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No Brasil, o dinheiro jorra como água ou dá em árvore como folha e fruto

Eles trabalham nas empresas dos mais variados nichos no mercado, desde do ramo da exportação, conectando as pessoas jurídicas com os paraísos fiscais, até alcançarem a profundidade das licitações no poder público, constituindo uma rede de conexão corporativa e política, que constroem impérios e feudos da corrupção. Também mantém o status e ostentam o padrão de riqueza, que contradiz a lógica matemática, financeira e tributária brasileira, com carros importados, apartamentos e casas de praia nas áreas mais badaladas e caras do Estado do Rio de Janeiro, porque o dinheiro não brota no chão como água ou dá em árvore como folha ou fruto, salvo, se você for amigo confiável do político, que o transformará em laranja, para ter acesso ao dinheiro público e destruir o futuro do Brasil, do Estado do Rio de Janeiro e dos municípios, desviando o dinheiro das pastas da educação, saúde e desenvolvimento urbano.

Normalmente, as pessoas ligadas a esse tipo de conexão maligna indagam que não precisam mais se expor ou trabalhar, porque estão bem financeiramente, mas que farão para ajudar sua cidade, o Estado e o Brasil. Todavia, elas não abrem mão dos seus salários, do tráfico de influência e de todas as alegorias que envolvem o poder, porque, na realidade e contrariando o discurso original, o negócio da família precisa de todo o aparato para continuar existindo e ganhando dinheiro, de forma direta ou indireta, ora sugando tudo, ora lavando dinheiro ou captando percentuais de participação.

A corrupção é tão profunda no Brasil, que o presidente da república, Michel Temer, do PMDB, liberou R$12 bilhões em verbas, em 2017, para a base aliada ao governo, para continuar no poder e deixar os processos paralisados, pelo menos, enquanto ele estiver na presidência. Na prática, o governo federal foi liberando verbas, em sua maioria para projetos antigos e engavetados, estabelecendo, na maioria das vezes, quem os executaria. No caso de Rio Bonito, temos o exemplo da ciclovia superfaturada, cuja obra está paralisada.

É latente atentarmos para o fato de que o problema do Brasil não está somente na política, mas na classe empresarial e na elite que estão acostumados a ganhar dinheiro com o dinheiro público, através das licitações e dos empréstimos junto ao BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, tirando o problema de Brasília e dos palácios governamentais estaduais, trazendo-lhe para a sociedade, podendo ser uma pessoa comum, íntima, familiar ou conhecida no contexto.

Por fim, como já dizia Honore de Balzac: “Por trás de uma grande fortuna existe um crime”. Era difícil ver um milionário na imprensa internacional até a década de 1990, porque eles eram poucos, enquanto que se dedicavam à difícil arte de se perpetuar o capital, através dos investimentos. Foi por volta de 2003, que a moda das celebridades milionárias e bilionárias pegou na mídia global, com suas fusões corporativas, encantando o mundo com suas bolhas e ilusões. Mesmo assim, era comum a fortuna oriunda do acúmulo das heranças entre gerações. Todavia, o Brasil da atualidade está marcado pelo surgimento das grandes fortunas da noite para o dia, com pouco ou nenhum trabalho. Simplesmente, os amigos dos políticos se tornaram ricos e circulam entre os poderes da federação e os estrangeiros, sem dó, remorso ou arrependimento pelo mal que ainda causam à nação brasileira.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A experiência e o óbvio

Durante muito tempo, eu tenho nadado contra a corrente majoritária do pensamento e do comportamento humano. Enquanto as pessoas acumulam coisas, eu aprendi a viver experiências. Viajar é bom, mas não estou falando do turismo. Estou me referindo ao ato de admirar e aprender com o óbvio, como amar, comer, beber, conversar, ler, educar e, principalmente, compartilhar.

Sinto prazer em ficar na minha casa, degustar uma xícara de chá ou de café, comer um doce, escrever por escrever, bem como admirar o desenvolvimento da minha filha e da minha família.

Aprendi , ainda na infância, que o tudo jamais será o bastante para o consumista. Por isso, fui me desapegando das coisas, porque há sempre algo além no sorriso, na gargalhada ou na lágrima. Gosto de me surpreender pelo desconhecido, desde que haja a conexão, através de uma boa conversa, descobrindo um amigo, mesmo que nunca o veja depois da casualidade no ponto do ônibus ou na poltrona de um avião.

Admiro a dedicação de alguns pelo status, construindo carreiras e fazendo fortunas. O problema é que, na maioria das vezes, esse tipo de gente não possui profundidade, porque eles qualificam o mundo pelo poder do consumo.

No final, é no calor da família e da nossa casa que a posse acaba, porque no lugar do eu, existe o nós. Somente o pai, a mãe e os filhos poderão compreender a simplicidade dos pronomes, tendo em vista que o melhor fundo de investimento é a experiência de participar do desenvolvimento de alguém que será melhor do que sou. Caso contrário, a existência seria a total perda do tempo, se limitando à arte da vida na construção do abstrato.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior