b7776ccd86677e084c73066d56234a62_xl

IPREVIRB precisa deixar o cabide de emprego para se tornar uma autarquia de verdade

Abrindo a Caixa (Jarro) de Pandora, libertando os males sob a humanidade, aprisionando a esperança.

Abrindo a Caixa (Jarro) de Pandora, libertando os males sob a humanidade, aprisionando a esperança.

Criado em abril de 2000, no governo de Solange Pereira de Almeida, o IPREVIRB (Instituto da Previdência dos Servidores Públicos do Município de Rio Bonito) ficou por 12 anos sob a mesma gestão e no anonimato para a opinião pública, a transparência e a sociedade rio-bonitense.

O instituto nasceu sem as reservas necessárias, tornando-se uma autarquia municipal dependente da vontade do prefeito, sendo o portador da dívida milionária, que foi renegociada várias vezes pelos gestores públicos, que simplesmente deixaram de cumprir as obrigações, colocando o Município de Rio Bonito no CAUC (Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias), limitando o acesso do governo à integralidade das verbas, projetos e investimentos na União.

Quando eu analiso o histórico do IPREVIRB, fica nítido que a autarquia foi criada mais para servir de cabide de emprego à “elite” dos servidores públicos municipais dos Poderes Executivo e Legislativo, deixando o servidor público aposentado em segundo plano. Todavia, depois do silêncio de quase 16 anos, o IPREVIRB reaparece reformulado e reorganizado, questionando a atual gestão, que não finalizou o primeiro mês no governo, exigindo a auditoria por período superior aos 04 anos do mandato anterior e o cumprimento do repasse dos valores para proceder o pagamento dos aposentados.

Peço desculpas ao leitor e a sociedade rio-bonitense, todavia, há uma briga evidente entre a atual diretoria do IPREVIRB e o novo governo. A ex-prefeita Solange Pereira de Almeida saiu do poder, transformando o instituto numa espécie de Suíça ou zona neutra do seu grupo político, criando cargos e comissões dentro da autarquia, se esquecendo de regulamentar o fundo de reserva e que a máquina precisa de dinheiro para operar. Assim, bato na tecla de que a autarquia não foi criada para atender ao aposentado, mas aos interesses políticos. Enquanto isso, os aposentados entram em desespero por causa dos atrasos no pagamento, a sociedade rio-bonitense perde investimentos por causa da dívida do instituto, enquanto que os diretores vivem suas vidas, como que se nada estivesse acontecendo.

Por fim, o IPREVIRB precisa trabalhar sua imagem perante à opinião pública, utilizando-se da transparência e da publicidade de todos seus atos. A atual diretoria pode fazer a auditoria e a avaliação de desempenho contínua em 360º, integrando suas ferramentas e auditores ao TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) e ao TCU (Tribunal de Contas da União). Não há necessidade do aval do prefeito para tal procedimento. A questão é: – Por que ainda não fizeram? – Talvez, a resposta fique guardada na caixa de pandora, que será aberta um dia, ora pela vontade dos homens, ou pelos próprios deuses do Olímpio, libertando todos os males da humanidade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Comentários