Odebrecht

Abriram a Caixa de Pandora da ODEBRECHT. E agora?

Na última sexta-feira (18/03/2016), encerrou-se o prazo para a mudança partidária para os políticos. Portanto, quem migrou, migrou. Quem não migrou, continuará como está. E assim, o PT (Partido dos Trabalhadores) perdeu considerável número das suas cadeiras no Congresso para a Rede e o PDT. Embora esse seja um fato isolado da Operação Lava Jato, o mesmo passou a ter grande importância na estratégia da Polícia Federal e do Tribunal Regional Federal no Estado do Paraná, uma vez que a PF prendeu parte do segundo escalão da ODEBRECHT, cujos depoimentos levaram ao departamento responsável pela corrupção dentro da empresa, com registros operacionais datados dos anos de 1980 até a presente data, demonstrando toda a logística contábil, incluindo os nomes dos políticos envolvidos, os apelidos, as datas e os valores.

Conforme a imprensa brasileira, o departamento da ODEBRECHT originou a primeira lista, composta por 200 nomes dos políticos que fazem parte do circuito do poder desde a década de 80 até os dias atuais. Coincidência ou não, a liberação da lista deixaria todos os partidos políticos expostos perante a opinião pública, incluindo aqueles criados recentemente, acabando com a linha lógica do marketing e do processo da renovação política perante a opinião pública, deixando toda estrutura da situação e da oposição exposta, lançando a política brasileira na luta na lama, no mesmo nível das eleições presidenciais em 2014. Por tal motivo, foi colocado o sigilo nas informações originais do departamento por parte do Judiciário Federal, através do juiz, Sérgio Moro.

Depois da exposição do áudio do telefonema entre o Lula e a presidente Dilma Rousseff em março de 2016, perante a imprensa nacional e internacional, o princípio da imparcialidade exigiria que fosse aplicado o mesmo rigor com a lista dos nomes ligados à caixa de pandora, que é o departamento da corrupção da ODEBRECHT, deixando claro que existem dois pesos e duas medidas, quando o assunto é política.

Por fim, não importará mais o fato da listagem da ODEBRECHT se tornar pública, porque o peso da dúvida foi lançado em todos os políticos no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas, envolvendo prefeitos e empresas estrangeiras, deixando a sociedade brasileira exposta à vergonha e ao escárnio perante a comunidade internacional, ora pelo excesso de transparência em suas ações, ora por transparência nenhuma.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Comentários