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Precisamos conversar sobre a liminar do Mandiocão

A Eleição Municipal terminou no dia 02/10/16 para os eleitores, que escolheram o José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) como prefeito, computando a primeira colocação nas urnas, com 14826 votos. Todavia, considerando a situação jurídica do candidato dentro do TRE-RJ e do TSE, a eleição teve seu encerramento definitivo em 02/12/2016, quando a Ministra Rosa Webber manteve o Mandiocão no cargo, suspendendo todos recursos eleitorais no TSE. Dessa forma, o assunto eleitoral estava encerrado.

Os grupos políticos concorrentes insatisfeitos com a situação, investiram na tese de que, caso a liminar, que suspendeu a sessão da Câmara Municipal, fosse cassada ou reconsiderada pela desembargadora, o vencedor da Eleição Municipal voltaria ao status de ficha suja, ficando impedido de assumir, o que exigiria a aplicação de uma nova eleição, desde que tudo acontecesse no tempo hábil para que o ex-prefeito não fosse diplomado e assumisse o cargo oficialmente. Bem, meu caro leitor, as equipes jurídicas dos grupos políticos concorrentes e da Câmara Municipal não souberam conduzir a ação, pecando na luta contra o tempo e na própria lógica jurídica, o que resultou na manutenção da liminar e na posse do prefeito.

Eles ainda mantêm a fé de que, caso a liminar caia pela votação na câmara cível, o prefeito será afastado do cargo, enquanto que a probabilidade matemática disto acontecer é mínima, tendo em vista as decisões do TSE, enquanto que o processo da Câmara Municipal ainda está na sua fase embrionária.

A verdade é que o Marcos Abrahão estava com as eleições na mão até o momento que disse, no palanque, que “quem se mistura com porco, farelo come.” No final, o próprio candidato acabou ferindo a si próprio perante à opinião pública, que não queria a continuidade do governo sob o domínio do grupo da Solange Pereira de Almeida, escolhendo o Mandiocão nas urnas, através do processo democrático, que foi legitimado pelo TRE-RJ e pelo TSE, no dia 02/12/16. Assim, com liminar ou sem liminar, os futuros candidatos ao cargo de prefeito terão que focalizar a revanche em 2020, através da eleição e do processo democrático.

Por fim, gostando ou não, Mandiocão está legitimado no poder, conforme as Instituições Jurídicas. Logo, quem sou eu para questionar o contrato social, que mantém o Estado e a sociedade civil erguidos? – Fiz a minha parte como escritor na luta pela transparência, enquanto que é público e notório que apoiei o Marcos Abrahão nas Eleições Municipais em 2016. Todavia, não vou ficar sentado na calçada chorando, torcendo para que tudo dê errado no atual governo. Isso seria infantilidade e sabotar toda sociedade rio-bonitense, que acompanha o momento da crise ética, moral, financeira e econômica. Assim, minha escolha foi colaborar com a sociedade e o governo, nas questões pertinentes e legais, exercendo a cidadania, que independe dos cargos, das comissões políticas e das licitações, porque as eleições passaram e Rio Bonito precisa da unidade do seu povo, com seus empresários, pensadores, artistas e ativistas, para se reconstruir e voltar ao desenvolvimento econômico e social.

No mais, vamos aguardar o transcorrer deste mandato e a forma como os empresários interpretarão o ambiente contingencial.

Por Nadelson Cota Nogueira Junior

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Teori Zavascki foi mais uma baixa na guerra econômica global

As condições ambientais do acidente aéreo, que provocou a morte do Ministro Teori Zavascki, leva a opinião pública a especular várias teorias da conspiração, uma vez que a autoridade era o relator da Operação Lava Jatos dentro do STF (Supremo Tribunal Federal), responsável direto pelas decisões nos autos, incluindo a homologação das delações dos 77 executivos da Odebrecht, que estava prevista para ser materializada até o fim deste mês.

A aeronave, prefixo PR-SOM, modelo Hawker Beechcraft King Air C90, tinha o piloto experiente, que conhecia as características climáticas e geográficas da região de Paraty e Angra dos Reis, enquanto que a tripulação de 05 pessoas estava dentro dos padrões do avião, que se encontrava com a documentação e a manutenção em dia. Logo, as suspeitas da sabotagem aumentam, principalmente, diante da aproximação da homologação das delações, cujos conteúdos envolvem a maioria dos partidos e políticos no poder, desde 1987. Assim, a expectativa do mercado e da imprensa é enorme, enquanto que a morte do relator atrasará o andamento da Operação Lava Jatos, deixando a Odebrecht e a maioria das construtoras e consórcios brasileiros paralisadas, diante do impedimento legal para participarem das licitações governamentais.

Acompanhando a imprensa e as teorias da conspiração da opinião pública nas redes sociais, nota-se o óbvio, uma vez que a primeira suspeita induzida cai no Partido dos Trabalhadores, que estava no poder desde 2003. O problema é que, caso as delações alcançassem o Lula, todos os políticos cairiam, com o efeito dominó. Todavia, precisamos lembrar que a Odebrecht tinha um departamento para cuidar das propinas e fraudes dentro dos contratos do governo, com registros organizados contabilmente desde 1987. Assim, o óbvio é que a questão não pode ser centralizada numa única pessoa ou partido político, mas em todo Congresso Nacional. Entretanto, o óbvio seria contraditório, tendo em vista que a Operação Lava Jatos teve efeitos colaterais na Europa, América Central e Estados Unidos, dando origem aos acordos firmados entre os consórcios internacionais, as grandes corporações e os governos vitimados pelos esquemas.

Pessoalmente, acho que deveríamos abandonar o óbvio e ir além das questões partidárias da nossa nação, uma vez que existem várias corporações de olho nos projetos governamentais brasileiros, tanto civis quanto militares, vislumbrando a intensificação das suas bases na América do Sul, provocando, literalmente, uma competição entre as principais nações econômicas do planeta, evidenciando os Estados Unidos da América, a Rússia, a Suécia e a China. Dessa forma, diante do prisma econômico, a construção dos benefícios com o acidente indica a interferência internacional, por meio das agências privadas de inteligência, que foram contratadas pelas grandes corporações estrangeiras, vislumbrando retardar a homologação das delações, mantendo a Odebrecht e os demais consórcios isolados dos processos licitatórios no território nacional, começando pela construção dos novos presídios e da Unidade de Produção de Gás Natural na estrutura daquilo que já foi idealizado, um dia, como o COMPERJ (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro).

Não seria a primeira vez e nem a última, a utilização do acidente aéreo como maquiagem para afastar todas as circunstâncias de um homicídio, uma vez que a sociedade tenderá a se comover e a aceitar a natureza da morte de tal forma, enquanto que a reação da opinião pública já não seria solidária diante da queima de arquivo, do assassinato encomendado ou do suicídio, utilizando-se, nesse caso, o ex-presidente Getúlio Vargas.

Há uma tradição nos acidentes aéreos no Brasil, que foi inaugurada com a morte do presidente e marechal, Castelo Branco, que se vinculou ao Ulisses Guimarães, Roger Agnelli, Eduardo Campos e outros empresários fortes e influentes na economia nacional e internacional. Como o avião era de um empresário do ramo da hotelaria, a arquitetura da missão de sabotagem exigiria o grampo telefônico dos envolvidos, o rastreamento do itinerário da aeronave através das torres de controle e do sistema de geoprocessamento, podendo contar, ainda, com os satélites e drones para a execução. Todavia, se ampliarmos para os acidentes automobilísticos, a lista ficará muito maior, começando pelo ex-presidente.

A maioria da população não sabe, mas a Odebrecht atua em vários países e setores, incluindo a área da defesa, com a construção e venda dos armamentos, consolidando sua marca nas Américas, Europa, Ásia e África. Logo, como sua matriz se encontra fragmentada pelo escândalo da Operação Lava Jato, se a corporação ficar isolada dos projetos da iniciativa pública, o governo brasileiro será compelido a investir nas empresas estrangeiras, que querem e muito retornar com o modelo aplicado até a década de 1990.

Por fim, a morte do Ministro Teori Zavascki tranqüilizou o mercado, demonstrando alta na BOVESPA e no otimismo do investidor estrangeiro, enquanto que o Governo Brasileiro está negociando o retorno dos americanos à Base Militar de Alcântara, iniciando um ciclo estratégico que vai muito além da briga ideológica e política. Todavia, a ex-presidente Dilma Rousseff ampliou os laços econômicos do Brasil com a China, colocando o Brasil no olho do furacão da doutrina Monroe, que se baseia na máxima: “América para os americanos.”

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Prefeito Mandiocão e o secretário de desenvolvimento econômico, Bruno Soares, na reunião do monitoramento remoto realizada na CDL, em 18/01/2017.

PMRB propõe a implantação do monitoramento remoto em parceria com a iniciativa privada

A apresentação do Felipe Reis, presidente do Projeto ViverBem.

A apresentação do Felipe Reis, presidente do Projeto ViverBem.

Na manhã desta quarta-feira (18/01/2017), a Prefeitura Municipal de Rio Bonito realizou, na CDL, a reunião com os empresários riobonitenses e as autoridades da segurança pública do nosso Município, objetivando apresentar a proposta do monitoramento remoto e do seu financiamento através da PPP (participação pública-privada), atendendo uma das principais prioridades da cidade desde 2011. Todavia, a implantação do monitoramento remoto foi silenciada em 2012, quando a situação não obteve êxito na sucessão, enquanto que a ex-prefeita, Solange Pereira de Almeida, prometeu investir no mesmo projeto, caso fosse eleita, deixando a promessa no papel, como a maioria das propostas do seu plano de governo.

As autoridades policiais e de defesa do Município de Rio Bonito.

As autoridades policiais e de defesa do Município de Rio Bonito.

O projeto do monitoramento remoto se baseia na experiência do município de Niterói, que implantou o sistema, através do projeto ViverBem, interagindo a dinâmica das 300 câmaras instaladas pela cidade, com a central de informação, a polícia civil, militar, rodoviária federal, a guarda municipal, os agentes do trânsito, a defesa civil, os serviços de emergência e as lideranças nas comunidades e bairros. Logo, o serviço do monitoramento proposto não se limita à instalação das câmeras pelos pontos estratégicos da cidade, contando com a cidadania e a participação da sociedade, da gestão pública municipal e as forças de defesa, compostas pela integração direta entre as polícias, a defesa civil, o corpo de bombeiros e a guarda municipal. E assim, o empresário e presidente do ViverBem, Felipe Reis, apresentou a experiência do projeto desde de sua fase embrionária até sua execução e evolução logística, atentando para o fato de que o processo é o resultado do trabalho em equipe, de forma contínua.

A apresentação conjunta dos secretários Bruno Soares e Ronen Antunes.

A apresentação conjunta dos secretários Bruno Soares e Ronen Antunes.

A pasta do desenvolvimento econômico, que está sob a gestão do empresário Bruno Guimarães Soares, ficará responsável pelo projeto e pela dinâmica da PPP, uma vez que a atual gestão priorizará tal metodologia, seguindo os exemplos aplicados na zona do sul do Rio de Janeiro, Niterói e Friburgo, cujas modelos são fortes, principalmente no desenvolvimento econômico, no turismo e na segurança pública. Todavia, o Bruno Soares está maximizando a comunicação entre o governo e a sociedade, apresentando o diferencial em conjunto com o secretário de desenvolvimento urbano e comunicação, Ronen Antunes, para prospectar parcerias para a manutenção e a conservação das áreas estratégicas da nossa cidade, valorizando o empresário e a economia local.

Se a PPP do monitoramento remoto sair do papel, ela inaugurar um novo período para a cidade, com a prática da gestão participativa, que é um modelo democrático e necessário, principalmente, quando a saúde financeira do Município de Rio Bonito está comprometida temporariamente.

Por fim, tive a oportunidade de conversar com os secretários do governo Bruno Soares e Ronen Antunes, bem como com o prefeito Mandiocão, que estão abertos para as ideias e colaborações dos cidadãos, priorizando a sociedade e a gestão pública racionalizada para reconstruir a cidade e a autoestima riobonitense.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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PMRB terá que pagar os salários atrasados e o 13º dos servidores da educação, por força da liminar

No dia 18/11/2016, o SEPE (SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO – Regional Rio Bonito e Silva Jardim) ingressou com a Ação Civil Pública, com pedido liminar de cumprimento da data base e do sistema remuneratório do servidor público em face do Município de Rio Bonito, que foi distribuída sob o nº0006637-62.2016.8.19.0046. O pedido central da ação é que a justiça determine que o réu cumpra a data base para o pagamento dos salários dos servidores municipais da rede pública de educação, bem como dos salários atrasados e do 13º salário.

A PMRB (Prefeitura Municipal de Rio Bonito) decretou o “estado de calamidade financeira, por meio do Decreto nº004/2017, que foi publicado na edição nº 505 da Gazeta de Rio Bonito. Dessa forma, o atual governo assume oficialmente sua incapacidade financeira para manter o fluxo de caixa positivo.

No dia 17/01/2017, o pedido liminar do autor foi deferido da seguinte forma: DEFIRO A LIMINAR REQUERIDA, devendo o Município depositar os valores relativos aos salários vencidos, e ainda não pagos, além do décimo terceiro salário dos servidores da rede pública de educação, no prazo de 48h, acrescidos de juros legais e correção monetária, sob pena de arresto de verbas públicas para pagamento débito. Por outro lado, os salários vincendos, ainda que exista disposição legal a tal respeito, deverão ser pagos até o dia 20 de cada mês, para melhor organização do ente municipal, considerando-se ainda a flagrante insuficiência de recursos.”  Dessa forma, o Município de Rio Bonito será obrigado a proceder o pagamento nos moldes determinados.

Conforme as informações, o Município de Rio Bonito já possui o crédito de R$4 milhões nos cofres, com finalidade exclusiva, que não podem ser utilizados para outros fins, tais como a folha de pagamento do pessoal. Todavia, se a justiça pública fizer o arresto das verbas, o prefeito Mandiocão poderá pagar os atrasados, sem correr o risco de responder processo por improbidade administrativa ou crime de responsabilidade. Assim, o atual governo resolveria um problema, sob a determinação judicial, mas ficaria com outro, tendo em vista que as contas seguem a lógica contábil, enquanto que os valores deverão ser repostos futuramente, ou o serviço que seria financiado, ficará paralisado.

Agora, o cidadão riobonitense compreenderá os motivos do não pagamento dos salários e do 13º salário por parte da gestão anterior, transferindo a obrigação ao atual prefeito, que recebeu os cofres vazios, enquanto que, caso procedesse o pagamento com a receita disponível, configuraria crime de responsabilidade e improbidade administrativa, que alimentaria a oposição dentro da Câmara Municipal, que está aguardando a ocorrência de algum motivo plausível para tentar isolar o Mandiocão no poder.

Por fim, vamos aguardar as cenas do próximo capítulo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão pede desculpas aos riobonitenses pelos erros da Solange

O vídeo do prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), que foi exibido nas redes sociais nesta segunda-feira, 16/01/2017, deixou a situação do Município de Rio Bonito bem clara para a opinião pública, mesmo sem mencionar o tamanho da dívida herdada da gestão anterior ou estabelecer uma data qualquer para o pagamento dos servidores públicos municipais, incluindo a parcela integral do 13º salário.

Estou acostumado com o Mandiocão que entra na briga para ganhar e que não desiste das lutas. Todavia, não gostei de vê-lo apresentando as prioridades da ex-prefeita em inverter as obrigações, deixando de pagar os servidores públicos para atender alguns fornecedores, com exclusividade, pedindo-lhes desculpas por uma sucessão de erros, que foram cometidos por sua antecessora, que sabotou a administração pública, o comércio e a maior parte das famílias riobonitenses.

Mandiocão foi nobre quando se desculpou, porque ele é o prefeito, enquanto que sua obrigação, mesmo não sendo o responsável direto pela origem do problema, é solucionar a crise e colocar a casa em ordem, pelo menos, na esfera financeira. Mas esse é o momento que o governante, que está no seu quarto mandato, deve se sentar com seu staff para fazer o levantamento das estruturas e o estudo de impacto para revitalizar as escolas, as unidades de saúde e os setores públicos, para que o patrimônio público não vire ruína, ficando na mesma condição da frota veicular sucateada. Não poderia deixar de mencionar a valorização do servidor público municipal, que deve ir além da subjetividade alheia.

Precisamos sair do ciclo vicioso das acusações e da mesquinharia, vislumbrando que o amanhã seja melhor que o hoje para nossos filhos e netos.

Precisamos sair do modelo ultrapassado, que constrói novas unidades e edifícios, abandonado os antigos às ruínas, mesmo sabendo que serão utilizados pelas comunidades, porque não existe outra opção ou outro caminho, principalmente para aqueles que moram no interior.

É no momento da crise que surgem as oportunidades para aprendermos e crescermos como sociedade e seres humanos. Por isso, diante da crise financeira que assola nosso Estado e nosso Município de Rio Bonito, penso que o slogan do governo deveria ser alterado do “Reconstruindo Rio Bonito” para “Reformando Rio Bonito”. A reconstrução afasta a culpa ativa ou passiva do problema. A reforma assume toda a responsabilidade e transforma o contexto, mesmo que o primeiro passo seja só na mentalidade e no comprometimento.

Por fim, o Mandiocão não pode perder sua fé, postura e força diante dos riobonitenses, porque o destino dos 57.000 habitantes, que vivem e investiram suas vidas nesta cidade, está em suas mãos, independentemente de terem votado ou não no prefeito, porque a democracia inclui, enquanto que os grupos políticos separam.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Humberto Belgues cobra respostas de Mandiocão em relação aos medicamentos da PMRB, descartados em Iguaba Grande

15937085_1218025698234337_4819535809165283773_oEnquanto o Prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) investe na exposição da frota sucateada da PMRB, colocando tudo na conta do governo anterior, o destino parece estar se encarregando do efeito reverso, na busca pelo equilíbrio, uma vez que, conforme a reportagem do G1, que foi veiculada no dia 06/01/2017, foram localizadas dezenas de caixas com medicamentos e seringas descartadas irregularmente, com o adesivo da Prefeitura Municipal de Rio Bonito, na RJ-124 (VIA LAGOS), à altura do Km 38, no município de Iguaba Grande.

Tanto a resenha do G1 quanto àquelas oriundas da imprensa local não souberam informar se os medicamentos e as seringas foram descartadas no local antes ou depois do dia 01/01/2017, enquanto que a dúvida ainda paira pelo ar quanto à responsabilidade pelo ato, que cabe ao Município de Rio Bonito em relação ao crime ambiental, quanto ao descarte inapropriado do material médico-hospitalar, mas, seria na pessoa do atual prefeito ou do anterior. Embora, a dúvida não pareça ter relevância ao leitor nesse exato momento, precisamos voltar ao ano de 1991, quando Aires Abdalla entrou para história política do Brasil, como o primeiro prefeito a sofrer impeachment pela Câmara Municipal, fundamentado no fato de que encontraram medicamentos enterrados no lixão de Rio Bonito durante sua gestão.

O vereador, Humberto Alexandre Belgues da Costa Ramos, do PSL, e 1º Secretário da Mesa Diretora no biênio 2017/18, está no seu 3º mandato na Casa Legislativa Municipal, mantendo a qualidade dos seus mandatos anteriores, inaugurando seu retorno com o ofício nº003/2017, de 10/01/17, oriundo da Câmara Municipal de Rio Bonito, direcionado ao Prefeito José Luiz Alves Antunes, solicitando informações em relação ao descarte dos medicamentos supramencionados, bem como se foi instaurado o competente procedimento  administrativo em face do ocorrido e realizado o boletim de ocorrência na delegacia local.

Considerando a história política do município de Rio Bonito, o clima competitivo entre os grupos políticos dominantes, a liminar que o atual prefeito utilizou para anular os efeitos da Sessão da Câmara que reprovou suas contas, garantindo sua participação nas Eleições 2016 e a vitória nas urnas, bem como as diferenças existentes entre o prefeito e o presidente da Câmara, qualquer coisa poderá acontecer em relação aos medicamentos descartados irregularmente, desde em dar em nada ou terminar na abertura no processo de impeachment, se conseguirem associar o descarte à atual gestão.

Uma coisa é certa: – O atual presidente da Câmara Municipal possui a maioria dos votos dentro da Casa Legislativa, enquanto que teremos que aguardar a solução, ou não, dessa diferença entre o Poder Executivo e Legislativo Municipal.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Hemonúcleo de Rio Bonito precisa da sua doação para continuar salvando vidas

15896131_1293535637380639_6962100513388660339_oEm função do período das férias escolares e do verão, o fluxo dos veículos aumenta consideravelmente na BR-101 e na RJ-124 em direção à Região dos Lagos, enquanto as estatísticas dos acidentes seguem a mesma proporção. Dessa forma, o Município de Rio Bonito precisa manter sua equipe da UPA (Unidade de Pronto Atendimento Médico), do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do HRDV (Hospital Regional Darcy Vargas) em prontidão, 24 horas por dia, 07 dias por semana.

O que a maioria não observa no primeiro momento, salvo a necessidade na emergência, que o Hemonúcleo de Rio Bonito precisa manter a mesma logística para atender a demanda dos serviços de emergência, em relação ao fornecimento das bolsas de sangue, enquanto que é justamente nesse período que o banco de sangue trabalha no limite, necessitando do maior número de doadores possíveis para manter o estoque equilibrado.

Assim sendo, a Prefeitura Municipal de Rio Bonito iniciou a campanha para incentivar a doação de sangue, objetivando a manutenção da emergência municipal e regional, através do Hemonúcleo, que funciona das 8h às 11h30, na Rua Martinho de Almeida 222, Mangueirinha, Rio Bonito – RJ.

Saiba as condições para doar:

– Documento oficial com foto;
– Estar bem de saúde;
– Ter entre 16(c/autorização do responsável) 67 anos;
– Pesar mais de 50 kg;
– Não ter ingerido bebida alcoólica nas ultimas 24 h.;
– Ter dormido à noite;
– Não ser usuário de drogas;
– Não estar grávida e nem amamentando;
– Não estar em jejum, porém evitar alimentos gordurosos nas três horas antes da doação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão expõe a frota sucateada da PMRB e a incapacidade gestora da ex-prefeita

b7e651e3-0411-4752-b385-4b4d2ba58586 Como escrevi nas resenhas anteriores, não espero mais nada além do previsível por parte do governo José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), salvo a expressão paralela da vice-prefeita, Rita de Cássia, que está arregaçando as mangas e trabalhando na recuperação estrutural da saúde e da educação riobonitense, articulando junto aos empresários e amigos na busca das doações e do trabalho voluntário. Em contrapartida, o grupo político do Mandiocão está respondendo da mesma forma dos mandatos anteriores, seguindo uma programação ideológica e comportamental, que começou com a exposição da frota dos veículos sucateados da PMRB e da incapacidade gestora do governo Solange Pereira de Almeida, mantendo a rixa entre os grupos políticos, trabalhando a comunicação social para desestabilizar a imagem da ex-prefeita, que poderá vir como candidata a deputado estadual em 2018 ou a prefeita em 2020, utilizando-se das liminares, que serão sustentadas nos princípios da presunção da inocência até o término do feito e do trânsito em julgado para ludibriar a Lei da Ficha Limpa.

d8c4c79a-7201-4981-a73c-271e27562948Simplesmente, os grupos políticos estão em conflito constante pelo poder, enquanto que o Mandiocão representa o bem na luta contra o mal, uma vez que está no poder e possui o aval da elite e da classe média riobonitense. A própria Solange acabou fortalecendo o atual prefeito, com suas falhas e ausências na administração pública, reafirmando o slogan da oposição durante as eleições municipais em 2012 e 2016: – Quem compara, vota.

A dívida da prefeitura ainda não foi anunciada oficialmente para sociedade, mas o desfile da frota era um evento certo para ser realizado, tornando-se folclórico na cultura local e mais importante que a transparência para os riobonitenses, principalmente após o decreto de calamidade financeira do Município.

Por Nadelson Cota Nogueira Junior

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A Difícil arte de existir e de se medir

Se a vida fosse uma novela ou série de TV, nós seríamos os protagonistas na juventude, cheios de razão, certezas e ideias. A juventude tem o poder de tornar seu portador inabalável, enquanto que toda existência, ao seu redor, se manifesta como uma grande plateia.

O tempo passa, enquanto que ganhamos a experiência com a idade. A razão absoluta se torna relativa. As certezas perdem espaço para as incertezas do cotidiano. As ideias próprias se esvaziam, cedendo espaço ao pensamento comum e coletivo. Dessa forma, deixamos de valorizar a singularidade, para nos tornarmos parte de algo maior do que nós mesmos, como a família, a religião e o convívio social. Simplesmente, nos tornamos atores coadjuvantes da vida das outras pessoas, enquanto que abandonamos o estrelado do nosso ego, assumindo um dos assentos no meio da multidão.

Não se preocupe, pois tais percepções são normais e naturais no ser humano, por causa da sua necessidade social de fazer parte de algo maior que sua própria existência. Seu ego ocupou o lugar esperado no seu tempo, enquanto que sua alma amadureceu entre seu nascimento e a velhice.

Agora, você está pronto para continuar a jornada, num mundo com paz, amor, tolerância, cumplicidade e sucesso, porque a pessoa só pode dar aquilo que tem, mesmo que a porção seja pouca.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O governo quer privatizar tudo, mas os servidores públicos são o único obstáculo

O Sistema é forte, coeso, conectado, imperceptível ao olho nu do cidadão e do intelectual brasileiro. Ele é quase que uma divindade, tornando-se onisciente e onipresente, desde que você seja brasileiro, carregando seus vícios e virtudes culturais, seguindo a programação social da corrupção, da manutenção do status quor e do se dar bem a qualquer preço.

Fico assustado com o sincronismo dos fatos na atualidade, que se desencadeiam desde a incapacidade financeira dos Estados da Federação e dos municípios, até alcançarem à crise do sistema penitenciário brasileiro, com sua organização no Estado Paralelo dentro do próprio Estado Formalizado. Simplesmente, o Estado, como o conhecíamos, entrou em falência múltipla, para justificar sua incapacidade de resposta, para apresentar a única resposta que as corporações nacionais e estrangeiras querem ouvir: – Privatização. Assim, eles vão privatizar ou conceder ao setor privado a gestão dos presídios, da educação, da saúde, da segurança pública e todas as pastas que sejam interessantes e lucrativas ao investidor. Todavia, há um problema no meu do caminho, uma vez que o Estado possui os servidores públicos, que possuem a estabilidade garantida pela Lei e que não poderiam ser demitidos sem uma justa causa, que deveria ser concluída pelo processo administrativo disciplinar. Logo, os servidores públicos, principalmente àqueles ligados às pastas da saúde, da educação e da segurança pública, precisam ser removidos do caminho, através de um plano maquiavélico, que levaria ao sucateamento da infraestrutura, à desvalorização do servidor público e ao fim da sua estabilidade funcional, conquistada pelo concurso público, cumulada com o estágio experimental e probatório.

O Governador Pezão quer que os servidores desistam dos seus cargos e carreiras, sem o plano de demissão voluntária, deixando de dar qualquer opção às categorias. Assim, mesmo sob a gestão privada, todos os funcionários contratados se tornariam parte do exército eleitoral, enquanto os apadrinhados reinariam dentro da máquina pública do Estado do Rio de Janeiro e dos demais Estados Federativos, porque eles querem transformar a República numa Monarquia travestida pela democracia.

Por fim, prevalece a necessidade econômica brasileira, que não conseguirá se manter dentro dos protocolos legais depois das sucessivas operações anticorrupção. Logo, os executivos das grandes corporações fizeram a reunião com seus deputados, senadores e governadores, para acelerarem a devastação da crise econômica nacional e estadual, obrigando a privatização das autarquias e empresas públicas, deixando o caminho aberto para as construtoras comprarem tudo, passando por cima das licitações e da burocracia da administração pública. Assim, o setor privado dará o golpe de misericórdia na máquina, salvando a lavoura de toda nação brasileira e fluminense.

O Estado do Rio de Janeiro se tornou a cobaia de um projeto, que se intensificará pelo território brasileiro, como a solução para os problemas gerenciais na administração pública. Mas, a cereja do bolo ainda é a PETROBRAS, com seu controle absoluto no preço dos combustíveis, criando o efeito cascata em toda economia nacional. Aliás, se analisarmos os planos de demissão voluntária da PETROBRÁS, concluiremos que o servidor público de carreira se tornará um fóssil, devido ao processo acelerado da sua extinção.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior