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Vampiros.

A jugular dilata junto com minhas pupilas,

quando o sangue do cio pulsa pelas artérias.

O instinto animal e faminto se manifesta,

enquanto o frenesi se desencadeia entre os lábios,

me fazendo morder a própria língua.

 

O fluído ácido sacia o desejo reprimido,

Mas, o descontrole se faz por direito,

A cada minuto que nossos corpos se aproximam,

Pois, predadores semelhantes não podem conviver no mesmo domínio.

 

Com os olhos e os sentidos aguçados,

faço a análise de cada batimento cardíaco.

Rastreio a morte, na busca pela vida.

Enquanto que, pela boca, escorre a saliva.

 

A vítima desliza o cabelo negro sobre o ombro,

Deixando o decote do seu vestido escorregar,

expondo sua pera excitada diante do seu amo.

Não satisfeita, o outro decote se solta, sem vergonha.

 

Com minhas mãos, faço sua topografia.

Esfrego cada centímetro de sensualidade,

na busca pela satisfação da caça.

A cada gemido, há um gozo com a casualidade.

 

No final, quando sacio minha sede pelo cio.

Sou surpreendido com o êxtase da mordida.

O Senhor se torna vítima dos seus desejos,

Um escravo dos seus próprios caprichos.

 

E assim, nascem os vampiros,

Sugadores de fluídos,

Caçadores de emoções,

brincando, prazerosamente, com seu próprio alimento.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

 

 

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