palácios se posicionaram nas coberturas dos bairros de luxo ou nas fazendas e nas casas de praia, com o povo sustentando a luxúria através da criação do Estado.

No final, vejo a necessidade de repensarmos o nosso passado e no presente, vislumbrando um futuro melhor para nossos filhos e netos. Na ausência dos heróis de verdade, precisamos inspirar a nós mesmos e nossas famílias através do trabalho e da solidariedade comunitária, porque o Brasil precisa dos exemplos tangíveis para alcançar a maturidade necessária e decidir aquilo que os nossos antepassados não decidiram ainda: – Se seremos uma República ou se termos um verdadeiro Rei.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior