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Rio Bonito necessita da unidade para os tempos que virão

Por mais que insistam em dizer que nada funciona ou dará certo, eu acredito na estratégia e na possibilidade da formação de um grupo diversificado, unido pelo bem estar da sociedade e que queira tornar o sistema igualitário em oportunidades para todos. Consigo ver a CDL, Ascirb Rio Bonito, 35ª Subseção da OAB-RJ, as associações culturais e de moradores, bem como as lideranças religiosas da comunidade católica e evangélica juntas. A única coisa necessária é deixarmos o egoísmo dos grupos políticos de lado, em nome do bem maior. Entretanto, essa dinâmica exigirá uma geração nova, sem antecedentes políticos, comprometida com o planejamento e a qualidade de vida da nossa cidade, que não pode ser medida pelo asfalto e pela distribuição das cestas básicas, mas com a geração de renda e de empregos, com projetos sociais e políticas públicas sustentáveis.

Não há mais tempo e orçamento para atender ao pagamento dos servidores públicos municipais, os serviços essênciais e as políticas públicas, estendendo a máquina pública ao atendimento dos acordos oriundos nas campanhas eleitorais, visando as licitações, os cargos comissionados e os contratos. Os vereadores precisam compreender que, uma vez eleitos, eles tem a obrigação de fiscalizar o executivo e de indicar o melhor caminho para a sociedade, fincando sua estratégia de trabalho e de campanha dentro dos cargos e das funções comissionadas existentes no próprio Poder Legislativo. O vereador independente do Poder Executivo está livre para cumprir seu papel no Legislativo, além de ficar mais próximo do povo e de sua sociedade.

Precisamos compreender que, para se construir uma sociedade justa e igualitária, é necessário que as coisas estejam no seus devidos lugares. Não faz sentido o candidato movimentar vários setores e pessoas até chegar ao pleito eleitoral, sem dinheiro e com a livre iniciativa, mas, mudar a postura, depois de eleito, transformando todos os atos e projetos numa força gravitacional, limitada ao orçamento público, usando a limitação do mesmo como desculpa para fazer nada ou muito pouco. A sociedade precisa ser participativa em todos os momentos de sua construção filosófica e histórica. O grande problema é que a assembleia da atualidade gosta de fazer reuniões com autoridades, fazer lanches e comer pizza, literalmente.

Precisamos repensar a atuação da sociedade civil e dos seus respectivos nichos junto às instituições políticas. Precisamos repensar no papel necessário por parte da própria sociedade para fiscalizar os deputados e vereadores.

Por fim, a participação ética e social, que tanto tem sido exigida nas redes sociais e nos protestos, exige do cidadão o total afastamento da atual política de negociação dos cargos, dos contratos e da licitações. Não dá para se manter dois mundos antagônicos, ao mesmo tempo. A tendência lógica é que um consuma o outro. Aliás, o caos que vivemos no comportamento ético na atualidade, é justamente o resultado do óbvio: – O mecanismo patriarcal e imperialista consumiu a república, pois, só trocaram os nomes da nobreza, do clero e do monarca.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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