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Enquanto a Globo apresenta a novela da Odebrecht, o Governo faz a festa com o dinheiro público

Acompanhando a cobertura da Operação Lava Jatos e as delações premiadas da Odebrecht no horário nobre pela televisão, observo que a imprensa transformou o cenário numa novela, divulgando as partes convenientes das filmagens dos depoimentos perante o Ministério Público Federal, desconstruindo fatos de um lado, reconstruindo conceitos do outro, blindando os principais políticos e partidos brasileiro. No final, não ficarei assustado se as delações facilitarem as coisas para os executivos e as construtoras envolvidas no esquema de corrupção, enquanto que os políticos ficarão intocáveis, ora por causa do foro privilegiado, ora por força da imunidade parlamentar ou das filas processuais dentro da burocracia.

O interessante é que há uma regra geral para os contratos dentro da máquina pública: – As licitações que envolvem as maiores quantias de dinheiro resultam na vitória de alguém relacionado ao grupo do político vencedor. Essa regra se repete na União, nos Estados e Municípios. Assim, a sociedade finge que acredita no combate à corrupção, enquanto que cada um faz o seu marketing no seu próprio quadrado.  Logo, há um padrão nas licitações, que não foi criado pela Odebrecht, mas que está incorporado na cultura da gestão pública brasileira há décadas, abrindo a porta para os pedágios de 1% a 10% sobre os projetos, às bonificações pelo lobby por parte do político e manutenção do caixa dois, com o dinheiro da saúde, da educação e de qualquer outra pasta que poderia viabilizar a desigualdade social e a dependência econômica dentro do Brasil.

Enquanto o Jornal Nacional prende sua atenção ao óbvio no sistema de corrupção e propina dentro da esfera do poder público, as águias de sempre estão manipulando a atenção da sociedade, para que a reforma da previdência social e o aumento da jornada semanal de trabalho sejam aprovados. Por exemplo, os governos de Lula e da Dilma Rousseff intensificaram a transposição parcial do Rio São Francisco, levando água para o sertão nordestino. O Temer assumiu a Presidência da República, enquanto que a Rede Globo desenvolveu várias matérias apresentando a parte que não foi entregue da transposição, colocando o fato como um padrão, pegando aquilo que foi realizado anos antes para si, passando para o domínio do PMDB, como que se tudo tivesse ocorrido como um passe de mágica, levando o milagre nordestino para o paulistano e o carioca consumirem como verdade absoluta.

Por fim, a campanha eleitoral começou em abril de 2017, mas você não percebeu ainda, porque a imprensa está gerando uma expectativa, no intuito de vender um produto viciado em 2018.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Os brasileiros são pintos, escondidos dentro do ninho

Diante dos discursos construídos e compartilhados pelo vazio da autonomia humana, eu decidi me rebelar perante o mundo, passando uma tarde incrível com minha família, sem a interferência exterior.
Queria poder construir uma casca de ovo em volta de mim e daqueles que amo, para protegê-los dos flagelos contemporâneos. O único problema é que não tenho a galinha para aquecê-los, então, pedi ao Putin para não fechar o registro do gás da Rússia, porque a maioria dos europeus morreriam de frio.
Nesse exato momento, meu questionamento mais profundo é escolher qual roupa vestirei amanhã para ir ao trabalho, enquanto que os generais e os ditadores brincam de guerra na Síria, massacrando os civis com bombas, terrorismo e armas químicas.
Os brasileiros criticam o Donald Trump e sua ordem executiva presidencial para lançar mais de 50 mísseis na casa dos outros, lá no oriente médio. Simplesmente, eles precisam ser estudados, porque não sabem escolher presidente, não conhecem seus direitos e se acomodaram na alienação, esperando que os estrangeiros tragam seu modo de vida para cá. O problema é que os estrangeiros precisam dominar alguém para manter seu modo de vida e toda a propaganda.
Por fim, a galinha fugiu. As raposas se apossaram do galinheiro e estão admirando os ovos dentro dos ninhos. Elas esperam novas galinhas, porque ainda não compreenderam o fato de que só sairão pintos dali.
 
Por Nadelson Costa Nogueira Junior
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Com 90 dias do governo Madiocão, já começa a dança das cadeiras entre os secretários

Aos noventa dias do governo Mandiocão, começa da dança das cadeiras entre os secretários municipais, que, aparentemente, demonstram incapacidade para gerirem várias pastas ao mesmo tempo, enquanto que poucos se afastam por conta das forças ocultas, que estão sempre presentes no circuito do poder. Assim sendo, seguem as mudanças descritas abaixo:

Por força da portaria n°163/2017, Cantianila Fialho Mendonça, foi exonerada, a pedido, do cargo de Chefe de Gabinete, a contar de 30/03/17, sendo substituída pela servidora VERA LÚCIA PEREIRA DE SOUZA, que também exercerá interinamente os cargos de Secretária Municipal de Comunicação Social, a contar de 31/03/2017, através da portaria nº169/2017. O problema é que a atual chefe de gabinete não possui a aprovação do grupo político, como também, não está preparada para a articulação política e as demandas dos cargos, o que coloca sua indicação no universo do foro íntimo do prefeito, que deve estar focalizando a confiança exclusivamente, deixando a incorporação dos 10% da função comissionada para cada ano trabalhado de lado, tendo em vista que ela não é servidora concursada;

Por força da portaria nº166/2017, Matheus Rodrigues da Costa Neto, secretário de saúde, foi designado interinamente para exercer o cargo de Secretário Municipal de Prevenção à Dependência Química, a partir do dia 31/03/17, o que dará maior acesso aos fundos da pasta dentro da jurisdição do Estado e da União. Mantendo o foco na pasta da Prevenção à Dependência Química, a designação do Matheus Neto é estranha, uma vez que há gente extremamente capacitada para o cargo dentro do grupo, que é o caso do João Paulo Romanelli. Por outro lado, a pasta estava à deriva na mão da secretária municipal da promoção social (Desenvolvimento Social);

Por força da portaria nº168/2017, Vitor Ivo Gomes da Silva foi designado interinamente para exercer o cargo de Secretário Municipal de Projetos Especiais, a contar de 31/03/2017. É importante atentarmos para o fato de que a Secretaria de Projetos Especiais foi criada no Governo Solange Pereira de Almeida em 2013, para acelerar o expediente dos projetos da PMRB e editá-los nos moldes da ABNT para, então, enviá-los aos órgãos governamentais para a prospecção das verbas e dos investimentos públicos. Todavia, na prática, a secretaria serviu de cabide de emprego no governo anterior, mantendo a mesma perspectiva no atual. É importante atentarmos para fato administrativo de que o Sr. VITOR IVO GOMES DA SILVA foi também foi nomeado para o cargo de ASSESSOR ESPECIAL, a contar de 24/03/2017, por força da portaria nº161/2017.

Conforme os comentários das pessoas mais próximas ao poder municipal, é esperada a dança das cadeiras na pasta trabalho, que também possui grande potencial estratégico para o aumento da arrecadação e que precisa ser otimizada.

Por fim, considero um erro gravíssimo a exoneração da Cantianila da Chefia de Gabinete, mesmo que seja a pedido. Considerando a carência da inteligência organizacional e o ambiente político que o prefeito Mandiocão se encontra, deixar a Cantianila fora do tabuleiro é um luxo, que o grupo político não pode se permitir. Ela é a torre do grupo, o que a coloca numa posição estratégica, tanto para o combate quanto para a defesa. Seu afastamento da Chefia de Gabinete transformou o gabinete do governo num mero protocolo administrativo, que fará ofícios e memorandos para o prefeito.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Dória é o Jânio Quadros da atualidade. Só falta virar presidente.

Acho muito legal testemunhar a atuação do empresário João Dória Junior, do PSDB, como prefeito da cidade de São Paulo. Simplesmente, o prefeito se utilizou das regras do marketing durante as eleições, saindo da condição do azarão para o vencedor na disputa eleitoral em 2016.

Há algo muito interessante e sensível na comunicação social do Dória, que se apropriou das redes sociais e da comunicação digital, utilizando o Twitter, o Facebook e o Youtube. Dessa forma, o prefeito conseguiu ultrapassar a cobertura da imprensa convencional, alcançando a massa através dos celulares.

O que a maioria da opinião pública ainda não compreendeu é que o Dória tem a natureza do empresário e do investidor, transformando ações sem qualquer conexão com a realidade pública em conteúdos e eventos prioritários para o paulistano, que acabou de sair da administração do PT (Partido dos Trabalhadores), bipolarizando o universo entre a luta do bem contra o mal, mortadela versus coxinha, corruptos versus não corruptos. Bem, no cenário político, o brasileiro está vendo a corrupção vencer, salvo os marinheiros de primeira viagem na vida pública.

Não existe almoço ou janta de graça, porque alguém sempre pagará a conta, que, na maioria das vezes, fica pendurada no prego para que o contribuinte pague no momento oportuno para o sistema. Assim, os banheiros de inox estão sendo instalados pelo município de São Paulo, com custo zero para o erário público municipal, mas com financiamento direto do governo federal, oferecendo contrapartida com as isenções legais dentro do imposto de renda das empresas. Em suma, o Dória está vendendo uma imagem e um produto construídos em cima de si, querendo agregar o dinamismo dos negócios e das operações financeiras dentro da gestão pública, se esquecendo que a natureza dos negócios é o lucro, enquanto que os empresários e o setor privado não gostam de perder dinheiro. Logo, me pergunto até quando a maquiagem do marketing se sustentará.

Por fim, quando vejo o foco do Dória, que acabou de ingressar na Prefeitura da cidade de São Paulo, idealizando e induzindo o paulistano para conduzi-lo à Presidência da República, não posso deixar de retornar ao histórico do ex-presidente Jânio Quadros, que alcançou a Presidência do Brasil numa carreira meteórica e acelerada, que terminou num governo desastroso para os paulistanos e brasileiros, levando o país ao Golpe de Estado de 1964 e ao rompimento democrático.

Não poderia terminar esta resenha sem atentar para a essência do materialismo histórico, que se baseia no princípio de que a História é feita de homens que exploraram outros homens, enquanto que, em sua dialética, os fatos se repetem, trocando somente os nomes dos personagens. Logo, acenderei meu charuto e ficarei admirando o circo que estão querendo construir para o país.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Avaliação do primeiro trimestre do governo Mandiocão

Peço desculpas aos meus amigos, familiares e aos empresários rio-bonitenses, mas é preciso acreditar em alguma coisa para existir. É necessário seguir a linha da coerência na busca pela informação e na transmissão dos fatos, independentemente do veículo de comunicação utilizado.

Esse tem sido um período de controvérsias e da busca de redenção por parte do governo José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), do PP (Partido Progressista), tendo em vista que ele sentou na cadeira e assumiu o cargo de prefeito, puxando o tapete dos outros candidatos e da própria democracia. Seguindo a lógica jurídica, no dia 02/12/2016, o TSE suspendeu a continuidade de todos os recursos contra o político, em função da liminar que o tornou temporariamente elegível. Dessa forma, a possibilidade de uma nova eleição, que é considerada um pesadelo para muitos e um sonho para outros, foi descartada. Mas, salvo àqueles que estão diretamente ligados ao grupo político vencedor e os apaixonados, ficou latente a mácula moral e ética registrada no resultado das Eleições 2016, quando seus 14.826 votos foram anulados, contrariando as afirmações apresentadas no palanque pelo então candidato e sua equipe da articulação política.

Mesmo com a aprovação alta perante a sociedade, o atual governo começou seu legado, cometendo erros atrás de erros, decretando a calamidade financeira, sem ter anunciado o valor real da dívida herdada do governo anterior, porque não sabia ou lhe era conveniente não informar. O fato é que informaram à opinião pública que a dívida era de R$71 milhões, quando na verdade ela se limitava aos R$55 milhões. O prefeito nomeou parentes, materializando a prática do nepotismo, mesmo com o posicionamento desfavorável do STF (Supremo Tribunal Federal) em relação à indicação do filho do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Crivella.  Conforme o posicionamento do vereador Humberto Belgues, houve superfaturamento na compra dos alimentos, comparando os preços pagos pela PMRB àqueles aplicados ao mercado consumidor.

Em março, a rede de ensino público municipal, com suas 42 escolas, já iniciou o ano letivo com a greve dos profissionais da educação, que exigem o aumento dos salários e a utilização correta do FUNDEB, cujo governo deveria usar 60% para a complementar e valorizar o salário do professor, enquanto que os outros 40% deveriam ser investidos nas escolas, mediante a proporcionalidade do número dos alunos matriculados, o que já faria a cobertura das obras de manutenção e dos investimentos sociais, incluindo a compra da própria merenda escolar.

Mas, o Mandiocão foi eficiente em relação ao governo anterior, tendo em vista que a manutenção da iluminação pública está em andamento desde o dia 06/03/17, as ruas estão limpas no centro, seguindo a logística paulatinamente para os bairros e localidades mais distantes, enquanto que a cidade teve sua tão esperada festa de carnaval, contando com a participação público privada. A vice-prefeita, Rita de Cássia, demonstrou força e articulação, quando trouxe a participação privada para o universo público, recebendo doações e fazendo a manutenção plástica da paisagem nas escolas, cuja degradação já se registrava em 2012, quando Mandiocão era o prefeito em seu penúltimo mandato.

Infelizmente, após analisar o primeiro trimestre do atual governo, não posso deixar de atentar para o fato de que o grupo do Mandiocão não saiu do palanque, dando evidência extrema ao atual secretário de saúde, Matheus Neto, deixando a vice-prefeita isolada no combate dentro da pasta da educação, permitindo que a opinião pública interprete a leitura de uma possível sabotagem. Mas, isso não será problema para a vice-prefeita, que cuidará da comunicação no momento certo, quando as janelas estiverem alinhadas para os projetos maiores, pois ela nunca fugiu do trabalho e está somando forças para sua perspectiva no futuro, que focaliza a prefeitura, sob sua visão e idealização.

Por fim, eu tenho certeza de que a maioria dos erros cometidos até agora por conta do governo não teriam ocorrido, se a Rita de Cássia fosse a prefeita. Mesmo com toda a burocracia nos cargos comissionados e nas pastas governamentais, há um diferencial no atual governo que nunca existiu no grupo do Mandiocão, anteriormente. Ele está no perfil perfeccionista da vice-prefeita, que deixa evidente sua assinatura na logística da iluminação pública, no diálogo e na confiança da classe dos empresários no governo, incorporando o espírito da verdadeira esperança na atual administração pública por parte da sociedade. No mais, espero que o Mandiocão dê mais ouvidos a vice-prefeita nos conflitos, porque ela já demonstrou que poderá fazer muito mais do que foi realizado até agora.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Preocupados com a reforma da previdência, os brasileiros perderão seus direitos trabalhistas com a aprovação da terceirização no Congresso

terceirizacaoMeu caro leitor, eu ainda consigo me surpreender com a reação da opinião pública brasileira, embora o mecanismo de resposta esteja seguindo o planejamento adotado pelas forças econômicas e políticas, que evidenciam um tema polêmico, tipo a reforma da previdência, para liberar a terceirização de todas as atividades-fim dentro do Congresso Nacional, passando por cima das garantias trabalhistas, através de um caminho constitucional paralelo. Assim, por exemplo, uma escola poderá terceirizar a prestação dos serviços dos professores, das merendeiras, dos supervisores, colaboradores da limpeza e dos serviços gerais, dando margem legal para a anulação do 13º salário, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e férias, uma vez que as pessoas jurídicas não possuem as garantias trabalhistas das pessoas físicas.

Após 06 anos da investidura fracassada dos barões da indústria e do comércio paulistano e carioca pela terceirização no governo Dilma Rousseff, os empresários materializaram seus planos, através do governo do presidente Michel Temer, que não recebeu um único voto através da democracia, pagando sua parte na contrapartida da manutenção do político do PMDB no cargo, quando o Brasil deveria ter ingressado numa nova Eleição Presidencial, após o impeachment de julho de 2016.

Enquanto a imprensa te mantém focalizado nos possíveis 40 anos de contribuição e na aposentadoria pós-morte, a privatização da CEDAE foi aprovada na ALERJ, a Presidência da República focalizará a reforma previdenciária no âmbito privado e nos servidores públicos federais, deixando os Estados e Municípios encarregados das suas reformas no momento oportuno. Mas, a pior parte é saber que o governo cortará na carne do trabalhador, deixando de recolher R$417 bilhões das empresas, que não recolheram ou fizeram o recolhimento da forma errada, com o Bradesco na liderança, com seus R$700 milhões em dívidas junto ao INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social).

Por fim, a propaganda do PMDB já está no ar, justificando cada ato calculado como necessário para o futuro da sociedade e do mercado nacional, quando uma minoria, composta por executivos, banqueiros e políticos, se beneficiará com lucros majorados, ao custo do tempo de vida dos trabalhadores brasileiros, que se mobilizam pelas causas certas nos momentos errados, porque um grupo de consultores em marketing e estratégia econômica decidiram as portas fechadas dentro do Palácio do Planalto.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com a Secretaria de Saúde em suas mãos, Matheus Neto se tornará o sucessor natural do Mandiocão para 2020

Com a condenação da ex-prefeita Solange Pereira de Almeida e seu impedimento legal para ocupar cargos políticos ou prestar serviços à administração pública pelo período de 06 anos, só no primeiro processo, a corrida eleitoral para a ALERJ, em Rio Bonito, ficou limitada ao deputado, Marcos Abrahão, do PT do B, e ao secretário municipal de saúde, Matheus Neto, do PR.

Enquanto a Solange Pereira de Almeida deixa o universo de 12000 eleitores leais, sem o vislumbre do surgimento de uma nova liderança política na sucessão do seu grupo, vejo uma grande oportunidade para o deputado Marcos Abrahão assumir tal posição. O problema é que somente a Solange consegue manter o grupo unido e focado, enquanto que a manutenção do seu exército eleitoral é cara, tanto para os políticos quanto o erário público. Assim, mesmo com a aproximação e o apoio do deputado estadual Paulo Melo, Marcos Abrahão precisará apresentar seu diferencial perante à opinião pública, caso ainda deseje continuar na disputa eleitoral para o cargo de prefeito em 2020.

Para potencializar a dificuldade estratégica do Marcos Abrahão para 2020, o sistema deixa bem claro e evidente a diferença existente entre os cargos de secretário municipal da saúde e o de deputado estadual na ALERJ, tendo em vista que Matheus Neto está aproveitando cada segundo e cada oportunidade para se colocar em cena, ficando com a evidência maior que o próprio prefeito Mandiocão e a vice-prefeita Rita da Educação. Por exemplo, na última sexta-feira, 17/03/2017, enquanto o deputado Marcos Abrahão colocava o folder digital na sua página oficial no Facebook, Matheus Neto se fez presente na logística da vacinação para a imunização da população contra a febre amarela, com direito à fotografia e pose com os cidadãos e simpatizantes do governo.

Por fim, ficou uma coisa muito nítida desde o primeiro dia do governo José Luiz Alves Antunes: – Matheus Neto amadureceu na gestão e no trabalho da sua própria imagem, tornando-se o sucessor do prefeito perante a opinião pública. Assim, caso ele não consiga ingressar como deputado na ALERJ, haverá confronto dentro do governo para as próximas eleições municipais, uma vez que a vice-prefeita, Rita da Educação, tem a aprovação e o apoio da maioria dos empresários, enquanto que o Matheus Neto está concentrando toda a atenção da opinião pública em si, convertendo as ações do governo em bônus para sua aprovação popular e consecutiva ascensão política.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Solange Pereira de Almeida foi nomeada Secretária de Estado, preparando o terreno para 2018

O debate do dia ficou centralizado na nomeação da ex-prefeita de Rio Bonito, Solange Pereira de Almeida, ao cargo de Secretária do Governo do Estado do Rio de Janeiro, na recém-criada pasta de Proteção e Apoio à Mulher e ao Idoso, vinculando a si o Conselho Estadual para Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (CEDEPI) e a gestão do Fundo para Defesa das Pessoas Idosas (FUNDEPI), que estão alinhados à política pública do Palácio do Planalto em relação ao tema.

Conforme a interpretação do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, em relação aos atos do Poder Executivo, publicados na última sexta-feira, 10/03/2017, a nova secretaria não trará prejuízo financeiro ao Estado do Rio de Janeiro, tendo em vista as aglutinações de algumas secretarias, abrindo, em tese, o espaço orçamentário necessário. Assim, a Secretaria de Estado de Prevenção à Dependência Química ficou em segundo plano, cedendo sua posição à Secretaria de Estado de Proteção e Apoio à Mulher e ao Idoso.

Na prática, o Estado do Rio de Janeiro não fez cortes ou a diminuição nos gastos, mas criou o efeito ilusório de que as economias aconteceram, transformando secretários em subsecretários, mesclando os comissionados entre as pastas aglutinadas. É fácil dizer que não foi gerado custo extra, quando não se tem transparência e a publicidade das lotações, registros e comissionados. Todavia, a indicação da Solange Pereira de Almeida à pasta vai de encontro ao histórico dela na Câmara dos Deputados, quando atuou nas comissões ligadas aos temas centrais do idoso e da mulher. Assim, embora a imprensa esteja focalizando o elo da ex-prefeita e ex-deputada federal ao Eduardo Cunha, pretendo ir além do óbvio, convidando a opinião pública para analisar o fato de que a Solange fará a gestão de um fundo recém-criado, enquanto que as Eleições para a ALERJ e a Câmara dos Deputados será no ano que vêm. Se analisarmos as últimas nomeações do governo Pezão, notaremos que os prefeitos, que estão em trânsito político, foram escalados no primeiro e no segundo escalões do governo para colocarem em prática o plano de reestruturar a ALERJ e a Câmara dos Deputados a favor do PMDB, que aceitou se tornar um partido central do Poder Legislativo Federal, perdendo seu plano de poder nas prefeituras e nos Estados Federativos, em nome do impeachment da Dilma Rousseff e a sucessão por Michel Temer na Presidência da República.

A Solange Pereira de Almeida é uma mulher inteligente e articulada, que sabe a hora de entrar ou de sair de cena. Está óbvio que ela se tornou uma peça estratégica e importante para o PMDB dentro do projeto político planejado para 2018. Só não consegui definir ainda se a ex-prefeita se candidatará ao cargo de deputado estadual ou federal, tendo em vista que ela entraria na campanha com 12.000 votos garantidos em Rio Bonito, que poderiam dobrar ou triplicar dentro do nosso Estado, sem muito esforço, trabalhando com as pessoas certas.

A imprensa está batendo na questão da Lava Jato, pelo simples fato de que a ascensão da ex-prefeita, ao primeiro escalão do governo do Estado do Rio de Janeiro, provocará a explosão da bomba de hidrogênio dentro da oposição, sugando a maior parte do oxigênio político, que poderá deixar o Município de Rio Bonito sem representação na ALERJ, caso ela insista na candidatura ao cargo de deputado estadual, atrapalhando o caminho para o atual secretário municipal de saúde, Matheus Neto, e o deputado estadual, Marcos Abrahão.

Por fim, a eleição de 2018 será árdua, exigirá estratégia e sangue frio para os articuladores dos grupos políticos tradicionais. Pessoalmente, acho que teremos mais novidades pelo caminho.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Prefeito Mandiocão e o secretário de desenvolvimento econômico, Bruno Soares, na reunião do monitoramento remoto realizada na CDL, em 18/01/2017.

Aprovação popular do Mandiocão está alta, mesmo com a crise financeira

Neste domingo, 12/03/2017, conforme TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 12 municípios, localizados em 04 estados brasileiros, realizarão novas eleições, tendo em vista que os candidatos mais eleitos na última eleição foram cassados pela justiça eleitoral, em função da Lei da Ficha Limpa.

Nota-se na lista das novas eleições, que os municípios estão distribuídos entre os Estados Federativos do Amapá, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso. O Rio de Janeiro tinha 07 municípios na mesma condição eleitoral, mas, surpreendentemente, todos os candidatos foram conduzidos ao cargo de prefeito, com a continuidade dos recursos suspensos na instância superior do próprio TSE. O prefeito de Rio Bonito, José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), do PP (Partido Progressista), faz parte do universo supramencionado, enquanto que ele conseguiu concorrer, se eleger e sentar na cadeira, sob a alegação da perseguição política dentro do Câmara Municipal e da garantia do exercício dos seus direitos políticos, anulando, temporariamente através de uma liminar, a Sessão Legislativa que reprovou suas contas em 26/11/2013.

Atualmente, Mandiocão se agarrou à dívida herdada do governo anterior, computada em R$55 milhões, que foi anunciada como R$71 milhões, enfrentando a resistência política dentro da Câmara Municipal, uma vez que o governo só possui 03 cadeiras das 10 dos vereadores, enquanto que o Poder Legislativo não se esqueceu da mácula constitucional e moral provocada nas Eleições 2016.

Para piorar o contexto, os profissionais da educação ingressaram na greve em 06/03/2017, exigindo o aumento no salários, a aplicação do plano de cargos e salários dos servidores, o pagamento dos salários dentro do calendário, incluindo o 13º salário de 2016, o cumprimento do FUNDEB, que deveria complementar o salário dos professores e ser repassado às escolas para gerirem suas reformas estruturais, materiais e a própria merenda, além da aplicabilidade do processo eleitoral dos diretores das escolas através da comunidade e dos corpos docente e discente, uma vez que a direção das escolas faz parte da carteira dos cargos comissionados, que são indicados pela vontade exclusiva do prefeito, servindo como instrumento de barganha entre os Poderes Executivo e Legislativo na jurisdição municipal.

Por fim, com 70 dias de governo, Mandiocão está com a aprovação popular alta, mesmo com os problemas supramencionados, tendo em vista que a cidade ficou abandonada pelo governo Solange Pereira de Almeida, enquanto que a resposta na reforma dos colégios e das unidades públicas, através dos mutirões e da participação privada, está colocando o Município parcialmente nos trilhos. Nota-se pela logística na manutenção da iluminação pública, que começou na última segunda-feira, 06/03/2017, com os caminhões trocando as lâmpadas queimadas pelas ruas da cidade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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PMRB legitimou a greve na educação, quando abriu os processos seletivos e preencheu os cargos comissionados

Não sou o inimigo do SEPE e da Educação, mas considero a estratégia, até o momento, errônea, incluindo os pedidos, tendo em vista que deveriam pressionar a Câmara Municipal para que o o FUNDEB seja utilizado na forma prevista na Lei Federal, seguindo o mesmo modelo dentro da Justiça Federal. Há um momento que a organização precisa reavaliar suas ações, para traçar novas metas e objetivos.
Quanto à militância, lembro-me, por exemplo, que tentei ajudar a causa várias vezes no passado. Dexei de receber uma comenda na Cerimônia da Câmara dos Vereadores em 2015, por protesto pela Educação e o abandono da cidade. Mesmo não sendo professor atuante ou fazer parte da categoria. Acredito que não basta falar ou escrever, tendo em vista que a palavra sem ação, torna-se vazia e sem fundamento.
A Greve é legítima e necessária, mesmo não sendo o momento. O governo perdeu a razão quando abriu os processos seletivos simplificados, preencheu os cargos comissionados e decretou a calamidade financeira, cometendo uma sucessão de erros, desviando o foco perante à opinião pública.
Por Nadelson Costa Nogueira Junior