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O PDT está numa cruzada ideológica nesta eleição para prefeito

O candidato, Dr. Carlos André, biólogo, filiado ao PDT (Partido Democrático Trabalhista), teve sua candidatura deferida essa semana, enquanto que suas propostas no plano de governo são muito interessantes, seguindo o padrão do mandato participativo do PSOL, vislumbrando maior participação da sociedade nas políticas públicas e na fiscalização dos serviços essenciais prestados.

Seu vice é o professor de história e o ativista, Jorge Wallace Bretas, que foi o presidente do diretório municipal do PT em Rio Bonito, trazendo sua experiência na militância para dentro da REDE, que é o partido coligado com o PDT.

Não tive a oportunidade de fazer a entrevista e o trabalho antropológico e político em relação à chapa, que está focalizando, literalmente, o corpo a corpo, tendo em vista as limitações dos custos, exercendo, mesmo que de forma tímida, a democracia em sua plenitude. Assim, tanto o Carlos André quanto o próprio Jorge Wallace Bretas estão atuantes nas localidades da cidade, penetrando de forma lenta, mais objetiva e sincera, conquistando parte do eleitorado.

Ideologias à parte, a coligação está penetrando no interior e nos bairros mais abandonados pelo poder público. Todavia, considerando o padrão tradicional, quase que ortodoxo do eleitorado riobonitense, por maiores que sejam as propostas do desenvolvimento da consciência social por parte dessa dupla dinâmica, eles encontrarão muita resistência, tendo em vista que retornamos ao ambiente da Guerra Fria, que dividia o mundo na bipolaridade entre capitalistas e comunistas, cuja configuração nacional se resume aos coxinhas e as mortadelas.

Analisando as propostas e o plano de governo com profundidade, embora as ideias estejam muito bem elaboradas na teoria, na prática, se tornariam inviáveis, principalmente, pela ausência dos talentos ou recursos humanos, cujo quadro da miséria, do desemprego e da desigualdade social está se maximizando, transformando o trabalho nobre da coligação numa cruzada ideológica, vislumbrando acordar a consciência social adormecida dentro do cidadão, combatendo a cultura da corrupção e do egoísmo.

Por fim, independentemente da vitória ou da posição que essa dupla venha conquistar no pleito em 2016, eu já os considero vitoriosos pelo simples fato de estarem lutando por algo maior que eles mesmos, transformando-lhes numa espécie de paladinos da gestão participativa. Porém, tenho receio em me entusiasmar com o modelo proposto, tendo em vista que a história nos testemunhou com o apogeu do PT (Partido dos Trabalhadores), que fez milagres no seu desenvolvimento, mas terminou como mais um partido dentro do sistema político brasileiro, com sua estrela se apagando, mesmo com toda sua consciência social exercida na plenitude.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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