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Rio Bonito é um feudo que precisa entrar na República

Dom Pedro II.Rio Bonito tem 169 anos de emancipação. A cidade nasceu na plenitude da monarquia brasileira, acompanhando a transição para a república, incluindo seus períodos de Golpes de Estado e ditaduras.

O Brasil entrou num processo de ditadura militar, através de um Golpe de Estado em 1964, perpetuando-se por 21 anos. Em 1985, o país estava retornando ao Estado Democrático de Direito, com a liberação dos poderes políticos e a abertura integral do Congresso Nacional.

Em 2015, eu ainda consigo ficar chocado com alguns comportamentos, palavras e posturas ideológicas de muitas celebridades, políticos ou pessoas comuns brasileiras, porque parte da radiação da época da ditadura ainda flutua por seus pensamentos e ideias, como uma programação. Entretanto, fico mais assustando quando olho para minha amada Rio Bonito, e vejo as características supramencionadas expressadas de forma rude e arcaica, deixando a entender que a cidade ainda está na época do curral ou da freguesia, passando pelos domínios monárquicos de um período esquecido.

A cidade de Rio Bonito precisa sair do efeito ilha, e deixar de se ver como uma espécie de feudo das famílias tradicionais. Quando se trata da república, o Município parece um município ou unidade federação que ainda passa pelo processo de intervenção do Estado Novo de Getúlio Vargas, mas se esqueceram que aqui não há nem café ou leite.

Enquanto o mundo civilizado e o Brasil falam na padronização das leis e da cidadania, Rio Bonito faz questão de elitizar tudo, gerando regras baseadas nos costumes, que beneficiam poucos, mesmo quando se diz representar os direitos da sociedade civil.

Antropologicamente, o riobonitense precisa da função FEUDO e entrar no modo REPÚBLICA, objetivando uma linguagem globalizada. Entretanto, isso não quer dizer que a cultura e identidade deverão ser esquecidas ou ignoradas. Muito pelo contrário, a abertura das portas da cidadela trará novas tecnologias e dará maturidade cultural para que a essência verdadeiramente riobonitense seja mantida, exercida e declarada por todos.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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