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CNEC anuncia fechamento da Faculdade Cenecista de Rio Bonito

“Seguindo o adágio popular que afirma ser Rio Bonito a cidade do “Já Teve”, a partir de, hoje, podemos afirmar que Rio Bonito “já teve” uma faculdade cenecista. Sim, a Faculdade Cenecista de Rio Bonito (FACERB), instituição de ensino superior que funcionou até aqui, no turno da noite, nas dependências do Colégio Cenecista Monsenhor Antônio de Souza Gens, está encerrando as suas atividades. O anúncio veio da própria Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC).
Quando foi fundada em 2009, a FACERB nos encheu de orgulho e prometia, além de abrir horizontes, ótimas perspectivas para Rio Bonito e Região. No início a unidade até foi promissora, mas nos últimos anos foi castigada pela crise econômica, pelo excesso de política na condução da CNEC e sentiu muito a falta do seu grande idealizador, o professor Carlos Aberto de Moura Machado, o professor Betinho, mentor e responsável pela abertura da FACERB.
Mais uma nota triste desse momento é a iniciativa da CNEC de transferir os universitários para outra unidade da rede, o que vai impactar a vida acadêmica e pessoal dos estudantes, uma vez que muitos alunos só estavam conseguindo estudar porque a FACERB está em Rio Bonito. Vale destacar que muitos alunos serão impactados não só pela questão financeira, mas principalmente pelo fator tempo.
Foi marcada para essa quarta-feira (13/12), na FACERB, uma reunião entre alunos e representantes da CNEC. O pleito dos alunos é óbvio e deveria ser respeitado: “tudo bem que novas turmas não sejam abertas, mas que os alunos continuem estuando na unidade até o término do último período em vigência”.
Conhecedor que sou da nossa gente, eu desconfio que essa postagem vá gerar descontentamento. Não estou preocupado com isso! Eu sempre fui um dos grandes entusiastas da FACERB, desde sua aula inaugural (29/05/2009), solenidade que eu tive o prazer de ser o mestre de cerimônia. Sendo assim, eu fico muito a vontade para lamentar a perda da FACERB, sobretudo a forma como o encerramento das atividades da unidade está sendo conduzido. Também me preocupo com os sinais fragilidade que o tradicional “Colégio Manuel Duarte” tem apresentado nos últimos anos, com demissões de quadros importantes e outros fatos que têm sido comentado por funcionários da unidade e pais de alunos.
Que a CNEC respeite e mantenha as suas tradições de campanha, cidadania e preocupação com a Educação da comunidade, sobretudo os menos favorecidos; e que não esqueça a memória de figuras como Monsenhor Antônio de Souza Gens, um baluarte da Educação em nossa cidade e principal timoneiro do projeto “Colégio Manuel Duarte” desde o seu surgimento. Resta, agora, duas perguntas: o que será daquela estrutura que está sendo erguida pela CNEC, próximo ao novo Fórum da cidade? O local abrigaria a FACERB. E cessão do espaço pela Prefeitura, como que fica?”
Por Flávio Azevedo