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Leandro Peixe e Aécio Moura precisam conversar sobre o futuro político de Rio Bonito em 2020

A Sociedade Brasileira ainda está no ritmo das eleições gerais de 2018, cujo resultado contrariou todas as pesquisas e as regras do marketing, quando anunciaram a vitória do Jair Messias Bolsonaro para a presidência da república e o Wilson Witzel para o governo do Estado do Rio de Janeiro.

Sem dúvida alguma, a eleição geral de 2018 foi a mais bipolarizada, sem essência e sem conteúdo, porque os candidatos fizeram questão de partirem para o luta na lama, enquanto que o Bolsonaro se recuperava da facada no hospital ou em sua casa, de onde fez sua propaganda, através do compartilhamento voluntário dos vídeos nas redes sociais e no whatsapp, derrubando o mercado bilionário das redes de televisão e dos tabloides, tanto no Brasil quanto no exterior.

Agora, após as eleições, estou observando os políticos oportunistas da velha escola democrática se aproveitando do fenômeno Bolsonaro e Wilson Witzel, fazendo planos para a eleição de prefeito de Rio Bonito em 2020, levantando a bandeira do PSL do Bolsonaro e ignorando o fato de que estiveram diretamente conectados aos políticos do PMDB, atual MDB, nos governos do Sérgio Cabral e do Pezão, bem como com relações diretas com o Paulo Melo, Jorge Picciani e Albertassi, que estão presos há meses, mas comandando a máquina pública do Estado do Rio de Janeiro, recebendo seus respectivos salários, fazendo novos avatares ou fantoches para a ALERJ nas eleições de 2018, e de olho no orçamento de R$248 milhões  do Município de Rio Bonito em 2020.

Com a possibilidade do fim da reeleição no Congresso Nacional, que foi uma das bandeiras do Bolsonaro ao longo da sua jornada de 2014 à 2018, a inelegibilidade da Solange Pereira de Almeida, que está tentando reverter a sentença condenatória transitada em julgado no STJ para concorrer as eleições em 2020, a prisão do Marcos Abrahão na Operação Furna da Onça e o fato de que nenhum prefeito conseguiu fazer sucessor, foi aberta a temporada de golpes de estado, estado de sítio e de desintegração dos três principais grupos políticos da nossa cidade, o que obrigará os articuladores das sombras a se fantasiarem de ovelhas para se adaptarem ao novo ambiente, que será inédito nos últimos 30 anos.

Também tenho escutado as pessoas falando em mudança e combate à corrupção de um lado, e que é necessário ter dinheiro para se ganhar uma eleição para prefeito do outro. Pessoalmente, eu acredito que é possível se fazer uma campanha limpa e sem comprar o voto dos eleitores, apresentando propostas justas à coletividade. Simples assim: – Se não ganhar a eleição, pelo menos fez o certo, o justo e o correto. A sociedade tem o direito de ter opções sinceras e verdadeiras para depois decidir no voto, através do processo democrático, se mudará ou ficará no ostracismo dos últimos 30 anos. É importante também lembrar que comprar voto é crime eleitoral.

A classe empresarial riobonitense está convergindo de três para dois grupos estratégicos, que possuem a intenção de participarem da próxima eleição para prefeito. Atualmente, nós temos o Leandro Peixe, da Autoescola Peixe, e o Aécio Moura, que é o empresário do ramo da construção civil, que lançou seu nome na eleição de 2016, mas desistiu antes mesmo de virar o pré-candidato, deixando os empresários desorganizados e sem um plano B para fazer a diferença. Mas, nada impede o surgimento de outros nomes. Todavia, a lógica indica que Leandro Peixe e Aécio Moura terão que fundir suas forças em nome da unidade maior de um lado, enquanto que existem outros fatores que também interferirão no processo do outro, e que são muito maiores do que o próprio Aécio Moura, cujo principal quesito é o fator RELIGIÃO. Logo, seguindo a lógica eleitoral de 2018, o Aécio Moura precisa muito mais do Leandro Peixe do que o contrário. Também existe o fator vice-prefeito, tendo em vista que o Aécio Moura se demonstrou inflexível em 2016 com sua indicação, enquanto que o Leandro Peixe tem várias possibilidades, começando pelo  médico cirurgião e pediatra, Dr. Élio Fernandes Campos Filho, que tem tudo para se tornar o ALFA ou o BETA para prefeito, nessa ou em qualquer outra chapa. Assim sendo, Vejo um grande potencial gestor e político no pediatra. Logo, se eu fosse o Aécio Moura e o Leandro Peixe, não pensaria duas vezes para conversar com o médico sobre suas ideias e propostas para Rio Bonito. Identifico nele uma liderança natural e inata, que possui substância e substrato, que são elementos raros na atualidade e necessários antes, durante e após as eleições.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

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Prisão do deputado Marcos Abrahão já afetou a eleição municipal de 2020, em Rio Bonito

No último dia 08/11/18, quinta-feira, a polícia federal colocou em execução, em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, a Operação Furna da Onça, prendendo temporariamente, dez deputados da ALERJ, entre eles, o Marcos Abrahão, cujo nome foi citado na delação do Carlos Miranda, que foi o operador do ex-governador Sérgio Cabral. Conforme Carlos Miranda, o deputado Marcos Abrahão recebeu R$80.000,00 mensalmente, do início de 2011 até 2014, para aprovar os pacotes do governo.

Conforme a mídia, houve chuva de dinheiro da janela da casa do deputado em Rio Bonito, enquanto que as equipes conjuntas localizaram o material, recolheram e o levaram como prova. Em suma, tirando a investigação e a delação do Carlos Miranda, a situação do dinheiro no momento da operação foi a cereja do bolo para fechar o caixão com chave de ouro, uma vez que somente esse fato desdobrará outras fases e, possivelmente, novas operações, diminuindo o peso da dúvida da opinião pública antes mesmo do julgamento formalizado.

Com base nas informações da delação, só para o deputado riobonitense foram computados aproximadamente R$3.840.000,00, que foram retirados da segurança, saúde e educação pública, isso, sem contar com os salários atrasados dos servidores e o Estado de Calamidade Financeira que assola o Estado do Rio de Janeiro desde o seu decreto em 17/06/2016.

Por fim, se a eleição geral de 2018 fosse hoje, o Marcos Abrahão, do AVANTE, que só se reelegeu para o quinto mandato na ALERJ por conta da fórmula da legenda, por uma pequena margem decimal, não obteria êxito. Todavia, independentemente dos desdobramentos judiciais e do resultado das investigações, o deputado estadual riobonitense dificilmente realizará o sonho de ser o prefeito do município de Rio Bonito, porque “Roma perdoa, mas não esquece jamais.” Também, não vejo a viabilidade para que o deputado faça o sucessor para indicar e controlar seu grupo político no Poder Executivo Municipal. Dessa forma, a prisão afetou a eleição municipal de 2020, deixando um dos três principais grupos políticos da localidade sem liderança e coesão, enquanto que a sociedade ainda aguarda o desfecho do destino político do Mandiocão de um lado, assistindo a Solange Pereira de Almeida pedindo apoio político do outro, mesmo impedida por força da sentença condenatória, que transitou em julgado no Superior Tribunal de Justiça.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

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Com o Sabadão Alegre, Marcos Abrahão trouxe o modelo racional e sustentável para os eventos beneficentes

No último sábado, 21/10/2017, enquanto o deputado estadual, Marcos Abrahão, do PT do B, realizava o Sabadão Alegre no Complexo Poliesportivo Bonitão, para arrecadar mantimentos para ajudar o Asilo São Vicente de Paula, o Lar Maria de Nazareth e a Associação Pestalozzi de Silva Jardim, o público se via surpreendido pela cobrança simbólica para o uso dos brinquedos, a venda das bolas e a compra dos lanches. Mesmo assim, o evento teve êxito e merece aplausos em relação à organização e o acolhimento por parte da equipe do deputado e de sua família.

Numa conversa rápida com o deputado Marcos Abrahão, ele justificou a cobrança simbólica pelo uso dos brinquedos e o consumo durante o evento para comprar os mantimentos e utensílios mais caros e que são difíceis de serem arrecadados, tais como o cremogema, o leite em pó e a fralda geriátrica, por exemplo.

O evento serviu para, mais uma vez, demonstrar à sociedade riobonitense que o Complexo Poliesportivo Bonitão não serve somente para atender as demandas desportivas, se tornando uma referência no trabalho social e, principalmente, na participação das classes mais carentes. Não tenho dúvidas de que muitos outros projetos poderiam ser desenvolvidos na estrutura do Bonitão, desde que o prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) descesse do seu pedestal em nome do crescimento da cidade e da região.

Por fim, como de costume, o deputado Marcos Abrahão utilizou o Bonitão para receber as autoridades políticas da região e do Estado do Rio de Janeiro, trazendo a articulação política e a ampliação da rede de contatos para o evento, o que considero muito importante para o capital político pessoal dele e de Rio Bonito. Na visão gestora, ele realizou um evento social, racional e sustentável, ensinando aos políticos da região que a ação social exige planejamento e vai muito além do marketing e da manutenção da logomarca dos partidos, das instituições e dos governos.

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Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Preocupados com a reforma da previdência, os brasileiros perderão seus direitos trabalhistas com a aprovação da terceirização no Congresso

terceirizacaoMeu caro leitor, eu ainda consigo me surpreender com a reação da opinião pública brasileira, embora o mecanismo de resposta esteja seguindo o planejamento adotado pelas forças econômicas e políticas, que evidenciam um tema polêmico, tipo a reforma da previdência, para liberar a terceirização de todas as atividades-fim dentro do Congresso Nacional, passando por cima das garantias trabalhistas, através de um caminho constitucional paralelo. Assim, por exemplo, uma escola poderá terceirizar a prestação dos serviços dos professores, das merendeiras, dos supervisores, colaboradores da limpeza e dos serviços gerais, dando margem legal para a anulação do 13º salário, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e férias, uma vez que as pessoas jurídicas não possuem as garantias trabalhistas das pessoas físicas.

Após 06 anos da investidura fracassada dos barões da indústria e do comércio paulistano e carioca pela terceirização no governo Dilma Rousseff, os empresários materializaram seus planos, através do governo do presidente Michel Temer, que não recebeu um único voto através da democracia, pagando sua parte na contrapartida da manutenção do político do PMDB no cargo, quando o Brasil deveria ter ingressado numa nova Eleição Presidencial, após o impeachment de julho de 2016.

Enquanto a imprensa te mantém focalizado nos possíveis 40 anos de contribuição e na aposentadoria pós-morte, a privatização da CEDAE foi aprovada na ALERJ, a Presidência da República focalizará a reforma previdenciária no âmbito privado e nos servidores públicos federais, deixando os Estados e Municípios encarregados das suas reformas no momento oportuno. Mas, a pior parte é saber que o governo cortará na carne do trabalhador, deixando de recolher R$417 bilhões das empresas, que não recolheram ou fizeram o recolhimento da forma errada, com o Bradesco na liderança, com seus R$700 milhões em dívidas junto ao INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social).

Por fim, a propaganda do PMDB já está no ar, justificando cada ato calculado como necessário para o futuro da sociedade e do mercado nacional, quando uma minoria, composta por executivos, banqueiros e políticos, se beneficiará com lucros majorados, ao custo do tempo de vida dos trabalhadores brasileiros, que se mobilizam pelas causas certas nos momentos errados, porque um grupo de consultores em marketing e estratégia econômica decidiram as portas fechadas dentro do Palácio do Planalto.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com a Secretaria de Saúde em suas mãos, Matheus Neto se tornará o sucessor natural do Mandiocão para 2020

Com a condenação da ex-prefeita Solange Pereira de Almeida e seu impedimento legal para ocupar cargos políticos ou prestar serviços à administração pública pelo período de 06 anos, só no primeiro processo, a corrida eleitoral para a ALERJ, em Rio Bonito, ficou limitada ao deputado, Marcos Abrahão, do PT do B, e ao secretário municipal de saúde, Matheus Neto, do PR.

Enquanto a Solange Pereira de Almeida deixa o universo de 12000 eleitores leais, sem o vislumbre do surgimento de uma nova liderança política na sucessão do seu grupo, vejo uma grande oportunidade para o deputado Marcos Abrahão assumir tal posição. O problema é que somente a Solange consegue manter o grupo unido e focado, enquanto que a manutenção do seu exército eleitoral é cara, tanto para os políticos quanto o erário público. Assim, mesmo com a aproximação e o apoio do deputado estadual Paulo Melo, Marcos Abrahão precisará apresentar seu diferencial perante à opinião pública, caso ainda deseje continuar na disputa eleitoral para o cargo de prefeito em 2020.

Para potencializar a dificuldade estratégica do Marcos Abrahão para 2020, o sistema deixa bem claro e evidente a diferença existente entre os cargos de secretário municipal da saúde e o de deputado estadual na ALERJ, tendo em vista que Matheus Neto está aproveitando cada segundo e cada oportunidade para se colocar em cena, ficando com a evidência maior que o próprio prefeito Mandiocão e a vice-prefeita Rita da Educação. Por exemplo, na última sexta-feira, 17/03/2017, enquanto o deputado Marcos Abrahão colocava o folder digital na sua página oficial no Facebook, Matheus Neto se fez presente na logística da vacinação para a imunização da população contra a febre amarela, com direito à fotografia e pose com os cidadãos e simpatizantes do governo.

Por fim, ficou uma coisa muito nítida desde o primeiro dia do governo José Luiz Alves Antunes: – Matheus Neto amadureceu na gestão e no trabalho da sua própria imagem, tornando-se o sucessor do prefeito perante a opinião pública. Assim, caso ele não consiga ingressar como deputado na ALERJ, haverá confronto dentro do governo para as próximas eleições municipais, uma vez que a vice-prefeita, Rita da Educação, tem a aprovação e o apoio da maioria dos empresários, enquanto que o Matheus Neto está concentrando toda a atenção da opinião pública em si, convertendo as ações do governo em bônus para sua aprovação popular e consecutiva ascensão política.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Solange Pereira de Almeida foi nomeada Secretária de Estado, preparando o terreno para 2018

O debate do dia ficou centralizado na nomeação da ex-prefeita de Rio Bonito, Solange Pereira de Almeida, ao cargo de Secretária do Governo do Estado do Rio de Janeiro, na recém-criada pasta de Proteção e Apoio à Mulher e ao Idoso, vinculando a si o Conselho Estadual para Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (CEDEPI) e a gestão do Fundo para Defesa das Pessoas Idosas (FUNDEPI), que estão alinhados à política pública do Palácio do Planalto em relação ao tema.

Conforme a interpretação do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, em relação aos atos do Poder Executivo, publicados na última sexta-feira, 10/03/2017, a nova secretaria não trará prejuízo financeiro ao Estado do Rio de Janeiro, tendo em vista as aglutinações de algumas secretarias, abrindo, em tese, o espaço orçamentário necessário. Assim, a Secretaria de Estado de Prevenção à Dependência Química ficou em segundo plano, cedendo sua posição à Secretaria de Estado de Proteção e Apoio à Mulher e ao Idoso.

Na prática, o Estado do Rio de Janeiro não fez cortes ou a diminuição nos gastos, mas criou o efeito ilusório de que as economias aconteceram, transformando secretários em subsecretários, mesclando os comissionados entre as pastas aglutinadas. É fácil dizer que não foi gerado custo extra, quando não se tem transparência e a publicidade das lotações, registros e comissionados. Todavia, a indicação da Solange Pereira de Almeida à pasta vai de encontro ao histórico dela na Câmara dos Deputados, quando atuou nas comissões ligadas aos temas centrais do idoso e da mulher. Assim, embora a imprensa esteja focalizando o elo da ex-prefeita e ex-deputada federal ao Eduardo Cunha, pretendo ir além do óbvio, convidando a opinião pública para analisar o fato de que a Solange fará a gestão de um fundo recém-criado, enquanto que as Eleições para a ALERJ e a Câmara dos Deputados será no ano que vêm. Se analisarmos as últimas nomeações do governo Pezão, notaremos que os prefeitos, que estão em trânsito político, foram escalados no primeiro e no segundo escalões do governo para colocarem em prática o plano de reestruturar a ALERJ e a Câmara dos Deputados a favor do PMDB, que aceitou se tornar um partido central do Poder Legislativo Federal, perdendo seu plano de poder nas prefeituras e nos Estados Federativos, em nome do impeachment da Dilma Rousseff e a sucessão por Michel Temer na Presidência da República.

A Solange Pereira de Almeida é uma mulher inteligente e articulada, que sabe a hora de entrar ou de sair de cena. Está óbvio que ela se tornou uma peça estratégica e importante para o PMDB dentro do projeto político planejado para 2018. Só não consegui definir ainda se a ex-prefeita se candidatará ao cargo de deputado estadual ou federal, tendo em vista que ela entraria na campanha com 12.000 votos garantidos em Rio Bonito, que poderiam dobrar ou triplicar dentro do nosso Estado, sem muito esforço, trabalhando com as pessoas certas.

A imprensa está batendo na questão da Lava Jato, pelo simples fato de que a ascensão da ex-prefeita, ao primeiro escalão do governo do Estado do Rio de Janeiro, provocará a explosão da bomba de hidrogênio dentro da oposição, sugando a maior parte do oxigênio político, que poderá deixar o Município de Rio Bonito sem representação na ALERJ, caso ela insista na candidatura ao cargo de deputado estadual, atrapalhando o caminho para o atual secretário municipal de saúde, Matheus Neto, e o deputado estadual, Marcos Abrahão.

Por fim, a eleição de 2018 será árdua, exigirá estratégia e sangue frio para os articuladores dos grupos políticos tradicionais. Pessoalmente, acho que teremos mais novidades pelo caminho.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Não é o momento para a Educação fazer greve em Rio Bonito, diante da crise e do desemprego

16939325_2227740087450411_6903258934469187052_nDe um lado, o governo municipal coloca o carro de som na rua para informar aos cidadãos rio-bonitenses que as aulas voltarão no dia 06/03/2017 na rede pública municipal de ensino. Do outro, o SEPE e os profissionais da educação informam que a greve começará no mesmo dia, sem previsão para o retorno.

A Ensino Público Rio-bonitense está sofrendo nos últimos 24 anos, com o FUNDEB (Antigo FUNDEF), sendo utilizado de forma errônea pelos prefeitos e secretários de educação, investindo sabe-se lá onde, tendo em vista que os profissionais da educação nunca receberam o teto estabelecido por Lei, enquanto que as escolas foram sucateadas com o tempo. A situação fica mais latente com as 47 escolas públicas municipais para gerir, num período assombrado pela crise financeira nacional, estadual e municipal.

A luta dos profissionais da educação é legítima e necessária. Todavia, analisando o ambiente político e econômico, os grevistas precisam questionar se esse é o momento, tendo em vista os R$55 milhões das dívidas herdadas do governo anterior, que se transforam em R$71 milhões com os parcelamentos das obrigações realizadas pela ex-prefeita nos últimos dias do mês de dezembro de 2016.

Na rixa política entre a Câmara Municipal e o prefeito Mandiocão, existem forças ocultas que estão se aproveitando da situação para patrocinarem suas manobras pessoais, vislumbrando colocar o governo contra a parede, que terminaria, no máximo, na concessão de mais cargos comissionados nas direções das escolas aos vereadores, e nada mais. Mas, as forças ocultas estão trabalhando, também, a partir da ALERJ, porque 2018 será ano eleitoral, com direito aos candidatos da situação e da oposição.

Defendo o movimento de grave e reconheço sua legitimidade. Todavia, se os profissionais da educação não iniciarem as aulas no dia 06/03/2017, eles poderão ficar quanto tempo quiserem, porque não há como se negociar em período de crise. Para piorar, existem famílias que precisam da escola mais do que nunca, porque a renda está comprometida, enquanto que a merenda escolar garante uma refeição diária ao estudante. Logo, o pouco apoio popular, que resta ao movimento de greve, se apagará nos primeiros dias, porque essa greve veio no momento errado e no governo errado. Era para ela ter ocorrido em 2014, sob a gestão da Solange Pereira de Almeida, após a compensação da dívida herdada no valor de R$21 milhões, quando a crise era somente moral e ética. No final, o maior perdedor será o aluno, que precisa cumprir o calendário escolar e aplicar a defesa alimentar, que transforma a merenda escolar numa estratégia social, que é valorizada diante do fantasma do desemprego.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Precisamos conversar sobre o foro privilegiado e a imunidade parlamentar na política brasileira

Tento não entrar na competição ideológica da opinião pública em relação à direita ou esquerda, porque, na minha opinião pessoal, nunca existiu a esquerda no poder, tendo em vista o número dos acordos de gaveta e a energia imposta pela sociedade para que um determinado grupo possa assumir o comando da nação. Assim, a partir do momento que o partido pagou o pedágio financeiro, ético e moral, a ideologia morre para dar lugar ao pragmatismo do mercado, com seus fluxos de ações na Bolsa de Valores, aplicando as taxas de juros que liquidam o país aos estrangeiros.

A coalizão no Congresso Nacional está diretamente relacionada aos partidos e ao número dos Ministérios, que são distribuídos no circuito do poder, levando o acesso ao dinheiro público junto consigo. Essa mesma dinâmica se repete nos Estados e nos Municípios, enquanto que, provavelmente, o prefeito, o governador e o presidente da república que ignorarem a mecânica do sistema público, não terminarão o mandato ou não conseguirão se reeleger.

A doença da política brasileira está nas Assembleias Legislativas, no Congresso Nacional e nas Câmaras Municipais, uma vez que os vereadores, deputados e senadores não se dão por satisfeitos com o número excessivo dos cargos comissionados disponibilizados aos seus respectivos gabinetes, querendo mais e cada vez mais, se entranhando na máquina pública, fazendo o cabide de emprego e o apadrinhamento, burlando as licitações e a própria Lei. Na teoria, era para eles nos representarem, mas, na prática, eles só representam seus próprios interesses, construindo o patrimônio inimaginável as custas do suor do trabalhador brasileiro.

Não adianta fazer protesto ou tentar iniciar qualquer revolução, enquanto os políticos gozarem do foro privilegiado e da “imunidade parlamentar”. O Político precisa se responsabilizar por seus atos e omissões, quando investido da função pública.

Por fim, o político se adapta ao ambiente, para depois moldá-lo. E assim, o sistema escraviza as empresas, os empresários e a sociedade, não dando opções, transformando-lhes em vítimas. Logo, esse deveria ser o momento para o Congresso Nacional acabar com o foro privilegiado e a imunidade parlamentar, transformando o político num cidadão comum aos olhos da lei. Dessa forma, as empresas teriam a quem recorrer nas situações da propina e da corrupção, porque o Presidente da República é quem assina os atos do Poder Executivo, mas são os membros do Poder Legislativo que mandam nas pastas e nas verbas.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Estima-se o rombo de R$50 milhões na PMRB, enquanto que o atual governo busca soluções com a sociedade

cofre_magroO Município de Rio Bonito não está com sua receita saudável há quase trinta anos, tendo em vista que somente 18% de sua receita é proveniente dos recursos diretos e próprios, enquanto que o restante dos 82% são oriundos dos investimentos, fundos especiais e convênios da União e do Estado do Rio de Janeiro. Logo, para o cidadão leigo compreender o fluxo caixa da prefeitura, serei bem simples e direto: – Se o Estado e a União parassem de enviar suas porções mensalmente, o Município de Rio Bonito decretaria falência em 60 dias, enquanto que seus servidores ativos ficariam sem o pagamento dos salários, incluindo as horas extras e demais benefícios. Os aposentados sofreriam no primeiro instante, uma vez que o repasse ao IPREVIRB ficaria comprometido no primeiro mês. O caos econômico e financeiro chegaria ao comércio, à indústria e ao mercado imobiliário local, uma vez que o maior empregador temporário da cidade é o governo municipal.

O que os riobonitenses não compreendem ou não desejam compreender, por causa da mentalidade dos grupos políticos, é que o Município de Rio Bonito está sendo gerenciado de forma errônea pelos prefeitos desde a década de noventa, enquanto que não houve qualquer preocupação por parte dos governantes em trabalhar as potencialidades da cidade, que estão no turismo rural, histórico e religioso; na economia verde; na produção orgânica na agropecuária; na logística nos transportes; no comércio e na produção industrial em pequena, micro e média escala. Simplesmente, eles se prenderam à Brasília e ao Palácio Guanabara, tornando-se escravos, por opção, do sistema político, que mantém as coisas no seu devido lugar dentro da ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) e do Congresso Nacional.

Para piorar, o quadro financeiro e econômico da nosso Município, que recebeu mais de R$800 milhões de 2013 a 2016, ficando com o capital de giro de R$420 milhões, abatendo-se a folha de pagamento do período, foi entregue com os cofres vazios, sem transição ou transparência, ao prefeito Mandiocão. Oficialmente, a PMRB ainda não apresentou as contas públicas à sociedade, todavia, conforme aos comentários e conversas com os amigos pela rua, estima-se que o déficit ultrapasse os –R$50 milhões, considerando os empréstimos e financiamentos das dívidas diretas, enquanto que, estranhamente, o orçamento estimado do Município para 2017, por parte da União e do Estado, ficaria no teto de R$178 milhões, mas a gestão anterior enviou o planejamento orçamentário no valor de R$240 milhões, contrariando a lógica da economia nacional e estadual. Na verdade, a única beneficiada direta com a majoração orçamentária prevista é a Câmara Municipal de Rio Bonito, que garantirá seu duodécimo elevado, enquanto que o presidente da casa legislativa se manterá no controle do Poder Legislativo por mais 02 (dois) anos, no mínimo, totalizando 06 anos consecutivos.

Nós não chegamos aqui sozinhos e não sairemos do problema social e econômico enquanto nos dividirmos. Logo, estou me colocando à disposição do atual governo municipal, que está aceitando doações e a ajuda voluntária.  Não tenho bandeiras, mas, caso as tivesse, elas estariam abaixo das questões coletivas.

Por fim, no que você pode ajudar como doador ou voluntário nesse exato momento?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Solange Pereira de Almeida já está articulando para 2018, inspirada na rixa com Mandiocão

A ex-prefeita, Solange Pereira de Almeida, reagiu na mesma medida da força que lhe foi aplicada, como a Lei Física da ação e reação, quando o assunto se trata dos grupos políticos e da política partidária no Município de Rio Bonito. Simplesmente, ela retribuiu a entrega do mandato com a mesma delicadeza que o atual prefeito, José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) lhe fez em 2013, não aplicando a transição, sem transparência nas contas públicas, deixando o déficit de –R$21 milhões, entre outras coisas.

Na teoria, conforme a Lei, era para os prefeitos entregarem as contas públicas em dia, sem dívidas além dos mandatos, incluindo o pagamento dos servidores públicos e dos contratados, incluindo os fornecedores e prestadores dos serviços. Todavia, na prática, os prefeitos transferem dívidas e empréstimos aos seus sucessores, estabelecendo a continuidade do erro e dos vícios, sabotando as gestões sucessoras. Foi assim quando a Solange saiu em 2005, deixando dívidas, empréstimos e a desordem nas contas públicas para o Mandiocão, que pagou na mesma moeda em 2013, recebendo a mesma estratégia por conta da Solange, num ciclo vicioso e irresponsável na administração, que prejudica o Município de Rio Bonito e sua respectiva sociedade, uma vez que a saúde, a educação, a cultura, o desenvolvimento urbano e econômico, e a segurança pública ficam comprometidos, deixando os governos sem fluxo de caixa para a manutenção expressiva das políticas públicas.

Ironicamente, entra governante e sai governante, as políticas públicas ficam comprometidas, pelo período de 12 a 24 meses para o Mandiocão, enquanto que a Solange demonstrou incapacidade gestora pelo mandato inteiro, compreendendo 48 meses, mesmo com a arrecadação superior aos R$800 milhões em quatro anos, cotando com o apoio da maioria da Câmara Municipal. A ex-prefeita aumentou o valor da passagem de ônibus, transformou o transporte universitário em lei e fez mudanças estruturais na saúde, nos últimos dias do seu mandato, vislumbrando sua possível candidatura ao cargo de deputado estadual na ALERJ em 2018, mesmo com o impedimento da Lei da Ficha Limpa, uma vez que ela já possui condenação no 2º e 3º grau da Justiça Federal.

O resultado das eleições 2016 se tornou o combustível inflamável para a Solange Pereira de Almeida se aventurar pela ALERJ em 2018, uma vez que o Mandiocão conseguiu participar das eleições, passar por cima da soberania da Câmara Municipal, anulando a sessão que reprovou suas contas, tornando-se prefeito, recebendo 14826 votos nas urnas. Pessoalmente, eu acho muito difícil que a ex-prefeita consiga a blindagem para participar na próxima eleição geral, uma vez que sua situação jurídica é totalmente diferente daquela apontada ao Mandiocão em 2016, que se baseava no cerceamento da sua defesa e na perseguição política dentro da esfera legislativa municipal, sustentando-se numa liminar.  Fica bem claro que a força de uma sentença judicial é totalmente diferente que a força da reprovação das contas públicas dentro da Câmara Municipal. Todavia, até que seja certificado o trânsito em julgado das sentenças e dos acórdãos, a hipótese das liminares me preocupa como cidadão.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior