2015-797737102-2015-797662897-2015030957672.jpg_20150309.jpg_20150310

Análise do primeiro ano do governo de Solange Almeida.

Durante as eleições municipais de 2012, a sociedade rio bonitense pode testemunhar a mudança no discurso da candidata ao cargo de prefeito, bem como dos candidatos ao cargo de vereador, que participaram da coligação, a qual tinha começado com a visão humanista e assistencialista, passando para a visão tecnológica, sistêmica e progressista. Assim, as promessas saíram do contexto de que era preferível salvar uma vida que tapar um buraco, para o discurso de que seriam instalados o SENAI e a Escolta Técnica (IFF) na nossa cidade, focalizando a capacitação e a inserção do cidadão no COMPERJ, que é o terceiro maior empreendimento em execução no planeta. E seguindo nessa linha de raciocínio, a classe média depositou o voto de confiança, acreditando que o partido e os contatos políticos, no Estado e em Brasília, poderiam facilitar o cumprimento das promessas e do plano de governo proposto.
O ano de 2013 passou, sendo seu primeiro semestre marcado pela ausência, pelas perseguições àqueles que não eram simpatizantes ao governo e pelas falhas na prestação dos serviços públicos, tais como a iluminação e a limpeza. Com a desculpa de que o staff estava aprendendo, cumulado com a dívida herdada por parte da gestão anterior, nada ou muito pouco foi realizado em Rio Bonito.

No segundo semestre, logo no início de agosto, os ônibus do transporte universitário foram apresentados à sociedade, como uma promessa cumprida. Todavia, durante as reuniões realizadas com os universitários, tinha sido prometida a entrega dos 06 ônibus no final de março, enquanto que os mesmos teriam ar condicionado. Em suma, a promessa não foi cumprida totalmente, tendo em vista o atraso de quase 05 meses, enquanto que os ônibus chegaram sem o ar condicionado.

Mas, mesmo com passos de tartaruga, 2013 foi um ano muito produtivo, tendo em vista a malha asfáltica que foi colocada nas principais ruas do centro da cidade, através do projeto Asfalto na Porta, trazendo uma falsa ideia do progresso. Teria sido perfeito, se o asfalto não estivesse descolando em vários pontos, como, por exemplo, na Avenida Manuel Duarte, no bairro da Bela Vista, que foi o último ponto a ser instalado. Assim, a dependência da cidade aumentou em relação às usinas de asfalto e aos altos custos da manutenção. Logo, olhem onde já havia o asfalto, pois a alegria do motorista de hoje se tornará o inferno do amanhã por causa dos buracos.

Seguindo o plano da campanha para 2014, os bairros, como Green Valley, Jacuba e Cajueiro, continuam com a promessa da pavimentação com o Projeto Bairro Novo. Entretanto, acho muito difícil alguma coisa acontecer nesse ano, diante da Copa do Mundo, enquanto que, possivelmente, usarão esse mecanismo para pedir voto, condicionando a promessa após as eleições.

Sobre o SENAI, nada foi oficialmente resolvido até o momento. Sobre a Escola Técnica (IFF), o governo preferiu implantar o PRONATEC, com os cursos de informática e enfermagem, quando precisamos dos cursos industriais para o COMPERJ e o desenvolvimento do nosso próprio setor industrial no futuro.

Todavia, há unanimidade quanto ao trânsito da cidade, pois as alterações aplicadas no ano passado não resolveram o problema, como agravaram a situação, conforme a opinião pública.

Por fim, a avaliação do primeiro ano do governo é negativa, tendo em vista o não cumprimento das promessas realizadas no palanque durante a campanha eleitoral e o afastamento das metas traçadas no plano proposto. A avaliação política e ética se agrava com a ausência da transparência nas contas públicas, cumulada com um orçamento anual mínimo estimado em R$142.000.000,00, quando o governo possui a maioria dentro da Câmara dos Vereadores. Em suma, mesmo com os recursos próprios do Município e as dívidas herdadas, a atual administração poderia ter realizado milagres políticos e econômicos, que não são tão difíceis assim. Mas, optaram em fazer a receita da gestão que supervaloriza o grupo político e escraviza a sociedade, que só poderia ser quebrada com a capacitação da mão de obra e a contratação da sua força de trabalho pelo setor privado. Assim, o cidadão dependeria menos do governo e retornaria o investimento das políticas públicas com o aumento do padrão econômico, do consumo e dos impostos, alavancando o comércio e a indústria local.

Analisando todo o contexto, desde as eleições até o último dia do ano de 2013, fica aquela sensação de que o governo perdeu a alma ou se perdeu, porque prometeu e fez questão de não cumprir. Errou e fez questão de manter os erros, afastando a classe média, os comerciantes e os universitários.

Nadelson Costa Nogueira Junior

Comentários