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Inteligência Espiritual – 1ª Parte.

Tanto para os teólogos, bem como os espíritas racionalistas, o termo “inteligência espiritual” é uma novidade.

No caso dos teólogos, a novidade se faz  por conta do foco acadêmico dos seminários e a prática da espiritualidade por si, que, na maioria das vezes, é mais falada ou apresentada como um campo místico das profecias, limitando-se à experiência das lideranças, através do carisma e dos dons.

No caso dos espíritas racionalistas, que dedicam a maior parte de sua formação ao estudo e à compreensão contínua da realidade material e espiritual, o tema também é novidade, uma vez que sua prática vai além dos campos floridos das colônias, da paz e do conhecimento do universo, que continua sendo estudado e difundido à consciência do desencarnado, visando o aperfeiçoamento individual, da humanidade e da criação, baseado na caridade.

Há uma realidade espiritual que é muito comum à humanidade: – As pessoas morrem por natureza no plano material. Essas mesmas pessoas deveriam ir para o outro plano, continuando o processo de desenvolvimento das habilidades  e dos conhecimentos. O problema é que considerável parte da humanidade fica presa no limbo, que é a cópia exata do nosso mundo no mundo espiritual, ou o ponto de encontro entre mundos no globo terrestre.  Nesse processo de desorientação, o espírito do desencarnado fica vagando, sem consciência, sequer, da sua situação de morto no mundo espiritual, mantendo todas as características de quando estava vivo, como hábitos, gostos, vícios e virtudes. E quanto maiores forem os vícios, maiores serão as chances de acontecerem tais incidências. Quanto maior for a dependência, assim se repetirá no plano espiritual. A fórmula para o estudioso da área se limitará ao princípio universal da causa e efeito.

Mas, os relatos podem ser mais perturbadores, tendo em vista que, conforme os estudiosos e pesquisadores da área, menos de um terço da população espiritual tem autorização para reencarnar, logo, podemos concluir que, na simbiose de dois mundos, a maioria da população do mundo espiritual se organizou em vilas, cidades, colônias e megalópoles. Essa mesma engenharia quântica e ectoplasmática permitiu a construção das universidades, hospitais, instituições jurídicas e exércitos, porque, quanto maior for a profundidade ou a proximidade da crosta terrestre, maiores serão as influências das emoções e dos sentimentos.

Voltando aos recém-desencarnados, muitos acabam conhecendo a triste experiência da escravidão, atuando nos dois mundos, desde que haja algum ser humano nas condições vibratórias necessárias para que a influência seja aplicada. E assim, a escravidão espiritual acaba tendo influência direta no mundo material, causando, também, uma espécie de escravidão aos vivos, através do fascínio ou da obsessão. E, é a partir dos seres vivos que os escravos espirituais retiram o ectoplasma, visando leva-lo aos seus mestres, para negociarem no mercado ou construírem suas criações astrais. E quanto maior for a profundidade ou a aproximação da crosta terrestre, maior será a dependência da paisagem de tal matéria-prima.

Logo, a Inteligência espiritual é a área da espiritualidade que está diretamente ligada à estratégia, ao mapeamento, a diplomacia e a localização dos indivíduos, grupos e nações.

Está na hora de todas as religiões praticarem mais a intimidade com a espiritualidade, objetivando melhorar a existência material e compreender a existência no outro plano, porque todos são formados de corpo (carne), alma (consciência) e espírito (períspirito). Dessa forma, daríamos maior poder de inteligência ao mundo espiritual, bem como eficiência às colônias, hospitais e equipes de resgate, porque elas não teriam o trabalho de localizar e aguardar o espírito recuperar a consciência nos umbrais ou no limbo. Aliás, devemos considerar o fato de que o processo de conscientização demora em média 08 anos terrestres, que é quando o espírito consegue sair do período da expiação e receber o tratamento adequado para níveis superiores.

A mediunidade é o presente psíquico e da comunicação da humanidade com o mundo espiritual. Ela pode ser considerada como uma maldição por alguns, mas, como um dom para outros. Quanto maior for a mediunidade, maior será a capacidade da comunicação. Quanto maior for o conhecimento e o acesso do médium, maior será o exercício da inteligência espiritual.

Em suma, independentemente da profissão de fé, nós devemos sair da condição passiva para nos tornarmos ativos e íntimos com Deus, visando melhorar a nós mesmos e a própria criação. Esse será o primeiro passo para construirmos a diplomacia de dois mundos, baseada no respeito, no amor ao próximo e na caridade. Essa regra vale tantos para os vivos, quanto aos mortos.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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