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O Transporte Universitário Riobonitense precisa da sua ajuda

Há 20 anos que estou vendo o transporte universitário riobonitense ser manipulado, objetivando provocar o controle da juventude às vésperas das eleições. Por isso, não seria diferente em 2016.

A prefeita, Solange Pereira de Almeida, prometeu trazer o SENAI e a Escola Técnica (IFF)  para Rio Bonito, investindo na juventude e na capacitação dos cidadãos. Todavia, seus planos foram redirecionados à Faculdade Cenecista, cuja obra ainda está no esqueleto, no polo industrial do Município. Em contrapartida, a saúde e a educação estão abonadas desde o governo de José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), enquanto que o atual governo intensificou o problema, com sua postura apática e sem planejamento, tendo em vista que só há espaço para o asfalto, a pedra brita e o concreto. Entretanto, as obras realizadas de lá para cá não agregam valor estratégico ao Município, deixando de gerar emprego e capital de giro para fazer a manutenção da cidade. E assim, alegam a falta dos recursos, mesmo com o salto da folha de pagamento dos R$5,6 milhões, em 2013, para os R$8,0 milhões por mês em 2014.

O transporte universitário tem sido a única solução lógica para a cidade abandonada, quando o tema é, justamente, a capacitação e o futuro da nossa juventude. Independentemente da quebra de braço entre o governo e os universitários, está na hora da sociedade tomar uma posição legítima quanto ao assunto, mobilizando os pais dos alunos, as associações dos moradores, a Agenda 21, a Comunidade Católica e Protestante, os Sindicatos dos Professores, a CDL, a ASCIRB, a Câmara Municipal e a maçonaria, objetivando apoiar a causa desses jovens, transformando o transporte universitário em políticas públicas, por força da Lei, garantindo a continuidade do serviço às futuras gerações.

A verdade é que a prefeita tomou uma posição ditatorial, querendo desqualificar a legitimidade das manifestações, transformando-as em eventos políticos e partidários. Mas, os universitários são adolescentes e jovens, que ainda não possuem a maturidade necessária para o embate. É o dever da sociedade organizada e de todos os pais participarem do movimento, constituindo uma comissão mista, para auxiliá-los na luta pela manutenção do transporte universitário hoje e amanhã, para as futuras gerações.

Nesse momento em diante, estou trazendo o problema à sociedade. Agora, caberá a sociedade decidir se os nossos jovens são merecedores, ou não, do apoio, da instrução e da participação das instituições, associações e dos cidadãos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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