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Brasil não precisa mais dos ditadores, mas do retorno da constituição viva, através da Monarquia

Há uma carência programada e planejada no ensino brasileiro em relação à disciplina da História, principalmente, quando a disciplina fica específica à História do Brasil. Simplesmente, quanto mais nos aproximados do período Monárquico e Republicano, os temas são apresentados de forma rasa aos alunos, no intuito de enfraquecer o pensamento monarquista constitucional de um lado, além de manter a juventude, no processo de reposição das gerações, sob a zona do controle social, alimentando de forma direta as tendências do Estado, que se mantiveram no prisma conservador e da direita, preservando a propriedade, o latifúndio e a participação de uma minoria contribuinte de 20% de uma nação, que tem que sustentar a totalidade dos 200 milhões de habitantes.

Se o Brasil gozou a plenitude constitucional e a cidadania, é latente que foi na Monarquia, principalmente no reinado do Dom Pedro II, que foi um estadista, com a visão esplêndida do futuro da nossa nação, investindo na tecnologia e no desenvolvimento, enquanto que sua geração dos empresários e políticos não o acompanhavam na maioria dos projetos, devido à visão obtusa, limitada e escravagista do seu tempo. Precisamos apontar para um fato muito importante na História do Brasil, que nossos professores não contaram: – Os militares deram fim ao regime monárquico, porque a família real passou por cima do Congresso Nacional, abolindo a escravidão no país. Em retaliação ao ato irrevogável do Império, os senhores das fazendas de café e do açúcar se recusaram a contratar a maioria dos negros libertos, preferindo pagar a viagem e o salário ao imigrante europeu, alegando a transmissão da tecnologia, quando de fato a situação se limitava à vaidade humana.

A população negra foi para o campo e para os morros, que evoluíram para o modelo do subúrbio e das favelas que conhecemos hoje. O código penal previa o crime de vadiagem, levando o Estado a prender os negros desempregados, que estavam pelas ruas, levando-lhes ao trabalho forçado nos navios da marinha. Assim, dando o salto histórico superior a um século, nos deparamos com os problemas sociais construídos naquela época, não pelo Império, mas pela República das Espadas, que virou a do Café com Leite e se apresenta como a democracia da parceria entre o PMDB e o PSDB.

Por fim, aconselho a você, que é jovem e cheio de ideias para utilizar a internet e estudar mais sobre as monarquias europeias. Depois de analisar as informações da atualidade, faça uma pesquisa profunda sobre a Monarquia Constitucional Brasileira, e concluirás que éramos para ter seguido a tradição da Inglaterra, Holanda e da Finlândia, por exemplo, mas acabamos seguindo o sonho americano, conquistando direitos trabalhistas em períodos ditatoriais e colocando os políticos corruptos para brincarem de casinha com dinheiro público, deturpando a essência do Estado e do próprio povo brasileiro, que não fora consultado quando fizeram o golpe e a mudança do sistema, transferindo o poder moderador do Imperador para o Senado e a Câmara dos Deputados. O Brasil não precisa de mais senadores, mas do retorno do Rei e da legitimidade do Estado, que deve ser separada das questões do governo dentro da essência parlamentar da Monarquia Constitucional.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Brasil tem mais mortes violentas que as zonas de guerra, mas as autoridades se calam

Ao assistirmos o noticiário na televisão ou acompanharmos a programação nas rádios difusoras brasileiras, nos deparamos continuamente com as notícias envolvendo os arrastões, os tiroteios ao céu aberto, as disputas das facções criminosas pelo domínio do território, assaltos às agências bancárias, tráfico de drogas e armamentos, além da corrupção que assola o país, deixando a máquina pública sem resposta diante dos conflitos urbanos e das manipulações dentro do jogo do poder. Simplesmente, o tabuleiro está montado, enquanto que as peças são movimentadas desde as comunidades e favelas, alcançando as coberturas na zona sul do Rio de Janeiro, transmitindo a mensagem de que o cidadão tem que se esconder dentro de casa, porque está tudo dominado pelo crime desorganizado.

Entre os buracos criados pelo Congresso Nacional na elaboração das leis, o Poder Judiciário, mesmo com o magistrado concursado cumprindo seu papel com excelência, tem sua missão deturpada pelos Ministros dos Tribunais Superiores, que são indicados pelo Presidente da República e precisam da aprovação de dois terços do Senado Federal para assumirem os cargos. Dessa forma, o sistema garante seus interesses, através da manipulação nas esferas superiores. Mas, o mecanismo supramencionado não se limita ao prazer dos políticos, servindo como via de controle das maiores empresas nacionais e multinacionais.

