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Sobre a Operação Lei Seca e o Whatsapp

No dia 02/09/2017, fui dar uma volta em Rio Bonito à noite e me pararam pela primeira vez na Operação da Lei Seca. Achei muito interessante. A policial me parou, pediu os documentos e solicitou para acompanhá-la. Achei muito legal o aparato tecnológico e o bafômetro. Um colega me perguntou se eu estava preocupado: – Eu disse que não, porque pago meus impostos em dia e não bebo álcool. O bafômetro continuou zerado, me entregaram os documentos, enquanto que fiz o retorno e voltei para casa, com a sensação estranha do dever cumprido.

Na mesma noite, começaram os envios das mensagens pelo whatsapp e facebook, avisando que a Lei Seca estava em frente ao Super Market. Eu paguei a conta, entrei no carro e fui até lá para testar o serviço, que merece nota 10. Só faltou o cachaceiro de plantão, que deve ter mudado o percurso por causa da mensagem, até que ele provoque um acidente grave e machuque alguém que você ame. Pense nisso, antes de avisar sobre a fiscalização de qualquer coisa.

O DETRAN informou que existem mais de 60.000 pessoas que perderam o direito de dirigir e que não devolveram suas habilitações às autoridades competentes. Estranho, porque eu tenho a ligeira impressão que a maior parte dessa galera dirige em Rio Bonito.

Por fim, vejo uma sociedade hipócrita, cínica e demagoga, que exige mudança dentro de si e na política corrupta, mas que se recusa seguir seu discurso, começando pela desobediência às leis no trânsito e pelo envio das mensagens para proteger e blindar àqueles que estão alcoolizados ou sem a habilitação para dirigir, mas que mesmo assim insistem contrariar a lei, até baterem num poste em alta velocidade ou provocarem um acidente, envolvendo um inocente, porque, a partir do momento que eles beberam ou decidiram dirigir sem habilitação, se colocaram na condição de infratores, idealizando o suicídio ou o homicídio de outrem, que poderá ser alguém estranho, amigo, parente ou vizinho.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Ricardo Abrahão focaliza a ética e combate a compra do voto

“Caros amigos, hoje venho falar de um assunto extremamente importante que, infelizmente, muitos ainda enxergam de forma natural. Devemos ter consciência que a compra de votos é CRIME eleitoral, de acordo com o artigo 299 do Código Eleitoral e que ele se caracteriza mesmo que não esteja envolvido o ato de dar ou receber dinheiro. A lei também prevê que é ilícito trocar coisas por votos. Isso significa oferecer cestas básicas, materiais de construção, empregos ou até mesmo promessas para obter votos. Vale ressaltar também, que não é preciso aceitar a oferta para que se caracterize o crime.

Temos um longo caminho para mudar a mentalidade política da nossa cidade, por isso é necessário que comecemos agora esse processo de transformação. Vamos dizer não às práticas nocivas que atrasam o desenvolvimento de Rio Bonito. Denuncie a compra de votos!

Voto não tem preço, tem consequências.”

#RicardoAbrahãoFlores23555
#EntreNessaLuta

 

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Boçalidade

A proposta inicial da internet era facilitar a comunicação entre os departamentos científicos e acadêmicos nas universidades. Depois, surgiram os gigantes do setor tecnológico, criando regras e nichos de negócios, objetivando o comércio eletrônico e o compartilhamento dos dados, com a gestão do conhecimento.

Estou conectado na internet continuamente desde 2003, embora utilizasse o serviço precário, disponibilizado na linha telefônica discada desde 1999. Vi empresas e projetos nascerem muito rápido, enquanto que o falecimento foi com a mesma velocidade e intensidade. Mesmo assim, muita coisa mudou de lá para cá, e foi para melhor.

Na atualidade, eu fico assustado, quando me deparo com as ideias e as propostas propagadas pelas redes sociais, porque deveríamos gerar a informação e o conhecimento, compartilhando-lhes com toda comunidade eletrônica. Todavia, a maioria dos conteúdos é fútil, temporal e sem sentido. Os usuários não querem ler e fazer a pesquisa com profundidade, porque quanto menos caracteres e linhas tiver o artigo, será melhor. E assim, sintetizamos o diálogo, as ideias e o próprio pensamento humano, como as mensagens rápidas no twitter.

Ironicamente, podemos construir projetos e compartilhá-los com o próximo, sendo conhecido ou estranho. Entretanto, quando poderíamos brilhar na produção literária ou na genialidade, optamos em transformar o produtivo no boçal.

Mesmo assim, tenho esperança em ver o brasileiro produzindo conteúdos de qualidade e se capacitando pela internet, com a educação à distância (EAD). Aliás, outra máxima que o brasileiro ainda não descobriu com o advento da internet: – É possível estudar em casa, sem o custo do deslocamento, da manutenção da sala de aula convencional e dos horários fixos. Enquanto o mundo está se especializando dentro das organizações ou nos lares, o brasileiro ainda se desloca às escolas e institutos acadêmicos, porque é difícil aceitar o novo e promover a mudança da consciência. É complicado construir uma arquitetura atualizada e dinâmica, quando a consciência coletiva insiste em continuar no passado. A situação fica mais latente, quando nos deparamos com as escolas sucateadas e os professores desvalorizados pelo Estado e por sua própria sociedade.

No final, compreenderemos que nada aconteceu ao acaso, enquanto que construímos cada peça do quebra-cabeça social e tecnológico brasileiro, que é incompreendido por seus criadores, limitando-se à pseudocultura do boçal, responsável pelas falhas humanas, bem como pela essência ética nula dos governantes. Quando nos olhamos no espelho, não nos reconhecemos, porque o reflexo é feio, limitando-se à boçalidade alheia e coletiva.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

 

Night sky June 4, 2001

Assim como são as pessoas, São as estrelas

Hoje, eu compreendo o ciclo de vida das estrelas, embora ainda seja um mistério seu nascimento e morte, mesmo com tantas observações, anotações, análises e teses astronômicas. Simplesmente, elas nascem no meio do vácuo do espaço, onde nada havia. Primeiro, surgem os gases e alguns átomos conhecidos na Terra. Até que seu núcleo se materialize. O interessante é que durante todo o processo há a presença da luz, quando os astros possuem tal natureza.

Dependendo do tamanho da estrela e do movimento orbital do seu berço enigmático, não surge uma, mas várias estrelas e astros, compondo constelações e galáxias. E assim, o universo vai sendo construído no contínuo do espaço, do tempo, da gravidade, da profundidade, da matéria e da antimatéria. Numa compensação sinfônica e imperceptível aos olhos humanos de morte e vida. A estrela morre, quando sua luz se apaga, enquanto que seu núcleo, materializado ou gasoso, se desfaz.

Não sou astrônomo ou astrofísico, mas sempre vi as pessoas como estrelas e constelações. E, no cotidiano, testemunho o início e o fim das dinastias. Para ser mais exato, observo a morte das estrelas humanas, com seus espíritos consumistas, no silêncio do olhar. Na programação social do consumo, a humanidade priorizou o consumismo, e, quando se aproxima da morte, o viajante se consome por inteiro, ora, pela falta do preparo espiritual para jornada natural, ou pelo simples fato de que a programação social fará o Ser Humano se consumir, para compensar o próprio vazio.

Vejo as famílias como constelações, que estão se apagando e consumindo em conceitos sem sentidos e com significado algum. Deveríamos ser estrelas com calor e luz radiantes, mas seguimos a programação de transportarmos a nós mesmos.

Por fim, não me importa a jornada pessoal de cada um. Só gostaria de me limitar à visão do fim da matéria física, permanecendo a luz o calor do meu semelhante como inspiração pelo infinito. O problema é que estou vendo a luz se apagar antes mesmo da matéria física se consumir, enquanto que os portadores seguem adormecidos dentro de suas próprias consciências.

E assim, vou abraçar minha família, visando manter nossa galáxia erguida, tendo em vista que o caos possui um padrão e não pode ser controlado. Isso é nítido nas estrelas e se repete em nossos corpos frágeis, onde não conseguimos controlar nossos batimentos cardíacos e o fluxo sanguíneo, que mantém a máquina humana em funcionamento, até que o coração se desgaste e pare.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior