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NÃO EXISTE O ACASO NA ESPIRITUALIDADE

 

Por mais que o tempo avance para o futuro, a população mundial aumenta de forma descontrolável, ultrapassando os 7,6 bilhões de habitantes, que consomem água, comida, serviços e produtos, gerando um mercado jamais testemunhando antes na História da Humanidade, que também traz consigo a fome, miséria, desigualdade social, pobreza e a guerra, que se especializou em diversas modalidades, podendo acontecer, inclusive, sem as bandeiras das nações, dentro do terrorismo e do processo de urbanização, para justificar o lucro e o poder de alguém sobre outrem.

O princípio da ação e reação se perpetua nas sociedades, nas relações humanas, na política e na religião. Dessa forma, fica claro e evidente o fato de que a realidade só está retribuindo aquilo que cultivamos por séculos durante o processo histórico da civilização e da exploração ou por décadas durante nossa existência individual. E mesmo assim, o antigo nunca foi tão atual e moderno, como o Código de Hamurabi, que se baseia no “olho por olho e dente por dente”, apresentando o modelo de justiça mais apropriado para o mundo material, baseado na compensação dos fluxos e na retificação do “pecado”. Não importa se sua religião fala em amor ao próximo ou defenda o respeito à diversidade, porque, se você tirar todos os dogmas, as proibições e as toneladas de linguiças que foram engordurando o pensamento social, encontraremos o princípio do “olho por olho e dente por dente”, que poderá aparecer de forma evidente através do discurso da espada ou no processo da reencarnação, que faz questão de disfarçar essas máculas, justificando, por exemplo, os acidentes coletivos como a providência divina para que os indivíduos envolvidos no incidente sejam retificados e quitem suas dívidas de vidas passadas.

Depois da reflexão supra, é imperativo analisarmos o fato de que a justiça divina segue um padrão reto e medido com o peso certo, buscando a retratação, a compensação e o aperfeiçoamento do Homem, enquanto que o consentimento do perdão não retira a responsabilidade do criminoso diante dos seus atos, mas torna o caminho mais salutar e suportável, quando ele compreende a necessidade da mudança para o desenvolvimento pessoal e de toda sua geração.

Enquanto alguns se apresentam na vida material para contribuírem com as nações que são os referenciais da iluminação e do desenvolvimento científico, a maioria está por cá para cumprir sua pena, compensando a existência entre méritos e deméritos, construindo uma rede neural e espiritual tão insana, que deixaria o purgatório da Divina Comédia de Dante pequeno no tamanho e na eficiência.

Por fim, não se desespere, porque a existência do espírito é uma viagem contínua entre a reencarnação e a pluralidade universal, idealizando a ordem no tempo e no espaço, além do processo essencial da iluminação, lapidando o homem velho dentro de nós e desenvolvendo as virtudes necessárias para essa geração e as próximas, sendo cada uma na sua própria época, cujos chamados ser-se-ão diante da necessidade dos médicos, santos e, porque não dizer os soldados da luz, cuja presença inibe o caos e estabelece a ordem desde a alta corte celestial até o último nível da escuridão, em terras desconhecidas, porque acabaram de ser criadas pelos medos e receios da própria humanidade, que ainda insiste em construir prisões, quando poderia desenvolver colônias, passear pelas campinas e colher flores.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 01 de agosto de 2018.

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A Hora da Partida

O momento da partida sempre é difícil para quem fica e para quem parte, porque, por mais que a sociedade se sustente no individualismo como a unidade mínima, sempre ficarão os fragmentos das impressões e das experiências de uma pessoa para outra.

Somos viajantes do tempo e das emoções, transferindo a bagagem continuamente com o próximo. Ora temos a sobrecarga do peso, ora não temos peso algum. E assim, vamos compensando uns com outros e vice-versa, numa solidariedade que se prende ao afeto e à afinidade, porque, no final, aquilo que parece ser o sacrífico ou um castigo, pode ser a oportunidade do ajuste e da aproximação.

Ninguém disse que a partida seria fácil, mas temos que ir, sem data, local e hora anunciados pelo além. Logo, é importante praticar a justiça, o respeito, o arrependimento e o perdão, devendo lembrar que a vida precisa ser sincera e plena, porque o corpo possui prazo de validade e, ao contrário do espírito, sua essência é mortal.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 14 de julho de 2018.

 

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Sobre a guerra bélica, o paradoxo e a inteligência espiritual

O maior problema de uma guerra declarada é que nós somos obrigados a escolher um lado. O silêncio e a omissão são escolhas, que terão consequências.

Numa guerra, quando se faz o certo, se mata ou morre. Quando se faz o errado também.

A guerra consome o melhor do soldado, que é justamente sua alma.

No final do combate, não importarão os vivos ou mortos, o derrotados e os vencedores, porque tudo estará em ruínas dentro dos padrões da humanidade.

As noites serão marcadas por pesadelos e o fantasma dos companheiros.

As cenas se repetirão, uma vez ou outra, com a mesma intensidade de sua ocorrência.

Mas, no final, tudo terá valido a pena se você lutou pelo certo.

O paradoxo só pode ser compreendido em tempos de conflitos, quando o comandante calcula o número dos resgatados entre os civis e escravos, subtraindo as baixas militares no lado inimigo. Se o resultado for positivo, isso significará que muitos irmãos foram libertos e verão a luz. Entretanto, se o cálculo for negativo, isso significará que a luta foi válida, mas que os soldados ficarão em dívida com a criação.

É por causa do paradoxo que a luz não inicia as guerras e os conflitos. Mas, se não existir uma alma justa do lado oponente, uma resistência moral qualquer, a mesma fórmula que determina a retificação da criação, também estabelece que deva existir o equilíbrio. Logo, se a ordem for dada, não ficará uma cidade em pé. Sua população será retirada desta existência, sem culpa ou remorso, porque as regras da prevenção são forças estabelecidas em todas as dimensões.

No mundo espiritual, existe a guerra bélica. Ela não é travada entre anjos e demônios, mas pelos próprios homens, aprisionados em sua vibração e frequência. Por isso, peço que idealizem os campos com as flores e o horizonte brilhante, com seus pensamentos e atitudes no presente e nesta realidade, tendo em vista que o produto ético e moral da sua existência, no mundo material, indicará sua frequência e vibração no outro mundo, em outra dimensão, porque estamos conectados, mas não desenvolvemos nossa inteligência espiritual para compreendermos isso.

Por fim, me atrevo a afirmar que a inteligência espiritual é o instrumento da comunicação capaz de tirar a humanidade do caminho cíclico da retificação, onde o homem existe para consertar falhas e condutas do passado, para a iluminação, que é marcada pela compreensão de si, da criação e do criador, transmitindo todo conhecimento possível para se melhorar e ao seu próximo.

Em períodos de guerra, a inteligência espiritual começa com um aperto de mão e a cooperação da confiança entre as partes, transformando tal aproximação em alianças, tratados, acordos, convenções e experiências mútuas, idealizando a paz e o fim da escravidão dos homens por outros homens e seres.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A diplomacia de dois mundos

Abri as portas da minha casa aos sábios e conhecedores da arte da diplomacia. Eles trabalham muito e são pouco notados pela vizinhança. Na maioria das vezes, são imperceptíveis pelos materialistas.

Eles passam pelo portão e pelos portais da casa, acariciando o mezuzá.

Em nossas conversas diárias, falamos sobre o mundo e as possíveis soluções para a humanidade. Uma vez ou outra, alguns dos visitantes só pedem um copo de água.

Literalmente, estamos conectados em outra vibe e frequência.

Como a maioria deles diz: – Estamos construindo e reescrevendo a diplomacia de dois mundos.

Temos tanto para registrar. Temos tanto para fazer. Mas, o tempo é pouco, porque sou mortal, enquanto as janelas do espaço-tempo se fecham.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Espíritos

Rio Bonito, 04 de outubro de 2015.

Não bastava a chuva.

Não sei por qual motivo,

mas fiquei a ti esperar.

 

Talvez por vergonha,

Eu quis ficar sozinho,

para sentar e chorar.

 

E chorei como criança,

porque não estavas aqui comigo.

Mas, vou me recuperar.

 

Desde que o senhor se foi,

eu não espero mais visitas,

Enquanto a maioria está ocupada.

 

O meu trabalho está bem.

Sou chamado pelo meu nome,

e até esqueço que tenho matrícula.

 

A Rússia bombardeou a Síria.

Milhares de pessoas migraram para Europa.

Enquanto que, por aqui, escrevo artigos.

 

A Sophia amadureceu rápido.

Enquanto que eu fiquei mais gordo.

E assim, nos adaptamos ao tempo.

 

Sei que você não pode conversar comigo.

Mas, nada me impedirá de escrever para um amigo,

ou para aquele que foi, um dia, meu pai.

 

Não importa o que digam.

Não importa o que interpretem.

No final, somos todos espíritos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

 

 

Padre Eduardo Braga.

QUE VENHA A PRIMAVERA DO ESPÍRITO!

“O ser humano é capaz de perceber as transformações por que passa a natureza. Cada ciclo de vida que começa e termina, cada estação que traz os seus próprios ritmos e frutos. Isto é o mundo natural, aquele que nossos cinco sentidos percebem, avaliam e respondem. Mas o ser humano não é apenas um ser natural, sensível e capaz de responder apenas aos movimentos da natureza. O ser humano também possui em sua essência algo que sobrepõe-se ao natural, algo que o destaca da sua existência meramente física, material, e o eleva para além do que os seus olhos podem ver, do que os ouvidos podem ouvir, do que, enfim, os sentidos podem perceber. Esta é a vida sobrenatural a que o homem também foi chamado a viver e capacitado a experimentar.

E esta visão sobrenatural nos aponta um momento novo que muitos de nós temos vivido. Uma nova estação, um novo momento, que tem revelado um ritmo diferente de vida para tantos que têm aberto o coração a Deus. Frutos mais saborosos, calor que aquece a alma, brisa que alivia o coração, chuva que irriga a aridez dos dias sofridos, aroma que traz novas perspectivas e esperanças, despertando uma expectativa boa e nova em relação ao que está por vir. Esta é a Primavera do Espírito! Aquela que temos experimentado quando contemplamos novas vidas que vêm sendo restauradas, famílias que vêm sendo curadas, histórias que vêm sendo transformadas. Tudo pela graça e força do Espírito de Deus, Espírito Criador, de Vida Nova, Espírito de Amor!

Que venha a Primavera do Espírito! Como negar que ela já veio vendo tantos casais que retornam para a Igreja ou que a descobrem agora com Mãe e Porta do Céu? Como não reconhecê-la vendo o testemunho de famílias reconciliadas, de vícios que foram superados, de histórias que foram refeitas? Como não reconhecê-la vendo tantos jovens que estão sendo despertados do sono anestesiador do mundo e redescobrindo uma nova forma de ser jovem e de ser feliz junto de Deus? Quantas restaurações de vidas temos assistido! Quantos pequenos e grandes milagres nossos olhos estão presenciando! É o Amor de Deus transformando, recriando, dando vida nova aos ossos secos que jaziam mortos nas trevas deste mundo.

Precisamos acreditar na ação de Deus no mundo contemporâneo, e Ele continua agindo através do “mover” do Seu Espírito! Não nos deixemos jamais levar pelo pessimismo, pelo derrotismo, que sempre conduzem à acomodação e ao conformismo. Deus acredita no ser humano, acredita nas famílias e nos jovens, Ele espera de nós! E não podemos perder as esperanças de que o mundo pode ser renovado por Ele, através de cada um de nós! Precisamos acreditar que nossas famílias podem ser restauradas, que haverá o tempo da graça chegar em nossas casas, e essa esperança é o que não nos deixará desistir jamais de lutar. A esperança não é a “última que morre”, simplesmente porque não morre jamais, porque “a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (cf. Rm 5, 5). A esperança é a resposta do homem e da mulher que têm fé no Deus Único e Imortal, no Deus de Amor e de Misericórdia, no Deus que jamais se cansará de bater à nossa porta e dizer-nos: “Filho, filha, estou aqui, dá-me a tua mão!”

Que venha a Primavera do Espírito! Homens e mulheres, crianças, jovens e idosos, famílias inteiras sendo inflamadas por um fogo novo de amor que perdoa e reconcilia, que recomeça sempre, por um ardor novo de serem profetas e missionários, optando pela radicalidade de uma vida cristã que testemunhe santidade e fidelidade aos desígnios de Deus.

Que venha a Primavera do Espírito! Venha sobre nós, sobre nossas famílias, um novo tempo, um novo sonho, uma nova esperança! Que possamos oferecer o que somos e o que temos para que esta nova Primavera do Espírito aconteça e se sobreponha aos invernos frios e escuros do mundo que se esqueceu ou deixou de esperar em Deus! E que pela luz do Espírito Santo tenhamos a graça de sermos canais que revelem ao coração do homem que Deus é a única resposta para todos os seus anseios justos de felicidade e de vida plena!”

Padre Dudu

Padre Eduardo Braga.

Padre Eduardo: – A Bíblia e você

“É bem verdade que, desde o início da história, o homem anda em busca de Deus. Este desejo de ir além da matéria já está inscrito no coração do próprio homem desde o dia em que foi criado. Sozinho, porém, o homem não consegue chegar até Deus, e por isso que “aprouve a Deus, em sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e tornar conhecido o mistério de sua vontade, pelo qual os homens, por intermédio de Cristo, Verbo feito carne, no Espírito Santo, têm acesso ao Pai e se tornam participantes da natureza divina” (Dei Verbum 2).

Deus veio até nós, Deus nos falou. Usou palavras humanas. Através das Escrituras Sagradas, Deus continua vindo ao encontro de Seus filhos e falando com eles. Deus Se revela na Sua Palavra! A Palavra deve ocupar um lugar central na vida espiritual de cada crente. Não é possível ser conduzido por Deus sem a docilidade à Sua Palavra! Como entenderemos Seus Planos longe Dela?E ninguém pode compreender esta Palavra se não for amigo do Espírito Santo!

Qual o lugar da Palavra na minha vida? Ela me orienta verdadeiramente? Comungo-a diariamente? Coloco-a diante de mim como bússola e luz? Sinto fome e sede Dela?

Tudo isso depende da fé! Sim, a fé é a resposta do homem a Deus que Se revela! Pela fé, a Bíblia não é apenas um Livro, mas uma Pessoa! A fé é nosso céu na terra, nossa luz na escuridão. A Fé é o sacrifício de si mesmo a Deus, a aceitação integral da verdade de Deus na própria existência. Como não pensarmos aqui em Maria, modelo de vida na Palavra? Nela, a Palavra gera tudo. Nela, a Palavra habita em plenitude pedindo confiança e abandono. Este é o segredo para viver segundo a Palavra: Deixar que a Palavra revele e realize em ti os sonhos de Deus! A alma que ouve outra palavra ou procura outro caminho engana-se e perde-se!

Reina entre nós uma grande confusão de vozes humanas. E quem as distingue da Voz de Deus? Poucos são os que escutam Nosso Senhor! A todo homem, que Cristo chamou para o Seu Reino pelo santo batismo e tornou capaz de participar do sacerdócio comum, recebe a vocação de cooperar com o mistério da salvação para que a graça seja conhecida e brilhe no mundo inteiro. Precisamos, portanto, de amantes e anunciadores da Palavra! O missionário foi alguém que, por primeiro, foi ferido pela Palavra que o chamou. Que a Palavra novamente nos encante, nos toque, nos oriente e transforme. Que aconteça a tão sonhada primavera bíblica esperada após o Concílio Vaticano II. Que a Palavra volte a estar no centro da nossa vida e da vida da Igreja, em nossas decisões particulares e comunitárias.

Vejam o que o Santo Padre pôs no Twiter do último dia 21: “Uma leitura diária do Evangelho nos ajuda a vencer o nosso egoísmo e a seguir decididamente o Mestre Jesus”.

Que, neste mês dedicado à Sagrada Escritura, o Espírito do Senhor nos inspire novamente a conhecê-La, meditá-La e vive-La. Boa aventura espiritual com a Palavra!”

 

Pe. Dudu

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A família é o verdadeiro legado da existência humana

Há sete atrás, quando tomei consciência de que seria pai, eu já tinha abandonado o cachimbo e o charuto. O álcool já não fazia parte da minha vida, porque minha esposa não bebe, logo, achei prudente abrir mão, visando que os barcos andassem, lado a lado, no mesmo oceano. De forma inconsciente, eu já tinha tomado a decisão de sacrificar toda minha existência pela minha família, objetivando o melhor para minha única filha.

A maioria das pessoas mede seu legado pelo dinheiro e patrimônio constituído em vida. Talvez, isso aconteça, porque há uma programação social, baseada no status e no ponto de vista majoritário de que todos possuem um preço. Assim, coisificamos as pessoas, ou personificamos as coisas. Seguindo a corrente minoritária, eu optei centralizar minhas energias na minha filha, porque ela é e sempre será o melhor de mim, tanto nos erros quanto nos acertos. Quero que ela tenha uma educação livre, mas que conheça os valores e as tradições. Desejo que ela conheça e pratique a caridade, sem querer qualquer coisa em troca. Desejo, do fundo do meu coração, que minha filha tenha esse sorriso lindo em sua existência, e que se lembre de mim como um bom exemplo, porque esse será o máximo do legado que poderei deixar. E que D-us me “dê a honra de ver o filhos dos meus filhos e a paz sobre Israel.”

O mundo é uma grande ilusão. O problema é que a maioria só percebe isso, quando já está do outro lado da vida, quando as certezas e verdades pessoais se perdem na profundidade da gravidade e da ausência do tempo, como o conhecemos.

Enquanto a maioria acumula bens, optei por abandonar o desncessário no oceano, para que as lembranças sejam menos carregadas de objetos, valorizando a emoção e as pessoas. Compreendi, aos 39 anos de idade, que a bagagem, em excesso, pesa, faz a gente perder o foco e, ainda, pode provocar o naufrágio de um dos barcos. Por fim, desacelerei meu barco, para acompanhar a velocidade da navegação da minha filha e esposa. Não preciso ter pressa para chegar ao horizonte, porque essa é uma armadilha, quando se vive numa esfera imperfeita, que circula em volta do sol e em torno do seu próprio eixo.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Inteligência Espiritual – 1ª Parte.

Tanto para os teólogos, bem como os espíritas racionalistas, o termo “inteligência espiritual” é uma novidade.

No caso dos teólogos, a novidade se faz  por conta do foco acadêmico dos seminários e a prática da espiritualidade por si, que, na maioria das vezes, é mais falada ou apresentada como um campo místico das profecias, limitando-se à experiência das lideranças, através do carisma e dos dons.

No caso dos espíritas racionalistas, que dedicam a maior parte de sua formação ao estudo e à compreensão contínua da realidade material e espiritual, o tema também é novidade, uma vez que sua prática vai além dos campos floridos das colônias, da paz e do conhecimento do universo, que continua sendo estudado e difundido à consciência do desencarnado, visando o aperfeiçoamento individual, da humanidade e da criação, baseado na caridade.

Há uma realidade espiritual que é muito comum à humanidade: – As pessoas morrem por natureza no plano material. Essas mesmas pessoas deveriam ir para o outro plano, continuando o processo de desenvolvimento das habilidades  e dos conhecimentos. O problema é que considerável parte da humanidade fica presa no limbo, que é a cópia exata do nosso mundo no mundo espiritual, ou o ponto de encontro entre mundos no globo terrestre.  Nesse processo de desorientação, o espírito do desencarnado fica vagando, sem consciência, sequer, da sua situação de morto no mundo espiritual, mantendo todas as características de quando estava vivo, como hábitos, gostos, vícios e virtudes. E quanto maiores forem os vícios, maiores serão as chances de acontecerem tais incidências. Quanto maior for a dependência, assim se repetirá no plano espiritual. A fórmula para o estudioso da área se limitará ao princípio universal da causa e efeito.

Mas, os relatos podem ser mais perturbadores, tendo em vista que, conforme os estudiosos e pesquisadores da área, menos de um terço da população espiritual tem autorização para reencarnar, logo, podemos concluir que, na simbiose de dois mundos, a maioria da população do mundo espiritual se organizou em vilas, cidades, colônias e megalópoles. Essa mesma engenharia quântica e ectoplasmática permitiu a construção das universidades, hospitais, instituições jurídicas e exércitos, porque, quanto maior for a profundidade ou a proximidade da crosta terrestre, maiores serão as influências das emoções e dos sentimentos.

Voltando aos recém-desencarnados, muitos acabam conhecendo a triste experiência da escravidão, atuando nos dois mundos, desde que haja algum ser humano nas condições vibratórias necessárias para que a influência seja aplicada. E assim, a escravidão espiritual acaba tendo influência direta no mundo material, causando, também, uma espécie de escravidão aos vivos, através do fascínio ou da obsessão. E, é a partir dos seres vivos que os escravos espirituais retiram o ectoplasma, visando leva-lo aos seus mestres, para negociarem no mercado ou construírem suas criações astrais. E quanto maior for a profundidade ou a aproximação da crosta terrestre, maior será a dependência da paisagem de tal matéria-prima.

Logo, a Inteligência espiritual é a área da espiritualidade que está diretamente ligada à estratégia, ao mapeamento, a diplomacia e a localização dos indivíduos, grupos e nações.

Está na hora de todas as religiões praticarem mais a intimidade com a espiritualidade, objetivando melhorar a existência material e compreender a existência no outro plano, porque todos são formados de corpo (carne), alma (consciência) e espírito (períspirito). Dessa forma, daríamos maior poder de inteligência ao mundo espiritual, bem como eficiência às colônias, hospitais e equipes de resgate, porque elas não teriam o trabalho de localizar e aguardar o espírito recuperar a consciência nos umbrais ou no limbo. Aliás, devemos considerar o fato de que o processo de conscientização demora em média 08 anos terrestres, que é quando o espírito consegue sair do período da expiação e receber o tratamento adequado para níveis superiores.

A mediunidade é o presente psíquico e da comunicação da humanidade com o mundo espiritual. Ela pode ser considerada como uma maldição por alguns, mas, como um dom para outros. Quanto maior for a mediunidade, maior será a capacidade da comunicação. Quanto maior for o conhecimento e o acesso do médium, maior será o exercício da inteligência espiritual.

Em suma, independentemente da profissão de fé, nós devemos sair da condição passiva para nos tornarmos ativos e íntimos com Deus, visando melhorar a nós mesmos e a própria criação. Esse será o primeiro passo para construirmos a diplomacia de dois mundos, baseada no respeito, no amor ao próximo e na caridade. Essa regra vale tantos para os vivos, quanto aos mortos.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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A única regra natural é a divindade da família

Um bom dia, boa tarde ou boa noite. Não importa o horário ou o dia.

Desejo que o seu domingo e o restante da sua vida sejam repletos de alegrias e que possas compartilha – las na plenitude, com sua famíla. Todavia, se você estiver num momento de tristeza e reflexão, mão se deixes abater pelos problemas do mundo, e viva, se possível, no seio e na plenitude da sua família.
Lembrem – se que, na vida material, quase tudo passa e as poucas amizades persistem, sem quaisquer interesses. Mas, é na família que começa e termina o porto seguro. Isso acontece por causa do amor, do afeto e da busca pela compreensão dos conflitos naturais.
Existe um motivo da família ser uma obrigação e ter a falsa idéia de que é optativo ao ser humano, tendo em vista que, se não fosse assim, agiriamos como a maioria dos animais, quando o assunto se torna tema da separação natural das gerações, ora pelas oportunidades, ora pelas imposições, ora pela própria vida ou pela morte.
No mais, meu caro leitor: – Ame. Abrace seus pais, beije seus irmãos, converse e brinque com os mais velhos. Seja fiel e educado com seu próximo, mesmo quando o mesmo o ignora ou não lhe demonstre importância. Retribua ao mundo sua existência, com carinho, afeto e amor. No final, verás o milagre acontecer diante dos seus olhos, sem a necessidade dos livros de autoajuda, das escolas, das universidades, com seus doutores e livros técnicos, porque a família e seus valores são 0  início e  o fim das coisas. Ela é divina e deve ser honrada, principalmente diante dos horrores evidentes no mundo.

Terminarei, afirmando que não tenho dúvida da existência de Deus, bem como que o mundo está muito melhor do aparenta ser. O problema é que o bem está trabalhando calado, enquanto que a caridade não deve fazar propaganda para aparecer. E, como a luz do sol que te aquece todos os dias, independentemente da sua ou da minha vontade, o calor do bem e da caridade se manifestam as 24 horas do dia, nos 07 dias da semana, todos os anos das nossas vidas, através dos valores, emoções, sentimentos e atitudes que recebemos e retribuímos. Logo, lembre-se que o mundo não está doente, mas considerável parte da humanidade.

Afastar-se da família e da compreensão da caridade, é o mesmo que se afastar da própria humanidade e do princípio divino de que tudo tem seu momento certo, tanto no tempo quanto no espaço, com profundidade, gravidade e responsabilidade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior:.