Para piorar o contexto, as comissões dos direitos humanos estabelecem limites na segurança pública, que prejudicam mais a cidadania e o cidadão, dando poderes, voz e representação ao criminoso, transformando-lhes em vítimas de um sistema, que está condenando a polícia, que querendo ou não, é a instituição dos super-heróis dos tempos modernos, que lutam e se sacrificam nos limites da sociedade, para que possamos dormir em paz, o sono dos justos.

Acompanhando o twitter do Comandante do Exército, General Villas Boas, me deparo com os dados referentes aos números da guerra, que apontam que o Brasil teve 279.567 assassinatos no período de 05 anos, ultrapassando a Guerra da Síria, que teve 256.124 assassinatos no mesmo período. Em suma, a inteligência das Forças Armadas está acompanhando a situação da sociedade civil, concluindo que o Brasil já está numa guerra civil não declarada, porque as autoridades não querem assumir tal situação.

Por fim, diante da ausência e da incompetência estatal, o Brasil terá que optar entre a aplicação da Lei Marcial e da Intervenção Militar ou o armamento em massa da população, o intensificará o cenário do conflito, levando as cidades do interior ao sistema dos feudos, com muralhas, pontes, rios e crocodilos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Rio-bonitenses reclamam das multas aplicadas pela Guarda Municipal e se esquecem que o culpado é o motorista

Nas últimas semanas, o tema central das conversas nas redes sociais, no whatsapp e nas ruas tem sido as multas de trânsito aplicadas em Rio Bonito, principalmente no horário das missas das Igrejas Católicas, localizadas no centro da cidade e na Praça Cruzeiro.

A iniciativa da Guarda Municipal está provocando a indignação dos infratores e demonstrando a total falta de bom senso dos cidadãos, que insistem em estacionar os carros em cima das calçadas, além da famosa fila dupla no trânsito, principalmente no horário da entrada e da saída dos alunos das principais escolas particulares ou em frente às farmácias. Simplesmente, fica aquela sensação de que a habilitação do motorista foi adquirida de forma estranha, tendo em vista o número excessivo e cansativo das horas das aulas práticas e teóricas nas autoescolas, além da difícil jornada para se conquistar a habilitação definitiva nos exames do DETRAN.

É importante lembrar ao leitor e, principalmente, aos infratores, que estacionar o carro em cima da calçada é considerado infração grave, correspondendo a cinco pontos na carteira de motorista, mais o valor da multa de R$195,23, que provocará a remoção do veículo, se for o caso, conforme o artigo 181, inciso VIII, da Lei 9503/97. Logo, não adianta chorar, tendo em vista que o bom exemplo sempre gerará bom exemplo, enquanto que a mesma lógica acontece no caso negativo, que é justamente a mentalidade praticada em Rio Bonito nas últimas duas décadas, quando o carro aparenta ser a continuidade do status quor do cidadão ou do pedigree da sua árvore genealógica, mantendo a ideia de que a cidade é um feudo, composto por servos e nobres.

Em tempo, não poderia terminar esta resenha sem exaltar elogios ao operacional do trânsito da Guarda Municipal e ao Prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), uma vez que a Lei precisa ser cumprida, enquanto que a sociedade rio-bonitense necessita passar pelo choque de ordem para compreender o sentido das regras no convívio na coletividade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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URGENTE: Presidente da Câmara Municipal de Rio Bonito volta do coma de 05 anos durante a Sessão Legislativa

A Sessão Legislativa na Câmara Municipal nesta quinta-feira, 08/06/2017, foi brilhante. Deixando as ideologias e opiniões pessoais de lado, o vereador e presidente, Reginaldo Ferreira Dutra (Reis), que está no comando da casa por 05 anos consecutivos, apontou para o fato de que a segurança e saúde pública estão com problemas na logística e no atendimento ao cidadão.

No caso da segurança pública, o vereador foi preciso em relação ao excedente número dos guardas municipais no centro da cidade, enquanto que a maioria das localidades estão literalmente abandonadas. Simplesmente, a criminalidade necessita de resposta dentro dos domínios da nossa cidade, mas a guarda se limita à segurança patrimonial, deixando o cidadão em último plano. A ausência ficou maior, quando o vereador mencionou o monitoramento, que não saiu do papel até a presente data.

Todavia, a parte que eu mais gostei da manifestação do vereador Reis, foi quando ele atentou para o fato de que construir ESF, Posto de Saúde e Ginásio é fácil. A dificuldade está é na manutenção das estruturas, que exigem profissionais diversificados e o investimento preventivo dos materiais de conservação. Na saúde, por exemplo, enquanto que o atendimento está fluindo no ESF na Bela Vista, a Praça Cruzeiro, Parque Indiano, Parque das Acácias e Basílio estão sem médicos, com filas no atendimento e prazos de meses para o primeiro atendimento.

O vereador Reis foi brilhante no seu raciocínio. A única coisa que não bate é o fato dele ser veterano como vereador e de estar na Presidência da Câmara Municipal por 05 anos consecutivos. Em seu discurso, ele deixou claro que tais problemas são antigos na troca entre os governos municipais. A única coisa que me deixa assustado é o fato de vê-lo com o raciocínio tão lógico e lúcido na atualidade, quando há tempos atrás, a situação era igual ou talvez pior no centro e no interior da cidade, mas nada era falado, porque o governo era aliado, enquanto que o grupo político e os apadrinhados precisavam sobreviver, as custas dos cofres públicos e da distribuição dos contratos e dos cargos comissionados.

Por fim, a manutenção do Mandiocão na prefeitura está forçando os vereadores ao despertar do coma do ostracismo político. Agora, só falta a cereja do bolo, que seria justamente vê-los assumirem a responsabilidade nos erros e nas omissões cometidas nos últimos 25 anos, porque deixar tudo na conta dos prefeitos é covardia.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão apresenta os novos carros da Guarda Municipal, seguindo a tradição da maquiagem política na segurança pública

18814077_727021540811700_805141500244621843_nNo último dia 02 de junho de 2017, a Prefeitura Municipal de Rio Bonito estava exibindo os novos veículos da Guarda Municipal, que são bonitos, potentes e bem caros. O detalhe mais interessante nisso tudo é que os carros foram apresentados com novo layout do governo no envelopamento. As aquisições são importantes e servirão muito para a segurança patrimonial e pública da nossa cidade.

O Município de Rio Bonito criou e instalou sua Guarda Municipal em 2000, no final do primeiro mandato da Prefeita Solange Pereira de Almeida. Assim, nos últimos 17 anos, os guardas municipais foram e ainda estão subutilizados pelos governos, quando poderiam atuar ativamente na sociedade, indo muito além da segurança patrimonial, focalizando, justamente, a prevenção e a organização do trânsito, trazendo para os cofres públicos valores superiores aos R$86.670,00 mensais, indicados pela licitação do estacionamento rotativo realizada em 2015, e que foi engavetada pelos gestores públicos na época, uma vez que o processo licitatório terminou na justiça, que determinou a legitimidade do vencedor, que não tinha qualquer vínculo com o grupo político dominante nos Poderes Executivo e Legislativo.

Os guardas municipais precisam do respaldo do Prefeito para executarem suas funções. Aliás, a Guarda Municipal procedeu a distribuição das multas de trânsito na Avenida 07 de Maio no horário nobre da missa, enquanto que o Prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) foi extremamente ético, deixando de interferir na operação. Todavia, a GM precisa passar por uma mudança comportamental e de consciência por parte da Administração Pública, tendo em vista que ela pode gerar renda extra para o município, além de ser mais uma opção por parte do ente público na prevenção e no combate ao crime.  A Guarda Municipal precisa ser valorizada com um plano de carreira e um sistema de bonificação, além, é claro, da reciclagem contínua.

Por fim, o governo precisa compreender que, quando se trata da segurança patrimonial e pública, a mudança não pode ser exclusivamente no envelopamento dos carros e nos uniformes, porque o órgão é composto por pessoas, que tem famílias e precisam ser valorizadas pelo seu serviço, que é de grande utilidade pública, mas pode ser otimizado, ao ponto de gerar renda extra e própria para o nosso Município.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Por que Aécio Neves ainda não foi preso?

No caso de Rio Bonito e municípios adjacentes, os aluguéis saltaram dos R$760,00 para os R$1.200,00. Na ganância pelos contratos dos trabalhadores do COMPERJ, os proprietários dos imóveis dispensarem os inquilinos patrícios, para cobrarem até R$3.000,00 de aluguel. Simplesmente, na busca pela prosperidade, os empresários e os proprietários dos imóveis ficaram cegos e entorpecidos pelo dinheiro, ignorando o fato de que não tinha sido colocado um único tijolo ou estrutura pública na nossa cidade que pudesse justificar tamanho contraste.

O COMPERJ afundou, levando consigo toda energia da região, deixando um buraco direto nos cofres públicos, computado em R$167 bilhões, além dos altos índices do desemprego e da violência. Nesse mesmo caminho, os políticos do Estado do Rio de Janeiro construíram fortunas e leiloaram a gestão pública às construtoras e aos consórcios, cujos resultados testemunhamos diariamente nos jornais, como a farra com o dinheiro público, fechando escolas e postos de saúde e deixando a sociedade civil exposta ao caos generalizado.

As operações da polícia federal estão prendendo empresários e demonstrando a contradição da cultura e dos valores brasileiros, tendo em vista que, por exemplo, o político Aécio Neves foi gravado pedindo dinheiro da JBS (FRIBOI), além de manifestar a intenção calculada em atrapalhar e anular a Operação Lava Jato. Contraditoriamente, a irmã do Aécio Neves foi presa e ainda continua em cárcere. Mas, o Aécio Neves foi afastado do cargo de Senador, gozando da liberdade de ir e vir, podendo, inclusive, manter sua investidura em atrapalhar as investigações. Por que ainda não prenderam o Aécio Neves? – Essa é a pergunta do mês de maio de 2017, que ninguém fez publicamente na imprensa brasileira, porque, no final, o que manda no nosso país é o dinheiro.

A verdade é que o Brasil está afundado na corrupção ativa e passiva há décadas, cuja administração pública se tornou um instrumento para atender os interesses dos grupos econômicos, abandonando a sociedade ao ostracismo, demonstrando que o problema social é a consequência da incapacidade política e gestora do Estado, porque o dinheiro está sobrando para bancar a farra e a alegria de muitos. No final, se deixarmos as bandeiras políticas e as ideologias de lado, concluiremos que não ficará um único político em pé para contar estória ou a história, enquanto que fabricamos estes monstros, que nos fabricaram com as ideias dos seus pais e avós, através do controle do Estado e do ensino público. E pensar que quase elegemos o Aécio Neves para presidente em 2014.

Por fim, as prioridades foram invertidas no Brasil, porque antes da reforma da previdência, eleitoral e trabalhista, os brasileiros precisam passar pela reforma moral, ética e humanitária, porque a maioria ainda acredita que é possível fazer a mudança plástica para solucionar o problema, tal como trocar a sigla partidária, o logotipo e o slogan, mantendo as pessoas, as coisas e os problemas nos mesmo lugares.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Enquanto a Globo apresenta a novela da Odebrecht, o Governo faz a festa com o dinheiro público

Acompanhando a cobertura da Operação Lava Jatos e as delações premiadas da Odebrecht no horário nobre pela televisão, observo que a imprensa transformou o cenário numa novela, divulgando as partes convenientes das filmagens dos depoimentos perante o Ministério Público Federal, desconstruindo fatos de um lado, reconstruindo conceitos do outro, blindando os principais políticos e partidos brasileiro. No final, não ficarei assustado se as delações facilitarem as coisas para os executivos e as construtoras envolvidas no esquema de corrupção, enquanto que os políticos ficarão intocáveis, ora por causa do foro privilegiado, ora por força da imunidade parlamentar ou das filas processuais dentro da burocracia.

O interessante é que há uma regra geral para os contratos dentro da máquina pública: – As licitações que envolvem as maiores quantias de dinheiro resultam na vitória de alguém relacionado ao grupo do político vencedor. Essa regra se repete na União, nos Estados e Municípios. Assim, a sociedade finge que acredita no combate à corrupção, enquanto que cada um faz o seu marketing no seu próprio quadrado.  Logo, há um padrão nas licitações, que não foi criado pela Odebrecht, mas que está incorporado na cultura da gestão pública brasileira há décadas, abrindo a porta para os pedágios de 1% a 10% sobre os projetos, às bonificações pelo lobby por parte do político e manutenção do caixa dois, com o dinheiro da saúde, da educação e de qualquer outra pasta que poderia viabilizar a desigualdade social e a dependência econômica dentro do Brasil.

Enquanto o Jornal Nacional prende sua atenção ao óbvio no sistema de corrupção e propina dentro da esfera do poder público, as águias de sempre estão manipulando a atenção da sociedade, para que a reforma da previdência social e o aumento da jornada semanal de trabalho sejam aprovados. Por exemplo, os governos de Lula e da Dilma Rousseff intensificaram a transposição parcial do Rio São Francisco, levando água para o sertão nordestino. O Temer assumiu a Presidência da República, enquanto que a Rede Globo desenvolveu várias matérias apresentando a parte que não foi entregue da transposição, colocando o fato como um padrão, pegando aquilo que foi realizado anos antes para si, passando para o domínio do PMDB, como que se tudo tivesse ocorrido como um passe de mágica, levando o milagre nordestino para o paulistano e o carioca consumirem como verdade absoluta.

Por fim, a campanha eleitoral começou em abril de 2017, mas você não percebeu ainda, porque a imprensa está gerando uma expectativa, no intuito de vender um produto viciado em 2018.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Os brasileiros são pintos, escondidos dentro do ninho

Diante dos discursos construídos e compartilhados pelo vazio da autonomia humana, eu decidi me rebelar perante o mundo, passando uma tarde incrível com minha família, sem a interferência exterior.
Queria poder construir uma casca de ovo em volta de mim e daqueles que amo, para protegê-los dos flagelos contemporâneos. O único problema é que não tenho a galinha para aquecê-los, então, pedi ao Putin para não fechar o registro do gás da Rússia, porque a maioria dos europeus morreriam de frio.
Nesse exato momento, meu questionamento mais profundo é escolher qual roupa vestirei amanhã para ir ao trabalho, enquanto que os generais e os ditadores brincam de guerra na Síria, massacrando os civis com bombas, terrorismo e armas químicas.
Os brasileiros criticam o Donald Trump e sua ordem executiva presidencial para lançar mais de 50 mísseis na casa dos outros, lá no oriente médio. Simplesmente, eles precisam ser estudados, porque não sabem escolher presidente, não conhecem seus direitos e se acomodaram na alienação, esperando que os estrangeiros tragam seu modo de vida para cá. O problema é que os estrangeiros precisam dominar alguém para manter seu modo de vida e toda a propaganda.
Por fim, a galinha fugiu. As raposas se apossaram do galinheiro e estão admirando os ovos dentro dos ninhos. Elas esperam novas galinhas, porque ainda não compreenderam o fato de que só sairão pintos dali.
 
Por Nadelson Costa Nogueira Junior
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Com 90 dias do governo Madiocão, já começa a dança das cadeiras entre os secretários

Aos noventa dias do governo Mandiocão, começa da dança das cadeiras entre os secretários municipais, que, aparentemente, demonstram incapacidade para gerirem várias pastas ao mesmo tempo, enquanto que poucos se afastam por conta das forças ocultas, que estão sempre presentes no circuito do poder. Assim sendo, seguem as mudanças descritas abaixo:

Por força da portaria n°163/2017, Cantianila Fialho Mendonça, foi exonerada, a pedido, do cargo de Chefe de Gabinete, a contar de 30/03/17, sendo substituída pela servidora VERA LÚCIA PEREIRA DE SOUZA, que também exercerá interinamente os cargos de Secretária Municipal de Comunicação Social, a contar de 31/03/2017, através da portaria nº169/2017. O problema é que a atual chefe de gabinete não possui a aprovação do grupo político, como também, não está preparada para a articulação política e as demandas dos cargos, o que coloca sua indicação no universo do foro íntimo do prefeito, que deve estar focalizando a confiança exclusivamente, deixando a incorporação dos 10% da função comissionada para cada ano trabalhado de lado, tendo em vista que ela não é servidora concursada;

Por força da portaria nº166/2017, Matheus Rodrigues da Costa Neto, secretário de saúde, foi designado interinamente para exercer o cargo de Secretário Municipal de Prevenção à Dependência Química, a partir do dia 31/03/17, o que dará maior acesso aos fundos da pasta dentro da jurisdição do Estado e da União. Mantendo o foco na pasta da Prevenção à Dependência Química, a designação do Matheus Neto é estranha, uma vez que há gente extremamente capacitada para o cargo dentro do grupo, que é o caso do João Paulo Romanelli. Por outro lado, a pasta estava à deriva na mão da secretária municipal da promoção social (Desenvolvimento Social);

Por força da portaria nº168/2017, Vitor Ivo Gomes da Silva foi designado interinamente para exercer o cargo de Secretário Municipal de Projetos Especiais, a contar de 31/03/2017. É importante atentarmos para o fato de que a Secretaria de Projetos Especiais foi criada no Governo Solange Pereira de Almeida em 2013, para acelerar o expediente dos projetos da PMRB e editá-los nos moldes da ABNT para, então, enviá-los aos órgãos governamentais para a prospecção das verbas e dos investimentos públicos. Todavia, na prática, a secretaria serviu de cabide de emprego no governo anterior, mantendo a mesma perspectiva no atual. É importante atentarmos para fato administrativo de que o Sr. VITOR IVO GOMES DA SILVA foi também foi nomeado para o cargo de ASSESSOR ESPECIAL, a contar de 24/03/2017, por força da portaria nº161/2017.

Conforme os comentários das pessoas mais próximas ao poder municipal, é esperada a dança das cadeiras na pasta trabalho, que também possui grande potencial estratégico para o aumento da arrecadação e que precisa ser otimizada.

Por fim, considero um erro gravíssimo a exoneração da Cantianila da Chefia de Gabinete, mesmo que seja a pedido. Considerando a carência da inteligência organizacional e o ambiente político que o prefeito Mandiocão se encontra, deixar a Cantianila fora do tabuleiro é um luxo, que o grupo político não pode se permitir. Ela é a torre do grupo, o que a coloca numa posição estratégica, tanto para o combate quanto para a defesa. Seu afastamento da Chefia de Gabinete transformou o gabinete do governo num mero protocolo administrativo, que fará ofícios e memorandos para o prefeito.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Dória é o Jânio Quadros da atualidade. Só falta virar presidente.

Acho muito legal testemunhar a atuação do empresário João Dória Junior, do PSDB, como prefeito da cidade de São Paulo. Simplesmente, o prefeito se utilizou das regras do marketing durante as eleições, saindo da condição do azarão para o vencedor na disputa eleitoral em 2016.

Há algo muito interessante e sensível na comunicação social do Dória, que se apropriou das redes sociais e da comunicação digital, utilizando o Twitter, o Facebook e o Youtube. Dessa forma, o prefeito conseguiu ultrapassar a cobertura da imprensa convencional, alcançando a massa através dos celulares.

O que a maioria da opinião pública ainda não compreendeu é que o Dória tem a natureza do empresário e do investidor, transformando ações sem qualquer conexão com a realidade pública em conteúdos e eventos prioritários para o paulistano, que acabou de sair da administração do PT (Partido dos Trabalhadores), bipolarizando o universo entre a luta do bem contra o mal, mortadela versus coxinha, corruptos versus não corruptos. Bem, no cenário político, o brasileiro está vendo a corrupção vencer, salvo os marinheiros de primeira viagem na vida pública.

Não existe almoço ou janta de graça, porque alguém sempre pagará a conta, que, na maioria das vezes, fica pendurada no prego para que o contribuinte pague no momento oportuno para o sistema. Assim, os banheiros de inox estão sendo instalados pelo município de São Paulo, com custo zero para o erário público municipal, mas com financiamento direto do governo federal, oferecendo contrapartida com as isenções legais dentro do imposto de renda das empresas. Em suma, o Dória está vendendo uma imagem e um produto construídos em cima de si, querendo agregar o dinamismo dos negócios e das operações financeiras dentro da gestão pública, se esquecendo que a natureza dos negócios é o lucro, enquanto que os empresários e o setor privado não gostam de perder dinheiro. Logo, me pergunto até quando a maquiagem do marketing se sustentará.

Por fim, quando vejo o foco do Dória, que acabou de ingressar na Prefeitura da cidade de São Paulo, idealizando e induzindo o paulistano para conduzi-lo à Presidência da República, não posso deixar de retornar ao histórico do ex-presidente Jânio Quadros, que alcançou a Presidência do Brasil numa carreira meteórica e acelerada, que terminou num governo desastroso para os paulistanos e brasileiros, levando o país ao Golpe de Estado de 1964 e ao rompimento democrático.

Não poderia terminar esta resenha sem atentar para a essência do materialismo histórico, que se baseia no princípio de que a História é feita de homens que exploraram outros homens, enquanto que, em sua dialética, os fatos se repetem, trocando somente os nomes dos personagens. Logo, acenderei meu charuto e ficarei admirando o circo que estão querendo construir para o país.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior