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No Brasil, o dinheiro jorra como água ou dá em árvore como folha e fruto

Eles trabalham nas empresas dos mais variados nichos no mercado, desde do ramo da exportação, conectando as pessoas jurídicas com os paraísos fiscais, até alcançarem a profundidade das licitações no poder público, constituindo uma rede de conexão corporativa e política, que constroem impérios e feudos da corrupção. Também mantém o status e ostentam o padrão de riqueza, que contradiz a lógica matemática, financeira e tributária brasileira, com carros importados, apartamentos e casas de praia nas áreas mais badaladas e caras do Estado do Rio de Janeiro, porque o dinheiro não brota no chão como água ou dá em árvore como folha ou fruto, salvo, se você for amigo confiável do político, que o transformará em laranja, para ter acesso ao dinheiro público e destruir o futuro do Brasil, do Estado do Rio de Janeiro e dos municípios, desviando o dinheiro das pastas da educação, saúde e desenvolvimento urbano.

Normalmente, as pessoas ligadas a esse tipo de conexão maligna indagam que não precisam mais se expor ou trabalhar, porque estão bem financeiramente, mas que farão para ajudar sua cidade, o Estado e o Brasil. Todavia, elas não abrem mão dos seus salários, do tráfico de influência e de todas as alegorias que envolvem o poder, porque, na realidade e contrariando o discurso original, o negócio da família precisa de todo o aparato para continuar existindo e ganhando dinheiro, de forma direta ou indireta, ora sugando tudo, ora lavando dinheiro ou captando percentuais de participação.

A corrupção é tão profunda no Brasil, que o presidente da república, Michel Temer, do PMDB, liberou R$12 bilhões em verbas, em 2017, para a base aliada ao governo, para continuar no poder e deixar os processos paralisados, pelo menos, enquanto ele estiver na presidência. Na prática, o governo federal foi liberando verbas, em sua maioria para projetos antigos e engavetados, estabelecendo, na maioria das vezes, quem os executaria. No caso de Rio Bonito, temos o exemplo da ciclovia superfaturada, cuja obra está paralisada.

É latente atentarmos para o fato de que o problema do Brasil não está somente na política, mas na classe empresarial e na elite que estão acostumados a ganhar dinheiro com o dinheiro público, através das licitações e dos empréstimos junto ao BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, tirando o problema de Brasília e dos palácios governamentais estaduais, trazendo-lhe para a sociedade, podendo ser uma pessoa comum, íntima, familiar ou conhecida no contexto.

Por fim, como já dizia Honore de Balzac: “Por trás de uma grande fortuna existe um crime”. Era difícil ver um milionário na imprensa internacional até a década de 1990, porque eles eram poucos, enquanto que se dedicavam à difícil arte de se perpetuar o capital, através dos investimentos. Foi por volta de 2003, que a moda das celebridades milionárias e bilionárias pegou na mídia global, com suas fusões corporativas, encantando o mundo com suas bolhas e ilusões. Mesmo assim, era comum a fortuna oriunda do acúmulo das heranças entre gerações. Todavia, o Brasil da atualidade está marcado pelo surgimento das grandes fortunas da noite para o dia, com pouco ou nenhum trabalho. Simplesmente, os amigos dos políticos se tornaram ricos e circulam entre os poderes da federação e os estrangeiros, sem dó, remorso ou arrependimento pelo mal que ainda causam à nação brasileira.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Por que Aécio Neves ainda não foi preso?

No caso de Rio Bonito e municípios adjacentes, os aluguéis saltaram dos R$760,00 para os R$1.200,00. Na ganância pelos contratos dos trabalhadores do COMPERJ, os proprietários dos imóveis dispensarem os inquilinos patrícios, para cobrarem até R$3.000,00 de aluguel. Simplesmente, na busca pela prosperidade, os empresários e os proprietários dos imóveis ficaram cegos e entorpecidos pelo dinheiro, ignorando o fato de que não tinha sido colocado um único tijolo ou estrutura pública na nossa cidade que pudesse justificar tamanho contraste.

O COMPERJ afundou, levando consigo toda energia da região, deixando um buraco direto nos cofres públicos, computado em R$167 bilhões, além dos altos índices do desemprego e da violência. Nesse mesmo caminho, os políticos do Estado do Rio de Janeiro construíram fortunas e leiloaram a gestão pública às construtoras e aos consórcios, cujos resultados testemunhamos diariamente nos jornais, como a farra com o dinheiro público, fechando escolas e postos de saúde e deixando a sociedade civil exposta ao caos generalizado.

As operações da polícia federal estão prendendo empresários e demonstrando a contradição da cultura e dos valores brasileiros, tendo em vista que, por exemplo, o político Aécio Neves foi gravado pedindo dinheiro da JBS (FRIBOI), além de manifestar a intenção calculada em atrapalhar e anular a Operação Lava Jato. Contraditoriamente, a irmã do Aécio Neves foi presa e ainda continua em cárcere. Mas, o Aécio Neves foi afastado do cargo de Senador, gozando da liberdade de ir e vir, podendo, inclusive, manter sua investidura em atrapalhar as investigações. Por que ainda não prenderam o Aécio Neves? – Essa é a pergunta do mês de maio de 2017, que ninguém fez publicamente na imprensa brasileira, porque, no final, o que manda no nosso país é o dinheiro.

A verdade é que o Brasil está afundado na corrupção ativa e passiva há décadas, cuja administração pública se tornou um instrumento para atender os interesses dos grupos econômicos, abandonando a sociedade ao ostracismo, demonstrando que o problema social é a consequência da incapacidade política e gestora do Estado, porque o dinheiro está sobrando para bancar a farra e a alegria de muitos. No final, se deixarmos as bandeiras políticas e as ideologias de lado, concluiremos que não ficará um único político em pé para contar estória ou a história, enquanto que fabricamos estes monstros, que nos fabricaram com as ideias dos seus pais e avós, através do controle do Estado e do ensino público. E pensar que quase elegemos o Aécio Neves para presidente em 2014.

Por fim, as prioridades foram invertidas no Brasil, porque antes da reforma da previdência, eleitoral e trabalhista, os brasileiros precisam passar pela reforma moral, ética e humanitária, porque a maioria ainda acredita que é possível fazer a mudança plástica para solucionar o problema, tal como trocar a sigla partidária, o logotipo e o slogan, mantendo as pessoas, as coisas e os problemas nos mesmo lugares.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Abriram a Caixa de Pandora da ODEBRECHT. E agora?

Na última sexta-feira (18/03/2016), encerrou-se o prazo para a mudança partidária para os políticos. Portanto, quem migrou, migrou. Quem não migrou, continuará como está. E assim, o PT (Partido dos Trabalhadores) perdeu considerável número das suas cadeiras no Congresso para a Rede e o PDT. Embora esse seja um fato isolado da Operação Lava Jato, o mesmo passou a ter grande importância na estratégia da Polícia Federal e do Tribunal Regional Federal no Estado do Paraná, uma vez que a PF prendeu parte do segundo escalão da ODEBRECHT, cujos depoimentos levaram ao departamento responsável pela corrupção dentro da empresa, com registros operacionais datados dos anos de 1980 até a presente data, demonstrando toda a logística contábil, incluindo os nomes dos políticos envolvidos, os apelidos, as datas e os valores.

Conforme a imprensa brasileira, o departamento da ODEBRECHT originou a primeira lista, composta por 200 nomes dos políticos que fazem parte do circuito do poder desde a década de 80 até os dias atuais. Coincidência ou não, a liberação da lista deixaria todos os partidos políticos expostos perante a opinião pública, incluindo aqueles criados recentemente, acabando com a linha lógica do marketing e do processo da renovação política perante a opinião pública, deixando toda estrutura da situação e da oposição exposta, lançando a política brasileira na luta na lama, no mesmo nível das eleições presidenciais em 2014. Por tal motivo, foi colocado o sigilo nas informações originais do departamento por parte do Judiciário Federal, através do juiz, Sérgio Moro.

Depois da exposição do áudio do telefonema entre o Lula e a presidente Dilma Rousseff em março de 2016, perante a imprensa nacional e internacional, o princípio da imparcialidade exigiria que fosse aplicado o mesmo rigor com a lista dos nomes ligados à caixa de pandora, que é o departamento da corrupção da ODEBRECHT, deixando claro que existem dois pesos e duas medidas, quando o assunto é política.

Por fim, não importará mais o fato da listagem da ODEBRECHT se tornar pública, porque o peso da dúvida foi lançado em todos os políticos no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas, envolvendo prefeitos e empresas estrangeiras, deixando a sociedade brasileira exposta à vergonha e ao escárnio perante a comunidade internacional, ora pelo excesso de transparência em suas ações, ora por transparência nenhuma.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Dilma, não te perdoo por causa do petit gateau

Dilma, eu tentei compreender a jogada da CPMF e o teatro da falência do Rio de Janeiro por parte do Pezão. Por maior que fosse o rombo das pedaladas fiscais, também fui compreensivo, porque o Brasil precisava da estabilidade para tentar respirar. Tolerei o aumento de todos os impostos e da gasolina, enquanto que o meu salário continuou congelado. Suportei as noites do sono perdido, tentando fazer cortes nos gastos domésticos para diminuir os juros do cheque especial, quando o governo continuou gastando além da conta e nada economizou. Fiquei arrepiado quando descobri o rombo da Petrobrás, mas tentei ser compreensivo por causa do mercado mundial e das variáveis da demanda dos derivados do petróleo.

Dilma, todos os pecados e erros do governo poderiam ser perdoados. Mas, você foi além da conta e abusou, aumentando os impostos sobre o sorvete e o chocolate. Isso não tem perdão, enquanto que nem cem reencarnações compensarão o tamanho do carma adquirido por causa da gordura hidrogenada, do açúcar e do cacau. Por tal motivo, sou favorável ao impeachment ou à cassação eleitoral. E que tais instrumentos sejam rápidos, antes que ela aumente os impostos sobre a cereja, enquanto que ficarei sem o meu saboroso petit gateau.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Rio de Janeiro precisa ter o carisma e a coragem de Getúlio

Fico assustado e, ao mesmo tempo, fascinado, quando converso com a geração da minha avó sobre Getúlio Vargas e o Estado Novo. Simplesmente, o Getúlio Vargas é resumido às frases: – “Eu segurei na mão do Getúlio. Ele carregou meu filho no colo. Ele era cabra macho e não levava desaforo para casa.”  As pessoas resumem o período ditatorial do Estado Novo ao carisma e ao momento único em que o estadista tocou, de alguma forma, a alma e a ingenuidade do eleitor.

Há algo na essência do Getúlio Vargas que é imperceptível às gerações pós-segunda guerra mundial: – Getúlio Vargas fazia corpo a corpo e investia continuamente na comunicação com a massa, através do rádio e do jornal. Sua voz era escutada e repetida, como um eco popular, mesmo dentro da área de guerra entre os Estados Federativos e seus respectivos regimentos, porque o brasileiro, naquela época, acreditava que o comunismo era uma doença ideológica e econômica que tinha que ser extirpada, enquanto que Getúlio Vargas se ofereceu como a cura aos males da nação.

Retornando à atualidade, a política brasileira se resumiu na construção dos impérios e das dinastias, que acreditam no poder do dinheiro público, cujo acesso ao orçamento, através dos mecanismos legais, transformou o público em privado, materializando a corrupção, o sucateamento da saúde e da educação públicas, além da construção do caixa dois, para financiar as campanhas políticas milionárias, comprando o voto dos desempregados, dos esquecidos pelas políticas públicas e dos oportunistas. E assim, a fé do político se transforma no milagre da reeleição, através da compra do voto e do futuro da nação brasileira e do eleitorado carioca e fluminense, com o marketing mais caro do planeta, vendendo castelos de ilusões surrealistas, que se desmoronam no primeiro semestre do novo mandato.

Ao contrário do Getúlio Vargas, essas crianças mimadas, que estão no poder, não compreendem que a essência do poder vem da aprovação popular, cuja satisfação permite a reeleição e a construção dos sucessores, com casos de sucesso nas políticas públicas. O problema é que as crianças querem comprar seus mimos, e decidiram bancar a brincadeira com o dinheiro do povo. Quando o orçamento sofreu a queda com os royalties do petróleo e a diminuição das verbas finais das olimpíadas de 2016, decidiram chutar o pau da barraca, descumprindo a constituição federal e estadual, além de elevarem os impostos e taxas.

No final, eles acreditam que a brincadeira continuará, fazendo seus sucessores e mantendo a dinastia política com seus filhos e netos, porque o dinheiro vem fácil, enquanto que o eleitor tem preço. Todavia, não precisamos questionar o óbvio do tempo presente, que se resume ao caos financeiro do ente público, quando seus gestores vivem como monarcas. Prefiro fazer a única pergunta: – Quando foi que a estupidez da compra do voto começou? – Possivelmente, não obteremos a resposta, tendo em vista que o brasileiro tem memória curta, enquanto que quem tem fome, tem pressa. No mais, precisamos de novas lideranças, que tenham o carisma e a coragem do Getúlio Vargas, que coloquem a cara na rua, tanto na paz e na guerra. Precisamos de pessoas que apertem as mãos, deem abraços, que olhem nos olhos e que lutem pela sociedade, enfrentando a corrupção e investindo no futuro, através da educação e da garantia de igualdade nas oportunidades.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A América Latina carece de novas lideranças políticas, que sejam técnicas e carismáticas

A América Latina está carente de novas lideranças políticas, que trazem o carisma e a inovação necessários para os problemas da atualidade, limitando-se ao José Mujica, no Uruguai, Michelle Bachelet, no Chile, e Maurício Macri, na Argentina. Simplesmente, as lutas populares do continente se misturaram com as ideologias ultrapassadas do comunismo e à indústria do narcotráfico, dificultando o diálogo construtivo com as potências ocidentais, além de provocarem os efeitos devastadores em suas respectivas sociedades no combate ao tráfico da cocaína, da heroína e da metanfetamina. A violência e a guerrilha urbana se tornaram elementos agregados à paisagem humana na América Latina.

No Brasil, o PT (Partido dos Trabalhadores) cortou na própria carne, no quesito corrupção e transparência. Todavia, ao contrário de todos os partidos políticos, não sobrou muito do corpo trabalhista para resistir e purificar a essência do partido predominante no governo desde 2003, uma vez que os sábios, os intelectuais, os ditadores e muitos oportunistas pularam do barco ao longo dos anos, migrando para outras siglas, e construindo seus impérios pessoais dentro do filtro, estabelecido pelo próprio Congresso Nacional, quanto quem será ou não o candidato ao circuito do poder.

Essa semana, materializou-se a migração entre os deputados e senadores do PT para outros partidos, enquanto que a REDE foi a que mais recebeu cadeiras, mesmo não participando do pleito eleitoral oficial.  A imprensa e os ativistas estão comemorando o fato, tendo em vista que o PT perdeu força no Congresso, como legenda. Todavia, sou obrigado a discordar da euforia, tendo em vista que o PT está se infiltrando nos partidos novos e antigos, com exceção do PMDB e do PSDB, mobilizando novas frentes de batalha, focalizando o domínio local, regional e nacional das siglas. No final, todo o processo não passará de um show de ilusão.

Para piorar o panorama político, os únicos partidos que conseguiriam competir com a dinâmica estratégica do PT, dentro das variáveis siglas, são o PMDB e o PSDB, que não possuem nomes expressivos, enquanto que seus  governos municipais e estaduais se encontram no declínio financeiro e estrutural.

Por fim, os brasileiros estão perdidos e desorientados. Suas memórias se limitam ao presente, enquanto que o fantasma da Ditadura Militar assombra os lares e os grupos sociais, ganhando o apoio da classe média. A democracia está perdendo sua nobreza e seu valor, porque os políticos são egoístas, não se preocupam com as políticas públicas, transformando o voto no trampolim para o tráfico de influência, a geração de novos negócios, com o acesso direto ao orçamento público para transformá-lo na coisa privada. Não existe democracia sem a manutenção da educação e a igualdade no mercado das oportunidades.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Lula acredita na política. E você?

lula-OlhoApós a análise das mídias sociais e das ruas, eu sou obrigado a concluir que o brasileiro gosta de ter opinião, mas, não tem o hábito da leitura e de pesquisar as origens das informações que lhes são propagadas. Em suma, a imprensa nacional transforma o bandido em herói, enquanto que o herói tem sua imagem marginalizada de forma homeopática. Assim, Ela dá mais relevância à notícia que não tem qualquer sentido, enquanto que àquelas que deveriam ser informadas, considerando o elevado grau de importância, são ignoradas e trancafiadas nas gavetas do esquecimento.

A pobreza e a miséria se acumularam ao longo de um século no nosso Brasil. Devido ao sucateamento da educação pública, a pobreza e a miséria física transmutaram-se à dimensão da consciência individual e coletiva, gerando uma fome intensificada pela ganância, que só se acabará, quando alcançarmos a qualidade de vida da Suiça, Holanda, Bélgica e Israel, tendo em vista que os impostos já ultrapassaram os índices de tais países.  Em suma, considerando o quadro histórico e atual da sociedade brasileira, nos tornaremos canibais da ética e da moralidade, enquanto que àqueles, que resistirem à tendência supramencionada, serão estigmatizados e devorados na cadeia alimentar da economia e da corrupção.

Se o Brasil retornar à virtude, a maioria das empresas e construtoras fecharão suas portas, enquanto que seus executivos prestarão consultoria nos presídios, até que lhes sejam concedidas a “prisão domiciliar”, uma vez que a superlotação do sistema carcerário  já é um problema social e financeiro.

Assisti a última entrevista do Lula, ex-presidente da república, no canal Globo News na semana passada. Ele mencionou uma frase que está me causando reflexões profundas: “A Solução do Brasil está na política, porque no Brasil não se faz nada sem a política.” Essa frase me fez olhar os executivos das empresas como vítimas de um sistema que exige pedágio para que a organização possa trabalhar. Enquanto suas organizações geram empregos e introduzem tecnologias no nosso país, os políticos não agregam valor e ainda provocam o caos cíclico e dialético da miséria, da pobreza, da fome e da ignorância humana.

Por fim, o que mais me assusta é o fato de que Rio Bonito, localizado no Estado do Rio de Janeiro, que participou muito pouco do COMPERJ (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro), ainda não caiu a ficha de sua sociedade de que o desemprego veio, enquanto que a solução estará na pequena e média empresa, que sempre estiveram aqui e investiram na localidade. O desemprego está batendo a sua porta, porque existem políticos que pedem pedágio e que obrigam as construtoras a lavarem o dinheiro das estatais, para que as mesmas continuem trabalhando.

Terminarei o presente artigo com uma pergunta, considerando que existem milhares de empregos, vidas e famílias em jogo, na decisão e na resposta, incluindo a sobrevivência do seu patrimônio e da sua empresa: – O que você faria, no lugar do Presidente ou do CEO de uma Construtora ou qualquer Empresa, que prestasse serviço ao Governo, diante do sistema dos pedágios e da licitação predatória? – Não estou fazendo apologia à corrupção, mas atentando para o fato de que deveríamos julgar e prender os verdadeiros agentes e culpados pela máquina, que são os políticos, que possuem a imunidade parlamentar e a blindagem do sistema. O próprio Lula deixou bem claro, em sua oratória, que “a solução do Brasil está na política.” Será?


Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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AÉCIO MOURA será a oportunidade de Rio Bonito provar se deseja mudança e ética na política

Aécio Moura, com sua esposa, Viviane, e as netas, Sara e Esther.

Aécio Moura, com sua esposa, Viviane, e as netas, Sara e Esther.

Com a cidade andando à passos de tartura nos últimos 25 anos, mantendo a política dos contratos temporários e dos cargos comissionados, focalizando a manutenção do exército eleitoral, independentemente de quem tenha sido o governante, Rio Bonito enfrenta uma crise financeira, seguindo a mesma tendência e o discurso dos governos, na esfera federal e estadual. Entretanto, a maior de todas as crises é, justamente, a ética e a moral, com uma sociedade que grita e exige mudanças, mas, na hora de praticar o discurso, o cidadão prefere seguir o caminho mais simples e prático, que é justamente manter o sistema como está. A alegação é bem simples: – Não aparecem nomes de candidatos que queiram se comprometer com a ética, a transparência e a moralidade na política. Seguindo tal lógica, os dois principais grupos políticos se digladiam numa verdadeira luta na lama durante o período eleitoral, falando mais mal do outro do que apresentando propostas reais e que deveriam ser cumpridas, principalmente, diante das circunstâncias da desculpa atual para nada se fazer: “A CRISE ECONÔMICA”, que parece se apresentar em todos os setores, com exceção das usinas do asfalto, na distribuição da energia elétrica, na venda dos combustíveis, e, por fim, nos recursos hídricos.

A pré-candidatura do AÉCIO MOURA traz á sociedade riobonitense a oportunidade do depósito do voto, objetivando a ética e o idealismo almejado pela categoria dos empresários riobonitenses, tendo em vista que o pré-candidato é muito respeitado no mercado local e regional, por atuar na área da construção civil e imobiliária. Sua força está justamente na autonomia e na indepedência do sistema, cumulada com a forma transparente que mantém seus negócios, bem como a vida religiosa e familiar.

Tive a oportunidade de conversar com o AÉCIO MOURA por, aproximadamente quatro horas, sem interrupção. Realmente, meus olhos brilharam com suas ideias e propostas, não no caso de ser eleito, mas na forma que o mesmo conduzirá sua campanha, caso a convenção do PDT mantenha seu posicionamento quanto sua pré-candidatura ao cargo de PREFEITO. Ele defende uma campanha sem palanque, baseada no corpo a corpo, focalizando pequenas e médias reuniões com a sociedade e a participação do eleitor. Ele não aceitará qualquer quantia por parte da pessoa jurídica (empresa), objetivando manter a transparência e a independência necessárias para gerir a cidade, evitando-se, assim, as tradicionais exigências dos nomes nas secretarias e na dinâmica da máquina pública. Aliás, ele afirmou, também, que não comprometerá seu patrimônio na campanha. Nesses casos, será uma campanha limpa e livre.  Em suma, a campanha dele já será sem qualquer comprometimento financeiro com os patrocinadores, ou político com o partido. Dessa forma, ele dá o primeiro passo para um governo limpo, livre, ético e transparente.

Durante nossa conversa, refletimos sobre a atual condição do Município de Rio Bonio, mencionando a dívida do IPREVIRB, o CAUC, a folha de pagamento da Prefeitura, a necessidade da redução do número das secretarias municipais, bem como dos cargos comissionados, objetivando a melhoria nos serviços públicos e na qualidade de vida do riobonitense, através do controle dos ativos, a diminuição dos passivos (despesas) e o fluxo de caixa do Município. Nota-se, pela linguagem contábil e financeira, que o AÉCIO MOURA almeja levar para o setor público toda sua experiência empreendedora no setor privado.

Quanto aos pré-candidatos ao cargo de VEREADOR, o AÉCIO MOURA fará questão de manter as mesmas regras e condições, objetivando manter a coerência nas propostas nos Poderes Executivo e Legislativo, navegando contra a correnteza da política do apadrinhamento e da compra do voto, combatendo a corrupção.

Por fim, o AÉCIO MOURA já está expondo as necessidades e as obrigações de um político no exercício da função pública, antes mesmo de oficializar sua candidatura, deixando bem claro que a ética e a moralidade precisam ser praticadas, exigindo exemplos e atitudes no cotidiano. Suas propostas e metodologias demonstram ir de encontro as necessidades reais da nossa cidade. Entretanto, só o futuro dirá se a sociedade riobonitense quer relamente a mudança, ou se o discruso ficará limitado à palavra, porque, no final, é a maioria dos votos válidos que decidirão.

Eu acredito no AÉCIO MOURA e o apoiarei por suas ideias e pelo seu exemplo como pai de família, empresário e cidadão.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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CORRUPÇÃO

Enquanto a maior parte da massa

Faz questão de ficar adormecida,

A minoria quer ser mais realista

Que seu próprio rei.

 

Eles montam esquemas de levagem,

Passam o dinheiro por bancos e empresas.

Por mais que pareça sensacionalista,

O errado é contabilizado na lei.

 

Da noite para o dia,

O pobre fica bilionário.

A maior ironia é que tudo acontece sem o suor do trabalho.

Até aqui, foi o que processei.

 

O sistema vicia o político.

O político quer ficar dependente do sistema.

Eles se amam, num relacionamento crítico,

Porque tudo pode ser descoberto e virar um dilema.

 

Eles não entram na política com boa intenção.

Simplesmente, interpretam um personagem,

Para ficarem habilitados no orçamento.

Essa foi a mensagem da república desde sua proclamação.

 

Começaram com os militares e suas espadas.

Depois, passaram pelo coronelismo do café com leite.

O Estado novo veio para colocar juízo na gurizada.

Brasília foi construída muito além do papel e do estilete.

Os militares não gostaram e tomaram o governo no tapa.

 

Com a abertura democrática,

Ficou latente que a nação brasileira é uma criança,

Que abriu mão do patriotismo, em nome da ganância.

E, no meio de tanto drama e ignorância,

O sistema abraçou a todos com o pecado da omissão.

 

A corrupção é arma do sistema.

Ou seria o sistema a máquina da corrupção?

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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GÊNERO E SEXUALIDADE

A mídia e os grupos sociais têm batido, constantemente, nas questões ligadas aos conflitos referentes ao gênero e a sexualidade, reduzindo o tema à opinião pessoal dos indivíduos, desconsiderando a parte mais importante de todo o contexto, que é justamente a essência.

ABAAAeop4AE-2Nós precisamos entender que o gênero está ligado ao masculino e ao feminino, com fatores limítrofes a fisiologia e o sistema endócrino, tendo a testosterona e a progesterona como influências objetivas sobre cada indivíduo. Por mais que algumas correntes insistam em afirmar a existência do terceiro gênero, cujo o termo correto seria terceiro sexo, sua aplicabilidade não estaria correta aos olhos da biologia isoladamente. Entretanto, se penetrarmos no universo da psicologia e do comportamento humano, há a possibilidade do terceiro excluído, mantendo-se os limites supramencionados quanto à fisiologia. Logo, precisamos compreender que a questão do assunto sai da esfera do gênero masculino e feminino, entrando no aparelho psíquico, nos modelos da sexualidade e da influência ambiental, se for o caso.

Assim, sem querer causar polêmica, a questão é bem simples de se compreender: – A sociedade está míope quando o assunto é sexualidade, fazendo questão de limitar o assunto ao gênero, quando a consciência do indivíduo pode não ter qualquer ligação com o corpo, quando o indivíduo conclui que pensa, se vê e se comporta como feminino, mas nasceu num corpo masculino, ou vice-versa.

Na questão legal, os indivíduos que passam pelos conflitos da sexualidade e do gênero passam por provocações e sofrem preconceitos continuamente no mundo contemporâneo. Logo, é justa a atuação de um Estado que garanta a segurança e a igualdade dos direitos, exaltando, acima de todos, o direito à cidadania e a liberdade de expressão. Tais mecanismos são necessários numa sociedade desajustada, visando o equilíbrio e o exercício pleno da justiça social.

Enquanto as religiões tradicionais ignoram a existência do fato ou faz a campanha pelo modelo da família tradicional, composta de pai, mãe e filhos, o Estado legitima, tardiamente, a união homoafetiva, visando garantir o direito à sucessão e a transferência legal dos bens. Entretanto, por causa da questão fisiológica ou do gênero, uma família constituída no novo modelo de sexualidade não poderá ter filhos no processo natural. Todavia, nada impede a adoção como o modelo da transferência do amor, do afeto, da estabilidade econômica, do sobrenome e dos bens, direitos e propriedades.

Nesse momento histórico, estou vendo uma sociedade se armando ideologicamente de todos os lados, visando a defesa de seus próprios valores e regras, quando a sociedade deveria ser a mesma que tolera temas e assuntos que são muito mais perigosos e nocivos a coletividade, tais como a corrupção, a violência em termos gerais, e a escravidão. Discutir tais temas significa tratar a ética e da moralidade, com sinceridade e serenidade.

Nasci no gênero masculino, com uma consciência masculina e machista. Sou o resultado perfeito da típica sociedade do meado da década de 1970. Nunca tive dúvida da minha sexualidade, enquanto que me casei e constitui o modelo convencional da família, que é tão elevada pelas religiões tradicionais. Essa foi a minha escolha, que foi respeitada por todos na época. A questão é bem simples: – Por que a sociedade não respeita o novo modelo de família e a diversidade da sexualidade?  O tema não é novo e possui registros em diversas culturas nos seus respectivos registros históricos.

Por fim, vejo que a maioria das pessoas cometem o erro de confundir gênero com sexualidade. Também vejo muitos falarem em respeito e amor ao próximo, mas, a prática se faz muito distante da palavra falada e escrita. É necessário se dar o respeito para ser respeitado. É necessária a sabedoria para que a tolerância permita uma sociedade livre e sem exageros para todos os lados.

Eu aprendi com meu pai que não existe nada melhor, nesse mundo, do que uma boa conversa, onde todos saiam vencedores, porque todos aprenderam.  Dessa forma, precisamos repensar a humanidade, bem como deixarmos de impor nossa ditadura sobre a vida privada do próximo. Ter opinião é uma coisa. Impor é outra totalmente diferente.

Precisamos acabar com a cultura da supervalorização do pecado, visando valorizar as virtudes e as boas atitudes, pois, assim, deixaremos de focalizar as ideologias, e enxergaremos as pessoas.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior