A imprensa é o caminho para a informação

Construi um artigo com objetividade, clareza e consistência, no último domingo à noite, cujo tema era o impeachment de Solange Pereira de Almeida. Simplesmente, a sequência dos textos nas últimas duas semanas ganhou muita força na audiência nas redes sociais, alcançando 7200 visualizações e compartilhamentos diretos, que se propagaram à 82026 de influência direta e indireta, considerando o meu perfil no facebook e  o site www.nadelson.com.br, sem a página principal nas redes sociais, tendo em vista que a propagação dela se estende muito além do Estado do Rio de Janeiro e do próprio Brasil.

Gosto de trabalhar com o método quantitativo pelo simples fato dos números e gráficos serem facilmente compreendidos pelas pessoas. Por exemplo, é possível construir um relatório de tendência da opinião pública sobre o tema em questão ou qualquer outro que se queira trabalhar. Simplesmente, o software permite que as possibilidades extrapolem ao estudo do comportamento do consumo, da formação da própria opinião, faixa etária, tendência de gênero, entre outros. Essas ferramentas jamais poderiam ser utilizadas nos jornais convencionais, pois, nesses casos, as gráficas publicam o lote encomendado, distribuem pelo território proposto, enquanto que, num dado momento, a informação parará numa lata de lixo ou embrulhando um peixe.

Trabalhar com as redes sociais e a opinião pública é muito dinâmico no mundo digital, além de ser quase que instantâneo. É gratificante penetrar no público-alvo através dos computadores, portáteis e celulares, interagindo com o público de forma contínua.

Escrevi na coluna do jornal Gazeta de Rio Bonito por um mês. Estou produzindo conteúdo e escrevendo em fóruns e nas redes sociais há mais de uma década. Nunca tive minha escrita editada na internet. Inclusive, atuei como moderador de várias páginas e grupos especializados em economia, artes, poesia e política. Ironicamente, com um único mês do trabalho gratuito, gerando conteúdo no jornal, visando atender o público idoso e que não possui acesso à internet, me tiraram a coluna, sob a justificativa de que eu tinha que readaptar meus textos, quando o acordo era seguir a linha de raciocínio desenvolvido na internet. Não faz qualquer sentido se falar em amarelo no site e apresentar um texto sobre o mesmo tema, falando do roxo nos jornais. Tem que ter coerência e caráter na escrita. O público deve ser respeitado, mesmo sendo necessário atender a vontade do patrocinador, que, no meu caso, nunca tive. Meus projetos sempre foram autônomos e mantidos do meu próprio bolso, diante da necessidade de se fazer qualquer investimento.

A verdade é que a Diretoria da Gazeta de Rio Bonito foi honrada comigo e jogou abertamente sobre o fato do conflito político que eu tinha provocado com meus artigos. Para os conservadores riobonitenses, falar no impeachment de Solange Pereira de Almeida seria o mesmo que profanar a idolatria política. Aliás, ninguém havia se pronunciado sobre tal possibilidade até o meu texto viralizar nas redes sociais. Todavia, eu não sou o dono da ideia. Fui, somente, a centelha da inspiração que acionou o mecanismo, que está levando as pessoas a pensarem e repensarem o governo, as políticas públicas, a imprensa local e nacional, e os grupos políticos.

Não me importa quem ganhou ou perdeu nas últimas eleições. O que sempre me importou foi o fato de ver a nossa cidade crescer de forma igualitária para todos ou a maioria, com a geração de emprego, a capacitação dos nossos jovens e melhoria da qualidade de vida, com saúde, educação e cultura de excelência.

Não tenho vergonha de dizer que ajudei na construção do plano de governo da Solange, bem como fui dedicado em auxiliá-la em três situações complexas, que envolviam o interesse de todos os riobonitenses nos últimos seis meses, atuando gratuitamente, mesmo não concordando com a maioria dos seu staff e das suas decisões. Entretanto, me fiz uma promessa: – Não ajudarei mais a Solange. Também não me envolverei nos conflitos provocados pelos grupos políticos, porque eles só querem o poder para dominar. A transformação da sociedade como sempre idealizei, acabaria com a força gravitacional do domínio social e econômico, enquanto que a maioria das pessoas seriam livres para falarem aquilo que pensam. Elas teriam trabalho, salário e opção.

Decidi fazer as pazes com a pena e escrever tudo aquilo que vejo e sinto, compartilhando esses pensamentos e fragmentos de projetos com a coletividade. Continuarei com o projeto Nadelson – Café Poético e Filosófico (www.nadelson.com.br), o Rio Bonito Empregos (www.rbempregos.com.br) e a Nadfad – Manutenção de Computadores (www.nadfad.com.br). Posso empreender, aprender e ajudar muita gente com novas iniciativas. Nunca precisei do governo para nada. Muito pelo contrário, o atual governo precisou de minhas consultorias gratuitas inúmeras vezes, incluindo sua atual página no facebook.

Por fim, os fofoqueiros de plantão estão dizendo que eu rompi com a Solange. Nesse aspecto, eu sou obrigado a fazer uma correção, tendo em vista que foi a Solange que rompeu com os riobonitenses, atendendo as regalias de sua nobreza, com o sacrifício do povo.

Nadelson Costa Nogueira Junior

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