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O Ponto Final

No dia em que você partiu,

O chão se abriu,

O álcool acabou,

A cinza do charuto caiu,

Os óculos embaçaram,

A lágrima secou,

Meu coração explodiu,

Os lábios se calaram,

Porque não havia mais incerteza…

Era o fim deste capítulo,

Sem direito à pausa ou reprise.

Há algo dentro de mim que ainda insiste

E que se recusa em dar o ponto final,

Porque esse ponto sou eu.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 31 de julho de 2018.

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Perdemos o direito ao esquecimento

Antes do advento da tecnologia da informação, da internet e da popularização dos portáteis e das redes sociais, as pessoas podiam ser mais inconsequentes e com pouca preocupação com a memória coletiva, tendo em vista que os erros do passado eram esquecidos com o decorrer do tempo, salvos os parentes chatos nas reuniões em família. Quando o erro era algo grave, bastava mudar de cidade e estava tudo solucionado. Todavia, a era contemporânea, com suas selfies, filmagens, publicações no Facebook, LinkedIn, Twitter e Google Plus (G+) acabou com a possibilidade do esquecimento, enquanto que a cereja do bolo está no fato de que os próprios indivíduos estão construindo seus perfis e linhas do tempo, gerando links e logaritmos na internet e nos servidores de busca, para que essas informações sejam analisadas pelos gestores de pessoas, departamentos de recursos humanos e outros especialistas.

No Brasil, já existem organizações que fazem a pesquisa das informações dos candidatos na internet, enquanto que os resultados interferem na seleção, recrutamento e promoção, podendo atrapalhar o ingresso na carreira ou provocar a demissão do profissional, caso sua conduta na vida pessoal comprometa o código de ética estabelecido pela empresa. Por isso, a exposição da vida privada no mundo virtual se tornou um imperativo na medição de cada palavra e imagem no momento da publicação, porque o comentário inocente de hoje poderá ser sua ruína pessoal amanhã, ora na carreira profissional ou na hora de fechar o negócio da sua vida. Logo, é importante que a pessoa se atente para o fato de evitar a exposição no mundo virtual, principalmente, com fotografias em festas, com bebidas e situações constrangedoras.

O Jornalismo brasileiro, no geral, comete erros contínuos na publicação das resenhas, gerando o famoso “FAKE NEWS”, que não começou na publicação inocente ou intencional de um perfil nas redes sociais ou num blog, mas nos tabloides físicos e virtuais, que levantam hipóteses ou deixam a entender no ar para a massa, induzindo uma informação, cujo parâmetro não foi analisado e ainda não ocorreu e, por tal motivo, poderá nunca acontecer. E assim, os partidos políticos, a imprensa e os órgãos fiscalizadores fizeram o acordo de combater àquilo que escrevem, colocando a culpa no outro, que é estranho, opositor e desconhecido. O próprio jornalismo brasileiro e mundial se esqueceu da memória virtual, com os registros dos seus dados, logaritmos e links, quando a internet registra e está com a informação ali para te lembrar de cada palavra escrita, fotografia materializada e matéria publicada, porque perdemos o direito ao esquecimento.

No final das contas, enquanto os políticos fichas-sujas impetram ações para que os provedores de busca apaguem as informações negativas em suas pesquisas para forçarem o estabelecimento do “direito ao esquecimento”, e as empresas jornalísticas fazem o trabalho de marketing, apresentando a versão 2.0 de si mesmas para a opinião pública, cometendo os mesmos erros de antes, faço questão de registrar cada palavra e fato às futuras gerações, porque até o advento da internet, a História era a história dos vencedores, mas a era digital abriu o espaço para a memória contínua, permitindo que todos tenham suas histórias registradas para a pesquisa, o estudo ou o julgamento da posteridade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

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Precisamos conversar sobre o valor da liderança e do trabalho diante do crescimento do desemprego

Dentro de qualquer empresa, sendo-lhe grande ou pequena, a liderança da equipe poderá ser imposta pela organização, através da avaliação de desempenho, ou selecionada democraticamente pelos colaboradores. Todavia, independente do modelo aplicado para a seleção, tanto o líder quanto os colaboradores terão que compreender que a finalidade da empresa é o lucro, que só será possível com o cumprimento e a superação das metas, que exigirão prazos, disciplina e dedicação na produtividade individual e coletiva.

O líder sempre será o canal da comunicação entre os colaboradores e os gestores, principalmente, quando se tratar do chão da fábrica ou do operacional. Assim, a liderança ficará sempre na zona do conflito entre os interesses da empresa e da equipe, lembrando que, quando as regras são claras no contrato de trabalho, o colaborador tem a obrigação de cumprir sua parte de um lado, enquanto que a empresa deverá manter as suas do outro, depositando o salário no quinto dia útil do mês, incluindo os benefícios, as horas extras e as premiações.

O líder deverá ser o primeiro a chegar e o último a ir embora, mostrando o exemplo daquilo que é esperado pelo patrão. Quando as metas não são alcançadas, a produtividade fica comprometida, afetando e diminuindo o lucro dos investidores, obrigando a empresa a fazer cortes para ajustar as contas. Na maioria das vezes, os cortes se iniciam na demissão dos setores que se encontram com excessos, seguindo pelos improdutivos, que são apontados pelas avaliações de desempenho ou pelos gestores diretos. Culturalmente no Brasil, as empresas cortam diretamente no setor do RH e na comunicação institucional, contrariando o valor estratégico dentro das organizações.

Por fim, o colaborador não pode esperar que a liderança sustente a informalidade dentro da empresa, como se fosse um clube do Whisky, principalmente, quando a contrapartida da eficiência e da produtividade estão afetando negativamente as contas dos investidores. Logo, é preciso ter tato para não fazer parte do exército dos desempregados, que hoje está computado em 13.000.000 oficialmente no Brasil, transformando a carteira assinada e o pacote dos benefícios numa verdadeira mina de ouro, quando a economia se encontra estagnada, com a previsão otimista da melhora para 2022.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Consultor em Gestão de Pessoas

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Direitos do Idoso e qualidade de vida

10632832_750113098394786_790964416776830086_n“DIREITOS DO IDOSO apenas recentemente ganharam a devida atenção da sociedade e seus representantes políticos.

Tive a satisfação de trabalhar com esse tema com alunos universitários e pensava recentemente: porque não dividir esses conhecimentos com o público que tão carinhosamente nos lê?

Atender como advogado a um idoso é um momento ímpar, de aprendizado recíproco.

Mas no tocante a parte técnica dos direitos do idoso, a contribuição do advogado para uma melhor qualidade de vida do idoso é muito importante.

Desde os direitos mais básicos como a saúde, até os direitos ao transporte coletivo e ao trabalho e habitação, buscaremos tratar aqui.

Esses estudos são dirigidos a todos que de alguma forma tem relação com essa fase da vida, ou seja, todos nós. Uns porque já são idosos e outros porque tem idosos na família ou inevitavelmente e se Deus quiser, serão idosos um dia.

Abordaremos também o direito hereditário, o direito patrimonial do idoso perante seus demais familiares. Sua relação com os famigerados planos de saúde e assim por diante.

O que fazer, por exemplo, se seu pai, já idoso, não tiver mais recursos para pagar o plano de saúde? E se ele depende da assistência pública de saúde, quais são seus direitos? A quem procurar no caso de desrespeito aos seus direitos? Como fazer?

Outra questão importante é, no caso do idoso que possui patrimônio e que deixará para familiares ou pessoas que gozem de seu carinho e admiração. Como proceder? Quais são os direitos de cada um dos familiares? Quais os bens do idoso podem ser transmitidos pela via do testamento? Aliás, o que é um testamento?

Bem, as perguntas são muitas e não querem cessar, ainda mais se formos ao campo da previdência social, aposentadoria etc.

Assim, nesse primeiro artigo apenas apresentamos aos leitores deste valioso periódico, a nossa contribuição que já em edição próxima tratará de um ou mais temas acima apresentados.

Com meu Abraço….”

 

Por César Gomes de Sá

Advogado

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O Político não sente culpa ou arrependimento

O psicopata, por definição, não tem arrependimento, empatia ou culpa. Ele faz o que faz, porque isso lhe dá prazer e satisfação.

Se compararmos o psicopata com o modelo do político brasileiro, concluiremos que o político finge que se importa, que possui alguma empatia ou afeição pelo eleitor e pela sociedade, porque suas ações falarão muito mais do que os discursos e as oratórias no plenário ou no palanque.

O político não sente culpa em ver as escolas e a educação sucateadas, ou de mandar a tropa de choque bater nos civis e nas categorias, quando protestam pacificamente e exercem o direito da greve.

O político não sente culpa, quando vê o cidadão sem as garantias da saúde pública, ou quando seu filho vem ao óbito, porque houve negligência no atendimento, por falta de recursos e medicamentos.

O político não sente culpa ou arrependimento, quando o Governante  gasta o dinheiro público sem qualquer transparência, deixando de informar a sociedade e ao cidadão para onde vão os milhões de Reais das verbas oriundas de Brasília ou dos recursos próprios. A culpa fica menor ainda, quando os legisladores aprovam as contas, mesmo sendo reprovadas pelos Tribunais de Contas, que baseiam suas avaliações na matemática e na contabilidade.

O político não sente culpa, quando recebe o salário e as verbas do gabinete, incluindo os auxílios terno, as viagens de avião, os carros oficiais, o combustível, entre outras vantagens, enquanto que você, o cidadão, geralmente, andará de ônibus ou trem.  Caso tenha conseguido comprar um carro, pagará o combustível caro, sobrecarregado dos impostos e tributos, para manter o padrão de vida estatal.

O político não sente culpa, quando é governista. Ele aprova todos os projetos, só para manter seus apadrinhados empregados nos cargos comissionados do Estado. O mesmo político não sentirá culpa em fazer pedidos em cima de outros pedidos. Entretanto, quando o governante lhe diz um não. Ele faz o papel e o discurso da oposição. Mas, no momento certo, ele aprovará as contas do ano anterior, com ou sem a ressalva do Tribunal de Contas, porque culpa e ideologia são coisas para pessoas simples e éticas.

O político não sentirá qualquer arrependimento ou culpa, quando a eleição se aproximar. Ele dirá que uma andorinha só, não faz verão. Depois, pedirá seu voto, porque, na realidade, ele não se importa com a sociedade, a saúde, a educação e a qualidade de vida do cidadão. Ele só se importa com o status e o sanduíche do poder, que vem recheado com as regalias e muito dinheiro.

O político não sente culpa ou arrependimento, porque ele é muito parecido com o psicopata. Todavia, me atrevo a dizer que o psicopata, em si, é mais nobre, porque assume tudo, quando pego. O político negará seus atos e ausências até o fim, mesmo condenado e atrás das grades, porque ele acredita que poderá enganar a todos, enquanto que jamais enxergará que suas mãos estão sujas do sangue de toda uma geração.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Zeca Novais: – Como as coisas funcionam por aqui…

Zeca Novais e a arte pulsando na veia.

Zeca Novais e a arte pulsando na veia.

“Acabo de receber a notícia de que a Prefeitura Municipal de Rio Bonito está agitando um evento de teatro aqui na cidade em julho, através das Secretarias Municipais de Educação e de Cultura.

Coincidentemente, essa agitação “espontânea e repentina” se deu logo após a participação do Lona na Lua no Caldeirão do Huck, da Tv Globo.
Toda produção cultural em uma cidade em que há decadas não há oferta de cultura, lazer e entretenimento à população é válida.
Entretanto, o que me deixa indignado é que o Lona na Lua, hoje exemplo de empreendedorismo social em todo o Brasil (em todo o Brasil!), não recebe apoio do poder público dentro de sua própria cidade e tem que assistir a Prefeitura apoiar iniciativas de fora vindo pra cá.
A Secretária de Cultura do município há bastante tempo vem fazendo uma administração sofrível, baseada em chás literários para inglês ver e em eventos vazios fadados ao fracasso.
Aqui as coisas funcionam assim.
Não há natal, não há carnaval, não há festa de aniversário da cidade, nem desfile cívico.
Sábado, o grande Poeta Leir Moraes faleceu, e sequer foi decretado luto oficial por parte da Prefeitura Municipal.
O governo municipal apoia quem vem de fora, numa tentativa frustrada de tentar maquiar vexames de uma administração pífia e desorganizada, que persegue e tenta castrar qualquer organização que atua de forma independente.
O Lona na Lua tem por DIREITO receber R$ 80.000 (oitenta mil reais) de subvenção da Prefeitura Municipal de Rio Bonito para manutenção das atividades em seu Espaço Cultural, e até hoje (já estamos no meio do ano), nenhuma parcela deste valor nos foi repassada.
Essa subvenção foi aprovada pela Câmara de Vereadores no ano passado e está prevista no orçamento de 2015.
Não me causaria espanto saber que a Prefeitura anda investindo em iniciativas forasteiras que só vem aqui para sugar o município, que não dá conta nem de apoiar os artistas locais.
Tenho muito orgulho em ter colocado o nome do Rio Bonito em evidência para todo o Brasil, e em breve estaremos levando o nome de nossa cidade para Berlim, na Alemanha, a convite do Nobel da Paz Muhammad Yunus, mas aqui, justamente aqui, somos tratados desta forma.
Triste e decepcionado.
Isso precisa acabar.”

Zeca Novais