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A Hora da Partida

O momento da partida sempre é difícil para quem fica e para quem parte, porque, por mais que a sociedade se sustente no individualismo como a unidade mínima, sempre ficarão os fragmentos das impressões e das experiências de uma pessoa para outra.

Somos viajantes do tempo e das emoções, transferindo a bagagem continuamente com o próximo. Ora temos a sobrecarga do peso, ora não temos peso algum. E assim, vamos compensando uns com outros e vice-versa, numa solidariedade que se prende ao afeto e à afinidade, porque, no final, aquilo que parece ser o sacrífico ou um castigo, pode ser a oportunidade do ajuste e da aproximação.

Ninguém disse que a partida seria fácil, mas temos que ir, sem data, local e hora anunciados pelo além. Logo, é importante praticar a justiça, o respeito, o arrependimento e o perdão, devendo lembrar que a vida precisa ser sincera e plena, porque o corpo possui prazo de validade e, ao contrário do espírito, sua essência é mortal.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 14 de julho de 2018.

 

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O Político não sente culpa ou arrependimento

O psicopata, por definição, não tem arrependimento, empatia ou culpa. Ele faz o que faz, porque isso lhe dá prazer e satisfação.

Se compararmos o psicopata com o modelo do político brasileiro, concluiremos que o político finge que se importa, que possui alguma empatia ou afeição pelo eleitor e pela sociedade, porque suas ações falarão muito mais do que os discursos e as oratórias no plenário ou no palanque.

O político não sente culpa em ver as escolas e a educação sucateadas, ou de mandar a tropa de choque bater nos civis e nas categorias, quando protestam pacificamente e exercem o direito da greve.

O político não sente culpa, quando vê o cidadão sem as garantias da saúde pública, ou quando seu filho vem ao óbito, porque houve negligência no atendimento, por falta de recursos e medicamentos.

O político não sente culpa ou arrependimento, quando o Governante  gasta o dinheiro público sem qualquer transparência, deixando de informar a sociedade e ao cidadão para onde vão os milhões de Reais das verbas oriundas de Brasília ou dos recursos próprios. A culpa fica menor ainda, quando os legisladores aprovam as contas, mesmo sendo reprovadas pelos Tribunais de Contas, que baseiam suas avaliações na matemática e na contabilidade.

O político não sente culpa, quando recebe o salário e as verbas do gabinete, incluindo os auxílios terno, as viagens de avião, os carros oficiais, o combustível, entre outras vantagens, enquanto que você, o cidadão, geralmente, andará de ônibus ou trem.  Caso tenha conseguido comprar um carro, pagará o combustível caro, sobrecarregado dos impostos e tributos, para manter o padrão de vida estatal.

O político não sente culpa, quando é governista. Ele aprova todos os projetos, só para manter seus apadrinhados empregados nos cargos comissionados do Estado. O mesmo político não sentirá culpa em fazer pedidos em cima de outros pedidos. Entretanto, quando o governante lhe diz um não. Ele faz o papel e o discurso da oposição. Mas, no momento certo, ele aprovará as contas do ano anterior, com ou sem a ressalva do Tribunal de Contas, porque culpa e ideologia são coisas para pessoas simples e éticas.

O político não sentirá qualquer arrependimento ou culpa, quando a eleição se aproximar. Ele dirá que uma andorinha só, não faz verão. Depois, pedirá seu voto, porque, na realidade, ele não se importa com a sociedade, a saúde, a educação e a qualidade de vida do cidadão. Ele só se importa com o status e o sanduíche do poder, que vem recheado com as regalias e muito dinheiro.

O político não sente culpa ou arrependimento, porque ele é muito parecido com o psicopata. Todavia, me atrevo a dizer que o psicopata, em si, é mais nobre, porque assume tudo, quando pego. O político negará seus atos e ausências até o fim, mesmo condenado e atrás das grades, porque ele acredita que poderá enganar a todos, enquanto que jamais enxergará que suas mãos estão sujas do sangue de toda uma geração.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior