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Estúdio de Dança Sonharte fez vanguarda no seu primeiro espetáculo

12523083_978160892259395_8317975220781603635_nAo assistir a apresentação das coreografias do espetáculo “Entre Laços”, produzido pela Equipe do Estúdio de Dança Sonharte e dirigido pela Caroline Rodrigues, me surpreendi com a qualidade coreográfica das crianças e a aplicação da técnica, tendo em vista que o projeto ainda não materializou seu primeiro ano, demonstrando a maturidade precoce das professoras e de toda equipe técnica, desde o repertório musical até a iluminação.

Sou vizinho de muro do Estúdio Sonharte, enquanto que acompanhei  os ensaios pelos temas musicais de dentro do meu quarto ao longo dos meses, imaginando como seria cada coreografia.

Adorei o espetáculo, me emocionei com a coreografia das crianças dançando com suas respectivas mães. A proposta da coreográfica da grávida foi linda, poética e contemplativa. A dança do ventre demonstrou o potencial das alunas e da Sonharte. Todavia, minha alma tremeu com a sincronia coreográfica da equipe do Hip Hop, cuja apresentação era merecedora da estreia no Canal Disney. Simplesmente, os meninos possuem a dança no DNA e quebraram todos os conceitos, superando as expectativas do público rio-bonitense.

Literalmente, o espetáculo “Entre Laços” começou no ritmo da turma baby class, progredindo para a mistura da dança clássica com a moderna, terminando na rebeldia necessária para todo movimento artístico e de vanguarda.

Por fim, sobre a última coreografia, eu poderia escrever uma tese de doutorado em história e filosofia da arte, uma vez que as dançarinas me provaram que é possível ensinar história e expressar o pensamento político e ideológico através da dança e do movimento, sem perder a postura ou cair no salto. Me sentei na platéia, preparado para ver mais do mesmo. Mas, fui surpreendido como artista e admirador do belo, ficando com o entusiasmo para acompanhar e aplaudir as futuras produções, com seus novos desafios. Assim, me levanto, bato palmas e ofereço flores em agradecimento, porque a maior retribuição da arte se materializa no reconhecimento.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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Os servidores públicos são peões no tabuleiro de xadrez do poder e na volta pela CPMF

Os servidores e a sociedade fluminense não compreenderam nada, quando o Governador em Exercício, Francisco Dornelles, demonstrou apoio público ao movimento da greve geral perante a mídia. A verdade é que o Governo do Estado do Rio de Janeiro está tentando fazer essa manobra desde outubro de 2015, para que a massa fosse para rua, exigindo o aumento e o pagamento dos salários dentro do calendário.  Resumidamente, o governo estadual usará o movimento da greve dos servidores como instrumento para persuadir a opinião pública e o governo federal , vislumbrando a liberação do quantum de R$1.000.000.000,00 (hum bilhão de reais) para tapar o buraco no RIOPREVIDÊNCIA.  Entretanto, a greve também terá a função de gerar o clamor público na sociedade brasileira, através da imprensa, para pressionarem a Câmara dos Deputados e o Senado na aprovação da nova CPMF, cuja receita fantasma já foi aprovada na  LDO deste ano, mesmo não existindo.

Pessoalmente, acho que o Governo do Estado do Rio de Janeiro assumiu sua posição de vanguarda dentro do movimento da greve e da crise, cuja propagação pela imprensa incentivará os movimentos nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, que terão o impacto profundo na sociedade, intensificando a crise econômica e política. No final, dirão que tudo foi em nome do resgate econômico, através da CPMF. A única questão nisso tudo é sabermos se os servidores alcançarão seus objetivos na greve, que são coerentes, reais e legítimos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Reunião sobre transporte universitário com o presidente da câmara de tangua, Luciano Lúcio, em 19/02/2016.

Luciano Lúcio, Ricardo Abrahão e a reunião em busca das soluções ao transporte universitário riobonitense

A ausência do Governo e da Câmara Municipal, nos últimos anos, levou a município de Rio Bonito à decadência, enquanto que os municípios vizinhos, tais como Tanguá e Silva Jardim conquistaram parte dessa energia no crescimento econômico e social, através das políticas públicas.

Desde o momento que Luciano Lúcio (PSDB) assumiu a presidência da Câmara Municipal de Tanguá, a cidade passou a gozar do exercício da transparência e da participação popular, através da comunicação formal e das redes sociais, aproximando a sociedade do governo e das políticas públicas.

O sucesso do trabalho desenvolvido no município vizinho foi tão elevado, que a nova geração dos líderes comunitários e pré-candidatos  está fazendo questão de quebrar os muros ideológicos, políticos e partidários, em nome da aprendizagem e do bem comum. E assim, seguindo o mesmo propósito, Ricardo Abrahão (PSOL) marcou sua presença na Câmara Municipal de Tanguá, no dia 19/02/2016 (Quinta-Feira), às 09:00 horas, motivado pelo problema no transporte universitário, que está afetando Rio Bonito e Tanguá.

Em conversa informal com o Ricardo Abrahão, o jovem me demonstrou entusiasmo com a reunião, enquanto que ficava evidente a grande diferença entre a postura dos governos dos dois municípios sobre o transporte universitário:  – Tanguá demonstra boa vontade no diálogo e na solução dos problemas, materializando as ações através das reuniões com os universitários, o  presidente da Câmara Municipal e o Prefeito, Valber. Em Rio Bonito, por outro lado, não há diálogo e boa vontade por parte do governo, que sempre utiliza o tom da ameaça, que atrapalha a comunicação entre a prefeita e os universitários.

Luciano Lúcio indicou um bom exemplo de liderança, participação social e cidadania, quando uma aluna, representando todos os universitários, redigiu um documento detalhando todos os problemas. A partir disso, o Prefeito e a Câmara dos Vereadores trabalham nas soluções, demonstrando o comprometimento de todas as partes, mesmo diante das dificuldades.

Para Ricardo Abrahão, o transporte universitário pode ser igual ou melhor que o modelo de Tanguá, desde que os estudantes se organizem continuamente, constituindo a unidade em nome da causa, para garantir a continuidade e a qualidade do serviço às futuras gerações, através das políticas públicas, baseadas na comunicação transparente entre a sociedade e as instituições políticas.

Não poderia terminar este artigo, deixando de expressar o fato de que a cidade de Rio Bonito necessita de uma Câmara Municipal mais ativa e participativa, com novas ideias e dinâmicas nas políticas públicas, que lute pela cidade e enfrente o Poder Executivo, quando este não estiver trabalhando corretamente. Todavia, ouso discordar do Ricardo, quanto à unidade dos universitários, tendo em vista que a maioria deles quer garantir o uso do transporte para atender suas necessidades momentâneas, enquanto que acreditam que, com a redação de um documento, poderão transformar o transporte universitário riobonitense em política pública continuada. Todavia, a Câmara Municipal está sem boa fé e vontade para resolver o problema, enquanto que somente o Poder Executivo pode apresentar Leis que geram custos ao erário público. Logo, clamo para que a luz da sabedoria paire sobre as mentes da nossa juventude, e que a mesma se permita conhecer as soluções dos nossos vizinhos, além de assumirem o fato de que não haverá conquista ou glória, sem o pagamento da luta e da organização.

Ironicamente, a criança, chamada Tanguá, está ensinando a velha, Rio Bonito, como renovar.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior