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Entenda o horário de verão e seus efeitos na economia sul-americana

horario-de-verao-02O horário de verão começará à meia-noite deste sábado para domingo, 16/10/16, logo, os relógios da região sudeste, sul e centro-oeste deverão ser adiantados em uma hora.

A medida tem como objetivo diminuir o consumo elétrico e energético no país, enquanto que sua aplicabilidade se manterá até o dia 19/02/2017.

O Brasil tem como meta a economia de R$147.500.000,00, conforme a expectativa da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), com o racionamento estimado em 3,7% nas regiões sudeste e centro-oeste, e 4,8% para a região sul, desde que não tenha que acionar as termoelétricas. Todavia, o maior inimigo será o clima do período, que gera maior luminosidade natural e, consequentemente, maior temperatura, principalmente, pelo fato do Brasil ser um país com clima equatorial e tropical, o que provoca o aumento do consumo da energia elétrica, por causa do uso do ar-condicionado e dos sistemas de climatização.

O principal foco do horário de verão é justamente o período das 18h às 21h, quando normalmente acontecem os picos no consumo de energia, que provocam as sobrecargas setoriais e os apagões, que podem durar minutos, podendo chegar a dias.

Analisando os efeitos do horário de verão na economia sul-americana, é latente o fato de que os brasileiros, possivelmente, sofrerão com o sistema das bandeiras e tarifas por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANAEL), enquanto que considerável parte da energia economizada será redirecionada à Argentina, vislumbrando a manutenção energética do país, que depende estrategicamente do sistema elétrico brasileiro para manter-se, o que gera lucro ao setor energético, cujo capital é computado em dólares americanos. Por exemplo, só em janeiro de 2016, a Cammesa, operadora de energia elétrica argentina, importou do Brasil 153 MW.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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