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A habitação popular: – A justiça social sendo executada na injustiça tributária.

Sempre fui contra às políticas públicas assistencialistas que não tivessem um prazo para cumprimento e que exigissem contrapartidas dos seus usuários. Num sistema de administração pública precário como o brasileiro, há uma contradição enorme entre a realidade e idealizado. A mesma contradição se mantém quanto ao tratamento de quem paga os tributos e impostos e carrega a maioria da sociedade, que não chega a pagar um quinto dos impostos proporcionais de forma indireta, mas possuem os mesmos direitos de uso dos serviços públicos, porque o sistema é fundamentado no princípio da SOLIDARIEDADE.
Há um conjunto de erros na questão habitacional fluminense, quando a máquina do Estado entra no assunto. No caso do 90, as casas foram construídas, irregulares ou não, também foram entregues e habitadas por seus moradores. Por regra, as casas não deveriam ter sido entregues, enquanto a água não tivesse sido regularizada. E assim, um erro vai provocando outro na questão habitacional e na administração pública.
Sei que estou numa posição privilegiada hoje, pois estudei e me mato de trabalhar em duas jornadas diárias para manter as despesas domésticas em dia. Minha esposa idem. Decidimos ter uma única filha, para que pudéssemos centralizar todas as nossas forças e economias na sua formação intelectual.
Não gosto de tocar no assunto da Habitação realizada com o dinheiro público. Ironicamente, a classe média terá que trabalhar a vida inteira para comprar um imóvel, cujo valor real e imobiliário no centro da cidade é, no máximo, R$400.000,00, mas, a especulação exige do mercado valores entre R$700.000,00, podendo chegar, sem qualquer esforço, a R$1.200.000,00. Em suma, mesmo com todos os erros, mandos e desmandos, acho que aqueles, que conseguiram as casas populares, saíram no lucro, enquanto que a classe média terá que pagar os tributos e impostos diretos e indiretos para manter os sonhos e realizações de uma minoria, porque a maioria ganha salário mínimo ou vive fazendo bicos, enquanto que não existem casas para atender a demanda e as necessidades do mercado ou do contribuinte.
Por fim, mais do que as casas e as assistências sociais, que são necessárias nesse momento histórico, o governo necessita implantar políticas públicas que gerem renda e novas vagas de trabalho.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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