Posts

_104134603_hi050280573

Sérgio Moro será o Ministro da Justiça do Bolsonaro e ainda poderá indicar os próximos 22 ministros do STF

Com 46 anos de idade e 22 anos exercendo a magistratura federal, ocupando a titularidade da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, o juiz Sérgio Fernando Moro conquistou o notório reconhecimento nacional e internacional através da sua atuação na Operação Lava Jato, fazendo a vanguarda na condenação em massa da classe política envolvida nos esquemas de corrupção e no desvio do dinheiro público, colocando a cereja no bolo, com a condenação do ex-presidente da republica, Luiz Inácio Lula da Silva.

O eleitorado da esquerda e a imprensa brasileira e argentina ainda estavam se recuperando da derrota do Partido dos Trabalhadores nas Eleições de 2018 para a presidência da república, quando o presidente eleito, Jair Bolsonaro convidou o juiz Sérgio Moro para compor seu staff como o Ministro da Justiça e da Segurança Pública, tendo liberdade para operar no comando das políticas públicas dentro da pasta, enquanto que o Moro aceitou a missão.

Um lado fala que não faz sentido o Moro abandonar a magistratura para ficar subordinado ao Bolsonaro, uma vez que o juiz federal possui a autonomia administrativa e muitos poderes. O outro lado acusa o magistrado pelo requinte no seu trabalho, que condenou vários políticos, dizendo-lhe que houve parcialidade e que tal manobra comprometeria a essência de todo legado construído até o momento por ele. Dessa forma, ouso discordar dos dois lados da moeda em relação à minoria da opinião pública, uma vez que a maioria fez questão de se prender às acusações da esquerda e da própria direita em relação Bolsonaro, deixando de acompanhar o resumo da ópera ou a ópera toda do presidente eleito, que já tinha deixado claro, por inúmeras vezes, que faria o convite ao juiz Sérgio Moro para o  Ministério da Justiça e a indicação ao STF (Superior Tribunal Federal), caso fosse eleito. Junto no mesmo pacote, o Bolsonaro também deixou bem clara sua insatisfação com o modelo de seleção para o ingresso no STF, cuja maioria, na atualidade, foi indicada pelo PT e o MDB, apresentando, como uma possível solução em busca do equilíbrio dentro da república, a criação de mais 22 cargos de Ministros do Supremo, o que totalizaria 33 ministros, igualando com o STJ (Superior Tribunal de Justiça), que é a instância anterior ao STF, ocupando a segunda posição na hierarquia dos tribunais brasileiros.

Quando o presidente Bolsonaro fala em dar carta branca e liberdade plena ao futuro ministro da justiça e da segurança pública, Sérgio Fernando Moro, ele não está colocando, somente, a máquina da União e da Polícia Federal nas mãos do magistrado, que terá que se afastar da magistratura, mas também está dando a possibilidade de aproveitar a competência do operador do direito dentro da máquina executiva, para dar maior eficiência às missões que envolvam o combate à corrupção e a prisão das autoridades ligadas em outros crimes. Todavia, o Sérgio Moro terá a chance de revolucionar o Ministério da Justiça, além de ser indicado para o sonho de todo magistrado, promotor de justiça e advogado, que é ser Ministro do Supremo Tribunal Federal, com o total mérito e a aprovação da sociedade. Mas, a cereja do bolo é justamente aquilo que os críticos não estão vendo, que será o fato de que o Bolsonaro consultará o Sérgio Moro para fazer a indicação dos futuros Ministros do STF, que poderão ser 04, nos próximos quatro anos, ou 26, caso o presidente siga com sua estratégia de criar mais 22 cargos de ministros do STF e o Congresso Nacional a aprove.

Por fim, o juiz Sérgio Fernando Moro deve aceitar a missão e aproveitar a oportunidade que é dada a poucos dentro da tradicional república brasileira, uma vez que o Ministro Luiz Fux é o único magistrado de carreira que compõe o STF na atualidade, enquanto que os cargos foram preenchidos por profissionais leigos, advogados gerais da união e advogados ao longo da existência da Suprema Corte, uma vez que a exigência era o reconhecimento do notório saber jurídico, a indicação do presidente da república e a sabatina no Senado. Em suma, o destino está dando a chance do Sérgio Moro trazer a magistratura para dentro do STF, o que poderá ocorrer com a indicação da maioria com a criação dos 22 cargos e a aposentadoria dos 4 ministros na atualidade. Seria uma espécie de STF 2.0 Plus, como um software em constante desenvolvimento.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Jr : .

volkswagen

A Volkswagen e a guerra econômica entre as nações

O BSC (Balanced Scorecard) surgiu como uma ferramenta de gestão, focalizando os indicadores do cotidiano da organização, que antes, eram ignorados pelo foco supervalorizado do financeiro e dos lucros por parte dos acionistas e da própria alta administração. Antes do advento do BSC, a empresas trabalhavam em cima dos indicadores, de forma muito limitada, além dos dados fazerem referência ao passado, o que transformava todo o planejamento estratégico numa aventura, cheia de possibilidades e incertezas. Logo, o BSC revolucionou a forma de fazer gestão, por está diretamente ligado ao planejamento estratégico da empresa, interligando toda a organização ao plano de negócios, focalizando os fatores financeiros, os processos internos, os eventos externos, e, principalmente, o cliente, apresentando novos indicadores, que se atualizam, podendo mensurar ações no presente e simular as consequências das decisões no futuro, o que antes não eram possíveis, pela ausência dos indicadores.

A dinâmica do BSC, quando diagnosticada e aplicada com coerência aos indicadores e à realidade generalizada da organização, permite a compreensão da empresa por sua gestão, além de apresentar uma imagem mais detalhada ao mercado e aos investidores.

Não há como negar que o BSC é um método eficaz e eficiente para a organização, desde que os indicadores gerados correspondam à realidade, como uma tomografia ou uma ressonância magnética da empresa. Utilizei tal comparação para demonstrar que, embora o BSC seja a última tendência como ferramenta de gestão, ele está disponível há mais de uma década, mas, mesmo assim, as organizações só se preocupam com qualidade e a necessidade da medição das operações de médio e curto prazo, quando a empresa passa pela crise, que poderia ter sido evitada ou seus efeitos previstos e diluídos no fluxo de caixa ou no controle dos indicadores, entre o passivo e os ativos. A ressonância ou a tomografia são meras rotinas aos pacientes saudáveis. Entretanto, tais procedimentos se tornam vitais, quando os pacientes são diagnosticados com câncer. Logo, a cultura do apagar incêndio precisa ser susbstituída pela prevenção e pelo acompanhamento contínuo. Essa é justamente a proposta fim do BSC.

Há um exemplo na mídia no momento, cujo tema se tornará roteiro de filme: o CASO VOLKSWAGEN, que é uma referência mundial em gestão, inovação e criatividade, e que, certamente, utiliza o BSC em sua gestão. Entretanto, os indicadores foram ignorados nos últimos dois anos, no mínimo, por parte da Alta Administração da empresa, induzindo o mercado a investir numa empresa, cujos os ativos e passivos não estavam batendo com o informado, causando um impacto financeiro terrível global, colocando, inclusive, a zona do euro em alerta máximo, tendo em vista que a Alemanha, que é base econômica e financeira no mercado comum europeu, saiu da configurançaõ estável, cuja referência nos gráficos econômicos é a cor verde, ficando laranja. Parecerar estranho aos meus caros leitores, todavia, se o governo não injetar euros, para estabilizar a economia interna e externa, o desiquilíbrio, provocado por uma única organização, poderá ser um dos pilares que desencadearão o início de uma nova guerra continental, que se desgastou na esfera econômica e que foi obrigada a retornar ao cenário imperalista. Karl Marx explica o processo, e com muita facilidade, com sua dialética fundamentada no materialismo histórico de que “a história é feita de homens que exploraram outros homens.”

No final, embora o tema central seja o BSC, acabamos esbarrando nos conflitos éticos nos negócios, bem como a fragilidade econômica das nações dentro das guerras econômicas. Logo, seria prudente utilizarmos o BSC e realizarmos as análises junto à AMBEV e a JBS (Friboi), no cenário nacional, tendo em vista que o comportamento das fusões, do crescimento e do desenvolvimento organizacional dessas duas empresas está chamando muito a atenção no mercado mundial, enquanto que poderá ocorrer o mesmo fenômeno financeiro americano (2008) e alemão (2015) no Brasil. A EBX alcançou o apogeu, enquanto que as marcas supramencionadas passaram a crescer com o mesmo ritmo, ocupando o lugar da outra dentro do cenário econômico. A máxima final é simples: – O ser humano pode viver sem petróleo. Entretanto, a realidade ficará comprometida sem a cerveja, a água e a carne, com seus derivados.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior