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Panorama político de Marquinho Luanda, Mandiocão e Marcos Abrahão nas Eleições 2016

Após o encerramento das Olimpíadas do Rio de Janeiro, a política assumiu o cenário dos conteúdos e das notícias nas jurisdições federal, estadual e municipal. Enquanto o Senado abria a segunda etapa do impeachment da Dilma Rousseff, o Marcos Abrahão realizava seu comício na Praça Cruzeiro, e o Marquinho Luanda fazia o mesmo no Parque das Acácias. Por outro lado, o Mandiocão está tentando anular a sessão legislativa que reprovou suas contas em 2013, dentro do Judiciário, buscando uma porta dos fundos para passar por cima do processo democrático, com o retardo de 03 (três) anos.

No comício realizado no Parque das Acácias, o Marquinho Luanda fez seu discurso focalizado na família e na unidade do seu grupo político, mantendo sua temática na “renovação”, cuja opinião pública não está conseguindo se conectar, tendo em vista que a maioria dos secretários do atual governo e dos vereadores está ao seu lado, no palanque. Ele se apresenta de forma contraditória, colocando o grupo político da situação como prioridade, ignorando os efeitos colaterais diante da opinião pública, cuja maioria não faz parte do aquário do governo, que corre grande risco de não fechar com seu avatar.

No comício realizado na Praça Cruzeiro, o Marcos Abrahão focalizou seu discurso no plano de governo, valorizando seus vereadores e alguns nomes, que serão seus futuros secretários, como o exemplo do Dr. Guaia, que é médico e já foi apresentado como a opção do candidato para a pasta da saúde, caso seja eleito. O interessante é que o Marcos Abrahão está indo pescar no mar aberto do eleitorado, no meio da tempestade, tocando nos assuntos delicados da saúde do nosso município, cujos demais candidatos fazem questão de ignorar e de não mencionar, tais como a UPA, a subutilização da Policlínica Loyola e o HRDV (Hospital Regional Darcy Vargas), que tem sido o calcanhar de Aquiles, tanto para o Mandiocão, quanto a Solange Pereira de Almeida.

Em termos da presença do público nos comícios, observa-se a participação equilibrada. Todavia, o equilíbrio do público na parte do Marcos Abrahão demonstra a espontaneidade dos moradores do bairro, enquanto que o Marquinho Luanda acaba perdendo a espontaneidade popular, diante do fato de ser o candidato da situação, com seus cargos comissionados e os contratos.

Por fim, considerando os pontos fortes e fracos dos três principais grupos políticos, nota-se que há algo em comum em todos: – A ausência da voz, que se faça compreendida pela opinião pública. As campanhas priorizaram o plano de marketing político, ignorando o plano da comunicação social e a compreensão da opinião pública diante do feedback.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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