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A prefeita Solange não respeita os professores e a categoria entrará em GREVE.

“A Prefeita disse o seguinte na reunião em que convocou a Equipe Pedagógica do Município de Rio Bonito “Se não quiser mais ter diálogo, a gente para e não temos mais diálogo, eu preciso saber disso das pessoas, eu quero diálogo, eu quero cumprir aquela tabela que eu coloquei lá, eu quero melhorar o professor docente como eu combinei nas reuniões com o SEPE, tá!”

Daí pergunto:

  • Quando deu início o diálogo?

  • A partir de quando a Prefeita elaborou a tabela que ela diz querer cumprir?

  • Quantas propostas de tabela a Prefeita fez?

  • Ela está contemplando a todos os profissionais de educação nesta tabela?

  • De que pessoas ela quer saber a resposta de que quer continuar o diálogo?

  • Ela realmente está tendo diálogo com a categoria?

Teríamos muitas perguntas ainda para fazer, mas faça você esse exercício. Faça seus próprios questionamentos diante desta situação.

Tenho algumas respostas a estas perguntas.

O diálogo somente iniciou mediante a pressão que os Profissionais de Educação exerceram sobre o Executivo e o Legislativo do Município de Rio Bonito. Vários pedidos de reuniões foram feitos antes de iniciarmos nossas manifestações em agosto de 2014. Somente passamos a ser ouvidos no momento em que pedimos uma Audiência Pública na Câmara dos Vereadores (agosto de 2014) e que nos foi prometido, quer dizer, foi feito um compromisso com a categoria de que, em janeiro de 2015, tudo estaria acertado com relação ao salário e, em março, o Plano de Carreira do Magistério seria aprovado.

Foi dado esse voto de confiança para o Executivo que não cumpriu com o compromisso firmado em Audiência.  Após ter passado o prazo, o SEPE solicitou, através de Ofícios, vários encontros para diálogo com a prefeita, que foram desmarcados por várias vezes ou não foram respondidos. Mediante a isso os Profissionais de Educação decidiram, em Assembleia, realizar a primeira paralização e a partir desse momento a Prefeita se interessou em conversar com a Comissão do SEPE, aí sim, se iniciou o diálogo forçado.

Durante esses encontros com o SEPE, o discurso era que a Prefeitura não tinha como pagar e que ela não poderia ser irresponsável com os cofres públicos. Em outro momento, após nova paralização, trouxe a proposta de uma tabela somente para os Professores, abaixo do valor do Piso Nacional, o qual foi levado para os professores, em Assembleia, que não concordaram e ainda cobraram que os demais Profissionais de Educação deixassem de receber Complementação para receber pelo menos um salário mínimo.

Nova paralização foi realizada e a proposta da tabela modificou, mais ainda não havia chegado ao Valor do Piso Nacional e ainda a Prefeita não havia aceitado pagar o Salário Mínimo aos demais funcionários. Com isso foi decidida, em Assembleia, a greve e, a partir daí, a Prefeita chegou ao valor do Piso Nacional e ao Salário Mínimo para os demais Profissionais de Educação, porém, ainda, somente no papel e encaminhado para o Legislativo com muitos erros, inclusive na tabela que não estava contemplando a todos.

Solicitamos correções. A comissão do SEPE fez uma análise e encaminhou ao Legislativo, que concordou em 80%, dito pela própria Vereadora Rita. Durante esses momentos de paralizações e greve, os Profissionais de Educação passaram a frequentar todas as Sessões na Câmara.

Quando o Projeto de Lei Nº 30 retornou à Câmara não nos foi permitido estudo antecipado para nova análise, somente foi feito uma análise rápida de 30 minutos antes de ir para a votação, enquanto quee um erro grave e inconstitucional foi localizado no Art. 11º que trata sobre a aposentadoria, onde os profissionais teriam que contribuir mais 80 meses a partir da publicação da Lei.

Este artigo acabou sendo suprimido pelo Legislativo que foi, no todo, coerente.

Durante esses fatos, buscando novas reuniões com a Prefeita, foi solicitado pelo SEPE, através de ofícios, mas não foram marcadas pela Prefeita. Então cadê o diálogo?

Reiniciada novas buscas por direitos, agora temos a notícia de que o Projeto foi retirado e aguardamos notícias concretas sobre os motivos. Na ausência das respostas ou das ações, a nova GREVE terá início no dia 08 de junho.

Não dá pra entender que diálogo é este! Você entende?

Acredito que um diálogo para a Prefeita seria os Profissionais de Educação baixarem as cabeças, dando-se por satisfeitos com todos esses absurdos e dizendo “Sim Senhora.”

Basta! Foi feito ameaça de corte de ponto com o intuito de amedrontar a categoria. Estamos preparados para o corte de nossos salários, mas, depois, esperamos que a Prefeita arque com as consequências em não cumprir com os dias letivos dos alunos.”

 

Pelos Profissionais da Educação

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