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NÃO EXISTE O ACASO NA ESPIRITUALIDADE

 

Por mais que o tempo avance para o futuro, a população mundial aumenta de forma descontrolável, ultrapassando os 7,6 bilhões de habitantes, que consomem água, comida, serviços e produtos, gerando um mercado jamais testemunhando antes na História da Humanidade, que também traz consigo a fome, miséria, desigualdade social, pobreza e a guerra, que se especializou em diversas modalidades, podendo acontecer, inclusive, sem as bandeiras das nações, dentro do terrorismo e do processo de urbanização, para justificar o lucro e o poder de alguém sobre outrem.

O princípio da ação e reação se perpetua nas sociedades, nas relações humanas, na política e na religião. Dessa forma, fica claro e evidente o fato de que a realidade só está retribuindo aquilo que cultivamos por séculos durante o processo histórico da civilização e da exploração ou por décadas durante nossa existência individual. E mesmo assim, o antigo nunca foi tão atual e moderno, como o Código de Hamurabi, que se baseia no “olho por olho e dente por dente”, apresentando o modelo de justiça mais apropriado para o mundo material, baseado na compensação dos fluxos e na retificação do “pecado”. Não importa se sua religião fala em amor ao próximo ou defenda o respeito à diversidade, porque, se você tirar todos os dogmas, as proibições e as toneladas de linguiças que foram engordurando o pensamento social, encontraremos o princípio do “olho por olho e dente por dente”, que poderá aparecer de forma evidente através do discurso da espada ou no processo da reencarnação, que faz questão de disfarçar essas máculas, justificando, por exemplo, os acidentes coletivos como a providência divina para que os indivíduos envolvidos no incidente sejam retificados e quitem suas dívidas de vidas passadas.

Depois da reflexão supra, é imperativo analisarmos o fato de que a justiça divina segue um padrão reto e medido com o peso certo, buscando a retratação, a compensação e o aperfeiçoamento do Homem, enquanto que o consentimento do perdão não retira a responsabilidade do criminoso diante dos seus atos, mas torna o caminho mais salutar e suportável, quando ele compreende a necessidade da mudança para o desenvolvimento pessoal e de toda sua geração.

Enquanto alguns se apresentam na vida material para contribuírem com as nações que são os referenciais da iluminação e do desenvolvimento científico, a maioria está por cá para cumprir sua pena, compensando a existência entre méritos e deméritos, construindo uma rede neural e espiritual tão insana, que deixaria o purgatório da Divina Comédia de Dante pequeno no tamanho e na eficiência.

Por fim, não se desespere, porque a existência do espírito é uma viagem contínua entre a reencarnação e a pluralidade universal, idealizando a ordem no tempo e no espaço, além do processo essencial da iluminação, lapidando o homem velho dentro de nós e desenvolvendo as virtudes necessárias para essa geração e as próximas, sendo cada uma na sua própria época, cujos chamados ser-se-ão diante da necessidade dos médicos, santos e, porque não dizer os soldados da luz, cuja presença inibe o caos e estabelece a ordem desde a alta corte celestial até o último nível da escuridão, em terras desconhecidas, porque acabaram de ser criadas pelos medos e receios da própria humanidade, que ainda insiste em construir prisões, quando poderia desenvolver colônias, passear pelas campinas e colher flores.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 01 de agosto de 2018.

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LinkedIn é uma ferramenta que focaliza a comunicação e as competências no mercado

linkedinMuito mais que uma rede social, o LinkedIn é uma ferramenta multifuncional que focaliza a estrutura da rede de contatos, do conhecimento e das habilidades das pessoas, conectando, também, as empresas e seus respectivos serviços e necessidades, sendo a seleção e o recrutamento alguns dos serviços disponíveis. Logo, começo a resenha consertando um erro comum entre seus usuários, que, na maioria das vezes, estão em busca de uma oportunidade de trabalho ou emprego.

Ao contrário do Facebook e da maioria das redes sociais, o LinkedIn focaliza a produção intelectual e a publicação dos conteúdos diretamente ligados ao mercado de trabalho, tecnológico, financeiro, econômico e jurídico, cruzando as informações entre as organizações e os colaboradores, construindo uma infinita gama de informações, que auxiliam os usuários desde a gestão do conhecimento e da inovação até à prospecção dos novos negócios ou oportunidades corporativas.

O maior erro do usuário do Linkedin é achar que o simples fato de preencher o seu perfil já o deixará apto para se apresentar ao mercado e as empresas, quando, na realidade, o processo exigirá tempo, dedicação e o aperfeiçoamento do seu currículo, incluindo suas habilidades e conhecimento pessoal e profissional. Assim, o usuário do LinkedIn deverá construir sua rede de contatos, conquistando a confiança da mesma, para depois avançar um nível de cada vez.

linkedin-logoSe o seu objetivo é conhecer mais gente, aprender e deter mais informação do mercado e da atualidade, o LinkedIn é a rede certa para ti. Todavia, se o seu cadastro foi para construir o perfil, focalizando a candidatura às diversas vagas de emprego, sem suor e dedicação, terei que te aconselhar procurar os recrutadores de recursos humanos, também conhecidos como caça-talentos. Há uma diversidade enorme deste tipo de profissional no LinkedIn. O problema é que o seu perfil terá que ter um diferencial para que as janelas do mercado se alinhem à sua necessidade e ao tempo disponível, porque quem está desempregado tem pressa para a recolocação.

Por fim, independentemente de você estar empregado ou não, invista sempre em cursos de atualização, domine uma língua estrangeira pelo menos, além de produzir e compartilhar artigos sobre temas importantes e que tenham relevância organizacional. No mais, quanto mais gente você se conectar no LinkedIn, maiores serão suas chances na recolocação ou nas novas oportunidades no mercado, desde que consiga transmitir a confiança devida em si para o próximo. Lembre-se que fica difícil depositar a confiança em alguém, quando você não acredita em si mesmo.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Consultor em Gestão de Pessoas

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Precisamos conversar sobre o foro privilegiado e a imunidade parlamentar na política brasileira

Tento não entrar na competição ideológica da opinião pública em relação à direita ou esquerda, porque, na minha opinião pessoal, nunca existiu a esquerda no poder, tendo em vista o número dos acordos de gaveta e a energia imposta pela sociedade para que um determinado grupo possa assumir o comando da nação. Assim, a partir do momento que o partido pagou o pedágio financeiro, ético e moral, a ideologia morre para dar lugar ao pragmatismo do mercado, com seus fluxos de ações na Bolsa de Valores, aplicando as taxas de juros que liquidam o país aos estrangeiros.

A coalizão no Congresso Nacional está diretamente relacionada aos partidos e ao número dos Ministérios, que são distribuídos no circuito do poder, levando o acesso ao dinheiro público junto consigo. Essa mesma dinâmica se repete nos Estados e nos Municípios, enquanto que, provavelmente, o prefeito, o governador e o presidente da república que ignorarem a mecânica do sistema público, não terminarão o mandato ou não conseguirão se reeleger.

A doença da política brasileira está nas Assembleias Legislativas, no Congresso Nacional e nas Câmaras Municipais, uma vez que os vereadores, deputados e senadores não se dão por satisfeitos com o número excessivo dos cargos comissionados disponibilizados aos seus respectivos gabinetes, querendo mais e cada vez mais, se entranhando na máquina pública, fazendo o cabide de emprego e o apadrinhamento, burlando as licitações e a própria Lei. Na teoria, era para eles nos representarem, mas, na prática, eles só representam seus próprios interesses, construindo o patrimônio inimaginável as custas do suor do trabalhador brasileiro.

Não adianta fazer protesto ou tentar iniciar qualquer revolução, enquanto os políticos gozarem do foro privilegiado e da “imunidade parlamentar”. O Político precisa se responsabilizar por seus atos e omissões, quando investido da função pública.

Por fim, o político se adapta ao ambiente, para depois moldá-lo. E assim, o sistema escraviza as empresas, os empresários e a sociedade, não dando opções, transformando-lhes em vítimas. Logo, esse deveria ser o momento para o Congresso Nacional acabar com o foro privilegiado e a imunidade parlamentar, transformando o político num cidadão comum aos olhos da lei. Dessa forma, as empresas teriam a quem recorrer nas situações da propina e da corrupção, porque o Presidente da República é quem assina os atos do Poder Executivo, mas são os membros do Poder Legislativo que mandam nas pastas e nas verbas.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Da esquerda para direita, Marco Antonio de Jesus Machado, Diretor da FACERB; Fabiana Leite, Coordenadora da FACERB; Aluísio Bezerra Costa, Coach; e Aldair José Alves Pereira da Silva.

FACERB está se desenvolvendo junto com Rio Bonito e sua sociedade

downloadNa última sexta-feira, 18/11/2016, tive a honra de conhecer e conversar com o atual diretor da FACERB (Faculdade Cenecista de Rio Bonito) e do Colégio Cenecista Monsenhor Antonio de Souza de Souza Gens, Marco Antonio de Jesus Machado, que não se utilizou dos títulos acadêmicos, mantendo-se, quase que, na informalidade, o que tornou a reunião, que durou 77 minutos, muito salutar, cheia de conteúdo e objetiva.

O diretor e a Fabiana Leite, coordenadora da FACERB, me apresentaram as propostas cenecistas para o município de Rio Bonito e a região, que vão desde a produção acadêmica e científica até a intensificação das práticas da cidadania, o que eleva a transversalidade pedagógica de todo o projeto, ampliando suas metas e objetivos à sociedade como um todo. Assim, as estruturas física e humana das duas instituições estão disponíveis aos rio-bonitenses, ora como auxílio e consultoria aos empresários e aos negócios; ora como o espaço aberto para a realização dos eventos, reuniões públicas dos conselhos comunitários, bem como os fóruns das audiências públicas governamentais, se for o caso. Simplesmente, a CNEC (Campanha Nacional de Escolas da Comunidade) deseja participar da sociedade, anunciando que suas portas sempre estarão abertas, quando cada evento, sendo-lhe social, científico ou acadêmico, é realizado.

logo-facerbRio Bonito já possui sua faculdade, através da FACERB, que, atualmente, está ministrando o curso de graduação em Administração, na modalidade bacharelado, sendo-lhe presencial, enquanto que ainda oferece vários cursos superiores de graduação e pós-graduação, através do sistema EAD (Educação à Distância), cuja plataforma é simples, enquanto que a qualidade dos cursos é alta, não deixando a desejar para o modelo presencial das universidades concorrentes, incluindo o modelo das universidades públicas na área das ciências humanas. Todavia, a FACERB possui o projeto de desenvolvimento dos seus cursos, propondo aumenta-los futuramente. Entretanto, é necessário desenvolver, também, as potencialidades do município de Rio Bonito e da região, para que haja a reciprocidade entre a demanda e a necessidade dentro do mercado de trabalho, incluindo as parcerias e os convênios com a sociedade organizada, a geração das vagas de estágio, e a evolução do próprio mercado de trabalho e consumidor, porque tudo está conectado ao conhecimento humano, que é a matéria-prima da educação, da ciência e dos negócios.

Por fim, compreendi as propostas da atual direção da FACERB e do CCMASG, que vislumbram valorizar as organizações, com sua missão e visão estratégica, que é construir uma sociedade consciente, humana, ética, produtiva, sustentável e cidadã, ratificando os princípios transferidos ao longo das gerações, através do DNA cenecista.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com 50 anos, sou velho demais para o mercado de trabalho e novo demais para me aposentar

O mercado de trabalho está, literalmente, aumentando o abismo entre as gerações X, Y e Z, tanto na profundidade quanto na largura. Enquanto a geração X (Baby Boomers), que focaliza a estabilidade no trabalho e as garantias para o futuro, mantendo-se na normalidade, busca trabalhar no mesmo lugar a vida inteira, as gerações Y e Z focalizam os empregos que permitem a obtenção dos salários mais elevados, mas que permitem os empregados aproveitarem mais a vida pessoal. Logo, no equilíbrio entre os binômios EMPREGO x VIDA PRIVADA, o mercado acaba se ajustando aos salários cada vez menores, diante do excedente dos profissionais que é lançado a cada semestre no mercado de trabalho, aumentando o exército de trabalho reserva, que é composto pelas pessoas que estão capacitadas, mas que não foram absorvidas no trabalho formal. Assim, no final do mês, o contracheque aparece com os descontos legais e o salário pequeno, com as armadilhas dos benefícios e dos prêmios da produtividade, que não são incorporados nas obrigações trabalhistas, aumentando o lucro do empregador e alimentando a ilusão do empregado.

No exercício do trabalho de gestor, tenho notado a tendência das empresas em contratar as pessoas com menos de 50 (cinquenta) anos de idade, alegando a racionalização das rotinas, através da contratação dos empregados com a idade entre 25 a 40 anos de idade, que já vem com os cursos de capacitação, atualização e idiomas já inclusos nos seus currículos, diminuindo os custos com o treinamento e o desenvolvimento dos talentos. Todavia, a questão é: – Por que não contratar os funcionários com a idade compreendida entre os 40 a 50 anos de idade, com as mesmas atualizações, cursos e a experiência pessoal e profissional? – A resposta é simples, tendo em vista que o mercado quer sugar o máximo desta geração, não tendo que pagar pela reposição da mão-de-obra nos casos das licenças para tratamento da saúde, que, conforme as estatísticas, são muito maiores a partir dos 45 a 50 anos de idade, enquanto que os custos aumentam astronomicamente, a cada década adicionada na fórmula.

O Brasil está caminhando na contramão da Europa, Canadá, Israel e EUA, tendo em vista que estas sociedades valorizam a experiência e já possuem a política pública madura vislumbrando a manutenção da mão-de-obra idosa, tendo em vista que seus sistemas previdenciários são mais justos e equânimes, enquanto que a consciência social do trabalhador objetiva a noção do trabalhar continuamente, para garantir o padrão e o complemento econômico do lar.

O Trabalhador com 50 anos de idade precisará de mais 15 anos, em média, para se aposentar, se for do sexo masculino, e 05 anos no caso do sexo feminino. O que eles farão para sobreviver até o preenchimento dos quesitos da aposentadoria, no modelo atual? Em tempo, há outro indicador social muito interessante, tendo em vista que tem se tornado um padrão o jovem ingressar no mercado de trabalho formal com 30 anos de idade, uma vez que sua primeira década de trabalho se materializou na informalidade, nos estágios ou nos contratos temporários, o que lhe dará a média de 15 anos a 20 anos de trabalho garantido, até o empregador decidir que seu trabalho está caro, transformando o trabalhador numa sucata aos olhos da liquidez e do lucro.

Por fim, eu não tenho dúvida que o caminho para solução do problema supramencionado está na educação financeira, na economia doméstica e no incentivo no empreendedorismo, objetivando transformar o desempregado no seu próprio patrão, atendendo aos anseios das gerações Y e Z.  Na atualidade, já existem profissionais capacitados para prestarem a consultoria ou o coach (treino), na busca das soluções aos problemas do cotidiano, com custos baixos e que se encaixam no orçamento doméstico, tanto para os empregados, empresários e desempregados. No final, a solução do problema individual se transformará na rede das respostas, que suprirão a sociedade inteira.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Gestor em Recursos Humanos

Tel: (21)98829-2915 / E-mail: consultoria@nadelson.com.br
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O valor do erro e da aprendizagem no crescimento profissional e organizacional

Missao-dada-Missao-cumpridaAinda é comum o modelo da empresa da escola burocrática pós-guerra, com vários níveis hierárquicos, focalizando a papelada, o controle e a disciplina. Nesse modelo, a norma vem antes da produtividade e da eficiência, porque, antes de produzir, o importante é obedecer. Coincidências de lado, não precisa ser um gênio para concluir que considerável parte do modelo da escola burocrática se baseia na vida militar, com sua hierarquia, ordens e missões.

Por exemplo, o general precisa que uma determinada ponte seja destruída, objetivando executar o restante da estratégia por parte do seu exército. A missão é transmitida ao coronel, que passará pelo tenente-coronel, que passará ao major, que passará ao capitão, que montará a equipe tática e operacional, que será liderada pelo 1º Tenente, que só terá o conhecimento necessário para o cumprimento da missão.

Na primeira hipótese, a ordem é simples e objetiva: – Destrua a ponte as 08:00 horas. O 1º tenente executará a ordem e com sua equipe, para que a missão tenha o resultado esperado. E assim, a ponte foi explodida, com um pouco de resistência, mas no horário estimado e com algumas baixas.

Na segunda hipótese, a equipe está com tudo pronto para explodir a ponte as 08:00 horas, mas existe um problema: – Há um grupo de crianças atravessando a ponte, justamente no horário da missão. O tenente improvisa, objetivando cumpri-la e poupar o máximo de vidas civis. Entretanto, a decisão comprometeu o fator surpresa, enquanto que o tenente teve que explodir a ponte com as crianças e a maior parte do seu grupo para que o horário fosse cumprido.

Nas hipóteses das simulações militares da segunda guerra mundial, o fato mais curioso é que o general recebeu o telefonema na segurança do seu quartel general, informando que a missão foi cumprida com êxito, pois a ponte foi destruída, exatamente, as 08:00 horas, quando o comboio do eixo alemão estava do outro lado do leito do rio. A guerra tem o poder de coisificar a vida humana, para computa-la em baixas ou voluntários. Na atualidade, a guerra foi transferida para o mercado. As nações são as empresas, o exército é composto por colaboradores, que seguem a hierarquia, recebem as ordens para cumprirem as missões. Seguindo a mesma analogia, pontes são destruídas todos os dias na competição feroz do capitalismo.

Quando o líder está no meio do fogo cruzado, somente ele e a equipe poderão dar as respostas momentâneas às circunstâncias, por maior que seja a hierarquia da organização. O trabalho em campo exige a autonomia, que a maioria das empresas públicas e privadas não permitiriam no cotidiano, não pela questão do certo ou do errado, mas pela vaidade em deter o poder da palavra final, mesmo que isso custe vidas, os dividendos dos investidores e sócios ou a manutenção do seu próprio emprego.

Quem foi que disse que tomar a iniciativa e decidir seria algo fácil? – No final, se der certo, todos ganharão. Mas, se der errado, a culpa será sua e somente sua. Assim nasce o peso da responsabilidade, personificado no modelo da crucificação, materializado na demissão. Todavia, como não estamos na Idade Medieval, podemos valorizar o erro, usá-lo como modelo para novas soluções, através da experiência de campo do profissional na transmissão do seu conhecimento, na hora do treinamento e do desenvolvimento de outros colaboradores, pois, na atualidade, errar não é somente humano, mas é uma fonte de conhecimento para novas decisões e a construção de novos modelos de gestão.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Precisamos conversar sobre a gestão do afeto e o conceito da felicidade no trabalho

67767767O maior desafio para o gestor é construir e manter o ambiente de trabalho agradável para os colaboradores da organização, tendo em vista que a felicidade e a satisfação organizacional são reflexos da soma dos sentimentos e das emoções dos colaboradores consigo e com o restante da empresa.

O desafio se torna maior, quando as empresas ainda tratam os colaboradores como funções mecânicas que devem ser realizadas, sob o prisma da supervisão disciplinar e das metas na produtividade, sobrecarregando o ambiente com os excessos de disciplina, focalizando o cumprimento do horário como um fim.

A retenção dos talentos de uma organização está diretamente ligada aos salários, benefícios e planos de carreira oferecidos pelas empresas. Todavia, a questão da satisfação no trabalho se tornou a ponta do prisma na escala dos valores, principalmente, quando a demanda não atende a necessidade do mercado de trabalho, enquanto que a capacitação se torna cada vez mais elevada. Dessa forma, as organizações de grande porte já aceitam abrir mão de parte do controle disciplinar e da gestão do tempo, focalizando a produtividade e a qualidade da tarefa executada como fim, aproximando-se do ponto de equilíbrio idealizado pela geração Y quanto à manutenção da carreira e da vida pessoal. Mesmo assim, o desafio permanece no mercado de trabalho brasileiro, onde os colaboradores tem seu tempo de produção definido, limitadamente, ao salário mínimo ou salário base da categoria. Assim, enquanto a Alta Administração não consegue alcançar e compreender a tendência do mercado de trabalho, a solução é compreender, participar, interagir e compensar a carência financeira com a manutenção do ambiente de trabalho feliz, trabalhando a informalidade de forma positiva, objetivando valorizar tanto a empresa quanto o colaborador, através do afeto.

Todavia, minha experiência na gestão me obriga a fazer advertências quanto ao ingresso na compreensão da informalidade, uma vez que só bastará um colaborador radiar a energia negativa no ambiente, para desmoronar o trabalho de todo o grupo. Em suma, o profissional dos recursos humanos (gestor) deverá manter a atenção redobrada na utilização da informalidade na construção da felicidade organizacional, tendo em vista que a Alta Administração conservadora tenderá a não compreender a metodologia, o que inclinará na incapacidade de reconhecer os resultados, benefícios e valores que a psicologia organizacional poderá trazer à empresa e aos colaboradores, incluindo a valorização das lideranças naturais e o impacto deste modelo dentro do cotidiano.

Lembre-se que, para o modelo conservador, a empresa quer que as funções sejam realizadas com êxito, enquanto que os colaboradores não precisam se amar. Todavia, na prática, os estudos do comportamento indicam que quanto maior for o afeto e a felicidade no trabalho, as equipes e os departamentos se tornarão mais eficientes e autônomos. Logo, o ideal para esse século é a gestão eficiente e com afeto. Assim, tire horas para conversar e fazer dinâmicas de grupo com os colaboradores, objetivando o desenvolvimento das habilidades e das emoções. Aproxime-se, sem medo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Brasil com sua inovação tecnológica e seus antigos problemas

Na atualidade, foram desenvolvidas tecnologias com a diversidade dos seus criadores. A humanidade testemunhou o arroto de um buraco negro e a morte de planeta.

Na medicina, desenvolveram a biotecnologia que expõe geneticamente as células cancerígenas ao sistema imunológico, que provoca o fenômeno chamado de “suicídio celular”.

Na engenharia, os chineses constroem prédios de cinquenta andares em dez dias, deixando-lhes funcionais aos novos moradores.

Testemunhei o salto do processador igual o cartucho do atari para a tecnologia quântica.

Na contabilidade, os analistas financeiros se dedicam à compreensão do fluxo de caixa e dos índices de liquidez.

Simplesmente, o mundo o mundo ficou acelerado e inconstante.

Todavia, mesmo com tanta tecnologia, conhecimento e capital intelectual, estou vendo a sociedade do meu tempo regredir, quando tinha tudo para avançar. Não estou falando da política ou das guerras econômicas entre as nações e suas respectivas corporações. Meu tema central está focalizado nas doenças. Mas, também, não estou acompanhando a moda do zika, da dengue e do ebola. Aponto as doenças que estavam erradicadas no Brasil, mas que estão voltando, tais como a hanseníase (lepra), a febre amarela, o sarampo, a tuberculose, a poliomielite e a rubéola.

Na militância pelas políticas públicas, a sociedade está perdendo a luta na saúde, quando tenta encontrar a cura para as novas doenças, mas ignora o fato de que as doenças erradicadas estão se popularizando.

No final, as estatísticas são alteradas para que não haja pânico. Até que uma dessas doenças visita subitamente um membro qualquer da nossa família, o vizinho ou amigo. Assim, a sujeira, que estão colocando debaixo do tapete da História, fica exposta, trazendo os problemas dos cortiços para dentro da elite, porque todos estão no mesmo conjunto, chamado sociedade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A experiência e o óbvio

Durante muito tempo, eu tenho nadado contra a corrente majoritária do pensamento e do comportamento humano. Enquanto as pessoas acumulam coisas, eu aprendi a viver experiências. Viajar é bom, mas não estou falando do turismo. Estou me referindo ao ato de admirar e aprender com o óbvio, como amar, comer, beber, conversar, ler, educar e, principalmente, compartilhar.

Sinto prazer em ficar na minha casa, degustar uma xícara de chá ou de café, comer um doce, escrever por escrever, bem como admirar o desenvolvimento da minha filha e da minha família.

Aprendi , ainda na infância, que o tudo jamais será o bastante para o consumista. Por isso, fui me desapegando das coisas, porque há sempre algo além no sorriso, na gargalhada ou na lágrima. Gosto de me surpreender pelo desconhecido, desde que haja a conexão, através de uma boa conversa, descobrindo um amigo, mesmo que nunca o veja depois da casualidade no ponto do ônibus ou na poltrona de um avião.

Admiro a dedicação de alguns pelo status, construindo carreiras e fazendo fortunas. O problema é que, na maioria das vezes, esse tipo de gente não possui profundidade, porque eles qualificam o mundo pelo poder do consumo.

No final, é no calor da família e da nossa casa que a posse acaba, porque no lugar do eu, existe o nós. Somente o pai, a mãe e os filhos poderão compreender a simplicidade dos pronomes, tendo em vista que o melhor fundo de investimento é a experiência de participar do desenvolvimento de alguém que será melhor do que sou. Caso contrário, a existência seria a total perda do tempo, se limitando à arte da vida na construção do abstrato.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A quebra da Kodak é o exemplo de que a visão do futuro é necessária nos negócios

Kodak_Kodakchrom_64_KBO estudo do caso da quebra da KODAK, que foi a maior referência global na qualidade do material fotográfico, é um exemplo de grandes atitudes e, também, de grandes erros.

Toda organização que acredita que sua posição está inatingível e que se estará sempre na liderança, porque possui os melhores executivos do seu tempo, investindo no desenvolvimento da sua equipe e dos seus talentos, mas, deixando de sincronizar seu planejamento estratégico com o plano do negócio, vislumbrando o mercado consumidor, com suas necessidades e tendências, salvo a ausência da concorrência, estará fadada ao fracasso e à falência, por maior que tenha sido seu legado global e a valorização da sua marca.

Mas, onde foi que a KODAK errou, tendo em vista que possuia um dos maiores centros industriais do setor fotográfico no mundo, produzindo tecnologia de ponta e investindo nos seus talentos? A culpa é da crise econômica americana de 2009? – A resposta poderia ser simplificada e colocada na conta da cries econômica de 2009 e seus efeitos no mercado financeiro global. Entretanto, não há qualquer relação de um fato com o outro. A KODAK errou, porque ela não sincronizou seu planejamento estratégico com o negócio, ignorando as tendências tecnológicas do mercado. Assim, seguindo uma linha padrão, a KODAK continuou investindo no marketing, como a COCA-COLA. Todavia, manter sua marca em evidência não é a garantia de que seus produtos continuarão sendo consumidos pelo mercado, quando se tem um concorrente inteligente, inovador e visionário. A situação piora, quando esse concorrente pertence a outro mercado, enquanto que sua inovação causará total desequilíbrio em outras setores, por conta do conceito da inovação dos seus produtos. Logo, poderíamos afirmar que a FUJI e outras marcas famosas no setor fotográfico foram os causadores do fracasso da KODAK. Mas, tal afirmação, embora tenha sentido dentro do mercado da fotografia, seria um erro, tendo em vista que o mercado consumidor mudou seu comportamento, enquanto que o lançamento dos smartphones, com a resolução digital e os aplicativos de edição, provocaram uma mudança no comportamento do mercado consumidor, que deseja simplicidade, mobilidade e carregar o mínimo de peso possível. Assim, a onda negativa da KODAK se iniciou com o lançamento do IPHONE e seus efeitos no setor da telefonia e da tecnologia. A SAMSUNG e os Tigres Asiáticos não ficaram para trás e começaram a desenvolver tecnologias menores e mais eficientes na área da fotografia, migrando tais tendências aos portáteis.

kodak-bankruptcyA KODAK, na sua falta de visão estratégica para construir e simular cenários no futuro, acabou se perdendo na sua história de glória e conquistas. Mas, há um outro ponto muito interessante nisso tudo, tendo em vista que a empresa não ficou de braços cruzados e deixando a era digital passar diante dos seus olhos. Ela reagiu e entrou no mercado, produzindo câmeras e impressoras digitais específicas para o ramo da fotografia. Entretanto, havia um outro problema, uma vez que a KODAK tinha o recurso tecnológico digital muito caro, em comparação à concorrência, agravando a situação com as limitações do acesso aos produtos, que não migravam com outros dispositivos e produtos que não fossem da marca KODAK. Logo, a empresa cometeu o segundo erro no cenário tecnológico e mercadológico, acreditando que as pessoas continuariam consumindo seus produtos por causa da marca, mantendo a fidelidade forçada.

No final, restaram três opções a KODAK: 01 – Não reagir e quebrar; 02 – Expandir a área do mercado, fazendo parcerias ou fusões com empresas no setor tecnológico e da comunicação; e 03 – Diminuir a estrutura da organização, objetivando atender o fotógrafo profissional e o fotógrafo que trabalha com a fotografia como arte, dento do modelo original, com lentes especiais e caras, exigindo o modelo do laboratório fotográfico e a revelação no papel. Em suma, a KODAK aplicou a terceira opção, demonstrando que terá o mesmo fim das fábricas das fitas cassetes ou das máquinas de datilografia. Se os concorrentes do setor não migrarem seus negócios com outros setores e tendências no mercado consumidor, sofrerão do mesmo efeito dominó, porque o mercado quer praticidade, enquanto que o mesmo ainda não acordou para o fato que se tornará escravo do sistema das nuvens e do controle da informação. Mas, isso é uma conversa para uma outra hora.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior