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Mandiocão se colocou na mão da Câmara Municipal sem a flexibilidade orçamentária para 2018

Quando Mandiocão garantiu sua candidatura ao cargo de prefeito em 2016 por força da liminar, vencendo nas urnas e se mantendo na cadeira até a presente data, ele retirou a soberania da Câmara Municipal. Não satisfeito com o cenário construído por ele, o prefeito e seu respectivo grupo político tentaram interferir na eleição do presidente da casa legislativa para o próximo biênio de 2019/2020, perdendo para a oposição e aumentando o conflito entre os Poderes Executivo e Legislativo na jurisdição municipal. Simplesmente, eles assumiram o poder, mas não conseguiram exercer a governabilidade, se colocando na armadilha orçamentária para 2018, que foi construída pelo próprio governo, através da pasta responsável pela demanda, que é a Secretaria Municipal de Planejamento.

Com o orçamento de 2018 aprovado pela Câmara Municipal no valor presumido de R$180 milhões, o governo pediu a flexibilidade de 30% do valor, como de costume, enquanto que os vereadores aprovaram 0,5%. Na prática, isso quer dizer que o prefeito só poderá retirar R$900 mil do plano orçamentário anual ao longo de 2018, o que poderá comprometer vários projetos com os fundos próprios e o pagamento das contas da PMRB. Todavia, a culpa não é da Câmara ou dos vereadores, tendo em vista que foi o próprio governo que organizou o orçamento, através da Secretaria Municipal de Planejamento. Logo, pela primeira vez na história de Rio Bonito, o secretário de planejamento passou a ter a notoriedade e a responsabilidade que lhe são devidas ao cargo. No mais, o governo terá que torcer que as contas e o planejamento orçamentário estejam corretos, o que duvido muito, considerando a tradição local, com contas desorganizadas em todas as pastas, com exceção a educação, por causa do FUNDEB e o controle por parte da União.

É importante atentar o povo para o fato de que é a primeira vez que vejo a Câmara Municipal trabalhar da forma correta em relação à flexibilidade. Logo, toda a responsabilidade cairá nas mãos do prefeito e dos seus respectivos secretários, caso a contabilidade não se encaixe com a realidade, uma vez que o governo teve um ano para fazer o planejamento e o plano orçamentário. Assim sendo, terá muita gente falando no ouvido do prefeito para resolver o problema que acontecerá nas licitações, uma vez que não haverá a flexibilidade dos R$54 milhões para preencher os buracos entre uma conta e outra.

O prefeito Mandiocão está na mão do palhaço e terá que conversar com a Câmara Municipal e os vereadores para desenvolver seus projetos, caso contrário, continuará paralisado.

Por fim, devemos atentar para o fato de que a arquitetura das ações aplicadas pela Câmara Municipal é muito complexa, o que indica a existência de uma terceira pessoa no circuito do poder, que está articulando nas sombras e deixando o prefeito e seu grupo natural congelados no tempo e no espaço, diante da previsibilidade e da falta dos talentos e das habilidades necessárias para a saída da tempestade, que promete piorar.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão gasta o triplo do orçamento da merenda escolar com os cargos comissionados em 2017

Com o orçamento estimado em R$200 milhões para 2017, a cidade de Rio Bonito está no meio de uma guerra entre os três principais grupos políticos pelo poder, que envolve empresários, contratos, licitações, empreendimentos, tráfico de influência, ganância e domínio de território. Ter acesso à prefeitura de Rio Bonito se tornou o suporte político, financeiro e econômico para os grupos políticos da Solange Pereira de Almeida e do José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) nos últimos 25 anos, com suas secretarias, cargos comissionados e os contratos temporários, que foram utilizados irresponsavelmente por anos, recrutando os soldados da política local, até que a Justiça Pública exigiu o cumprimento da lei, estabelecendo o processo seletivo simplificado. Mesmo assim, o sistema se adaptou, enquanto que os soldados e os mercenários continuaram sendo recrutados a cada mudança de governo, como peças no tabuleiro de xadrez.

O combate político se intensificou entre os poderes executivo e o legislativo municipal, elevando o conflito à exposição dos comissionados do governo, com nomes, cargos e salários. Todavia, muito além da exposição, faltou a estratégia ao autor intelectual, uma vez que a informação é poder, enquanto que este poder foi compartilhado pelos princípios errados. Logo, pegarei as mesmas informações e as transformarei em indicadores simples para a compreensão do cidadão.

 

 

CUSTO COM COMISSIONADOS – PMRB – 2017
CARGO VAGAS VENCIMENTO CUSTO MENSAL CUSTO ANUAL
Secretário Municipal 16 R$6.880,00 R$110.080,00 R$1.320.960,00
Assessor Especial 4 R$6.880,00 R$27.520,00 R$330.240,00
Assessor DAS-1 22 R$2.932,00 R$64.504,00 R$774.048,00
Assessor DAS-2 59 R$1.559,00 R$91.981,00 R$1.103.772,00
Assessor DAS-3 30 R$1.233,00 R$36.990,00 R$443.880,00
Assessor DAS-4 66 R$935,00 R$61.710,00 R$740.520,00
Diretor de Departamento DAS-4 (R$935,00 para servdior) 6 R$937,00 R$5.622,00 R$67.464,00
Diretor de Divisão DAS-5 (R$560,00 para servidor) 15 R$937,00 R$14.055,00 R$168.660,00
Assistente DAS-5 (R$560,00 para servidor) 49 R$937,00 R$45.913,00 R$550.956,00
Assistente DAS-6 (R$520,00 para servidor) 18 R$937,00 R$16.866,00 R$202.392,00
TOTAL 285 R$24.167,00 R$475.241,00 R$5.702.892,00

Analisando os números, nota-se que o prefeito não utilizou todos os cargos disponíveis, racionalizando a demanda, concentrando a gestão pública nas mãos das pessoas sem vínculo com o serviço público, desvalorizando o servidor público municipal, com raríssimas exceções. Quanto maior é o vencimento, a participação dos servidores públicos de carreira diminui na gestão pública.

Há um outro ponto muito interessante nas informações, tendo em vista que o apadrinhamento político está custando R$475.241,00 por mês, ultrapassando o quantum de R$6 milhões por ano. Está claro e objetivo que o prefeito investe o triplo do orçamento estimado e destinado à merenda escolar nos cargos comissionados, demonstrando que sua prioridade é a manutenção do grupo político.

Por fim, na ausência da transparência na municipalidade, seria muito interessante que o presidente da Câmara Municipal fizesse a exposição nominal, com os cargos e os salários, para que a sociedade pudesse acompanhar e avaliar o impacto. A pergunta é: – Alguém se habilitaria para tal? Será que um dos três vereadores da situação assumiriam a transparência perante à opinião pública?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Matheus Neto trabalha com a equipe do SAMU no carnaval, trazendo nova perspectiva ao governo

A imagem do Secretário Municipal de Saúde, MATHEUS NETO, auxiliando a equipe do SAMU no atendimento ao cidadão que sofreu o mal súbito durante a festa do carnaval rio-bonitense, em 2017, é histórica, tendo em vista que o secretário poderia ter se limitado à observação e a burocracia que são peculiares aos políticos. Todavia, ele optou ir além das suas funções, fortificando sua imagem pessoal e do atual governo perante à opinião pública de um lado, podendo causar conflitos de interesses dentro das alianças políticas do próprio governo, do outro.

A Comunicação Social e as Relações Públicas precisam seguir um modelo único e exclusivo de divulgação, objetivando manter as propriedades e princípios do governo ou organização, caso contrário, o planejamento estratégico e a gestão dos impactos e riscos se tornarão ineficazes, enquanto que a marketing positivo de hoje se tornará a mancha de petróleo no golfo do México do amanhã, principalmente, se considerarmos o ambiente das Eleições Municipais em 2016.

Como cidadão e leitor, achei muito legal a iniciativa do secretário de saúde, que foi humana, técnica e objetiva. Como analista estratégico, considero que a divulgação da imagem provocará conflitos de vaidade com o primeiro escalão do governo, enquanto que poderá interferir na dinâmica interna do atual governo e na configuração da chapa para a reeleição em 2020 ou a sucessão em 2020 / 2024. Em suma, Matheus Neto abriu a porta para que outros possíveis candidatos ao cargo de prefeito e vice construam suas plataformas paralelamente ao governo, o que poderá comprometer a unidade e a imagem do grupo.

Por fim, o governo municipal precisa construir e aplicar seu código de ética e o plano de comunicação institucional imediatamente, objetivando manter as coisas e as pessoas nos seus respectivos lugares.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Carnaval 2017 é uma questão de honra e política para Mandiocão

carnavalfotoCom menos de 30 dias para o carnaval 2017, o Município de Rio Bonito ainda passa pelos efeitos da calamidade financeira decretada pelo prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), em  decorrência das dívidas herdadas do governo anterior.  Mesmo assim, o prefeito afirmou que Rio Bonito terá carnaval, contando com a participação público-privada, focalizando os empresários do comércio e da indústria local.

Sou um entusiasta da PPP (Participação Público-Privada), enquanto que tive a oportunidade de ver vários projetos surgirem e se manterem em tal formato na área do turismo e da segurança pública na cidade do Rio de Janeiro,  trazendo o lucro financeiro ao comércio e aos hotéis, além de manter o lucro social com a geração das novas vagas de emprego e das oportunidades dos negócios. Todavia, há algo que está incomodando os empresários riobonitenses, uma vez que eles estão preocupados com o fato de patrocinarem parte dos projetos  da atual gestão, vislumbrando o ponto de equilíbrio no fluxo de caixa da prefeitura  e de todas as contas, enquanto que a tradição da administração pública brasileira é gastar as economias de uma pasta com outra. Em suma, o princípio da economia fica em último lugar, o que resume as dívidas herdades de um mandato para outro.

Por fim, comemorar o carnaval riobonitense se tornou uma questão de honra para o Mandiocão, uma vez que sua maior bandeira é a realização das festas, enquanto que Rio Bonito não testemunha uma grande festa desde 2013.  Assim, o carnaval se tornou uma questão política, tendo em vista que envolve o interesse da gestão pública, do grupo político dominante e da própria sociedade, reforçando os conceitos do domínio do território e da manutenção do exército. Logo, se o carnaval não for realizado este ano, Mandiocão  dará continuidade à inércia da era Solange Pereira de Almeida.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão expõe a frota sucateada da PMRB e a incapacidade gestora da ex-prefeita

b7e651e3-0411-4752-b385-4b4d2ba58586 Como escrevi nas resenhas anteriores, não espero mais nada além do previsível por parte do governo José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), salvo a expressão paralela da vice-prefeita, Rita de Cássia, que está arregaçando as mangas e trabalhando na recuperação estrutural da saúde e da educação riobonitense, articulando junto aos empresários e amigos na busca das doações e do trabalho voluntário. Em contrapartida, o grupo político do Mandiocão está respondendo da mesma forma dos mandatos anteriores, seguindo uma programação ideológica e comportamental, que começou com a exposição da frota dos veículos sucateados da PMRB e da incapacidade gestora do governo Solange Pereira de Almeida, mantendo a rixa entre os grupos políticos, trabalhando a comunicação social para desestabilizar a imagem da ex-prefeita, que poderá vir como candidata a deputado estadual em 2018 ou a prefeita em 2020, utilizando-se das liminares, que serão sustentadas nos princípios da presunção da inocência até o término do feito e do trânsito em julgado para ludibriar a Lei da Ficha Limpa.

d8c4c79a-7201-4981-a73c-271e27562948Simplesmente, os grupos políticos estão em conflito constante pelo poder, enquanto que o Mandiocão representa o bem na luta contra o mal, uma vez que está no poder e possui o aval da elite e da classe média riobonitense. A própria Solange acabou fortalecendo o atual prefeito, com suas falhas e ausências na administração pública, reafirmando o slogan da oposição durante as eleições municipais em 2012 e 2016: – Quem compara, vota.

A dívida da prefeitura ainda não foi anunciada oficialmente para sociedade, mas o desfile da frota era um evento certo para ser realizado, tornando-se folclórico na cultura local e mais importante que a transparência para os riobonitenses, principalmente após o decreto de calamidade financeira do Município.

Por Nadelson Cota Nogueira Junior

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Marquinho Luanda investe no transporte universitário, cometendo os mesmos erros que Solange

Após a publicação da resenha referente à reunião do concorrente Marcos Abrahão com os universitários, que foi realizada no dia 03/09/2016, o candidato da situação, Marquinho Luanda já madrugou no ponto do transporte universitário nesta segunda-feira, 05/09/2016, investindo no diálogo com os usuários do serviço, que já estão, há mais de 20 anos, lutando pela transformação do transporte em política pública, por força da lei, garantindo sua continuidade à atual e as gerações futuras.

Em seu discurso, o candidato se comprometeu em manter os ônibus, além de acrescentar o ar condicionado e o serviço de wi-fi no transporte universitário, bem como implantar o sistema de estágio remunerado aos universitários, terminando a apresentação das ideias com a mudança da sede do transporte para o prédio do antigo fórum, onde poderia ser aplicada a atividade dos universitários na própria gestão logística do transporte. Assim, o Marquinho Luanda retorna ao projeto da Solange Pereira de Almeida em instalar a AURB (Associação dos Universitários Rio-bonitenses), no seu primeiro mandato de 1997 a 2000, que nunca saiu do plano das ideias para a realidade. Todavia, há uma tendência no seu discurso em manter o transporte universitário no modelo que se encontra, sem a transformação do serviço de utilidade pública numa política pública, com base na lei.

Cada voto será importante nesta eleição, tendo em vista a inelegibilidade do Mandiocão e a saída da Solange Pereira de Almeida do circuito político, abrindo o espaço para os candidatos novos, que possuem a experiência legislativa vasta, mas nunca ocuparam o cargo do prefeito antes.

Estima-se que o transporte universitário envolva o universo eleitoral de 4.000 votos indiretos, podendo, inclusive, fazer grande diferença nas urnas, além de decidir as eleições, caso os estudantes se organizem em busca da unidade e da causa comum à coletividade, que vai muito além do simples fato de garantir o deslocamento à Niterói e São Gonçalo.

Considerando o fato de que o Marquinho Luanda está construindo sua base política dentro do grupo da Solange Pereira de Almeida, contando com seu exército dos contratos e dos cargos comissionados, com a folha de pagamento na casa dos R$8 milhões por mês, a lógica gestora indica que será muito difícil atender a demanda do transporte universitário, em conjunto com as outras prioridades do grupo, que são justamente a manutenção dos cargos e dos contratos no modelo que se encontra em operação nos últimos 24 anos, em Rio Bonito. A prática local indica que somente um candidato novo, com um grupo novo, teria a capacidade de atender as necessidades dos universitários e dos servidores públicos, tendo em vista os cortes necessários e os ajustes orçamentários. No final, ironicamente, a mesma força que está alavancando o Marquinho Luanda é aquela que está consumindo suas possibilidades reais na aplicação da mudança, que ele tanto idealiza.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior