13935089_1783860778498872_3777353405504200004_n2

Puxaram o tapete do Caneco, mas ele deu a volta por cima em 2016

Carlos Cordeiro Neto, popularmente conhecido como Caneco, é oriundo da tradicional família Cordeiro, cuja história se confunde com o poder legislativo municipal, que conta com representantes do povo nas últimas três gerações, enquanto que a maior comenda da Casa Legislativa possui o nome do seu avô, Carlos Cordeiro.

Com quatro mandatos legislativos consecutivos no seu histórico, o Caneco ingressou na carreira política em 1996, presidindo a Câmara Municipal no biênio 2003-2004. Infelizmente, ele não logrou êxito na última eleição, em 2012, tendo em vista que, embora tivesse obtido 1105 votos nas urnas, não conquistou a cadeira, em função das fórmulas da proporcional, cujas variáveis  intervenientes são alteradas pelas coligações.

Para o público que não participou dos bastidores nas Eleições Municipais em 2012, as lideranças políticas tinham decidido que o Caneco não participaria do pleito, dentro da coligação liderada pelo PMDB, cujo comando estava nas mãos do Marquinho Luanda e do Reginaldo Ferreira Dutra, que é o atual presidente da Câmara Municipal de Rio Bonito, conhecido popularmente como Reis, enquanto que ele não teria mais tempo hábil para migrar para outro partido ou coligação, em função da burocracia e do cronograma na época. Todavia, eu estava auxiliando a campanha naquele momento, enquanto que interferi diretamente nos interesses políticos, indicando que era um erro que estavam cometendo, enquanto que  afetaria a imagem do grupo diante da opinião pública, principalmente na juventude. Assim, nas últimas horas do último dia do prazo, o Caneco estava ingressando na competição.

Nas Eleições Municipais em 2016, não foi diferente, enquanto que repetiram a dose, excluindo o candidato com 1100 votos registrados no seu histórico, sob a alegação partidária de que o Caneco atrapalharia a composição já construída dentro das coligações, assim, ele foi considerado uma ameaça interna, principalmente aos vereadores em exercício, por ser um candidato com o universo eleitoral maduro e fiel. Serei muito direto e objetivo, tendo em vista que, em 2012, a Solange Pereira de Almeida levou em consideração as variáveis e a opinião pública, mantendo o candidato na coligação, mesmo contrariando a lideranças. Todavia, tendo em vista que o Marquinho Luanda é o alfa desta eleição, ele não parou para analisar os efeitos da decisão, através da gestão do impacto, demonstrando que sua equipe estratégica não está sincronizada com o ambiente político, deixando o Caneco à deriva. Bem, pelo menos, essa era a intenção do grupo político.

Ironicamente, o Caneco foi convidado pelo Marcos Abrahão para ser seu vice-prefeito na majoritária pelo PT do B, trazendo a emoção ao panorama político rio-bonitense, enquanto que, caso o Marcos Abrahão seja eleito prefeito em 2016, o destino pregará a peça na coligação do PMDB e na vaidade pessoal das suas lideranças.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

 

Comentários