Padre-Dudu-Braga

Já pensou no poder do teu voto?

“Menos de um mês nos separam das eleições municipais. É uma oportunidade para nossa população falar através das urnas. Não percamos a chance de ter uma participação ativa e consciente que resgate a política e eduque para cidadania. Recordemos que se trata de uma eleição sem o financiamento empresarial e regida pela lei da Ficha Limpa, relevantes conquistas da sociedade brasileira.
Vamos tentar partilhar nas próximas semanas alguns critérios que cristãos e homens de boa vontade devem levar em conta para votar dignamente.
Para começar nossa reflexão me utilizarei de uma comparação que os bispos filipinos fizeram entre os dez mandamentos e as eleições.

Vejamos:

Primeiramente, convidam a “não votar por um ateu ou por alguém que ofende o nome de Deus” e a não votar em candidatos que usam fazer promessas vazias, não mantidas.
Terceiro ponto: “as autoridades públicas devem garantir aos cidadãos um tempo destinado ao descanso e ao culto divino”; a quarta indicação recorda que os políticos têm o dever de promover políticas em favor da família.

Em relação ao mandamento “não matar”, o texto afirma que “um eleitor católico não pode votar em candidatos que se opõem à sacralidade da vida humana, desde a concepção até a morte natural”.

Sobre o sexto ponto, a Igreja recorda o compromisso em “promover a visão cristã da sexualidade e do matrimônio, com a dignidade e a autêntica liberdade de vida, realmente frutífera”. “O problema da população não é uma questão de números, mas de cuidado das pessoas e da melhoria de qualidade da vida humana”, recorda a mensagem.

Sobre o sétimo conselho, “não roubar”, os Bispos convidam a considerar candidatos não envolvidos em negócios sujos ou corrupção e apropriação indevida de dinheiro público; enquanto sobre o “falso testemunho” se convida a desconfiar das “mentiras da propaganda por parte de candidatos que enganam intencionalmente” para “receber o favor dos eleitores”. Enfim, o texto recorda o empenho necessário com o respeito da mulher e da dignidade humana e para libertar os cidadãos das consequências da pobreza.

Para escolher e votar bem é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no poder executivo, espera-se conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos. Dos legisladores, os vereadores, requer-se uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo.

É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum. A Lei da Ficha Limpa há de ser, neste caso, o instrumento iluminador do eleitor para barrar candidatos de ficha suja.

Vamos pensar bem; o poder para transformar este momento de crise pode estar passando pelas tuas mãos!

Deus te abençoe!
Padre Dudu

Unidos pelo Avivamento !”
Pe. Dudu

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