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Rio Bonito vive uma crise moral e ética, tanto na política quanto na sociedade

ApD-YAJai7H8642gVu0HFh5S0Kq3vtgCl0OAWgR-33BZEscutei o áudio da sessão da Câmara Municipal ontem (08/10/2015), registrado pelo jornalista, Flávio Azevedo. Há algo muito interessante no contexto, tendo em vista que os royalties são a ponta do iceberg. O governo permitiu um artificio legal, para que os municípios copiem a tática fiscal e orçamentária dos Estados Federativos, pagando as dividas com os royalties, que deveriam ser investidos em infraestrutura, focalizando a educação e a saúde.
No caso de Rio Bonito, a crise poderia ser amenizada no setor publico, reduzindo a Folha de pagamento dos R$8.000.000,00 para R$4.000.000,00. Assim, sobrariam R$48.000.000,00, em 12 meses, sem a necessidade de comprometer outras receitas. Minha única pergunta é: Por que nenhum vereador tocou no assunto e levantou tal alternativa, seguindo a tendência na União?
A Câmara Municipal e os ativistas das redes sociais estão debatendo o comprometimento parcial dos royalties do petróleo, cujo valor mensal é de R$680.000,00. Entretanto, ninguém fala da folha de pagamento milionária e desnecessária, no valor de R$8.000.000,00, bem como a divida do IPREVIRB.
Rio Bonito está perdendo o valor anual dos royalties, num único mês, com a folha de pagamento, que inclui os contratos e os cargos comissionados.
Os vereadores precisam de orientação. O problema é que a realidade indica que a maioria prefere a cegueira do poder, porque o dinheiro é publico.

A prefeitura não precisa de empréstimo, mas de gestão. Os vereadores deveriam fiscalizar todo o processo, mas não conseguem, ora por falta de informação, ora por falta de transparência, ora por falta de vontade política e comodismo.

Com as contas aprovadas pelo legislativo, podemos concluir duas coisas: – Ou a Câmara Municipal não possui capacidade fiscalizadora para detectar as falhas, ou a mesma concorda e assina em baixo de todos os erros e falhas, assumindo a responsabilidade solidária por todos os atos de uma forma ou de outra. Logo, RENOVAR é preciso.

Por fim, há uma crise econômica no Brasil e em Rio Bonito, todavia, ela afeta a vida do comerciante, do empregado, daquele que proprietário do imóvel e do locatário. As farmácias deixaram de atender 24 horas. As empresas diminuíram o número dos empregados para compensar as despesas. O governo Federal alterou as regras das pensões e do seguro desemprego, porque algo tinha que ser feito, enquanto que cada um está fazendo sua parte e do seu modo. Entretanto, depois dos números supramencionados, podemos constatar que o Município de Rio Bonito não passa por crise econômica ou financeira, porque há dinheiro. O que falta é a coragem de dizer SIM para justo e NÃO para os acordos entre padrinhos e afilhados. Logo, a crise é ética e moral, porque ninguém notou o aumento de R$48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais) no último ano e possivelmente nos anteriores.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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