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Ser servidor do Poder Judiciário já me basta, porque a política é uma ilusão

O cotidiano da atividade judiciária é muito dinâmico, quando o servidor público se permite ir além dos papéis e da burocracia de praxe. Para a maioria que tem acesso ao balcão do atendimento de um cartório judicial, parece que o mesmo é

A equipe e amigos da 2ª Vara da Comarca de Rio Bonito.

A equipe e amigos da 2ª Vara da Comarca de Rio Bonito.

composto de estantes, computadores e pilhas de processos, enquanto que o trabalho todo se limita ao simples ato de juntar papel, certificar a tempestividade do documento e encaminhá-lo ao Magistrado. Embora, eu conheça colegas que se

comportam e pensam da mesma forma, eu optei em fazer o caminho contrário, trabalhando com a criatividade e inovação que me são possíveis dentro da organização, que escolhi para fazer carreira e tentar realizar a diferença dentro das questões da sociedade, quando permitido, pois existem limitações constitucionais para os atos e fatos. E assim, em 25/10/1999, começou minha jornada funcional, social e intelectual dentro do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ingressando como auxiliar de cartório, que depois, com os planos de cargos e salários aplicados, teve sua nomenclatura alterada para Técnico de Atividade Judiciária.

Nesses dezesseis anos de justiça, eu tive a honra de trabalhar com vários Magistrados, Promotores de Justiça, Defensores Públicos e Desembargadores, indiretamente, tendo em vista o período em que estagiei no DEIGE (Departamento de Informações Gerenciais), considerado a elite intelectual do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro. Por lá, não continuei, porque minha filha tinha acabado de nascer, enquanto que foi um período financeiro muito difícil diante das despesas familiares. O convite veio diretamente do Francisco Ligiero, homem que fala pouco, mas com uma capacidade estratégica singular para o serviço público. O Ligiero ficou sabendo que o Nadelson existia em função do SIMAPES (Sistema de Medição e Análise da Produtividade e Eficiência dos Servidores Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro) que foi idealizado por mim, no computador do fundo de quintal, na Praça Cruzeiro em Rio Bonito, durante minhas horas vagas, cuja ideia foi  abraçada pela Juíza Titular da 1ª Vara de Família Regional de Alcântara, Dr.ª RENATA DE SOUZA VIVAS DE BRAGANÇA PIMENTEL. Simplesmente, após dois anos de ajustes e fórmulas, enviamos o projeto piloto ao PRÊMIO INNOVARE em 2008 e 2009, enquanto que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que participava da estratégia de todo o evento, teve acesso ao projeto, enviando os documentos ao Tribunal para saber mais sobre a proposta e sua implantação. E assim, eu estava saindo do anonimato da atividade judiciária e do exercício da função de 2º Secretário do Juiz, para fazer reuniões, relatórios e palestras junto à cúpula administrativa do judiciário.  Estava tudo indo muito bem, até que, em novembro de 2009, eu tive minha primeira suposta crise de hérnia de disco cervical, quando fui diagnosticado com 03 hérnias na ressonância magnética. Em suma, eu tive que optar entre deixar Rio Bonito e ir morar em

Trabalhando na 2ª Vara no Plantão Judicial do aniversário de Rio Bonito, em 07/05/2015.

Trabalhando na 2ª Vara no Plantão Judicial do aniversário de Rio Bonito, em 07/05/2015.

outro lugar por causa dos projetos e trabalhos, ou continuar na cidade e parar a carreira, porque meu corpo não aguentava mais a estrada e já estava sofrendo os efeitos do deslocamento diário. Em fevereiro de 2011, consegui retornar à 2ª Vara da Comarca de Rio Bonito, onde estou lotado até a presente data.

Hoje, embora alguns colegas me detestem pela ferramenta gerencial que idealizei e ajudei a desenvolver, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro é o único tribunal a ter um sistema de medição da produtividade dos servidores, que

pode extrapolar para 28 fórmulas e gráficos simples, que registram, simulam e acompanham os passos das serventias, incluindo seu gerenciamento. Seu nome é o SIMAPES, que foi incorporado ao SIGA (Sistema Integrado de Gestão) e replicado ao Sistema de Informação do Tribunal (DCP), cobrindo as serventias judiciais do Estado do Rio de Janeiro. Tal incorporação colocou o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no site de ouro do CNJ, que é uma espécie de vitrine virtual dos melhores projetos, que servem de exemplo para serem copiados.

Ao longo desses dezesseis anos de carreira, eu poderia ter ficado sentado numa cadeira, atrás de uma mesa, e simplesmente juntar papel e certificar a tempestividade dos documentos. Mas, eu quis ir além e fazer mais na área estratégica. Não me recordo mais das datas e dos períodos, mas fui substituto do titular da 1ª e 2ª Varas, encarregado pelo expediente do Juizado Adjunto Criminal (JEAC), e responsável pelo expediente da 1ª Vara, todos, da Comarca de Rio Bonito. Exerci a função de 2º Secretário do Juiz no gabinete da Exma. Dr.ª Renata de Souza Vivas de Bragança Pimental, na 1ª Vara de Família Regional da Alcântara, estendendo as funções ao Projeto Justiça Itinerante no Jardim Catarina – SG. Em 2004, fui fiscal do Tribunal Regional Eleitoral, sob o comando da Drª Renata Vivas, batendo recordes e apreensão de veículos e processos eleitorais diante das irregularidades e abusos no período.

Folha de anotação funcional - elogios.

Folha de anotação funcional – elogios.

Aos 38 anos de idade, eu posso me sentar no canto do sofá da sala à noite, e me orgulhar das coisas que construí e que tive a honra de participar. Mas, isso não me dá o direito de jogar a toalha no ringue e parar de trabalhar ou de desenvolver novos projetos e soluções. Olhando o resumo do meu currículo funcional, eu só posso concluir que dificilmente serei Secretário de Governo, tendo em vista o tamanho do investimento que foi aplicado tanto da minha parte quanto da parte dos meus superiores e da organização.

De tempos em tempos, eu recebo convites para secretariar magistrados. O problema é que, quando se tem 03 hérnias de disco diagnosticadas, o deslocamento diário é uma dor constante, que desgasta o corpo e a eficiência do servidor. Em suma, o meu corpo me impôs as limitações funcionais. Sinto falta da Dr.ª Renata de Souza Vivas de Bragança Pimentel, da Shirlei Monteiro Elias, do Serginho, da Iracy e da rotina de trabalho que tínhamos. Sinto falta das baterias das 24 audiências conciliatórias que eram realizadas de segunda a quinta-feira, bem como do contato com os conciliadores, estagiários e as partes.

Mas, em contrapartida, estou trabalhando em Rio Bonito nos últimos quatro anos na 2ª Vara, estando mais presente em casa e participando na criação e educação da minha filha. Diante de tudo, essa é a maior premiação que um homem poderia ter. Admiro a Dr.ª ROBERTA DOS SANTOS BRAGA COSTA e a considero uma das magistradas mais humanas que já conheci. Tenho orgulho e dizer que faço parte da história da 2ª Vara da Comarca de Rio Bonito e de sua equipe, bem como que contribui com a  melhoria da minha organização.

 

 

SIMAPES Institucional – Sistema de Medição e Análise da Produtividade e Eficiência dos Servidores Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.

http://www.premioinnovare.com.br/praticas/simapes-institucional-sistema-de-medicao-e-analise-da-produtividade-e-eficiencia-dos-servidores-poder-judiciario-do-estado-do-rio-de-janeiro/

 

JUSTIÇA ITINERANTE

https://portaltj.tjrj.jus.br/web/guest/institucional/dir-gerais/dgjur/deinp/deinp/div-jus-itinerante-aces-just

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Shabat Shalom a todos

Shabat Shalom para todas as línguas, nações, tribos e povos. Que haja uma paz abundante para todos. Muita luz e prosperidade.

“HARÊNI – Eu perdôo a todo aquele que me magoou e me zangou, ou que me fez mal, tanto ao meu corpo como à minha propriedade, à minha honra e a tudo que possuo; tanto contra a sua vontade ou com a sua vontade, tanto sem querer como premeditadamente, tanto com palavras como com ações; enfim, peço que nenhum ser humano seja castigado por minha causa.”

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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O 07 de maio de 2015, jamais será esquecido.

A manifestação justa e pacífica dos Professores e Profissionais da Educação do Município de Rio Bonito foi um exemplo de organização e respeito, com o apoio popular. 

Rio Bonito precisa de uma segunda chance para respirar e poder educar suas crianças com qualidade e respeito, começando pelo salário do professor e a reforma ética e estrutural da pasta da educação, incluindo suas escolas, merenda escolar e o pagamento dos serviços contratados.


Não poderia deixar de perder a oportunidade de agradecer aos solangistas por realizarem a divulgação da minha imagem pessoal junto ao Zeca Novaes e a trupe do Lona na Lua. A fotografia diz por si só, que até o meado de 2013, havia uma sociedade com esperança e brilho nos olhos, que vislumbrou a possibilidade de ver uma Rio Bonito em desenvolvimento cultural e econômico. Infelizmente, o tiro saiu pela culatra, e a cidade regrediu.

Estou Feliz de ver o desespero principiante e o movimento infantil de alguns apadrinhados e membros do governo, tendo em vista que deveriam continuar batendo covardemente nos professores e vieram para cima de mim. Pois venham. Meus textos são lidos e propagados entre os riobonitenses e fora da cidade, principalmente. A luta da educação ganhou força e acho justo o sacrifício.

Há alguns meses atrás, o solangistas, com suas intrigas, lançaram meu nome para possível vice-prefeito, sem meu consentimento. Depois, virei amigo, por fazer comentários sociais e críticas favoráveis num momento, passando a inimigo número UM, novamente, porque o governo não sabe trabalhar com críticas construtivas. Simplesmente, eles querem que os artigos saiam da forma que maquiam o mundo, nunca a realidade de fato.  O governo gosta de fazer ditadura e de manter sua monarquia no poder pelo tempo do mandato, fazendo uma cidade fluminense, se comportar como um feudo, mesmo sendo parte da República Federativa do Brasil.

O aplicativo cérebro precisa ser mais usado, enquanto que Rio Bonito necessita de emprego, geração de vagas de trabalho e empregabilidade.

Os políticos passarão, enquanto que as coisas continuarão no seu devido lugar. Essa estabilidade me é comoda, pois sou servidor do judiciário. Todavia, aqueles que estão atacando a educação e as pessoas de bem, estarão rastejando na constante busca pelo poder e pelo dinheiro. Para esses, eu peço sabedoria e misericórdia, porque agem como zumbis famintos e sem qualquer orientação.

Não tenho ódio por Solange. Ela teve opções e escolheu continuar a mesma de outros tempos, perdida. Eu escolhi o lado certo, a sociedade. A coisa é simples assim.

Para que meus textos possam ser compreendidos e imparciais, é necessário o afastamento dos grupos políticos e dos seus jogos pelo poder. Pelo menos, é nisso que eu acredito e pretendo fazer. Se o governo quiser uma análise crítica positiva, só bastará fazer duas coisas simples: – TRABALHAR e PRODUZIR. A ilusão não se vende por muito tempo, quando o mercado gosta de consumir coisas palpáveis.

Por fim, gostaria de informar, aos meus caros leitores, que não tenho pretensões políticas, pois ser serventuário do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro já me basta. Quando minha profissão não me bastar mais, farei um novo concurso público e terei que ir embora de Rio Bonito. Aliás, já fiz alguns e não fui, porque me apaixonei pela cidade. Mas, até para esse amor há limites. Enquanto o governo abandona a cidade, com o consentimento da Câmara dos Vereadores, eu optei em escrever com liberdade, bem como aproveitar os prazeres da vida com minha família e amigos. Ironicamente, a única coisa que acharam para tentarem ferir minha conduta pessoal foi o fato de ter sido convidado para ser Secretário de Comunicação no Governo Solange Pereira de Almeida, quando a mesma me brecou, alegando que o Judiciário não tinha me liberado, em função do teor dos mesmos textos e da forma metodológica que considero a aplicação da gestão pública e privada.

Conforme as redes sociais, o meu nome foi mencionado na solenidade do 169º aniversário do município de Rio Bonito, realizado pela Câmara dos Vereadores no Esporte Clube Fluminense, para receber a Medalha Carlos Cordeiro. Eu, simplesmente, não fui, porque as palavras precisam ter coerência e conexão. Não faz sentido receber títulos ou medalhas, quando o restante da cidade ficou sem o desfile e as comemorações cívicas.

Há uma bipolaridade em Rio Bonito que não faz qualquer sentido. Alguns grupos querem rotular o trabalho da imprensa e dos produtores de mídia com as bandeiras dos grupos políticos. Logo, quando se deparam com textos e matérias que ultrapassam tais limitações ideológicas, eles ficam perdidos, porque a cidade é bipolarizada. A pergunta que deixarei para o leitor é a seguinte: – É necessário escolher um grupo, quando a sociedade é maior que a soma de todos?

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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Solange se olhou no espelho e culpou os professores

O aniversário dos 169 anos do Município de Rio Bonito é marcado pela inversão de ideias e valores. Desde o início do mandato, o governo prometeu coisas e não as cumpriu. Isso já virou tradição e costume entre os políticos e a sociedade brasileira, colocando em cheque a credibilidade dos pedintes dos votos e dos pedantes eleitos. Todavia, há um ponto que precisa ser repensado, tendo em vista que a Prefeitura Municipal de Rio Bonito anunciou, nas redes sociais, que o desfile do dia 07 de maio foi cancelado em função da greve e da possibilidade da manifestação por parte dos professores. Para piorar os motivos anunciados, o governo ainda fez questão de transmitir a ideia de que o cancelamento do evento seria pelo bem-estar e a segurança das nossas crianças, na tentativa de marginalizar uma categoria nobre, que é explorada há décadas.

Vamos pegar a promoção negativa e maldosa do governo e coloca-la no formato compatível com a realidade: – Cidadãos riobonitenses, pelo presente informamos que o desfile e os festejos tradicionais do dia 07 de maio, que é o aniversário de 169 anos da nossa cidade, não serão realizados, tendo em vista que o governo, Solange Pereira de Almeida, não soube fazer o dever de casa e gerenciar as contas públicas. Não satisfeito, o mesmo governo criou várias secretarias municipais e cargos comissionados, visando fazer cabide de emprego, não se preocupando com o currículo, a experiência, a competência, os gastos, as metas e os resultados. Simplesmente, a maioria dos secretários se sentaram nas cadeiras, passaram a receber os salários mensalmente, sem produzir, alegando falta de verba e de investimentos em Brasília, no Estado e no próprio município. Assim, as escolas, que já estavam sucateadas, pioraram suas condições estruturais. O piso salarial dos professores ainda não foi aplicado, embora o dinheiro tenha vindo do FUNDEB nos últimos 15 anos para a valorização do profissional da educação e das escolas, incluindo a merenda. Em suma, o desfile do dia 07 de maio de 2015 não será realizado por incompetência administrativa e gestora da prefeita e do seu staff, onde ambos atuam como rainha e nobreza, respectivamente, numa máquina sustentada pelo trabalho dos servidores públicos concursados e pelo dinheiro do contribuinte. Quando todos achavam que a não realização do carnaval, em 2015, seria a cereja do bolo da incompetência, o governo conseguiu transformar sua ausência num mero aperitivo, diante da não realização da festa.

Covardemente, os diretores das escolas municipais são indicados diretamente pelo prefeito, que distribui os cargos entre seus vereadores favoritos, que sustentam a base governista na Câmara dos Vereadores. Não satisfeitos, os mesmos vereadores indicam orientadores pedagógicos,  orientadores educacionais e funções necessárias e estratégicas dentro da educação, contribuindo, e muito, com o sucateamento das escolas, dos professores e das gerações que passam pelo ensino público.

Por fim, eu sou obrigado a deixar um recado para a sociedade: – Cuidado com tudo que vocês leem, tendo em vista que nem tudo que está escrito é verdade de fato, mas a ideia é transformar a mentira escrita numa verdade, quando a mentira é repetida por entre as pessoas que não conhecem a realidade do governo e os abusos que são cometidos contra a categoria dos servidores públicos e dos profissionais da educação.  É errado e imoral o que está acontecendo em Rio Bonito nos últimos 18 anos. Mais imoral e errado é o fato da Câmara dos Vereadores fazer um teatro no Plenário, enquanto que nada faz para impedir tais abusos. O problema é que na tentativa de fazer o certo, o vereador ficará isolado, perderá os privilégios extras dentro da máquina do governo. Sendo assim, a sensação que tenho é que o governo se olhou no espelho, se avaliou, lançando seus adjetivos e frustrações nos professores, porque assumir publicamente que as coisas estão CADA VEZ PIOR, é reconhecer a incompetência administrativa e a necessidade honrada de pedir RENÚNCIA. Em suma, Rio Bonito não terá seu desfile, porque a Solange Pereira de Almeida não quis, enquanto que os vereadores permitiram, porque cruzaram os braços e nada fizeram.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

O vice-prefeito, Anderson Tinoco, do PSDB.

Compreenda a situação judicial da Solange Pereira de Almeida e a importância estratégica do Anderson Tinoco para Rio Bonito.

“É o Relatório. DECIDO. O presente recurso não reúne condições de admissibilidade. Com efeito, verifica-se, na hipótese, que o recurso carece de um dos requisitos de admissibilidade, qual seja, o da tempestividade. Conforme se verifica dos autos, o acórdão foi publicado em 11/07/2014 (certidão de fls.432), sendo o presente Recurso Especial interposto, via fax no dia 28/07/2014, às 17:28 (dezessete horas, e vinte e oito minutos), conforme fls.434, sendo recebido na Subsecretaria da Turma às 17:58 horas. Nos termos da Resolução nº 10, de 08/07/2010, desta Corte Regional, é possível a interposição de recurso via fax, contudo, dentro horário do expediente externo ao público, que é de 12:00 às 17:00 horas. (…)Destarte, o presente recurso se mostra intempestivo, na medida que ocorreu a publicação do acórdão em 14/07/2014, iniciando-se o prazo dia 14/07/2014, e, findou-se em 28/07/2014, sendo, contudo, interposto o recurso dia 28/07/2014, após às 17:00 horas, ou seja, após o término do expediente forense externo, o que impende no inacolhimento do mesmo. Ante o exposto, INADMITO o Recurso. Rio de Janeiro, 11/11/ 2014. POUL ERIK DYRLUND, VICE-PRESIDENTE”

Anderson Tinoco Luz, empresário e vice-prefeito do Município de Rio Bonito, foi exilado do circuito do poder no início de 2014, tendo em vista que não aprovava a forma de gestão da prefeita, Solange Pereira de Almeida, que fez questão de deixa-lo isolado desde o início do governo, sem secretários e com pouquíssimos cargos. Os conflitos começaram de forma velada nos primeiros dias da campanha e se intensificaram diante da má gestão e da falta de transparência ao longo do atual mandato.

A Prefeita, Solange Pereira de Almeida, por força do acórdão no processo nº0000206-12.2009.4.02.5107, teve seus direitos políticos suspensos pelo prazo de 06 (seis) anos, a perda da função pública, entre outros, apresentando o competente recurso no último dia da contagem do prazo, enviando o mesmo por fax após as 17:00 horas, quando o cartório já estava fechado para o atendimento ao público, enquanto que o processo era antigo e pertencente ao acervo físico, não podendo lhe ser aplicado a regra dos autos virtuais, cujos prazos venceriam às 23:59 do mesmo dia. Em suma, o recurso foi à Vice-Presidência do TRF da 2ª Região, com o prazo vencido, o que foi constatado pela relatora, conforme o relatório, com sua publicação disponibilizada no dia 02-12-2014.

Numa linguagem simples para o cidadão comum compreender, no último grau de recurso no TRF, a vice-presidência analisou o pedido, manteve a tese de que a atuação do Ministério Público Federal está correta nos autos, enquanto que a justiça federal seria o lugar correto para fazer julgamento do caso, atentando que os autos deveriam ser devolvidos porque o prazo estava vencido.  Em suma, não havia mais caminho legal para prosperar, devendo o acórdão ser cumprido. A questão é que, independentemente da decisão, há a contagem do prazo para a apresentação dos recursos e embargos. Sendo assim, a defesa da Solange Pereira de Almeida optou em ingressar com o recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça) no último dia 24/04/2015, pela via eletrônica, ficando o processo físico disponível na vara de origem. O ato é para ganhar tempo, tendo em vista que o prazo vencido no recurso anterior.

O caminho correto para a sociedade e para o vice-prefeito, Anderson Tinoco Luz, seria fazer contato direto com a serventia e peticionar nos autos, solicitando o cumprimento do acórdão e a certidão do trânsito em julgado. Outrossim, caso o mesmo pedido não fosse analisado ou fosse negado, o recurso jurídico seria pedir o cumprimento do acórdão através do competente mandado de segurança, que pode ser realizado por qualquer cidadão, associação e o próprio vice-prefeito. O fato é que, com o relatório da vice-presidência do TRF, a existência do recurso no STJ, sendo o mesmo válido ou não, não poderá aplicar o efeito suspensivo no acórdão, deixando a Solange com as portas fechadas, diante da perda latente do prazo. Por fim, a prefeita está administrando baseada na sorte, pois, basta somente o cumprimento do acórdão, para que as coisas comecem a ficar em ordem no Município de Rio Bonito.

Penso que o Anderson Tinoco esteja articulando as questões jurídicas, enquanto que  deveria estar em Rio Bonito nesse exato momento, junto com a categoria da educação e dos servidores públicos municipais. O dia 07 de maio de 2015 seria uma data nobre para que o mesmo se fizesse presente nas ruas, porque Rio Bonito precisa de um líder legítimo para ser liderado. A única pessoa que poderá diminuir os efeitos catastróficos da atual gestão, diante da ausência da Câmara dos Vereadores, é o próprio Anderson Tinoco.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

 

Seguem o link da publicação do acórdão abaixo e na íntegra, na forma da Lei.

http://www.jusbrasil.com.br/diarios/70808451/trf-2-jud-trf-26-05-2014-pg-196

Último Recurso: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/81351538/trf-2-jud-trf-02-12-2014-pg-119

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Boulangerie Guerin é um pedaço de Paris em Copacabana

Copacabana é o cartão postal do Brasil no exterior. Muitos pensam que o principal motivo desse resultado é sua praia imponente, com seus hotéis de luxo, que promovem um marketing contínuo. Todavia, só vivendo em copacabana para compreender a essência e a diversidade das pessoas que moram e que trabalham naquele bairro cativante e maravilhoso. Poderia começar pela arquitetura e sua influência judaica, seguir pelas duas sinagogas que atuam fortemente no bairro. Depois, poderíamos passar pelo shopping das antiguidades entre a Siqueira Campos e a Figueiredo Magalhães, atravessar as avenidas e visitar cada padaria portuguesa com seus pastéis de santa clara, até terminar no Forte de Copacabana, sentado na tradicional Confeitaria Colombo e saborear seu tradicional chá e àquela deliciosa bomba de creme.20150412_153807

Nos últimos dois anos, minha família encontrou um esconderijo mágico para degustar um bom café, um chocolate quente com doces sofisticados. Estou falando da Padaria Guerin, localizada na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, entre a Bolíva e a Barão de Ipanema. Um estabelecimento com a marca consagrada e com a proposta de levar o carioca à Paris, com algumas mordidas e provas. E assim, eu me delicio, com minha família, à mistura do chocolate quente com a bomba de creme, chamada la dentro, no francês, de Eclair  à la Vanille. Minha esposa já prefere a tortinha de framboesa ou “Tartelette aux framboises”. Simplesmente, é um momento mágico que precisa ser experimentado por aqueles que estiverem dando um passeio por copacabana.

Alguns reclamarão do preço. Mas, pela qualidade, a assinatura gastronômica do premiado chef pâtissier Dominique Guerin,  e a proposta do negócio por si só, eu acho que vale cada Real investido.

Eu amo copacabana por causa de sua diversidade e gastronomia. Se eu pudesse levá-las para Rio Bonito, minha vida se tornaria um paraíso literário e gastronômico. Para ficar perfeito, eu teria que transferir a sinagoga e o teatro municipal para cá.

Visitem: http://padariaguerin.com.br/

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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A luta da educação é de todos os riobonitenses

Estado do Rio de Janeiro, Rio Bonito, 01 de maio de 2015.

 

O corpo do escritor e do poeta funciona como uma espécie de sismógrafo social. Muito mais do que as influências internas e pessoais da emoção, a parte que mais toca o peito e provoca a reação da escrita é justamente o fator externo.  E assim, a escrita surge como um processo criogênico, dando lugar as coisas novas e recolocando a ordem nas bagunças antigas.

Ontem, por exemplo, fui abatido por uma categoria que está lutando até a última gota de suor e lágrima para continuar sua nobre tarefa: – Educar as gerações mais novas dentro das dificuldades econômicas, financeiras e éticas, que lhes são aplicadas continuamente. Ser professor é um motivo de orgulho para sua sociedade e para seu praticante. Mas, para o governo, o professor é mais uma matrícula numa folha de pagamento, cujo valor é dado em função do seu sobrenome e do seu padrinho. Em suma, a meritocracia ficou abandonada ao relento.

Pela data, meu caro leitor pensará que estou falando do confronto entre os policiais e professores no Paraná, onde a polícia bateu nos professores, que lutam por direitos legítimos, com a mesma delicadeza e sutileza que se trata o marginal. Mas, estou me referindo a pacata cidade de Rio Bonito, no Estado do Rio de Janeiro.  Aqui, não houve a violência exercida pela polícia ou pelas forças armadas. Simplesmente, os professores fizeram a manifestação pacífica, caminhando, em unidade, pelas ruas. O problema é que a luta é legítima e necessária, mas o governante e os legisladores veem cada servidor público municipal como uma matrícula e uma despesa fixa, que deve ser diluída pelos ajustes fiscais, porque as licitações e os cargos comissionados sempre terão maior prioridade na hora do pagamento. O cumprimento do prazo é dado em função dos interesses da casa e dos negociadores envolvidos. Assim, alguns contratos receberão no dia ou com antecedência, enquanto que outros ficarão na fila dos atrasados, correndo o risco, inclusive, de não receberem.

Onde foi que mataram a força da causa da categoria da educação municipal? – A resposta é bem simples, tendo em vista que a brincadeira começou no primeiro mandato da Prefeita Solange Pereira de Almeida, em1997. Ao invés de criarem um plano de carreira planejado e ajustável aos índices financeiros, o governante, naquela época, passou a utilizar o sistema de cooperativa de trabalho e dos contratos temporários, estendendo o mesmo mecanismo na pasta da Educação. Em suma, com a diminuição dos concursos públicos e a aposentadoria dos servidores de carreira, a força da categoria foi diminuindo, enquanto que, quanto mais professores e profissionais da saúde são contratados pelos processos seletivos, menores ainda se tornam a capacidade da unidade dentro do serviço público municipal. O fato é simples: – O servidor público concursado pode paralisar o serviço, fazer greve e negociar com o governo através do seu sindicato e categoria. Entretanto, o contratado não tem garantia alguma. Se ele paralisar os serviços ou fizer greve por melhores salários, simplesmente será demitido, além de entrar na lista dos inimigos do governo.

A fórmula supramencionada é  tão eficiente no controle e no sucateamento do servidor público municipal, que foi replicada pelo governante seguinte. E assim, uma geração de professores e profissionais da educação será condenada ao ostracismo e ao abandono.

O leitor precisa compreender que, cada vez que se realiza um processo seletivo temporário, fica notória a existência dos cargos, das vagas e da necessidade dos serviços.  A questão é: – Por que não realizam o concurso público para regularizar a máquina pública municipal? – A resposta é simples: – Se cumprirem a lei e fizerem concursos públicos, acontecerá em Rio Bonito o mesmo que está ocorrendo nesse exato momento no Paraná, no Governo de Richa. Isso é a última coisa que o governante deseja.  Por fim, o concurso público deixaria o governante fraco perante os grupos políticos, pois, ele não teria o que negociar para garantir os apoios políticos, que, em sua maioria, estão diretamente ligados ao Poder Legislativo.

Analisando a proposta do governo em relação à Educação, eu considero uma pequena vitória momentânea, tendo em vista que o mesmo valoriza a regência e deixa o restante da categoria deslocada no processo. E, mesmo assim, existem questões pertinentes como vale transporte, alimentação e a eleição dos cargos de diretores pelas comunidades das escolas, que precisam ser resolvidos, imediatamente. Todavia, tocar em tais pautas, na atualidade, seria o mesmo que acabar com as sequelas do coronelismo em Rio Bonito.

Em suma, enquanto existir o contrato, não haverá unidade nas categorias nos movimentos sociais e sindicais. No final, mesmo não sendo professor de carreira ou servidor municipal, essa luta se torna nossa por legitimidade. A sociedade deve apertar a Câmara dos Vereadores para que a mesma cumpra seu papel e controle a prefeita. O problema é que a sessão da sabatina do secretário de saúde deixou bem claro que é a prefeita que está no controle da Câmara.

 

 

Nadelson Costa Nogueira  Junior

 

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Governo de Papel

O mundo é grande.

O tempo é pouco.

A vida já não é o bastante

para aqueles que pedem socorro.

 

O povo quer salário.

O povo precisa de emprego.

O político trata os cidadãos como otários,

colocando um asfalto cheio de defeitos.

 

Falta merenda e  respeito.

As escolas estão sucateadas,

enquanto que os professores sem dinheiro.

E assim, é construído o futuro dessa meninada.

 

O dinheiro vem do SUS.

O dinheiro vem do FUNDEB.

A matemática do gestor só reduz,

enquanto que os servidores não recebem.

 

Como a abelha no mel,

O político não sai do palanque.

Constrói um governo de papel,

fazendo dívidas sem tamanho.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

 

 

 

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Rio Bonito necessita da unidade para os tempos que virão

Por mais que insistam em dizer que nada funciona ou dará certo, eu acredito na estratégia e na possibilidade da formação de um grupo diversificado, unido pelo bem estar da sociedade e que queira tornar o sistema igualitário em oportunidades para todos. Consigo ver a CDL, Ascirb Rio Bonito, 35ª Subseção da OAB-RJ, as associações culturais e de moradores, bem como as lideranças religiosas da comunidade católica e evangélica juntas. A única coisa necessária é deixarmos o egoísmo dos grupos políticos de lado, em nome do bem maior. Entretanto, essa dinâmica exigirá uma geração nova, sem antecedentes políticos, comprometida com o planejamento e a qualidade de vida da nossa cidade, que não pode ser medida pelo asfalto e pela distribuição das cestas básicas, mas com a geração de renda e de empregos, com projetos sociais e políticas públicas sustentáveis.

Não há mais tempo e orçamento para atender ao pagamento dos servidores públicos municipais, os serviços essênciais e as políticas públicas, estendendo a máquina pública ao atendimento dos acordos oriundos nas campanhas eleitorais, visando as licitações, os cargos comissionados e os contratos. Os vereadores precisam compreender que, uma vez eleitos, eles tem a obrigação de fiscalizar o executivo e de indicar o melhor caminho para a sociedade, fincando sua estratégia de trabalho e de campanha dentro dos cargos e das funções comissionadas existentes no próprio Poder Legislativo. O vereador independente do Poder Executivo está livre para cumprir seu papel no Legislativo, além de ficar mais próximo do povo e de sua sociedade.

Precisamos compreender que, para se construir uma sociedade justa e igualitária, é necessário que as coisas estejam no seus devidos lugares. Não faz sentido o candidato movimentar vários setores e pessoas até chegar ao pleito eleitoral, sem dinheiro e com a livre iniciativa, mas, mudar a postura, depois de eleito, transformando todos os atos e projetos numa força gravitacional, limitada ao orçamento público, usando a limitação do mesmo como desculpa para fazer nada ou muito pouco. A sociedade precisa ser participativa em todos os momentos de sua construção filosófica e histórica. O grande problema é que a assembleia da atualidade gosta de fazer reuniões com autoridades, fazer lanches e comer pizza, literalmente.

Precisamos repensar a atuação da sociedade civil e dos seus respectivos nichos junto às instituições políticas. Precisamos repensar no papel necessário por parte da própria sociedade para fiscalizar os deputados e vereadores.

Por fim, a participação ética e social, que tanto tem sido exigida nas redes sociais e nos protestos, exige do cidadão o total afastamento da atual política de negociação dos cargos, dos contratos e da licitações. Não dá para se manter dois mundos antagônicos, ao mesmo tempo. A tendência lógica é que um consuma o outro. Aliás, o caos que vivemos no comportamento ético na atualidade, é justamente o resultado do óbvio: – O mecanismo patriarcal e imperialista consumiu a república, pois, só trocaram os nomes da nobreza, do clero e do monarca.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior