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De que adianta ser o vencedor, se você está sozinho?

O mercado não tem coração, pois somente os melhores conseguem passar por sua peneira, cheia de critérios, exigências, competências, talentos e habilidades. Por isso, é muito fácil compreender os motivos de tanta competitividade, principalmente, entre os mais jovens.

A competição é saudável e necessária na atualidade para que a pessoa possa medir seus limites e compreender o próprio desenvolvimento, identificando seus pontos fortes e fracos. Todavia, é importantíssimo que você compreenda o fato de que todos ganham em qualquer competição, chegando na primeira colocação ou na última: – A Experiência e o conhecimento de si e do ambiente envolvido no experimento.

Normalmente, os livros da teoria geral da administração e toda a literatura clássica conhecida incentivam a competição e supervalorizam o primeiro lugar, o vencedor, o melhor dos melhores, dedicando a variedade das metodologias para que as pessoas sejam estimuladas a se desenvolverem, para chegarem ao topo, quando essa posição é para poucos e se pensa a sociedade e o trabalho humano verticalmente. Dessa forma, meu foco será justamente a minoria, as pessoas que não conheceram a derrota ou que foram protegidas pelo sistema para não conhecê-las propositalmente.

É óbvio que ser o primeiro lugar em tudo não é fácil, enquanto que a manutenção dessa condição é insustentável nas condições ambientais abertas, sem que haja a interferência de terceiros e a acomodação dentro do aquário da vida profissional e afetiva, pelo simples fato de que o Homem não pode saber e dominar tudo, principalmente, na velocidade em que o conhecimento está crescendo, diante de tanta inovação e o processo de criação. Logo, o inimigo número da humanidade é a ignorância, cujo tamanho é multiplicado inúmeras vezes, quando a pessoa se especializa em determinado assunto.

Há uma tendência comum entre os vencedores na jornada da vida em medirem suas conquistas e o respeito pelo patrimônio financeiro e intelectual construídos, quando se sentam com seu grupo restrito de amigos para se gabarem daquilo ou disso. E por maiores que sejam suas conquistas, conteúdo literário e acadêmico, sem dúvida alguma, vem a solidão no final da noite e a sensação do vazio, porque os verdadeiros vencedores são poucos e vivem o narcisismo sozinhos, até o momento em que a consciência social desperta, permitindo sua saída voluntária do pedestal, convivendo e reaprendendo o mundo real com a maioria, sem culpa, dor, julgamento ou hierarquia, porque o mundo é constituídos de pessoas e nada mais. E será nesse momento que o vencedor verá que ele poderia ter mudado tudo desde o início, quando ele subiu na primeira posição do pódio, isolando-se do mundo, e poderia ter participado da festa no chão da fábrica a vida inteira.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 16 de julho de 2018.

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PMRB inova a faixa de pedestres com tapete vermelho

Eu acho incrível o poder da imagem diante da sociedade. O simples fato da PMRB ter pintado a faixa de pedestre no centro da cidade, nos dá aquela falsa sensação de que a cidade não está abandonada pelo poder público e que as coisas melhorarão. No final, a tinta alimenta a esperança de que dias melhores virão para Rio Bonito.

O detalhe é que surgiram diversos comentários nas redes sociais, reprovando a iniciativa da PMRB ter pintado a faixa de pedestres com o contorno vermelho, seguindo o modelo aplicado, inclusive, em Juiz de Fora – MG. Os críticos utilizaram o modelo idealizado pelo conselho nacional de trânsito, que estabelece o modelo da faixa branca, com o fundo preto do asfalto. Aliás, o problema é justamente esse: – As leis são para inglês ver no Brasil, porque o Brasil nunca foi e jamais será a Inglaterra. A frase original do Brasil Império é latente e forte na antropologia e na sociologia jurídica nacional.

A questão da faixa de pedestres é pertinente aos olhos da lei. Mas, existem brechas técnicas que permitem a iniciativa da inovação. O que transforma o debate numa questão jurídica, que, pessoalmente, considero desnecessária e que só aumentará as estatísticas dos prazos e do término dos processos no Poder Judiciário, cuja matéria é merecedora do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal).

Por fim, com o tapete vermelho e a faixa de pedestres reforçados, só falta o pedestre riobonitense compreender que ele só pode atravessar na faixa, enquanto que o motorista precisará relembrar que a parada na faixa é obrigatória, quando o pedestre pisa. E que comecem os jogos vorazes do egoísmo e da estupidez humana no trânsito local.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Economia rio-bonitense está frágil e precisa se reinventar diante da crise

economia-criativaQuando o comércio rio-bonitense se apresenta de forma frágil no período natalino, fica latente que a bolha econômica construída em 2009, em função do COMPERJ, explodiu, enquanto que o sistema do salário mínimo não consegue mais sustentar os custos da alimentação, do aluguel supervalorizado e das necessidades básicas da família. A fragilidade econômica ficou mais latente, quando o Estado do Rio de Janeiro e o Município de Rio Bonito começaram a atrasar os salários ao longo do ano de 2016, deixando uma incógnita quanto ao pagamento do 13º salário até o último dia do ano.

Quando o comércio local assume sua fragilidade econômica no período do ano, que a maioria dos negócios aguardam o superávit, é porque torna-se necessário repensar a folha de pagamento e o plano de carreira dos colaboradores do setor privado, que são maiores em número dentro do mercado consumidor, mas que estão sobrevivendo entre as sucessões das dívidas, as contas sobrecarregadas tributariamente, os aluguéis acima da capacidade de renda da cidade, cumulada com a falta das novas oportunidades nos negócios e no mercado de trabalho.

Chegou a hora do comerciante, do empresário e do autônomo assumirem a responsabilidade parcial no caos econômico gerado em Rio Bonito. Os governantes dos últimos 24 anos possuem 50% da culpa e da responsabilidade, mas a sociedade e os setores econômicos também tiveram grande participação no processo, quando elevaram os aluguéis, o preço das mercadorias e dos serviços, mantendo padrão inverso em relação aos funcionários e suas respectivas famílias. Ao invés do leitor ver isso como um julgamento sumário, tecnicamente falando, a reflexão nos leva ao caminho inevitável da prática da RESPONSABILIDADE SOCIAL, que vai muito além da caridade travestida no marketing, através das ações nos orfanatos, hospitais e instituições beneficentes, uma vez que o conceito é cíclico e deve ser incorporado na mentalidade dos empresários, diretores, gerentes e chefes dos departamentos, objetivando cuidar dos colaboradores e de suas respectivas famílias, começando pela dignidade no salário e nos benefícios.

download-4Esse, também, é o momento para que o futuro governo já inicie seus trabalhos e projetos, focalizando maior proximidade da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), da ASCIRB (Associação Comercial e Industrial de Rio Bonito) e da sociedade civil, na busca por soluções aos problemas econômicos de Rio Bonito, que só serão resolvidos através da parceria com a iniciativa privada, vislumbrando a profissionalização, a capacitação, o treinamento e o desenvolvimento dos trabalhadores formais e informais, na reconstrução do mercado de trabalho local e regional.

Por fim, há um ditado judaico que afirma o seguinte: “Onde há crise, sempre haverá oportunidade.” A crise é latente, clara e evidente. Logo, precisamos tirar vantagem desse momento, que é uma crise generalizada, para potencializarmos nossas forças, diminuirmos nossas fraquezas, planejando o futuro para as próximas gerações, inovando e criando novas oportunidades e vagas de emprego.

 

Por Nadelson Cota Nogueira Junior

O empresário Bruno Soares Guimarães, do PSB.

O eco do silêncio de José Luiz Alves Antunes e a escolha do vice

O vice-prefeito, Anderson Tinoco, do PSDB.

O vice-prefeito, Anderson Tinoco, do PSDB.

Embora, esteja evitando tocar no assunto publicamente, a hipótese da pré-candidatura do José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), do PP, ao cargo de Prefeito em Rio Bonito, alterou o tom e o discurso dos demais pré-candidatos, tendo em vista que seu silêncio está dando mais força e voz ao clamor público por seu retorno, cujo eco faz ressonância na sociedade rio-bonitense quanto à escolha do vice-prefeito, cujos boatos circulam em torno dos 03 (três) nomes: 01 – A vereadora Rita de Cássia (PP); 02 – O atual vice-prefeito, Anderson Tinoco (PSDB); e 03 –  O empresário da construção civil, Bruno Guimarães Soares (PSB).

Anderson Tinoco perdeu seu valor estratégico, uma vez que a atual prefeita ainda continua no cargo, enquanto que o político não soube aproveitar o afastamento do governo para se aproximar da população e do eleitor.  Em contrapartida, a opinião pública não compreendeu o discurso do seu distanciamento da gestão do município, que foi baseado na ética, tendo em vista que ele continuou recebendo o salário de vice-prefeito.

A vereadora Rita de Cássia, do PP.

A vereadora Rita de Cássia, do PP.

Quanto à vereadora Rita de Cássia, o boato é que a mesma está se afastando da política nas eleições municipais de 2016, enquanto que seu silêncio indica que há fundamento até o momento. Outrossim, sua atuação como vice centralizaria o poder no Partido Popular, mas, também, diminuiria as chances de uma aliança coesa com outros partidos, podendo, inclusive, afetar as eleições no legislativo. Mesmo assim, a vereadora seria uma boa opção para vice.

Todavia, minha atenção está focalizada no empresário, Bruno Guimarães Soares, popularmente conhecido como Bruno Guima ou Bruno da Brunauto, que está filiado ao PSB desde 2011, com ideias inovadoras, atuante nas políticas públicas do município nos últimos 05 anos. O empresário é aspirante na política profissional, mas com o Know Row (Conhecimento) de veterano, tendo em vista sua atuação na formação do Conselho Comunitário de Segurança em 2011, quando, na oportunidade, demonstrou sua liderança natural na mobilização popular e no diálogo entre a sociedade civil e os governos do município de Rio Bonito e do Estado do Rio de Janeiro. Entretanto, o empresário torna-se mais estratégico por não ter ocupado cargos políticos no passado, enquanto que a opinião pública demonstrou-se receptiva ao nome tanto entre os empresários, quanto a comunidade evangélica e católica.

O empresário Bruno Soares Guimarães, do PSB.

O empresário Bruno Soares Guimarães, do PSB.

Por fim, mesmo com os indicadores sociais apontando para a necessidade de um vice-prefeito do sexo feminino, se eu fosse o José Luiz Alves Antunes, optaria pelo empresário Bruno Soares, levando em consideração sua diversidade, articulação e juventude. O Rio-Bonitense necessita de alguém que aperte a mão, olhe nos olhos, fale com sinceridade e que compreenda as prioridades e os anseios dessa nova geração. Acredito que ele tenha as propriedades necessárias para agregar valor ao grupo político, ao Município de Rio Bonito e à posteridade, na construção de uma sociedade justa e com qualidade de vida para seus cidadãos.

Independentemente das circunstâncias, se me for dada a oportunidade, gostaria de conversar com o empresário Bruno Soares Guimarães, objetivando a construção do perfil político de Rio Bonito para as Eleições Municipais deste ano.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A queda da ciclovia e os erros da gestão pública

13000354_1034586339949250_5019167992538819224_nCom pouco mais de 03 meses inaugurada, a queda da ciclovia Tim Maia, localizada em São Conrado, é a demonstração de que existem momentos que a inovação tecnológica não deve ser aplicada, principalmente, quando o quesito principal é a segurança do usuário dos serviços. Enquanto que a mídia e a sociedade carioca focalizam a queda de parte da ciclovia recém-inaugurada, com o custo de R$44,7 milhões, há um ponto da tragédia que ficou muito bem registrado nas imagens, uma vez que a força das ondas derrubou a estrutura que nem papel, enquanto que o viaduto, datado de 1922, continua intacto, demonstrando que foram escolhidos os materiais e os recursos errados no projeto, que deveria prever a força do mar, incluindo seus efeitos.

Não tem como olhar as imagens do acidente, sem questionar o fato de que milhões de reais foram investidos erroneamente, enquanto que o dinheiro do contribuinte desce pelo ralo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Delinquência e Glória

Para o poeta não importa

Se a vida é feita de derrotas

Ou se comunga nas vitórias,

Porque, no final do conflito,

Só haverá a glória interna,

Suplantada no teor da conquista.

 

Não haverá troféu ou medalha.

A banda tocará no bar lá na esquina.

As pessoas continuarão no egoísmo de suas vidas,

Enquanto que o artista encerrará com um ponto,

Admirando o âmago da sua escrita,

Declamando cada verso com rima.

 

 

E é assim que se forja a arte na artéria,

Inundando suas lágrimas no quarto escuro,

Tirando de si a grandeza e a delinquência do riso.

O poeta se transforma no júri, nos aplausos e na plateia.

Ele se alimenta de si e da sua abstração intuitiva,

Pois a inovação é a criatividade em movimento.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Doir, um homem simples com ideias inovadoras

P_20160301_132837_1_p_1Na construção do perfil político do Município de Rio Bonito, tenho encontrado pessoas cheias de boas intenções, mas com pouco conhecimento e domínio do assunto, principalmente, para o cargo de vereador. Aliás, diga-se de passagem, de boas intenções, Brasília está cheia, enquanto que pouco funciona na máquina pública do Estado.

Todavia, há uma pessoa, que passei a admirar ao longo dos anos, por causa da sua dedicação, carisma e, principalmente, a preocupação com Rio Bonito. Ele se chama Doir Rodrigues de Sá, que apresenta um diferencial interessante na sua proposta legislativa: – Constituir um conselho de pessoas ligadas aos setores da sociedade, para auxiliarem na diversidade legislativa e na governância comunitária. E assim, o homem que possui o coração proporcional a sua estatura, vem se dedicando aos bairros do Monteiro Lobato, Olarias, Praça Cruzeiro, Ipê e o interior do município, aprendendo e se aperfeiçoando a cada eleição, dedicado ao sonho de poder realizar mais projetos e inovações nas políticas públicas.

Com o discurso rígido e caloroso, o Doir sabe que a política pode ajudar as comunidades no processo de inclusão. Entretanto, o processo depende mais das próprias comunidades, com suas respectivas associações de moradores e demais organizações sociais, do que da política institucional por si só, porque não existe vitória, sem luta e sacrifício.

Na última eleição municipal em 2012, Doir obteve 484 votos nas urnas. Todavia, diante da insatisfação popular, seu nome tem aparecido nas pesquisas da opinião pública. Todavia, como é de costume no Brasil, a concorrência está dizendo que Doir está impugnado ou inelegível por causa das contas na última eleição. A verdade do fato jurídico é que o Doir não está impugnado ou inelegível, tendo em vista que o problema das contas foi resolvido. Logo, caso ele venha concorrer ao legislativo municipal nas próximas eleições, não se deixem levar pelas mentiras plantadas por pessoas, que não sabem competir dentro das regras e da ética. No mais, se dê a oportunidade de escutar suas ideias e propostas. Se não for pelo próprio, então que seja por seus conhecidos, porque a integridade não precisa do cartão de visita para ser reconhecida.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Reunião sobre transporte universitário com o presidente da câmara de tangua, Luciano Lúcio, em 19/02/2016.

Luciano Lúcio, Ricardo Abrahão e a reunião em busca das soluções ao transporte universitário riobonitense

A ausência do Governo e da Câmara Municipal, nos últimos anos, levou a município de Rio Bonito à decadência, enquanto que os municípios vizinhos, tais como Tanguá e Silva Jardim conquistaram parte dessa energia no crescimento econômico e social, através das políticas públicas.

Desde o momento que Luciano Lúcio (PSDB) assumiu a presidência da Câmara Municipal de Tanguá, a cidade passou a gozar do exercício da transparência e da participação popular, através da comunicação formal e das redes sociais, aproximando a sociedade do governo e das políticas públicas.

O sucesso do trabalho desenvolvido no município vizinho foi tão elevado, que a nova geração dos líderes comunitários e pré-candidatos  está fazendo questão de quebrar os muros ideológicos, políticos e partidários, em nome da aprendizagem e do bem comum. E assim, seguindo o mesmo propósito, Ricardo Abrahão (PSOL) marcou sua presença na Câmara Municipal de Tanguá, no dia 19/02/2016 (Quinta-Feira), às 09:00 horas, motivado pelo problema no transporte universitário, que está afetando Rio Bonito e Tanguá.

Em conversa informal com o Ricardo Abrahão, o jovem me demonstrou entusiasmo com a reunião, enquanto que ficava evidente a grande diferença entre a postura dos governos dos dois municípios sobre o transporte universitário:  – Tanguá demonstra boa vontade no diálogo e na solução dos problemas, materializando as ações através das reuniões com os universitários, o  presidente da Câmara Municipal e o Prefeito, Valber. Em Rio Bonito, por outro lado, não há diálogo e boa vontade por parte do governo, que sempre utiliza o tom da ameaça, que atrapalha a comunicação entre a prefeita e os universitários.

Luciano Lúcio indicou um bom exemplo de liderança, participação social e cidadania, quando uma aluna, representando todos os universitários, redigiu um documento detalhando todos os problemas. A partir disso, o Prefeito e a Câmara dos Vereadores trabalham nas soluções, demonstrando o comprometimento de todas as partes, mesmo diante das dificuldades.

Para Ricardo Abrahão, o transporte universitário pode ser igual ou melhor que o modelo de Tanguá, desde que os estudantes se organizem continuamente, constituindo a unidade em nome da causa, para garantir a continuidade e a qualidade do serviço às futuras gerações, através das políticas públicas, baseadas na comunicação transparente entre a sociedade e as instituições políticas.

Não poderia terminar este artigo, deixando de expressar o fato de que a cidade de Rio Bonito necessita de uma Câmara Municipal mais ativa e participativa, com novas ideias e dinâmicas nas políticas públicas, que lute pela cidade e enfrente o Poder Executivo, quando este não estiver trabalhando corretamente. Todavia, ouso discordar do Ricardo, quanto à unidade dos universitários, tendo em vista que a maioria deles quer garantir o uso do transporte para atender suas necessidades momentâneas, enquanto que acreditam que, com a redação de um documento, poderão transformar o transporte universitário riobonitense em política pública continuada. Todavia, a Câmara Municipal está sem boa fé e vontade para resolver o problema, enquanto que somente o Poder Executivo pode apresentar Leis que geram custos ao erário público. Logo, clamo para que a luz da sabedoria paire sobre as mentes da nossa juventude, e que a mesma se permita conhecer as soluções dos nossos vizinhos, além de assumirem o fato de que não haverá conquista ou glória, sem o pagamento da luta e da organização.

Ironicamente, a criança, chamada Tanguá, está ensinando a velha, Rio Bonito, como renovar.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A criatividade brasileira em tempos de crise

Em tempos de crise, com o dólar próxima dos R$4,00, a fila do desemprego aumentando a cada dia, bem como o mercado das festas de aniversário com orçamentos médios entre R$3.000,00 a R$4.500,00, colocando os aluguéis das casas de festa, o buffet  infantil e o restante do pacote, o único caminho é inovar e ser criativo.

Hoje, eu fui ao aniversário mais inteligente que já vi, tendo em vista que a família da amiga da minha filha optou em realizar o evento no Parque do Green Valley. Em suma, enquanto as crianças se divertiam nos brinquedos, os adultos ficaram debaixo da sombra de uma árvore, conversando desde política até os casos mais relevantes da sociedade riobonitense. O bolo foi organizado no gramado, junto com os doces e guloseimas, lembrando o típico piquenique dos filmes americanos.

Mas, a inovação do evento não ficou limitada somente a isso. Se analisarmos o contexto ambiental do parque, o evento foi agradabilíssimo, enquanto que não houve problema algum para estacionar o carro. Todos aproveitaram o fim da tarde e o nascer da lua.

Por fim, gostaria de agradecer a Lorena e sua família pelo convite carinhoso e pela oportunidade de poder compartilhar desta experiência saborosa e inovadora. Pessoalmente, eu gostaria muito que essa onda pegasse, desde que o parque continuasse limpo depois do evento, como fizeram hoje: – Cada grupo tinha seu saquinho de lixo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Compreendendo a cultura organizacional no Judiciário

Eu trabalho no Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, onde a instituição acredita que tudo possui um lugar no tempo e no espaço, utilizando-se de portarias, atos executivos e leis, objetivando a regulamentação das rotinas. Analisando a complexidade da minha organização orginal, dividindo toda sua estrutura de forma transversal, assim sendo em operacional, tático e estratégico, consigo ver que uma diversidade das metáforas, cujas compreensões só serão possíveis diante da capacidade da informação e do processamento do colaborador, logo, quanto maior for seu nível, seu acesso, seu conhecimento e sua carteira de contatos, maiores serão as chances do mesmo conseguir ver a complexidade organizacional, separando pedaço por pedaço de forma analítica. Logo, dentro dos cartórios, para os servidores, de forma generalizada, eu consigo ver a metáfora da máquina, se expandindo naturalmente para o organismo e a cultura. Quando o servidor atravessa a fronteira da chefia ou se torna membro do staff do magistrado, a metáfora segue como máquina, passando para o cérebro, expandindo-se para os fluxos e transformações, justificando, culturalmente, os instrumentos de dominação. Se o servidor não conseguir se ajustar à necessidade da inovação e da mudança, independentemente da sua posição na hierarquia e na relação com o poder, tenderá a cair na armadilha das prisões psiquicas, causando patologias subjetivas e sistêmicas dentro da organização, o que acarretará no seu retorno ao operacional e final da carreira, caso não saiba lidar com o processo, cuja compreensão também dependerá da forma que a instituição e o gestor observarão o fato e os efeitos das próprias rotinas.

De uma forma muito simples, consigo ver o aparelho psiquico de Freud em funcionamento em todas as organizações humanas. Também consigo ver o desenvolvimento orgânica e a especialização de cada departamento e colaborador, sendo o primeiro um novo órgão e o colaborador a célula que o alimenta e é alimentada pelo sistema. As metáforas podem ser aplicadas isoladamente em organizações simples. Entretanto, quanto maior for a complexidade organizacional, automaticamente, serão construídos sistemas formais e informais, que manterão um grau de consciência coletiva, que é maior do que soma de todos as consicências dos colaboradores.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior