A vereadora Rita de Cássia, do PP.

Eu dedico meu respeito e admiração à vereadora Rita de Cássia por sua coerência

f3936a34196075e664661d8cca9d22c7_MHá uma bagunça generalizada na política brasileira. Em Rio Bonito, a bagunça é mais tímida, por causa do tamanho da sua população. Todavia, sofremos do mesmo problema: – Ausência das lideranças, que tenham uma trajetória idealista e ideológica linear, com o contato aberto e direto com o povo e que apresentem propostas reais, objetivas e tangíveis nas soluções dos problemas da cidade e de sua respectiva sociedade. O político brasileiro se especializou na compra do voto e na total desconexão com o público e a realidade, acreditando que tudo se resolverá no dinheiro, na mudança da sigla partidária e na montagem de uma coligação, composta por candidatos medianos, mas, que jamais se tornarão concorrentes reais. Assim, somando os votos comprados, com a média dos votos conquistados pelos outros candidatos em outras eleições, o político, sem ética, se manterá no poder.

Todavia, não precisava ser assim. Era para o político constituir sua equipe de campanha, apontando pessoas éticas e reconhecidas na sociedade para ajudarem na mobilização. Era para o mesmo político se fazer presente nas ruas e nos eventos sociais da cidade, apertando as mãos, beijando as crianças e, principalmente, apresentando seu plano de governo. Entretanto, em Rio Bonito, o panorama é justamente o contrário. O político desaparece por quatro anos, recebendo o salário do vereador, sem dar justificativas, sem dar explicações, colocando a culpa no prefeito, quando, inegavelmente, os vereadores se tornaram cúmplices, ora por omissão, ora por aprovarem e por não fiscalizarem. Mas, mesmo assim, os salários foram compensados todos os meses.

No século XXI, o político precisa compreender a opinião pública, o impacto e a necessidade no cumprimento das suas promessas, além de trabalhar sua imagem ao longo do mandato, não somente no período eleitoral. Por isso, aconselho aos políticos, que não estão envolvidos nos escândalos conhecidos ou secretos, para jogarem nas eleições de forma correta, ética e digna, sem comprar voto ou montar o cabide de empregos na máquina enferrujada do município. De preferência, contratem os profissionais da comunicação para trabalharem a imagem, os discursos e as alianças, com metodologia, razão, lógica e, o mais importante, transparência, para que a articulação faça sentido para a sociedade, que banca os salários e as vantagens de uma categoria ingrata, que não se preocupa em mentir, para justificar sua ausência no ofício e na manutenção das políticas públicas.

Não poderia terminar, sem expressar a lógica contraditória dos nossos políticos locais, que repetem o eco do impeachment de Dilma Rousseff, mas que mantém a prefeita, Solange Pereira de Almeida, no poder. Em suma, não adiantará fazer o discurso da oposição, quando as fotografias e os aliados são justamente os colaboradores do governo, que deveria ser deposto pelo legislador justo e comprometido com o bem estar dos seus cidadãos.  Se alguém discorda daquilo que escrevi, solicito que passeie pelas ruas da nossa amada Rio Bonito, e observe o abandono da cidade, com suas praças, escolas e postos de saúde. Não tem como um vereador ignorar o fato e dizer que não tem culpa pelas ausências, tendo em vista que, se a cidade chegou ao abandono que está, foi porque eles consentiram com o silêncio. Mas, não posso ser injusto, uma vez que, de 01/01/2013 até a presente data, eu só vi uma voz vibrar coerentemente dentro da Câmara Municipal de Rio Bonito, abraçando a causa dos professores e batendo nos pontos pertinentes da nossa cidade, incluindo a menção do afastamento da prefeita, Solange Pereira de Almeida. Seu nome é Rita de Cássia Antunes B. Martins Gomes, conhecida como Rita da Educação, que honrou seu eleitorado e seu lugar no legislativo municipal, representando a educação e o povo. Em tempo, gostaria muito de vê-la como prefeita ou vice, uma vez que o histórico da vereadora vislumbra uma campanha limpa, ética e transparente, indo de encontro aos indicadores sociais e às necessidades do nosso Município de Rio Bonito. Embora, muitos digam que a vereadora se aposentará da política, eu acredito na hipótese supramencionada da exaltação. Todavia, teremos que esperar as convecções, quando saberemos se o ex-prefeito, José Luiz Alves Antunes se candidatará e terá sabedoria na escolha do seu vice. No lugar dele, eu não pensaria duas vezes para materializar o convite.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

 

 

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